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Unidade 2 Livro Didático Digital Sandra Lohn Vargas Gestão da Inovação e Competitividade Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Diretora Editorial ANDRÉA CÉSAR PEDROSA Projeto Gráfico MANUELA CÉSAR ARRUDA Autora SANDRA LOHN VARGAS Desenvolvedor CAIO BENTO GOMES DOS SANTOS Sandra Lohn Vargas Olá. Meu nome é Sandra Lohn Vargas. Sou formada em Gestão de Recursos Humanos e Biblioteconomia, com Especialização em Orientação Profissional, Mestrado em Administração e Doutorado em Administração e Turismo. Sou Professora no Ensino Superior na área de Gestão desde 2004, atuando também como Pesquisadora, Tutora em EAD, Orientadora em Trabalho de Conclusão de Curso e Editora de Revista Acadêmica. Lecionei em Instituições como Estácio de Sá, Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC, Faculdade Anhanguera e Grupo UNIASSELVI. Sou grata por ter sido convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! A AUTORA Olá. Meu nome é Manuela César de Arruda. Sou a responsável pelo projeto gráfico de seu material. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: ICONOGRÁFICOS INTRODUÇÃO: para o início do desenvolvimento de uma nova com- petência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de se apresentar um novo conceito; NOTA: quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento; REFLITA: se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre; ACESSE: se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas; SUMÁRIO Identificando Fatores que Envolvem a Estratégia e a Competitividade .......................................................................................... 11 O que é Estratégia? .............................................................................................. 11 Benchmarking como uma Ferramenta Estratégica .......................... 20 Entendendo a Relação da Competitividade e a Qualidade ..... 26 A Importância da Gestão de Processos ............................................ 34 A Relação com a Gestão das Competências .................................. 43 Gestão da Inovação e Competitividade8 UNIDADE 02 LIVRO DIDÁTICO DIGITAL Gestão da Inovação e Competitividade 9 Sabemos que as organizações precisam se adaptar e preparar para as mudanças do mercado, e dessa forma precisam desenvolver profissionais competentes, criativos, capazes de assumir riscos, lidar com incertezas do mercado e dedicados à singularidade de produtos e serviços oferecidos pela organização em que está inserido. E você está preparado para as mudanças constantes do mercado? Vem buscando desenvolver suas competências e habilidades? Veremos nessa unidade que as capacidades desenvolvidas em uma organização são dinâmicas, o que permitem às organizações desenvolver novas estratégias, baseado em suas necessidades e seu planejamento, permitindo atingir metas de competitividade e de desempenho perante o mercado. Vamos iniciar nossos estudos? Ao longo desta unidade letiva você irá mergulhar neste universo! INTRODUÇÃO Gestão da Inovação e Competitividade10 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Compreender definições sobre estratégia; 2. Entender a relação da competitividade e a qualidade; 3. Identificar a importância da gestão de processos; 4. Compreender a relação da gestão das competências; Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! OBJETIVOS Gestão da Inovação e Competitividade 11 Identificando Fatores que Envolvem a Estratégia e a Competitividade INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como se define estratégia e a relação com a competitividade. Além disso, você compreenderá um pouco mais sobre o benchmarking como uma ferramenta estratégica nas organizações. Veremos que ao elaborar a estratégia a organização precisará ter um olhar profundo e criativo em relação às mudanças constantes do mercado e necessidades do cliente, terá seu desempenho dependente das características do ambiente ao qual está inserido, do mercado e negócio ao qual competem, recursos e capacidades necessárias desenvolvidas para o negócio. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. O que é Estratégia? Sabemos que as organizações precisam se adaptar e preparar para as mudanças do mercado, assim como, seu ambiente interno necessita de profissionais competentes, criativos, capazes de assumir riscos, lidar com incertezas do mercado e dedicados à singularidade de produtos e serviços oferecidos pela organização em que está inserido. DEFINIÇÃO: Iniciamos esse tópico definindo estratégia como a direção ou o alcance de determinada ação em uma organização a curto, médio ou longo prazo, ou, a arte de conduzir algo. Nesse sentido, a estratégia significa como a organização irá usar seus recursos para alcançar seus objetivos (HSIEH; CHEN, 2011). Gestão da Inovação e Competitividade12 E você? O que entende por estratégia? Pense que ao iniciar um novo curso de Pós-Graduação você está definindo uma nova estratégia, cujo objetivo é cursar e concluir o curso ao final de 30 meses. E quais recursos você precisará para concluir esse curso? Certamente você precisará de alguns recursos como financeiro, dedicação para os estudos, tempo disponível para frequentar ou assistir as aulas, elaborar atividades exigidas no curso e finalizar com um trabalho de conclusão ou um estudo de caso. Agora vamos pensar na estratégia em uma organização. Seria diferente? Será que envolvem aspectos mais complexos quando pensamos em mercado, cliente, fornecedor, acionista, concorrente, profissional capacitado, financeiro e planejamento? IMPORTANTE: Ao elaborar a estratégia a organização precisará ter um olhar profundo e criativo em relação às mudanças constantes do mercado e necessidades do cliente. Porter (1996) apresenta em seus estudos o desenvolvimento de uma estratégia competitiva que determinará a maneira como a organização irá competir no mercado, analisando suas metas, estrutura, recursos e políticas necessárias. Estudaremos mais a frente. A estratégia envolverá recursos já existentes e o desenvolvimento de novos recursos. A Teoria da Visão Baseada em Recursos (Resource Based View -RBV) apresenta os fatores internos da organização como mais importantes no desenvolvimento de estratégias. A teoria baseia-se em autores clássicos como Wernerfelt, Penrose e Jay Barney. O termo Visão Baseada em Recursos surgiu na década de 80 e 90, como forma de se estudar e aprofundar a respeito da vantagem competitiva a partir dos recursos existentes e desenvolvidos na organização. Gestão da Inovação e Competitividade 13 Em um ambiente de concorrência a organização poderá estar com maior vantagem em relação ao seu concorrente quando existem recursos e competências, sendo seus recursos a fonte para obter vantagem competitiva perante o mercado. Ao falarmos em fatores internos daorganização referem-se aos recursos financeiro, físico, tecnológico, organizacional e humano. Nesse contexto será importante considerar os recursos presentes na organização como a capacidade, habilidade gerencial, processo e cultura organizacional, criação do conhecimento, marca, orientação para o mercado, relacionamento com o cliente e recursos financeiros. Na Unidade 1 já havíamos definido um pouco o que seria capacidade. Está relacionada com os recursos que a organização é capaz de utilizar de forma eficaz no contexto do mercado e das necessidades de seus clientes. Na prática os recursos da organização junto com as capacidades desenvolvidas formarão suas competências, permitindo a eficiência, qualidade em seus produtos e serviços, capacidade de resposta ao cliente, inovação, proporcionando uma diferenciação para a organização perante seus concorrentes e o mercado e gerando uma vantagem competitiva (JOÃO; SERRALVO; CARDOSO, 2009). Salientamos