Prévia do material em texto
EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO CESSAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO ❖ CONCEITO: “A cessação do contrato de trabalho é a terminação do vínculo de emprego com a extinção das obrigações para os contratantes”. (Sergio Pinto Martins) PRINCÍPIOS APLICÁVEIS 1. Princípio da continuidade da relação de emprego: o Direito do Trabalho adota diversas regras que visam dar a maior duração possível ao contrato de trabalho. As consequências advindas da extinção do contrato de trabalho transcendem o interesse individual das partes (empregado e empregador), atingindo, de forma mais ampla, a sociedade e a economia. O princípio em comento impõe a adoção de outras medidas restritivas ao término do contrato de trabalho, entre as quais se destacam a limitação de utilização de contratos por prazo determinado, a previsão de hipóteses de estabilidade e garantias de emprego e a regulamentação da suspensão e da interrupção do contrato de trabalho. Os princípios justrabalhistas mais relevantes nesta fase de término do contrato de trabalho são: PRINCÍPIOS APLICÁVEIS 2. Princípio das presunções favoráveis — a aplicação deste princípio no momento do término do contrato de trabalho se verifica sob três aspectos distintos: ■ presume-se que o contrato de trabalho foi celebrado por prazo indeterminado, somente se admitindo tratar-se de contrato a termo se houver comprovação de ajuste nesse sentido e, principalmente, de que o contrato foi celebrado de acordo com as exigências da lei para este tipo de pacto; ■ presume-se a continuidade da relação de emprego caso não seja incontroverso e nem haja prova de que houve seu rompimento; ■ caso seja incontroverso ou haja prova de que ocorreu o término do contrato de trabalho, presume-se que sua dissolução se deu por iniciativa do empregador, sob a modalidade de dispensa sem justa causa. Tal presunção funda-se em outra: presume- se que o empregado não tem interesse em romper o vínculo empregatício. PRINCÍPIOS APLICÁVEIS O princípio da presunção favorável é reconhecido pela jurisprudência, sendo consubstanciado pela Súmula 212 do TST: Súmula 212, TST: “O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado”. PRINCÍPIOS APLICÁVEIS 3. Regra da norma mais favorável — como corolário do princípio protetor, tal regra impõe a aplicação, no caso de término do contrato de trabalho, da previsão normativa mais favorável ao trabalhador. A importância desta regra no contexto do término do contrato de trabalho é inegável, pois, como bem esclarece Mauricio Godinho Delgado, “confere suporte à prevalência dos contratos de duração indeterminada em contraponto aos contratos a termo, além de assegurar respaldo ao conjunto de presunções favoráveis ao obreiro no tocante à continuidade da relação empregatícia e à forma de sua dissolução”. RESTRIÇÕES AO TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO • Encontramos na legislação trabalhista brasileira as seguintes medidas restritivas ao término do contrato de trabalho: 1. Imposição de restrições à adoção dos contratos por prazo determinado: os contratos por prazo determinado já são celebrados com a previsão de sua extinção, não permitindo, portanto, a efetivação da continuidade da relação empregatícia. Exatamente por isso, o ordenamento jurídico adota o contrato de trabalho por prazo indeterminado como regra, permitindo apenas excepcionalmente a celebração de contratos a termo. O reconhecimento da validade do contrato por prazo determinado só se dá nas hipóteses expressamente previstas pela lei (art. 443, § 2º, CLT, Lei n. 9.601/98, Lei n. 5.889/73 e outras hipóteses de contratos especiais.) RESTRIÇÕES AO TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO 2. Previsão de hipóteses de estabilidade e de garantias de emprego: como medidas restritivas ao término do contrato de trabalho, as estabilidades impedem a rescisão por iniciativa do empregador, salvo se houver a prática de uma justa causa pelo empregado. 