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09 (UNICAMP – SP - 2018) Mulher, 43 anos, procura o Pronto Socorro queixando- se de mal-estar geral, inapetência, cefaleia e febre (38 ~ 38,5°C) há dois dias. Nega vômito ou alterações do hábito intestinal ou urinário. Mora na divisa Campinas/Sumaré (SP), chegou há 5 dias de Diamantina (MG), onde havia permanecido também por cinco dias. Exame físico: Regular estado geral, descorada ++/4+, desidratada ++/4+, ictérica +++/4+, FC = 120 bpm, FR = 23irpm, PA = 100 x70 mmHg. Pele: sem lesões, Abdome: plano, flácido, fígado a 10 cm da borda costal direita, superfície lisa, consistência diminuída e doloroso à palpação; Baço palpável a 5 cm da borda costal esquerda. A conduta além da coleta de exames laboratoriais e de reposição volêmica é solicitar: A. Líquido cefalorraquidiano (citologia, bioquímica e cultura) B. Teste rápido e exame parasitológico para malária. C. Teste rápido para dengue e MAC-ELISA para febre amarela D. Sorologias para Chikungunya e Zika vírus. ���������: Clínica Médica; Infectologia. ���� �� �����������: ���� �� �����: Síndromes febris! Tônica nos pronto atendimentos e nos concursos. ���������: Paciente com quadro de febre há dois dias, icterícia , hepatomegalia dolorosa e esplenomegalia. Possui relato ainda de ter vindo recentemente de área endêmica para febre amarela (Minas Gerais). A única resposta plausível é a letra C, afinal, apesar da suspeita mais forte ser realmente para Febre Amarela, não podemos descartar dengue com complicações. A paciente não apresenta quadro sugestivo de meningite bacteriana (letra A incorreta), não vem da Amazônia para pensarmos inicialmente em malária (letra B incorreta), além de zika e chikungunya não costumarem apresentar com esse quadro do enunciado ▶ ��������: C 10 (UNICAMP – SP - 2018) Homem, 51 anos, acompanhado em Unidade Básica de Saúde por dislipidemia, assintomático, em tratamento medicamentoso há seis meses. A dosagem atual de creatinofosfoquinase = 363 U/l. A conduta em relação ao hipolipemiante é: A. Trocar B. Suspender C. Manter. D. Diminuir a dose ���������: Clínica Médica; Cardiologia. ���� �� �����������: ���������: O principal efeito das estatinas é a toxicidade muscular. Entretanto, se o paciente se encontra sintomático, suspenderemos se a dosagem de CPK ultrapassar 10 vezes o LSN, isto é, maior que 1.700. Caso estivesse sintomático, aí sim teríamos motivos para suspender. ▶ ��������: C 11 (UNICAMP – SP - 2018) Homem, 82 anos, é admitido referindo falta de ar e inchaço progressivos há duas semanas. Antecedentes pessoais: miocardiopatia dilatada. Medicações: carvedilol 25 mg/dia, enalapril 20 mg/dia e furosemida 40 mg/dia. Exame físico: Regular estado geral, FC = 102 bpm, PA = 112x68mmHg, Pulmões: murmúrio vesicular presente, estertores crepitantes bilateralmente; membros: edema de membros inferiores, sacral e perineal 4+/4+. Creatinina = 1,5 mg/dl, ureia = 68mg/dl, potássio = 5,2 mEq/l. Nos quatro primeiros dias de internação faz uso de furosemida 20 mg, intravenoso de 8/8h, com melhora significativa das queixas. No quinto dia de internação refere tonturas, sem dispneia. Exame físico: FC = 88 bpm, PA = 96X54 mmHg, edema de membros inferiores 2+/4+. Potássio = 3,5 mEq/l, Creatinina = 3,8mg/dl e ureia = 202mg/dl. A conduta é: A. Iniciar espironolactona. B. Diminuir a dose de carvedilol. C. Iniciar diálise D. Suspender o diurético e hidratar ���������: Clínica Médica; Cardiologia. ���� �� �����������: ���� �� �����: Os perfis hemodinâmicos da IC têm sido muito abordados no contexto de concursos pela sua fácil padronização e memorização. ���������: Paciente com cardiomiopatia dilatada em tratamento é internado com descompensação do quadro em perfil hemodinâmico B (quente e úmido). Durante a internação, são feitas altas doses de diurético e, embora o paciente apresente melhora da congestão pulmonar, evolui com instabilidade hemodinâmica e IRA de padrão pré-renal. Nesse momento, devemos suspender o diurético, além de reidratá-lo de maneira cuidadosa, evitando sobrecarga