que as capacidades são dinâmicas, pois permitem às organizações desenvolver novas estratégias, de acordo com suas necessidades e seu planejamento. Poderá refletir em mudanças no mercado e combinar ação e transformação de recursos já disponíveis, o que facilita recombinar novos produtos e serviços. As organizações podem obter vantagem competitiva pela heterogeneidade dos recursos gerados e pela dificuldade de imitação pelos concorrentes. Barney (1991) e Barney e Hesterly (2007) apresentam a divisão dos recursos por categorias, como forma de entender a vantagem competitiva utilizando os recursos disponíveis: Gestão da Inovação e Competitividade14 • Recursos Financeiros: incluem todos os tipos de recursos financeiros necessários para que a organização defina e execute as estratégias. • Recursos Físicos: incluem fábricas, localização geográfica e acesso à matéria-prima. • Recursos Organizacionais: refere-se à estrutura formal da organização, os sistemas formais e informais de planejamento, controle e coordenação, a cultura, assim como relações entre grupos pertencentes à organização e outros externos. E então, ficou mais claro para você entender sobre os recursos necessários para uma organização captar ou desenvolver? Vamos entender um pouco mais? Os recursos de capital físico incluem a tecnologia utilizada na organização, instalações, equipamentos, localização e matéria-prima necessária para o desenvolvimento de um produto. Os recursos de capital organizacional referem-se à estrutura formal necessária para que a organização funcione e isso inclui o planejamento, coordenação e relações informais entre equipes da organização envolvendo o seu ambiente. Os recursos de capital humano referem-se ao treinamento, o conhecimento, as competências, a experiência, a inteligência, as relações, visões e ideias criativas individuais dos profissionais envolvidos na organização. IMPORTANTE: Na prática uma das maiores dificuldades e responsabilidade do estrategista é justamente avaliar se os recursos e capacidades adquiridas ou desenvolvidas na organização continuam agregando valor nos momentos de mudança do mercado e consequentemente se está gerando competitividade no mercado em constante mudança (BARNEY, 1991; BARNEY; HESTERLY, 2007). Gestão da Inovação e Competitividade 15 Figura 1: Estratégia e recursos Fonte: Pixabay As organizações são vistas como um conjunto de recursos e competências que lhes permitem competir e implementar estratégias específicas. Porém, na prática ser competitivo no mercado ou ter a vantagem competitiva sustentável é bastante complexo, pois envolvem vários fatores. DEFINIÇÃO: A vantagem competitiva diz respeito à criação de valor para uma organização durante a implementação de uma estratégia que não tenha sido implementada por nenhum outro concorrente. Assim, tem-se a vantagem competitiva sustentável quando nenhum concorrente seja capaz de duplicar os benefícios da estratégia implementada pela organização (BARNEY; HESTERLY, 2007). Gestão da Inovação e Competitividade16 Esses benefícios podem ser reconhecidos pelo melhor preço, qualidade no produto e prestação do serviço, profissional preparado com competências a fim para o seu cargo e atividade, gestão eficiente, rapidez no retorno ao cliente e atento às necessidades do mercado e cliente. Como forma de obter a vantagem competitiva sustentável os recursos em um uma organização precisam ser valiosos, raros, difíceis de serem imitáveis e difíceis de serem substituídos (BARNEY, 1991; BARNEY; HESTERLY, 2007): • Valiosos: significa quando os recursos são capazes de explorar oportunidades e neutralizar ameaças ambientais, permitindo à organização reduzir custos. • Raros: gerencia os recursos obtendo uma combinação rara, sendo que um recurso será raro quando não estiver disponível para muitas empresas, o que poderá garantir a sustentabilidade competitiva. • Difíceis de serem imitados: baseado nas condições históricas ao acesso aos recursos, entendimento da relação entre recursos e vantagem competitiva sustentável e recursos socialmente complexos. • Difíceis de serem substituídos: significa que não possui um recurso que seja substituto. E então? Conseguiu entender e diferenciar os recursos? Vamos exemplificar? Imagine que em sua organização exista um recurso ou capacidade considerado valioso, raro, difícil de imitar e substituir, significa que explorá-la gerará uma vantagem competitiva sustentável, pois a sua organização terá o diferencial em um produto ou serviço, obtendo uma combinação rara perante o concorrente e não estando disponível para outras organizações. Gestão da Inovação e Competitividade 17 REFLITA: Baseado em sua vivência organizacional, tente exemplificar com um produto ou serviço incluindo essas características em seus recursos (valiosos, raros, difíceis de serem imitáveis e substituídos), como forma de obter a vantagem competitiva em sua organização. Porém, salienta-se que nem todos os recursos serão capazes de gerar vantagem competitiva, pois os recursos até aqui estudados, podem ser transferíveis e não específicos de uma organização, ou seja, algumas organizações têm características mais tangíveis e outras mais intangíveis. Figura 2: Recursos humanos. Fonte: Pixabay Destaca-se aqui como um dos recursos estudados os recursos humanos, sendo uma capacidade da organização a ser desenvolvida e essencial para o sucesso do negócio, e talvez, o mais importante para gerar vantagem competitiva para a organização. Vimos que os recursos e capacidades em uma organização podem ser avaliados pelo gestor e sua equipe formada como um conjunto de ativos tangíveis e intangíveis pertencentes à organização, incluindo assim a gestão de habilidades, competências, rotinas, processos, pesquisa e desenvolvimento, informação e conhecimento (MACHADO, 2010). Gestão da Inovação e Competitividade18 Além dos recursos aqui citados, existem dois fatores importantes a se considerar em uma organização. A confiança, presente no relacionamento entre os membros da organização, o qual se torna essencial e mostra o quanto são capazes de desenvolver novas ideias, conhecimentos e compartilhar uns com os outros. O outro fator diz respeito à comunicação, primordial entre os membros da organização como forma de trocar informações, experiências, ideias e conhecimentos. Vimos também a importância de se manter uma boa comunicação entre todos os envolvidos com a organização e usarmos a capacidade tecnológica para facilitar e aprimorar essa comunicação (MACHADO, 2010). Dessa forma, será possível que a estratégia da organização esteja alinhada com as capacidades desenvolvidas e que gere vantagem competitiva perante o mercado em que a organização atua no sentido de que o gerenciamento desses recursos possa criar e desenvolver oportunidades para a organização (MACHADO, 2010). E você, após ter estudado um pouco maisa respeito de estratégia, recursos e capacidades, qual o seu conceito a respeito? É possível levar esses conceitos para a sua vivência profissional? Lembre-se que é bem importante no momento da leitura tentar buscar exemplos da sua vivência, como forma de deixar mais clara a explicação e entendimento sobre os temas estudados. Retomando ao nosso estudo, torna-se importante criar a capacidade que conduza a organização à adaptação contínua, permitindo a ela buscar oportunidades quando surgirem, pois, apenas um recurso não será o suficiente para gerar vantagem competitiva, precisará de vários recursos estratégicos, e assim, no seu tempo e conforme seus recursos estarão capacitados e preparados para o mercado. Gestão da Inovação e Competitividade 19 IMPORTANTE: Estudos no setor da indústria farmacêutica comprovaram após pesquisa aplicada que por meio de recursos internos identificados e utilizados pela organização, foi possível a