3. Regulamentação dos casos de suspensão e de interrupção do contrato de trabalho: em determinadas situações em que os efeitos do contrato de trabalho não podem ser verificados, o legislador opta pela não extinção, determinando apenas a sua suspensão ou interrupção até que, com o desaparecimento da causa que levou à paralisação dos seus efeitos, seja possível a retomada de seu curso normal. FORMAS DE TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO A extinção do contrato de trabalho vai ocorrer de forma distinta, conforme se trate de contrato a termo ou de pacto celebrado por prazo indeterminado. Tendo em vista a dificuldade concreta encontrada pela doutrina para classificar as modalidades de extinção dos contratos de trabalho por prazo indeterminado, já que nem todos os tipos se encaixam como resilição, resolução ou rescisão, apenas para fins didáticos podemos dividi-las basicamente em quatro grupos, considerando o fator vontade das partes como critério classificador: ■ formas de extinção do contrato de trabalho por iniciativa do empregador (dispensa sem justa causa e dispensa por justa causa); ■ formas de extinção do contrato de trabalho por iniciativa do empregado (pedido de demissão e dispensa indireta); ■ forma de extinção do contrato de trabalho por comum acordo entre as partes; ■ formas de extinção do contrato de trabalho por fatos alheios à vontade das partes (morte do empregado ou do empregador pessoa física, extinção decorrente de ato de terceiro e factum principis). EXTINÇÃO DOS CONTRATOS POR PRAZO DETERMINADO A extinção do contrato de trabalho por prazo determinado pode ocorrer devido ao cumprimento do prazo previsto (extinção normal), mas também de forma antecipada, com a dispensa do empregado pelo empregador, com o pedido de demissão formulado pelo empregado ou em decorrência da prática de justa causa por qualquer das partes (extinção anormal). OCORRENDO A EXTINÇÃO NORMAL DO CONTRATO DE TRABALHO, PELO DECURSO DO PRAZO ESTIPULADO PARA SUA VIGÊNCIA , SÃO DEVIDAS AS SEGUINTES VERBAS RESCISÓRIAS: ■ saldo de salário; ■ 13º salário proporcional; ■ férias vencidas, acrescidas de 1/3, se houver; ■ férias proporcionais, acrescidas de 1/3; ■ liberação do FGTS (sem a indenização de 40%). A EXTINÇÃO ANORMAL DO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO PODE SE DAR PELOS SEGUINTES MOTIVOS: ✓ Rescisão antecipada por iniciativa do empregador (dispensa sem justa causa): Neste caso, são devidas as seguintes verbas rescisórias: ■ saldo de salário; ■ 13º salário proporcional; ■ férias vencidas, acrescidas de 1/3, se houver; ■ férias proporcionais, acrescidas de 1/3; ■ liberação do FGTS; ■ indenização do art. 479 da CLT, correspondente ao valor da metade dos salários que lhe seriam devidos pelo período faltante do contrato. A EXTINÇÃO ANORMAL DO CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO PODE SE DAR PELOS SEGUINTES MOTIVOS: ✓ Rescisão antecipada por iniciativa do empregado (pedido de demissão): Neste caso, são devidas as seguintes verbas rescisórias: ■ saldo de salário; ■ 13º salário proporcional; ■ férias vencidas, acrescidas de 1/3, se houver; ■ férias proporcionais, acrescidas de 1/3. O empregado, no entanto, deverá indenizar o empregador pelos prejuízos que resultarem desta ruptura antecipada, nos termos e limites do art. 480 da CLT. EXTINÇÃO DOS CONTRATOS POR PRAZO INDETERMINADO O término do contrato de trabalho por prazo indeterminado está condicionado à ocorrência de uma das diversas causas extintivas previstas pelo ordenamento jurídico. Algumas dessas modalidades de extinção do contrato de trabalho decorrem da iniciativa do empregador, outras são fruto da vontade do empregado, uma delas decorre de acordo entre as partes e, por fim, algumas ocorrem sem que tenha havido iniciativa de qualquer das partes, sendo causadas, portanto, por motivos alheios à vontadedas partes. Outras, ainda, pelas particularidades de que se revestem, não se encaixam especificamente em nenhum desses grupos. DISPENSA DO EMPREGADO SEM JUSTA CAUSA O empregador pode dispensar um empregado sem justa causa, cessando, assim, o contrato de trabalho. para tanto, porém, deverá pagar as reparações econômicas pertinentes. O empregador tem um direito potestativo de dispensar um empregado, ao qual este não pode se opor, salvas as exceções contidas na lei. Terá direito o empregado ao aviso prévio, 13º salário proporcional, férias vencidas e proporcionais, saldo de salários, saque do FGTS, indenização de 40% é direito ao seguro desemprego. DISPENSA DO EMPREGADO COM JUSTA CAUSA • O empregador poderá dispensar o empregado que comete falta grave, ou seja, com justa causa. A justa causa vem a ser o procedimento incorreto do empregado tipificado na lei, o que dá ensejo a ruptura do vínculo empregatício. ÔNUS DA PROVA • É do empregador o ônus da prova da existência de justa causa para a dispensa do empregado. Trata-se de um fato impeditivo do direito do obreiro as verbas rescisórias, que deve ser provado pela empresa (art. 818, II, da CLT). Em razão do princípio da continuidade da relação de emprego e da presunção que se estabelece que o obreiro é dispensado sem justa causa. ❖ Para faltas leves, o empregador deveria aplicar sanção