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N1 TODAS CC 1

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Mulher de 42 anos, enfermeira, procura seu médico de família com desejo de orientações para perda de peso, pois está preocupada com sua saúde, apesar de ser assintomática. A mesma tem observado que seus exames vêm piorando com o passar dos anos e que, apesar de saber dos benefícios, não gosta muito de verduras e legumes e não tem o hábito de comer frutas. Sedentária há 20 anos. Nega tabagismo ou consumo de bebidas alcoólicas. IMC atual 28 kg/m2, circunferência abdominal 90 cm. PA 130x85 mmHg. Glicemia de jejum 102 mg/dl, HbA1c 5,9%, colesterol total 215 mg/dl, triglicerídeos 280 mg/dl, HDL 45 mg/dl. Ultrassonografia de abdome – esteatose hepática moderada. Paciente foi orientada sobre a importância de implementar mudanças nos seus hábitos de vida e encaminhada para terapia nutricional com proposta de seguimento semanal e sobre a necessidade de iniciar a prática de atividade física.
Com relação às recomendações que devem ser propostas para o início da prática de atividade física nessa paciente, marque a alternativa correta.
(A) A paciente deve primeiro ser submetida a um teste ergométrico para que seja excluída a possibilidade de doença coronária silenciosa.
(B) Os exercícios de resistência não devem ser iniciados nos primeiros meses, pois o objetivo inicial é a perda de peso.
(C) paciente deve ser orientada a praticar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade moderada.
(D) O uso de doses baixas de testosterona ou gestrinona podem ser considerados para aumentar a resistência física e ganho de massa muscular.

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Questões resolvidas

Mulher de 42 anos, enfermeira, procura seu médico de família com desejo de orientações para perda de peso, pois está preocupada com sua saúde, apesar de ser assintomática. A mesma tem observado que seus exames vêm piorando com o passar dos anos e que, apesar de saber dos benefícios, não gosta muito de verduras e legumes e não tem o hábito de comer frutas. Sedentária há 20 anos. Nega tabagismo ou consumo de bebidas alcoólicas. IMC atual 28 kg/m2, circunferência abdominal 90 cm. PA 130x85 mmHg. Glicemia de jejum 102 mg/dl, HbA1c 5,9%, colesterol total 215 mg/dl, triglicerídeos 280 mg/dl, HDL 45 mg/dl. Ultrassonografia de abdome – esteatose hepática moderada. Paciente foi orientada sobre a importância de implementar mudanças nos seus hábitos de vida e encaminhada para terapia nutricional com proposta de seguimento semanal e sobre a necessidade de iniciar a prática de atividade física.
Com relação às recomendações que devem ser propostas para o início da prática de atividade física nessa paciente, marque a alternativa correta.
(A) A paciente deve primeiro ser submetida a um teste ergométrico para que seja excluída a possibilidade de doença coronária silenciosa.
(B) Os exercícios de resistência não devem ser iniciados nos primeiros meses, pois o objetivo inicial é a perda de peso.
(C) paciente deve ser orientada a praticar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade moderada.
(D) O uso de doses baixas de testosterona ou gestrinona podem ser considerados para aumentar a resistência física e ganho de massa muscular.

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N1 ESPECÍFICA_CI 1_26SET2023.2 
1- Na Unidade Básica de Saúde chega um lactente, 9 meses de vida, masculino, trazido pela mãe que expressa preocupação com o 
desenvolvimento e crescimento de seu filho. A mãe relata que, devido ao trabalho, parou de oferecer leite materno e que faz 
uso de leite de vaca integral além de algumas frutas, legumes e mel. Negou prematuridade ou baixo peso ao nascer. Ainda, 
refere que o menor se senta apenas com apoio, está " magrinho " e " pálido". Ao exame, observou-se que o lactente estava 
hipocorado +/++++, hidratado e afebril. Peso e comprimento entre os Z- scores -2 e -1. Auscultas respiratória e cardiaca sem 
anormalidades dignas de nota. 
Considerando o histórico descrito e com base em seus conhecimentos sobre puericultura, responda aos questionamentos 
abaixo: 
a. No contexto desse paciente, há erro alimentar? Se sim, como você orientaria à genitora com relação aos aspectos da 
dieta nessa faixa etária? 
 
 
b. Quais medidas devem ser orientadas no que tange ao uso de ferro e vitamina D para esse lactente? 
 