implementação de estratégia competitiva, o que colaborou para o desempenho da organização de maneira positiva no mercado (TORRES; SOUZA, 2010). Identificou-se a vantagem competitiva da organização sobre a concorrência, baseada principalmente na capacidade de gerenciar os recursos estratégicos como força de vendas, pesquisa e desenvolvimento e marcas. Vimos que uma estratégia é criada para alinhar a organização ao ambiente em que ela está inserida, ambiente esse em que deve ser analisado quem são os concorrentes, seu potencial no mercado, seus pontos fortes e fracos em relação aos produtos e serviços oferecidos (BARNEY; WRIGHT; KETCHEN JR., 2001). Ao contrário, sem esse olhar e preocupação com os recursos necessários e capacidade para implementação poderá não ser favorável para o desempenho e sucesso da organização. Baseado no modelo das cinco forças, apresentado por Porter (1996), que estudaremos ainda nessa unidade, é possível entender que a organização é capaz de identificar oportunidades no mercado e adaptar seus recursos internos, adquirindo também recursos externamente para aproveitá-las. Podemos analisar nessa mesma linha de Porter (1996), que uma organização terá seu desempenho dependente das características do ambiente ao qual está inserido, do mercado e negócio ao qual competem, recursos e capacidades necessárias desenvolvidas para o negócio. Gestão da Inovação e Competitividade20 Benchmarking como uma Ferramenta Estratégica Iniciamos um novo tópico para apresentar uma das ferramentas adotadas na estratégia organizacional, o benchmarking, ferramenta essa que estimula a necessidade de mudança organizacional e busca conhecer práticas utilizadas por outras organizações. DEFINIÇÃO: A técnica de benchmarking baseia-se em um processo de pesquisa como forma de realizar comparações entre organizações ou atividades, possibilitando assim se criar um padrão de referência que possa comparar o desempenho com a concorrência e consiga melhorar o rendimento naquele aspecto medido (GARIBA JUNIOR, 2005). Trata-se de uma ferramenta que possibilita identificar fatores na organização que se deseja aperfeiçoar, busca-se investigar oportunidades de melhoria interna, adaptar melhores práticas do processo à cultura organizacional. Figura 3 - Técnica de Benchmarking. Fonte: Pixabay Gestão da Inovação e Competitividade 21 Vimos que a busca pelo conhecimento é essencial para o sucesso de uma organização, e a ideia de o benchmarking ser adotado como uma ferramenta estratégica vem somando ao fato de se buscar as melhores ideias e práticas para uma organização investigando outras organizações. Você se lembra do que vimos a respeito da criação do conhecimento? Retorne lá e leia novamente! Na busca pela qualidade dos produtos e serviços oferecidos ao mercado, a técnica do benchmarking proporcionará à organização informações que lhe servirão de base para melhoria ou mudanças em seus processos, usando como referência outra organização ou parte de seu processo de gestão. Podem ser organizações identificadas que em algum momento resolveram questões criticas de desempenho e superaram suas crises, nesse caso, servirão como uma comparação no sentido de promover melhorias. EXPLICANDO MELHOR: A ferramenta destina-se justamente para uma ação geradora de mudança, promotora de inovação, pois ao comparar uma organização com a outra poderá encontrar um diferencial como forma de gerar melhorias em sua gestão estratégica ou em produtos e serviços (ARAÚJO, 2001). Apresentamos aqui três tipos de benchmarking para analisarmos com mais calma: interno, competitivo e funcional ou genérico (ARAÚJO, 2001): • Interno: baseado em atividades que apresentam como vantagens a facilidade nos dados coletados e bons resultados, e como desvantagens o foco e a visão limitados. Trata-se de atividades similares em locais, departamentos ou unidades diferentes. Gestão da Inovação e Competitividade22 • Competitivo: baseia-se em casos de concorrentes diretos vendendo para uma mesma base de clientes, apresentando como vantagens informações relevantes para resultados de negócios, práticas e tecnologias comparáveis, e como desvantagens a dificuldade em coletar dados, devendo respeitar questões éticas. • Funcional ou genérico: baseia-se em organizações com processos mais avançados em seus produtos e serviços, já estando mais bem posicionado no mercado, apresentando como vantagens ações para identificar práticas inovadoras, tecnologias de ponta e fortes redes de relacionamento, o que retorna em bons resultados. E como desvantagens encontram-se dificuldades na transferência de práticas identificadas como exemplo, algumas informações não possibilitarem a transferência e necessitar de maior tempo. IMPORTANTE: Salienta-se que o benchmarking não significa um ato de copiar algo de outra organização, mas sim uma forma de aprendizado para melhorar a estratégia adotada. É princípio dessa ferramenta a reciprocidade, baseado em troca de informações de forma ética, visando resultados positivos (ARAÚJO, 2001). A organização envolvida busca identificar e analisar processos que se assemelhem a sua, e basear-se na comparação entre práticas, identificando oportunidades valiosas para o aperfeiçoamento de seus processos, e por fim, validando as informações obtidas. Apresentamos na sequência o processo de benchmarking dividido em cinco fases, segundo Camp (1998): Gestão da Inovação e Competitividade 23 1. Planejamento: fase e que se planeja as investigações e seus passos: o quê, quem e como.Nessa fase você deverá se questionar: o que devo usar como marco de referência? Com quem ou o que irei comparar? Como conseguirei coletar os dados? Seguindo pela análise, após determinar o quê, como e quem é preciso efetuar a coleta e análise dos dados. 2. Análise: fase em que se identifica com que será preciso efetuar a coleta e análise dos dados. Ao efetuar a coleta e análise você deverá se perguntar: os parceiros são melhores? Por quê? Quanto? E como as práticas adotadas poderão ser implementadas; 3. Integração: nessa fase usam-se as informações do benchmarking como forma de estabelecer metas operacionais para possíveis mudanças por meio de novas práticas; 4. Ação: nessa fase surgem as ações de implementação junto à comunicação; 5. Maturidade: essa fase será possível alcançar quando as melhores práticas identificadas nas fases anteriores estiverem de fato integradas ao processo da organização e aceitas pelos membros envolvidos no ambiente organizacional. Complementando, apresentam-se 10 passos para o processo de benchmarking ocorrer, segundo Camp (1998): 1. Identificar o que irá marcar como referência; 2. Identificar quais organizações serão comparativas; 3. Determinar qual método adotado para coleta de dados e efetuar a coleta; 4. Determinar qual a lacuna competitiva correta; Gestão da Inovação e Competitividade24 5. Projetarfuturos níveis de desempenho; 6. Comunicar descobertas de marcos de referência e obter aceitação pelos membros da organização; 7. Estabelecer metas funcionais; 8. Desenvolver planos de ação; 9. Implementar ações e monitorar melhorias; 10. Revisar marcos de referência. Estudamos na unidade anterior que a inovação e a capacidade tecnológica utilizam a informação e o conhecimento como forma de favorecer a produção e inserção no mercado de novos produtos e serviços, o que auxilia no processo da competitividade das organizações (GARIBA JUNIOR, 2005). Relaciona-se o benchmarking com a gestão do conhecimento considerando-se uma ferramenta importante para as organizações como forma de promover conhecimento, inovação e mudança no ambiente organizacional, assim como, aperfeiçoando processos organizacionais e exigindo comprometimento e tomada de decisões. Define-se como uma ferramenta promotora de inovação, pois busca encontrar o diferencial para a estratégia da organização. O benchmarking é uma ferramenta que pode propiciar melhorias no desempenho da organização, neste caso tendo como objetivo principal o cliente. SAIBA MAIS: Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Vídeo: “Benchmarking: o que é, como fazer e dicas para a vida real” (RENAUX), acessível pelo link http://bit.ly/3aTHWkT. Acesso em 13 jan. 2020. http://bit.ly/3aTHWkT. Gestão da Inovação e Competitividade 25 RESUMINDO: E então? Gostou do que estudamos? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir o que vimos. Você deve ter aprendido a respeito de estratégia e a relação com a competitividade. Vimos que em um ambiente de concorrência a organização poderá estar com maior vantagem em relação ao seu concorrente quando existem recursos e competências, sendo seus recursos a fonte para obter vantagem competitiva perante o mercado. Estudamos também nesse tópico uma das ferramentas adotadas na estratégia organizacional, o benchmarking, que estimula a necessidade de mudança organizacional e busca conhecer práticas utilizadas por outras organizações. E para você foi possível compreender a respeito dos temas? Reflita um pouco mais, responda as questões, participe dos desafios e dê sequência aos estudos! Gestão da Inovação e Competitividade26 Entendendo a Relação da Competitividade e a Qualidade INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como se define a competitividade e a qualidade. Além disso, você compreenderá um pouco mais sobre a diferenciação de produto e a satisfação, assim como a relação com a vantagem competitiva. Veremos alguns fatores que envolvem as organizações, como: fatores internos, estruturais e sistêmicos, assim como, algumas dimensões sobre a qualidade do serviço, para que possamos entender melhor sua definição. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Iniciamos esse tópico definindo a competitividade como a capacidade de uma organização de formular e implementar estratégias concorrenciais que permitam manter uma posição sustentável no mercado com seus produtos e serviços (COUTINHO; FERRAZ, 1995). Figura 4 - Competitividade nas organizações. Fonte: Pixabay Ao falarmos sobre competitividade devemos analisar alguns fatores que envolvem as organizações, como: fatores internos, estruturais e sistêmicos (COUTINHO; FERRAZ, 1995): • os fatores internos estão sob o controle da organização, sendo possível modificar quando necessário, como Gestão da Inovação e Competitividade 27 estratégias definidas, gestão de processos e produção, capacitação e treinamento de pessoas, investimentos e tecnologia; • os fatores estruturais podem afetar a organização sem que tenha controle direto, pois estão relacionados às condições da concorrência e do mercado consumidor, às escalas de operação, meios de produção, sistema fiscal e tributário; • os fatores sistêmicos podem ir além dos fatores internos e estruturais, estando relacionadas com as condições macroeconômicas, taxas de câmbio e juros, políticas tributárias, regulatórias e ambientais, ou ao desenvolvimento de novas tecnologias. Esses fatores, assim como os fatores estruturais, também não estão sob o controle da organização. Estudamos anteriormente que a tecnologia é um fator importante na transformação do ambiente competitivo de uma organização, pois influenciam no fluxo de informações e conhecimentos, influenciando diretamente na inovação de produtos, serviços, processos e orientação para o mercado (COUTINHO; FERRAZ, 1995). Podemos definir a vantagem competitiva sob o aspecto do posicionamento da organização ou como a capacidade de desenvolver seu produto ou serviço melhor do que a concorrência, assim como, quando apresenta desempenho superior aos seus concorrentes (SLACK, 1993). A vantagem competitiva é possível de se alcançar quando uma organização cria valor em um produto, serviço ou processo e outra organização concorrente não pode implementar, ou seja, implementa-se uma estratégia e cria-se valor para o mercado. EXEMPLO: Podemos usar como exemplo uma organização em que produz um determinado produto de alta tecnologia, mas que não possui vantagem competitiva. Outra organização desenvolve um produto com Gestão da Inovação e Competitividade28 baixa qualidade, mas por ser único no mercado é possível ter vantagem competitiva. Assim como o exemplo citado, outros fatores podem influenciar na conquista pela vantagem competitiva, como a inovação em um produto, poderá ser pode ser um mecanismo para ter vantagem competitiva sustentável em relação aos concorrentes. Dessa forma, a organização poderá se tornar competitiva no mercado em que atua, ou, obter vantagem competitiva sustentável, quando as outras organizações concorrentes não conseguirem imitar ou replicar a estratégia adotada. Isso quer dizer que há uma diferença entre o seu produto ou serviço e o do concorrente oferecido no mercado. E quem percebe essa vantagem? O mercado identifica a diferenciação e o valor no seu produto ou serviço, agregados à qualidade, preço, atendimento. E você pode se perguntar: por que algumas organizações são mais competitivas do que outras? Existem organizações com uma maior capacidade de orientação para o mercado, maior rede de relacionamentos e alianças, e outras apresentam dificuldades em acompanhar as mudanças do mercado ou manter importantes redes e alianças. EXPLICANDO MELHOR: Podemos considerar que aquelas organizações atentas às mudanças e capazes de aproveitar as oportunidades e necessidades do mercado, assim como, explorar seus recursos e capacidades desenvolvidas, conseguem promover o crescimento de seu negócio e ter vantagem competitiva (PORTER, 2000). Assim podemos considerar entre países diferentes, identificando-se que um país se desenvolve mais do que outro, em função de sua estrutura, gestão, seus recursos e capacidades utilizados em sua produção, obtendo Gestão da Inovação e Competitividade 29 o menor custo de produção e a diferenciação de produtos e serviços, gerando vantagem competitiva. Em sua opinião o que seria a diferenciação de produtos? Você consegue exemplificar? Reflita a respeito. A diferenciação de produtos significa a capacidade da organização em proporcionar ao cliente um valor excepcional, levando em conta a qualidade do produto e características especiais que podem ser agregadas ao produto, sendo algo diferente de qualquer outra organização. Em função da facilidade ao fluxo de informações sobre serviços e produtos oferecidos ao mercado, existe forte pressão por maior produtividade e lucratividade diante de uma concorrência crescente. Em resposta, surge a preocupação das organizações em adotar novas práticas de gestão a fim de se tornarem mais competitivas no mercado, como a gestão da qualidade,planejamento estratégico e financeiro, orientação para o mercado, gestão de projetos e produção, gestão das pessoas e da inovação. Vimos na unidade anterior que, independente do setor em que atua no mercado, porte ou número de colaboradores, as organizações precisam se adequar ao mercado e inovar de forma sistemática e contínua. Além disso, manter um ambiente propício para inovar, pessoas comprometidas, criativas e um método sistemático (CARVALHO; REIS; CAVALCANTE, 2011). Vamos citar como exemplo uma pequena empresa que desenvolveu técnicas de aproveitamento da fibra de poliamida no setor da moda, onde, novas aplicações da fibra geraram patentes nacionais e internacionais, além de projetos com pesquisa e inovação, desenvolvendo fortes alianças e parcerias com cooperativas e associações produtivas. Estudamos anteriormente a respeito da importância em manter alianças com associações e federações de empresas, institutos, universidades e centros de pesquisa, a fim de fomentar novos recursos e capacidades, essenciais para gerar inovação nas organizações