pedagógica ao empregado, para que este não venha a incidir no mesmo ato. O ideal seria: primeiro, advertir verbalmente; segundo, advertir por escrito; terceiro, suspender o obreiro e depois dispensá-lo por justa causa. ❖Se a falta é grave, como de furto, o empregado deve ser dispensado de imediato, sem necessariamente ser advertido ou suspenso, pois, no caso, abala confiança existente entre as partes do contrato de trabalho. ART. 482 - CONS TITUEM JUS TA CAUSA PARA RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO PELO EMPREGADOR: a) ato de improbidade; CONCEITO: A improbidade revela mau caráter, perversidade, maldade, desonestidade. Ímproba é uma pessoa que não é honrada. O ato ensejador da falta grave pode ocorrer como furto, roubo, apropriação indébita de materiais da empresa, a falsificação de documentos etc. B) INCONTINÊNCIA DE CONDUTA OU MAU PROCEDIMENTO; ➢ A incontinência de conduta está ligada ao desregramento do empregado no tocante a vida sexual. São obscenidades praticadas, a libertinagem, a pornografia. ➢Tudo que não possa ser encaixado em outras faltas será classificado no mau procedimento. Será, portanto, uma atitude irregular do empregado, um procedimento incorreto, incompatível com as regras a serem observadas pelo homem comum perante a sociedade. c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço; ➢ CONCEITO: O trabalho concorrente ou prejudicial ao serviço é o que será proibido pela lei. A negociação diz respeito aos atos de comércio praticado pelo empregado. Essa negociação, segundo a lei trabalhista, deve ser feita sem permissão do empregador e com habitualidade. d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena; ➢ CONCEITO: Para haver a justa causa é preciso que o empregado seja condenado criminalmente com sentença transitado em julgado. Se a sentença ainda estiver em fase recursal, ou se o juiz concedeu suspensão da execução da pena (sursis) também não se caracteriza a justa causa. ➢ CONCEITO: A desídia pode ser considerada como um conjunto de pequenas faltas, que mostram a omissão do empregado no serviço, desde que haja repetição dos atos faltosos. Uma só falta não vai caracterizar a desídia. O empregado labora com o desídia no desempenho de suas funções quando o faz com negligência, preguiça, má vontade, displicência, desleixo, indolência, omissão, desatenção, indiferença, desinteresse, relaxamento. e) desídia no desempenho das respectivas funções; ➢ CONCEITO: A lei tipifica como justa causa embriaguez e não um ato de beber. Somente o empregado embriagado será dispensado e não o que vez ou outra tomou um aperitivo e não ficou embriagado. A embriaguez é proveniente de álcool ou drogas. Caso o empregado seja viciado ele deverá ser considerado como um doente, devendo ser tratado e não dispensado, sendo enviado ao INSS. f) embriaguez habitual ou em serviço; ➢ CONCEITO: Comete falta grave de violação de segredo da empresa o empregado que divulga marcas e patentes, fórmulas do empregador, sem seu consentimento, o que não deveria ser tornado público, configurando o prejuízo àquele. g) violação de segredo da empresa; ➢ CONCEITO: A indisciplina no serviço diz respeito ao descumprimento de ordens gerais de serviço. O empregado, por exemplo, descumpre as ordens gerais dadas pelo empregador, como as contidas no regulamento da empresa, em ordens de serviço, circulares, portarias , exemplo: não fumar. h) ato de indisciplina ou de insubordinação; ➢Já a insubordinação está ligada ao descumprimento de ordens pessoais de serviços específico. Não são ordens gerais do próprio empregador mas ordens do chefe, do encarregado ligadas ao serviço. Se a ordem do superior é imoral ou ilegal não se configura a insubordinação. ➢A orientação jurisprudencial se fixa no sentido de que o período a ser considerado para a caracterização do abandono de emprego deve ser de mais de 30 dias. Cabe ao empregador provar o abandono, devendo enviar carta registrada a residência do empregado para que justifique o abandono. i) abandono de emprego; ➢ CONCEITO: Abandono de emprego significa largar, deixar o posto de trabalho, desistir o operário de trabalhar na empresa de forma contínua. Se o empregado falta de forma intercalada não caracteriza abandono de emprego, e sim desídia. j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; ➢ CONCEITO: Os atos mencionados originam calúnia, injúria e difamação. Os referidos atos poderão ser praticados por palavras ou gestos. A legitima defesa, própria ou de outrem, excluirá a justa causa. ➢ CONCEITO: Os jogos de azar podem ser: jogo do bicho, loterias, bingo, roleta, bacará, de