hídrica. Não há critérios, ainda, para diálise de urgência. ▶ ��������: D 12 (UNICAMP – SP - 2018) Mulher, 63 anos, com história de mãos e pés arroxeados com a mudança da temperatura e cansaço há seis meses. Exame físico: úlceras digitais cicatrizadas. Fator antinúcleo = 1/1280, com padrão anticentromérico. Tomografia Computadorizada de Tórax: Pulmões: hiperlucentes e padrão em vidro fosco difusamente. Teste de função pulmonar: Capacidade vital forçada = 65% do normal, provável padrão restritivo e difusão de monóxido de carbono = 18,5% (normal 76- 140%). O diagnóstico é: A. Fibrose pulmonar idiopática B. Lúpus eritematoso sistêmico C. Esclerose sistêmica D. Sarcoidose. ���������: Clínica Médica; Reumatologia. ���� �� �����������: ���������: Quadro clássico de esclerose sistêmica. Paciente apresentando fenômeno de Raynaud + úlceras digitais + FAN positivo com padrão anticentromérico + pneumopatia intersticial restritiva. Não temos como marcar outra alternativa. ▶ ��������: C 13 (UNICAMP – SP - 2018) Mulher, 40 anos, procura Pronto Socorro referindo dor súbita no abdome superior com irradiação para os demais quadrantes há duas horas, com piora gradativa, acompanhada de náuseas. Nega febre. Antecedentes pessoais: tabagismo 20 maços/ano; anti-inflamatório oral para hérnia de disco (2- 3x/semana). Exame físico: PA = 110 x 80 mmHg, FC = 110 bpm, FR = 24 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente) = 96%; Abdome: plano, tenso e sem cicatriz cirúrgica; dígito-percussão, palpação superficial e profunda dolorosos e descompressão brusca presente em todos quadrantes. A conduta é: A. Ultrassonografia de abdome total B. Radiograma simples de tórax ortostático. C. Endoscopia digestiva alta D. Analgesia e hidratação ���������: Clínica Médica; Cirurgia; Gastroenterologia. ���� �� �����������: ���� �� �����: Questão de semiologia médica (sinal de Jobert). ���������: Paciente com abdome agudo associado a relato de uso crônico de AINEs, faz lembrar imediatamente de úlcera péptica perfurada. Ao exame físico, paciente encontra-se com abdome em tábua, doloroso à percussão. Qual a nossa primeira conduta diagnóstica frente a um caso como esse? Raio-X de tórax. Em busca de quê? Pneumoperitônio. Para fechar, qual o nome do sinal semiológico que, à percussão do hipocôndrio direito, desaparece a macicez hepática e surge timpanismo? Sinal de Jobert. ▶ ��������: B 14 (UNICAMP – SP - 2018) Homem, 21 anos, chega no Pronto Socorro por hematoquezia há 40 minutos. Sem comorbidades. Exame físico: PA = 80x40 mmHg; FC = 124 bpm; FR = 20 irpm; oximetria de pulso (ar ambiente) = 90%. Realizado: suplementação de oxigênio, exames laboratoriais e reposição volêmica com sucesso. AS condutas seguintes são: A. Omeprazol e endoscopia digestiva alta B. Preparo intestinal e colonoscopia C. Antibioticoterapia e tomografia computadorizada de abdome D. Jejum e ultrassonografia de abdome total ���������: Clínica Médica; Cirurgia; Gastroenterologia. ���� �� �����������: ���������: Alternativa A: CORRETA. Qual a primeira conduta diante de um paciente com HDB? Endoscopia digestiva alta! Como assim? Além de mais prevalente, as hemorragias altas (acima do ângulo de Treitz) podem se apresentar com hematoquezia, e não apenas melena. Dessa forma, antes de realizar colonoscopia no paciente, não podemos passar batido. Além disso, iniciaremos tratamento empírico com IBP para a causa mais importante de HDA: doença ulcerosa péptica. ▶ ��������: A 15 (UNICAMP – SP - 2018) Homem, 19 anos, colidiu sua motocicleta contra um muro a 100 km/h. Exame físico: PA = 130x80 mmHg, FC = 94 bpm, FR = 22 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente) = 98%, Escala de Coma de Glasgow= 15. Radiograma de tórax: fraturas no primeiro e segundo arcos costais e clavícula esquerdos e alargamento de mediastino. A conduta é: A. Endoscopia digestiva alta. B. Angiotomografia C. Mediastinoscopia D. Broncoscopia flexível ���������: Clínica Médica; Cirurgia; Pneumologia. ���� �� �����������: ���� �� �����: Lembre-se que opaciente do cenário está estável.