e melhorar a produção e gestão em seu negócio. Gestão da Inovação e Competitividade30 REFLITA: Você está lembrado do conteúdo estudado a respeito desse assunto? Se for preciso retorne à unidade 1 e faça uma nova leitura. Reflita a respeito. Baseado no exemplo citado observam-se características para se desenvolver a capacidade de inovação, visto que se pôde desenvolver um novo tipo de têxtil, gerar novas oportunidades de mercado e sustentabilidade às comunidades locais. Ao falarmos em qualidade, esta se tornou elemento básico e essencial a todo produto ou serviço oferecido ao mercado, pois somente a redução de custos e uma base forte de conhecimento não são mais suficientes para se diferenciar frente à concorrência. DEFINIÇÃO: “A qualidade inicia-se pela identificação das necessidades dos clientes, seguindo o que podemos chamar de expressão funcional da necessidade (o que o produto/serviço deve fazer)’’. (PIRES, 2012, p. 43). E o que você entende por qualidade? Podemos entender a qualidade como aspectos de um produto ou serviço que permitem satisfazer as necessidades dos clientes. “A qualidade não está apenas na produção ou prestação de serviço, mas na relação da organização com os seus clientes”. (PIRES, 2012, p. 43). Estudiosos definem que existe uma forte ligação entre a qualidade do produto, serviço ou processo; a satisfação do cliente e o lucro da organização. Além disso, que os “níveis mais elevados de qualidade resultam em níveis mais elevados de satisfação de clientes”. (KOTLER, 2000, p. 79). Gestão da Inovação e Competitividade 31 E nesse contexto o que seria satisfação? Podemos definir que a satisfação irá depender do desempenho do produto ou serviço “percebido em relação ao valor relativo às expectativas” do cliente (KOTLER; ARMSTRONG, 1999, p. 6). EXPLICANDO MELHOR: “Entende-se que se o desempenho está de acordo com as expectativas, o cliente ficará satisfeito e se exceder as expectativas, o cliente ficará encantado”. (KOTLER; ARMSTRONG, 1999, p. 6). Figura 5 - Qualidade e satisfação. Fonte: Pixabay Gestão da Inovação e Competitividade32 Nesse sentido, complementando, apresentam-se cinco dimensões da qualidade do serviço, para que possamos entender melhor (HOFFMAN; BATESON, 2006, p.369-370): 1. Na ausência de um bem tangível o cliente avalia a gestão dos tangíveis à volta do produto ou serviço prestado; 2. A confiabilidade é uma dimensão importante para os clientes, o que reflete na coerência e a confiança que o desempenho de uma organização oferece ao cliente; 3. Em relação ao atendimento relacionam-se as competências desenvolvidas para que os profissionais da organização possam atender os clientes, o que reflete no compromisso da organização em fornecer os seus serviços prontamente e respondendo às expectativas do cliente; 4. A segurança é uma dimensão com forte relação entre a competência demonstrada, cortesia oferecida e segurança nas operações com a organização, incluindo os riscos físicos, financeiros e de confidencialidade; 5. A empatia é uma dimensão importante a fim de entender as sensações da outra pessoa como se fosse nossa, ou ainda, tentar perceber as sensações como sendo o cliente. A consequência em conseguir entender essas sensações será a organização obter sucesso e tornar os seus serviços acessíveis aos seus clientes. Gostaria de se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Vídeo: “Qualidade no atendimento ao cliente - NeoAssist” (THAMIRES), acessível pelo link: http://bit.ly/37FxbAD. Acesso em 13 jan. 2020. http://bit.ly/37FxbAD. Gestão da Inovação e Competitividade 33 RESUMINDO: E então? Gostou dos temas estudados? Agora vamos resumir o que vimos? Você deve ter aprendido a respeito de competitividade e a qualidade. Vimos que a competitividade se define como a capacidade de uma organização de formular e implementar estratégias concorrenciais que permitam manter uma posição sustentável no mercado com seus produtos e serviços. Estudamos que a vantagem competitiva é possível de se alcançar quando uma organização cria valor em um produto, serviço ou processo e outra organização concorrente não pode implementar. Vimos também que a qualidade se tornou elemento essencial a todo produto ou serviço oferecido ao mercado, pois somente a redução de custos e uma base forte de conhecimento não são mais suficientes para se diferenciar frente à concorrência. E para você foi possível compreender a respeito dos temas? Reflita um pouco mais, responda as questões, participe dos desafios e dê sequência aos estudos! Gestão da Inovação e Competitividade34 A Importância da Gestão de Processos INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como se define a gestão por processos. Além disso, você compreenderá um pouco mais sobre os objetivos para a implementação da gestão por processos, assim como, a relação existente entre a capacidade tecnológica, a inovação, os processos e a competitividade. Você deverá ser capaz de responder: Como identificar processos? Como gerenciar o fluxo de informação e conhecimento, atividades e produtos, visando satisfazer os clientes? Quais os recursos necessários para gerar os produtos que os clientes desejam adquirir? E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Iniciamos esse tema definindo como são constituídas as organizações, as relações existentes, como forma de alcançar seus objetivos e estratégias. Vamos lá? As organizações são constituídas por uma combinação de pessoas, procedimentos, tecnologia e outros recursos, interdependentes, que buscam alcançar objetivos comuns, de forma a minimizar o uso desses recursos e maximizar a produtividade. Por meio da gestão de processos em uma organização busca-se otimizar e melhorar a cadeia de processos, desenvolvida com o objetivo de suprir necessidades e expectativas das partes interessadas em uma organização (BARBARÁ, 2008). Dessa forma, assegura-se o melhor desempenho possível do sistema integrado a partir da mínima utilização de recursos e do máximo índice de acerto. Salienta-se que os processos permitem que a organização obtenha foco no atendimento ao cliente e assim possa dirigir seus recursos e esforços para a melhoria contínua do atendimento. Gestão da Inovação e Competitividade 35 Podemos definir processo como um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou um serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. Busca-se uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço, com um começo, meio e um fim, com entradas e saídas, claramente identificadas. Vamos relembrar alguns pontos que estudamos na unidade 1 quando falamos sobre capacidades desenvolvidas pelasorganizações, a fim de alcançar suas estratégias, objetivos e metas. Você se recorda desse tema estudado? Ao falarmos em gestão por processos entende-se como mais uma capacidade a ser desenvolvida pelas organizações, necessária para que juntamente com as demais capacidades da organização possa gerar vantagem competitiva perante seus produtos e serviços oferecidos ao mercado. A capacidade de gerir processos organizacionais está baseada em atividades coordenadas que envolvem: pessoas, como clientes, administrativos, gestores, acionistas e fornecedores; procedimentos; tecnologia e recursos. Definimos que para gerir a organização, com base na gestão por processos, torna-se necessário investigar algumas variáveis. Vamos fazer um exercício e nos perguntarmos? Busque a organização em que você atua ou que você administra e se pergunte: • Para que a organização existe, qual a sua missão ou negócio? • Quais são os seus processos críticos? • Quais os recursos necessários para gerar os produtos que os clientes desejam adquirir? • O que de essencial a Organização oferece para seus clientes? Gestão da Inovação e Competitividade36 • Como gerenciar o fluxo de informação e