cartas, dominó, rifas não autorizadas etc. Se o jogo é realizado fora do horário de trabalho, como no horário de intervalo e não há prejuízo para o serviço, não se pode falar em justa causa. Para a caracterização da justa causa há a necessidade da habitualidade. l) prática constante de jogos de azar. m) perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado. ➢ CONCEITO: A conduta dolosa é a empreendida pelo empregado com a vontade de causar algum ato. Se a conduta do empregado for culposa, em que ele praticou ato por negligência, imprudência ou imperícia, e perde a habilitação para o exercício da profissão, não estará configurada a justa causa. Parágrafo único - Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional. ➢ CONCEITO: Só se considera justa causa para a dispensa do empregado à prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios contra a segurança nacional, como seriam os atos de terrorismo, de malversação de coisa pública etc. Despedida coletiva ❖ A legislação brasileira não trata de despedida coletiva, nem estabelece conceito no sentido do que é despedida coletiva.Não há proibição em lei da dispensa coletiva ou de que a empresa tenha de tomar certas providências para assim fazer. Pedido de demissão ❖ Não existe realmente pedido de demissão, mas comunicação do empregado de que não vai mais trabalhar. O pedido não precisa ser aceito. É ato unilateral. ❖O empregado terá de avisar o empregador com antecedência mínima de 30 dias de que não pretende continuar na empresa, devendo trabalhar durante o aviso prévio, salvo se for liberado pelo empregador. O empregado pode ter interesse em se desvincular do empregor o mais rápido possível pois já possui outro emprego. Nesse caso, não precisará cumprir o aviso prévio (S. 276 do TST). Pedido de demissão “Súmula nº 276 do TST Aviso prévio. Renúncia pelo empregado – O direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado. O pedido de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego.” Precedente Normativo 24 – O empregado despedido fica dispensado do cumprimento do aviso prévio quando comprovar a obtenção de novo emprego, desonerando a empresa do pagamento dos dias não trabalhados”. Pedido de demissão ❖ Não tem o empregado direito à indenização (artigo 477 da CLT), ao saque do FGTS e as guias do seguro desemprego. ❖Fará jus, porém, ao 13º salário proporcional (S. 157 do TST), férias vencidas e férias proporcionais (S. 171 e 261 TST). Rescisão indireta ❖ a rescisão indireta ou dispensa indireta é a forma de cessação do contrato de trabalho por decisão do empregado em virtude da justa causa praticada pelo empregador (artigo 483 da CLT). ❖A única maneira de se verificar a justa causa cometida pelo empregador é o empregado ajuizar a ação na justiça do trabalho, postulando a rescisão indireta de seu contrato de trabalho. ❖ As hipóteses para a justa causa do empregador estão dispostas nas linhas “a” a “g” do artigo 483 da CLT. Art. 483 - O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: a) forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato; ➢ CONCEITO: São serviços superiores a capacidade normal do empregado. Seria o caso de se fazer com que as mulheres ou menores empregassem força muscular de 30 kg para o trabalho contínuo, quando permitido seria apenas até 20 kg (art. 390 e § 5º do artigo 405 da CLT). Para os homens, não pode ser exigido serviço superior a 50 kg. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo; ➢CONCEITO: Ocorre com a existência de serviços defesos por lei, proibidos pela legislação. Seria o caso de um menor fazer serviços perigosos, insalubres ou trabalho noturno, que são vedadas pelo inciso XXXIII do art. 7º da CF. c) correr perigo manifesto de mal considerável; ➢CONCEITO: Diz respeito à exigência de serviços contrários aos bons costumes e a moral. d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato; ➢ CONCEITO: Refere-se a exigências de serviços alheios ao contrato de trabalho. Exemplo um empregado pedreiro que foi contratado para esse mister e o empregador exige serviços de carpintaria. e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama; ➢CONCEITO: É o que aconteceria com atos caluniosos, injuriosos ou de difamação. f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários. Morte do empregado ❖ a morte do trabalhador implica a cessação do contrato de trabalho, que é pessoal em relação ao empregado. ❖Falecendo o empregado e havendo herdeiros, certos direitos serão transferíveis, como o FGTS, saldo de salário e às férias vencidas e as férias proporcionais (S. 171 do TST) e o 13º salário proporcional. Outros