conhecimento, atividades e produtos, visando satisfazer os clientes? Como identificar processos? E então? Você conseguiu refletir a respeito? É importante procurar descobrir o que se faz como organização, levantar as atividades-chave necessárias para administrar e operar a organização, assim como, identificar atividades-chave e processos críticos. IMPORTANTE: Os processos organizacionais estão envolvidos em uma proposta de alinhamento bidirecional, ou uma perspectiva de reciprocidade, de forma que a etapa subsequente possa interferir de forma tanto reativa quanto proativa, não somente na fase antecedente como também ao longo da execução de todo o processo (BARBARÁ, 2008). Vamos tentar deixar mais clara a ideia a respeito das etapas de um processo organizacional? EXEMPLO: A etapa de treinamento e desenvolvimento poderá ocorrer em qualquer etapa do processo ou ao longo da execução de todo o processo, conforme a necessidade da área, setor ou profissional. Ou seja, o treinamento e desenvolvimento não ocorrerão somente na admissão de um profissional, mas sempre que for necessário. Como forma de complementar nossos estudos, vamos apresentar aqui sete objetivos para a implementação da gestão por processos, segundo Barbará (2008): Medir o desempenho do processo, levando em conta a satisfação dos clientes, colaborador e a contribuição financeira do processo; 1. Desenvolver uma cultura corporativa de cooperação, focada no aperfeiçoamento contínuo do processo, na responsabilidade do colaborador em todas as suas atividades e tarefas, e no cuidado de seu bem-estar; Gestão da Inovação e Competitividade 37 2. Eliminar tarefas e atividades que não adicionem valor; 3. Desenvolver competências múltiplas de forma contínua; 4. Incentivar as áreas funcionais a tornarem-se parceiras e interessadas no desempenho dos processos organizacionais; 5. Enfatizar a importância sobre o desenvolvimento de novas competências, treinando o pessoal para que busquem resultados por meio de atividades multifuncionais; 6. Agrupar os recursos humanos e os esforços centrados nos processos principais da organização, buscando benefícios de produtividade e qualidade. Consideramos os processos como a base de funcionamento de uma organização, a ideia de processos consiste como um fluxo de trabalho que contempla todos os tipos de realidades existentes em uma organização (BARBARÁ, 2008). Nesse sentido, todas as dimensões de uma organização podem ser compreendidas e controladas se o agente de observação conseguir identificar os processos existentes em cada área ou função da organização. Figura 6 - Gestão de processos como base de uma organização. Fonte: Pixabay Gestão da Inovação e Competitividade38 Destacam-se aqui algumas vantagens em se aprimorar a gestão de processos, segundo Barbará (2008) e Mendonça (2014): • maior conhecimento e visibilidade do processo; • obter a essência do trabalho detalhado do início ao fim; • buscar trabalhar o todo e não as partes; • concentrar em resultados e clientes, e não em atividades individuais e fronteiras organizacionais; • identificar oportunidades e pontos fortes e fracos; • manter uma estrutura organizacional orientada para pessoas; • reforçar o ambiente de trabalho e a cultura; • focar no cliente e focar no foco do cliente; • melhoria no processo de comunicação; • surgimento da figura do gestor do processo; • maior sentimento de propriedade do processo; • integração aos princípios e métodos da empresa; • menos níveis hierárquicos no processo decisório; • mais precisão e qualidade; • melhor utilização dos ativos; • mais agilidade de resposta; • menos tempo gasto nas operações; • descentralização da responsabilidade; • reordenação de tarefas que agregam valor; • eliminação de desperdícios e menor custo operacional; • minimização de atividades que não agregam valor. Gestão da Inovação e Competitividade 39 Salienta-se que a gestão do processo representa um alinhamento de passos, tarefas e atividades que ocorrem para atingir um objetivo previamente formulado pela organização em seu planejamento estratégico e que irá agregar valor. Figura 7 - Etapas da gestão de processos. Fonte: A autora Passos Tarefa Atividade Passamos a estudar aqui algumas ferramentas para identificar e representar os processos em uma organização. São representações gráficas que apresentam a trajetória de uma atividade, tarefa ou passo, que tem por objetivo mostrar o encadeamento das fases de um determinado trabalho na organização (BARBARÁ, 2008). IMPORTANTE: Apresenta-se o fluxograma como uma das ferramentas para melhor identificar o processo em uma organização. Esses devem ser elaborados passo a passo, apresentando cada etapa do trabalho executado, identificando sua menor partícula, assim como seu executor (BARBARÁ, 2008). E então? Está compreendendo a importância da gestão de processos no contexto organizacional? Na sequência, vamos entender alguns benefícios ou vantagens sobre as ferramentas adotadas, como forma de identificar e aprimorar o processo, segundo Mendonça (2014): • Facilitar o trabalho por meio da combinação, eliminação de fases ou passos desnecessários nas etapas do processo; • Visualizar, localizar, corrigir ou eliminar movimentos ou contatos desnecessários no processo; • Identificar e permitir o estudo sobre a melhor sequência Gestão da Inovação e Competitividade40 de fases para um determinado processo; • Permitir a capacidade de comunicação entre as pessoas no contexto organizacional; • Permitir que cada profissional conheça cada etapa do processo da organização. Vamos agora definir o que seria mapeamento de processos. Você saberia definir? Primeiramente mapeamento ou mapear significa diagramar, desenhar, esquematizar ou estruturar. E no contexto do nosso estudo mapear quer dizer desenhar ou estruturar um processo existente em uma organização, seja em uma área específica, como recursos humanos, seja no desenvolvimento de um produto, como um veículo, seja, na prestação de um serviço, como o atendimento para a venda de um veículo. Para cada exemplo citado existe um processo, um passo a passo para que se realize a atividade fim. Esse passo a passo poderá estar representado por meio de um fluxograma, para que todos os profissionais envolvidos entendam suas etapas, ou, por meio de um documento ou manual. Nesse sentido, entendemos o mapeamento de processos como uma importante ferramenta gerencial, analítica e de comunicação, cujo objetivo é melhorar os processos existentes ou implantar uma nova estrutura na organização, conforme o momento e a necessidade. Vamos entender quais são os benefícios para se adotaro mapeamento de processos como uma ferramenta gerencial, conforme Mendonça (2014): • a redução de custos no desenvolvimento de bens e serviços; • a redução nas falhas de integração entre sistemas; • a melhoria no desempenho da organização; • um melhor entendimento dos processos atuais ou simplificar o entendimento. Gestão da Inovação e Competitividade 41 Ao adotar a ferramenta em sua gestão de processos busca-se como ponto principal aperfeiçoar o processo existente na organização ou iniciar e estruturar o mapeamento do processo de cada área ou unidade da organização. IMPORTANTE: Destaca-se a importância da comunicação nesse contexto do mapeamento de processos, sendo um dos fatores primordiais quando estudamos esse tema, pois, justamente uma das principais falhas nas etapas de um processo, independente de ser produto ou serviço, está na comunicação, prejudicando a qualidade e o sucesso de uma organização. Vimos que uma das formas de representação da gestão de processos é o fluxograma e outra forma aqui apresentada como forma de estruturar os processos são por meio de manuais administrativos. Trata-se de documentos desenvolvidos com a finalidade de uniformizar os procedimentos existentes nas organizações, devendo ser observados nas diversas áreas cujas atividades e tarefas ocorrem. Busca- se dessa forma também aperfeiçoar o sistema de comunicação, favorecer a integração dos diversos subsistemas organizacionais, assim como entre profissionais participantes do processo existente. Estamos nos referindo a documentos como instrumentos normativos cuja finalidade é obter a flexibilidade e agilidade em se adaptar às mudanças nos processos e nas necessidades da organização frente ao mercado e aos negócios. Os documentos ou manuais devem conter instruções necessárias e suficientes para possibilitar a compreensão do assunto em pauta e serem distribuídos a todos os profissionais que deles necessitem. Vamos relembrar aqui alguns temas já estudados e diretamente relacionados com o contexto dos recursos, estratégias e capacidades desenvolvidas pelas organizações, a fim de se obter um bom desempenho e vantagem competitiva perante o mercado. Gestão da Inovação e Competitividade42 Após refletir sobre os objetivos para a implementação da gestão por processos, vamos nos perguntar: Qual relação existe entre a tecnologia da informação, a inovação e o mapeamento dos processos? Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Vídeo: “As vantagens da gestão por processos” (FONSECA), acessível pelo link http://bit.ly/38Sg3b3. Acesso em 15 jan. 2020. RESUMINDO: E então? Gostou do que estudamos? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo neste tópico, vamos resumir o que vimos. Você deve ter aprendido a respeito de gestão por processos e os objetivos para a implementação em uma organização, assim como, a relação existente entre os processos e a capacidade tecnológica, a inovação e a competitividade. Vimos que os processos estão envolvidos em uma proposta de alinhamento bidirecional, de forma que a etapa subsequente possa interferir de forma tanto reativa quanto proativa. Estudamos também que o mapeamento de processos é uma importante ferramenta gerencial, analítica e de comunicação, que busca melhorar os processos existentes ou implantar uma nova estrutura na organização. E então? Foi possível compreender os temas estudados? Reflita um pouco mais, responda as questões, participe dos desafios e dê sequência aos estudos! http://bit.ly/38Sg3b3 Gestão da Inovação e Competitividade 43 A Relação com a Gestão das Competências INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender como se define competência. Além disso, você compreenderá um pouco mais sobre a gestão por competências e o mapeamento como uma ferramenta estratégica a ser desenvolvida nas organizações. Estudaremos a competência como a capacidade em combinar e integrar recursos em produtos e serviços, associada à competitividade da organização pela inter-relação dinâmica estabelecida entre as competências e a estratégia competitiva. E então? Motivado para estudar e desenvolver esta competência? Então vamos lá. Iniciamos esse tópico abordando o tema competência, já citado algumas vezes nas unidades 1 e 2, e considerado de suma importância para o sucesso de uma organização. A competência está relacionada aos processos de uma organização, seja no desenvolvimento de produtos ou na prestação de serviços, às pessoas pertencentes à organização, à sua cultura e suas estratégias, estando diretamente relacionadas com a gestão da organização e ao negócio. O exercício da competência pode manifestar-se como uma tomada de iniciativa bem-sucedida do indivíduo na atividade ou função pelo qual assumiu a responsabilidade naquela organização em que está inserido. Nesse sentido, é necessário definir critérios de êxito e estabelecer relação entre a mobilização da competência e o desempenho. Entendemos que a competência é o saber agir com responsabilidade, que significa na prática mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, agregando valor econômico à organização e social ao indivíduo (FLEURY; FLEURY, 2001). Nesse sentido, considera-se “o saber”, que se referem a conhecimentos formais adquiridos pelos indivíduos, “o saber-fazer”, que Gestão da Inovação e Competitividade44 remete as suas habilidades também adquiridas, “o saber-agir”, referente a atitudes e comportamentos dos indivíduos, o que gera aprendizagem e inovação nas organizações. A competência é definida como a capacidade em combinar, misturar e integrar recursos em produtos e serviços. Torna-se possível associar a competitividade de uma organização pela inter-relação dinâmica entre as competências e a estratégia competitiva. Sabe-se que para competir com sucesso uma organização precisa ser capaz de ampliar suas oportunidades frente ao mercado, considerando a organização como um portfólio de competências essenciais e não como unidades de negócios independentes (HAMEL; PRAHALAD, 1995). Vimos em unidades anteriores que a aprendizagem individual contribui para a aprendizagem organizacional, que antecede a criação do conhecimento organizacional, sendo fator gerador de inovação em um processo contínuo da organização. Você está lembrado que estudamos o tema aprendizagem em unidades anteriores? Como você diferencia aprendizagem individual e organizacional? Dando continuidade, a inovação como estratégia de competitividade organizacional, exige a criação de conhecimento na organização, criado a partir de processos de aprendizagem individual e organizacional, como já visto em unidades anteriores. IMPORTANTE: As competências desenvolvidas podem gerar vantagem competitiva para a organização, combinando recursos e rotinas organizacionais com a estratégia da organização, no sentido de que gestão dos recursos possa criar e desenvolver oportunidades para a organização (MACHADO, 2010). Nesse contexto, as organizações podem ser definidas como conjuntos integrados e articulados de competências, estando prontas Gestão da Inovação e Competitividade 45 para serem aplicadas a qualquer necessidade ou oportunidade que surja no mercado, antes que os concorrentes o façam. Voltamos a citar a importância em desenvolver a capacidade de orientação para o mercado, como forma da organização estar sempre pronta e atenta para avaliar novas oportunidades e necessidades do mercado, como estudamos anteriormente. Associamos aqui a importância em desenvolver a capacidade de orientação para o mercado e competências. As organizações passaram a migrar do velho conceito de cargo para conceitos novos, como trabalho e equipe e a noção de competências organizacionais. Salienta-se que para o sucesso da organização as competências essenciaisprecisam ser desdobradas em competências funcionais, sendo ainda desdobradas em competências gerenciais e individuais das pessoas (LUZ, 2008). Analisamos que a construção, o desenvolvimento e a aplicação das competências organizacionais, funcionais, gerenciais e individuais, impõem um tratamento integrado ao sistema de Administração de Recursos Humanos, ou Gestão de Pessoas, no sentido de oferecer melhores resultados para as pessoas e a organização. Nesse contexto, apresentam-se alguns fatores que influenciam o desempenho e a eficácia da organização (LUZ, 2008): • funcionamento da organização como um sistema integrado; • qualidade na comunicação com todos os envolvidos na organização; • clareza nos objetivos individuais e organizacionais; • cooperação entre pessoas e unidades; • confiança recíproca entre os envolvidos com a organização; • distribuição e uso do poder; Gestão da Inovação e Competitividade46 • eficácia na resolução de conflitos; • adaptabilidade à mudança. DEFINIÇÃO: A gestão por competências deve ser um processo contínuo e estar alinhada com as estratégias organizacionais. Busca-se nesse sentido incentivar, estimular, orientar e impulsionar seus colaboradores (DUTRA, 2004). Baseado na estratégia definida cria-se uma equipe permanente