direitos não são transferíveis, pois a indenização só se dá na dispensa por parte do empregador, o mesmo ocorre com o aviso prévio e as férias proporcionais se um empregado tem menos de 1 ano na empresa. Morte do Empregador pessoa física ❖ o § 2º do artigo 483 da CLT atribui uma faculdade ao empregado no caso de falecer o empregador constituído em empresa individual. Se a empresa individual encerra sua atividade, o empregado está automaticamente despedido, porém, se alguém continua com o negócio, ao empregado fica a faculdade de rescindir ou não o contrato, dispensado de dar aviso prévio ao empregador. Extinção da empresa ❖ Na extinção da empresa ou de uma de suas filiais, ou na falência do empregador, o empregado fará jus a todos os direitos previstos na legislação, pois não foi ele quem deu causa a cessação do contrato de trabalho. Cessação do contrato de trabalho por mútuo acordo das partes ❖ empregado e empregador poderão pactuar, mediante acordo, a cessação do contrato de trabalho. É o que se chama de distrato. Os próprios interessados estabelecerão quais serão as formas e consequências do rompimento do vínculo de emprego. ❖Não fará jus o empregado ao levantamento do seguro desemprego (§ 2º do art. 484-A da CLT). ❖É permitido o levantamento do FGTS limitada até 80% do valor dos depósitos (inciso I-A do artigo 20 da lei n.º 8.036/90.) Cessação do contrato de trabalho por mútuo acordo das partes ❖Serão devidas as seguintes verbas trabalhistas: I. por metade: O aviso prévio se indenizado e a indenização de 40% sobre o saldo do FGTS; II. Na integralidade: As demais verbas trabalhistas (artigo 484 a da CLT). Cessação do contrato de trabalho por culpa recíproca ❖Pode ocorrer que tenha havido falta tanto do empregado como do empregador, daí a existência de culpa recíproca. A falta do empregado estaria capitulada no artigo 482 da CLT e a falta do empregador estaria elencada no artigo 483 da CLT. Havendo culpa recíproca, a indenização devida ao empregado será reduzida à metade (art. 484 da CLT), assim como empregado fará jus a metade do aviso prévio, das férias proporcionais e 13º salário proporcional (S. 14 do TST). Cessação por advento do termo do contrato ❖ no término normal do contrato de trabalho de prazo determinado o empregado tem direito ao levantamento do FGTS, 13º salário proporcional, férias proporcionais. Não há direito a aviso prévio, pois as partes sabem de antemão quando é o término do pacto, nem há pagamento da indenização de 40% do FGTS, pois a iniciativa do rompimento não foi do empregador. ❖ o empregador que rescindir o contrato de trabalho antes do termo deverá indenizar o empregado com a metade da remuneração a que teria direito até o termo do contrato (artigo 479 da CLT). ❖ o empregado que se desligar antes do término do contrato por prazo determinado, deverá indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem (art. 480 da CLT). REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Leite, Carlos Henrique B. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. Disponível em: Minha Biblioteca, (13th edição). Editora Saraiva, 2021. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/ep ubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2- 0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710- 67c836e7f14a%5D%4025:1 Martins, Sergio P. Direito do trabalho . Disponível em: Minha Biblioteca, (39ª edição). Grupo GEN, 2023. Romar, Carla Teresa M. Direito do trabalho. (Coleção esquematizado®) . Disponível em: Minha Biblioteca, (9ª edição). Grupo GEN, 2023. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1 Slide 1: Extinção DO CONTRATO DE TRABALHO Slide 2: CESSAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Slide 3: PRINCÍPIOS APLICÁVEIS Slide 4: PRINCÍPIOS APLICÁVEIS Slide 5: PRINCÍPIOS APLICÁVEIS Slide 6: PRINCÍPIOS APLICÁVEIS Slide 7: RESTRIÇÕES AO TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO Slide 8: RESTRIÇÕES AO TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO Slide 9: FORMAS DE TÉRMINO DO CONTRATO DE TRABALHO Slide 10: Extinção dos contratos por prazo determinado Slide 11: Ocorrendo a extinção normal do contrato de trabalho, pelo decurso do prazo estipulado para sua vigência, são devidas as seguintes verbas rescisórias: Slide 12: A extinção anormal do contrato por prazo determinado pode se dar pelos seguintes motivos: Slide 13: A extinção anormal do contrato por prazo determinado pode se dar pelos seguintes motivos: Slide 14: Extinção dos contratos por prazo indeterminado Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48: Referência Bibliográfica