de seleção, considerando as habilidades, atitudes, perfil, personalidade e valores de cada indivíduo, e não apenas o conhecimento técnico, considerando as características da atividade do cargo. Geram-se recursos importantes para o aperfeiçoamento das capacidades, cria-se um ambiente produtivo e desafiador, valorizando o capital humano. Busca-se suprir possíveis deficiências encontradas em setores da organização, envolvendo funções desde a seleção e treinamento, avaliação, desempenho e qualificação dos colaboradores. Figura 7 - Valorização do capital humano. Fonte: Pixabay Gestão da Inovação e Competitividade 47 Figura 7 - Etapas para desenvolver a gestão por competências. Fonte: Adaptado pela autora Nesse contexto, apresentam-se algumas vantagens para se adotar a gestão por competências nas organizações, segundo Dutra (2004), como: • integração das áreas de Recursos Humanos na estratégia e objetivos da organização; • atração e retenção de talentos; • criação de um banco de talentos com potencial interno; • definição das necessidades de treinamento; • descrição e avaliação dos cargos; • reavaliação e redesenho da estrutura dos cargos; • remuneração por competências; • avaliação das competências e resultados. E então está claro o conteúdo apresentado até aqui? Faça uma reflexão a respeito de cada vantagem citada para se adotar a gestão por competências nas organizações. Você concorda? Qual a sua opinião a respeito? Na sequência apresentam-se seis etapas para se desenvolver a gestão por competências nas organizações, citando: 1. Sensibilização, 2. Identificação das competências, 3. Reavaliação dos cargos, 4. Treinamento, 5. Avaliação das qualificações, 6. Avaliação de desempenho. Gestão da Inovação e Competitividade48 1. Sensibilização: busca esclarecer com a alta gerência primeiramente o que vai ocorrer na organização e na sequência com os demais colaboradores. Todos precisam entender os objetivos, missão e valores da organização; 2. Identificação das competências: busca identificar os requisitos para cada função. Inicia a pesquisa com gerentes a respeito das competências exigidas para cada cargo e atividades. Na sequência ocorre a pesquisa com os colaboradores a respeito das competências do cargo, medindo o nível das competências por meio de pesquisa, por meio de instrumentos de pesquisa; 3. Reavaliação dos cargos: busca analisar as competências exigidas para cada cargo e analisar as competências de quem ocupa o cargo. Dessa forma verifica se necessita de realocação de cargos ou treinamento, analisando a estrutura de carreira e sistema de remuneração da organização; 4. Treinamento: busca desenvolver os colaboradores de acordo com as competências exigidas para cada cargo da organização; 5. Avaliação das qualificações: buscam analisar competências dos cargos, potencial dos colaboradores, candidatos para promoções / movimentações, sucessões e interesses de carreira; 6. Avaliação de desempenho: busca avaliar a evolução das competências para cada cargo e respectivos colaboradores, devendo ser um processo contínuo. Você está lembrado que na unidade anterior definimos o que seria mapeamento? Vimos que mapeamento ou mapear significa desenhar, diagramar ou esquematizar. Aqui nesse contexto a respeito do tema competências vamos estudar o mapeamento da gestão por competências. Gestão da Inovação e Competitividade 49 São apresentadas aqui duas ferramentas para aperfeiçoar e facilitar a gestão por competências: o mapeamento do perfil de competências organizacionais e o mapeamento e mensuração de habilidades por cargo. Dessa forma, destacam-se cinco passos para a realização do mapeamento, segundo Dutra (2004): 1. Buscar as percepções de competências organizacionais: extrair da cultura e da estratégia organizacional as informações capazes de definir atributos de competência válidos para todos na organização; 2. Buscar as percepções de competências para os cargos a serem mapeados: extrair as informações específicas a cerca dos cargos que permitirão elencar os atributos de competência necessários a cada um deles; 3. Extrair das percepções os atributos de competência imprescindíveis para a eficácia do colaborador no cargo: gerar, para cada cargo, uma lista dos atributos (conhecimentos, habilidades e atitudes) necessários ao melhor desempenho do profissional no cargo; 4. Agrupar os atributos similares: analisar o conjunto dos atributos, buscando similaridades que facilitem a criação das competências; 5. Definir e formar as competências para cada cargo: definir competências específicas através dos grupos de atributos. Baseado no mapeamento do perfil de competências organizacionais e o mapeamento e mensuração de habilidades por cargo, são necessários instrumentos para realização do mapeamento, segundo Dutra (2004): • Documental: baseado na análise do conteúdo da missão, visão de futuro, objetivos e outros documentos relacionados à estratégia organizacional. • Observação: identifica quais os principais processos que a função observada realiza e como o colaborador se relaciona com outros processos e áreas da organização. Gestão da Inovação e Competitividade50 • Questionários ou Entrevistas: buscam perguntar diretamente para os colaboradores que exercem o cargo, quais são as competências necessárias para realizar as tarefas, sendo a segunda parte do plano de mapeamento de competências. • Grupos Focais: buscam identificar por meio de grupos quais são as competências necessárias para realizar as tarefas. Finalizando esse tópico, vimos que diferentes combinações de capacidades como inovação, tecnológica, orientação para o mercado, processos, e diferentes conjuntos específicos de conhecimentos, habilidades e rotinas, somados aos elementos estudados na teoria das competências, como produtividade, comunicação, cooperação e relacionamento interpessoal, permitem que uma organização desenvolva competências individuais e coletivas, cujo objetivo é atingir metas de competitividade e de desempenho perante o mercado. Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Vídeo: “Gestão de pessoas: conhecimento e competência” (GORDILHO), acessível pelo link http://bit. ly/2Ua4fg4. Acesso em 15 jan. 2020. RESUMINDO: E então? Gostou do tema estudado nesse tópico? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir o que vimos. Você deve ter aprendido a respeito de competência, gestão por competências e o mapeamento como uma ferramenta estratégicaa ser desenvolvida nas organizações. Vimos que a competência pode ser entendida como a capacidade em combinar e integrar recursos em produtos e serviços. Estudamos também nesse tópico que a gestão por competências deve ser um processo contínuo nas organizações e estar alinhada com as estratégias organizacionais. E para você foi possível compreender a respeito desses temas? Reflita um pouco mais, responda as questões, participe dos desafios e dê sequência aos estudos! http://bit.ly/2Ua4fg4. http://bit.ly/2Ua4fg4. Gestão da Inovação e Competitividade 51 REFERÊNCIAS ARAUJO, Luis C. G. Organização, sistemas e métodos e as modernas ferramentas de gestão organizacional. São Paulo: Atlas, 2001. BARBARÁ, Saulo. Gestão por processos: fundamentos, técnicas e modelos de implementação. São Paulo: Qualitymark, 2008. BARNEY, Jay. B. Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, v. 17, n. 1, p. 99-120, mar. 1991. BARNEY, Jay. B. Is the resource-based “view” a useful perspective for strategic management research? yes. Academy of Management Review, v. 26, n. 1, p. 41-56, 2001. BARNEY, Jay. B.; HESTERLY, William S. Administração estratégica e vantagem competitiva. São Paulo: Prentice Hall, 2007. BARNEY, Jay B.; WRIGHT, Mike; KETCHEN JR, David J. The resource based view of the firm: ten years after 1991. 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