 
 
c. Qual classificação antropométrica (peso e comprimento) dessa criança tendo como base as curvas de crescimento da 
Organização Mundial da Saúde (OMS)? 
 
 
 
2- Um homem de 30 anos, assintomático, não-tabagista, é encaminhado para atendimento no ambulatório de endocrinologia da 
faculdade devido a obesidade central, hiperglicemia (confirmada em duas medidas) e pressão arterial confirmada de 150x94 
mmHg. O médico solicita exames laboratoriais e institui de imediato um tratamento. 
Com base na situação apresentada, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
I - Nesse caso, deve ser considerada a prescrição de um fármaco sensibilizador de insulina e de um inibidor da enzima 
conversora de angiotensina, além de alimentação com restrição de gorduras saturadas e gorduras trans. 
PORQUE 
II - A fisiopatologia da síndrome apresentada inclui insulinorresistência relacionada à diminuição dos ácidos graxos circulantes e 
redução dos níveis de interleucina 6 (IL-6) e fator de necrose tumoral α (TNF-α). 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
Alternativas: 
(A) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. 
(B) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. 
(C) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 
(D) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I 
 
 
 
 
 
 
3- Um menino de 4 anos foi levado à clínica pediátrica pelo seu pai, devido a febre alta e erupção cutânea. O pai relatou que seu 
filho havia apresentado febre por alguns dias, seguida por uma erupção que começou no rosto e se seguiu pelo corpo. Além 
disso, apresentava conjuntivite, tosse persistente e manchas brancas na parte interna das pernas. Ao exame físico, foram 
observadas as alterações relatadas pelo pai. Na revisão da caderneta de vacinação, algumas vacinas estavam em dia, mas outras 
estavam em atraso. 
Com base no quadro clínico e na história vacinal, indique qual é o diagnóstico mais provável. 
 
Alternativas: 
(A) Sarampo. 
(B) Escarlatina 
(C) Rubéola. 
(D) Varicela. 
4- Um recém-nascido, do sexo masculino, com 20 dias, de vida é trazido ao pronto atendimento infantil pelos pais devido a febre, 
irritabilidade e dificuldade respiratória. Ele nasceu a termo e estava bem, quando, há 2 dias atrás, os pais notaram que ele 
estava com febre alta, irritado e respirando rapidamente, permanecendo assim desde então. Não apresenta tosse ou outros 
sintomas respiratórios. Os pais também perceberam a presença de lesões cutâneas vermelhas e purulentas em várias áreas do 
corpo do bebê. Ao exame físico, está irritado, com frequência cardíaca aumentada e frequência respiratória acelerada. Não há 
sinais de desconforto respiratório grave, como cianose. A ausculta pulmonar revela crepitações em um dos campos pulmonares 
e são observadas múltiplas lesões cutâneas vermelhas, dolorosas e purulentas em áreas como face e extremidades. 
Com base no caso clínico apresentado, identifique o agente etiológico mais provável e o plano de cuidado inicial recomendado. 
Alternativas: 
(A) Staphylococcus aureus. Iniciar antibioticoterapia empírica com oxacilina e ceftriaxona. 
(B) Haemophilus influenzae tipo b. Realizar aspirado traqueal e iniciar antibioticoterapia com ceftriaxona. 
(C) Streptococcus pneumoniae. Iniciar antibioticoterapia empírica com ampicilina e gentamicina 
(D) Mycoplasma pneumoniae. Iniciar antibioticoterapia empírica com macrolídeo. 
 
5- Criança de 8 meses de vida é levada a uma consulta pediátrica por apresentar, há 48 horas, um pico febril de 37,9ºC, coriza 
hialina e alguns episódios de tosse seca, não produtiva. Mãe relata ainda que nos últimos meses tem notado que a criança leva 
a mão ao ouvido direito com frequência. No exame físico, constata-se que a criança está em bom estado geral, acianótica, 
hidratada, com FR: 33 irpm, murmúrio vesicular normal, sem ruídos adventícios, ausência de esforço respiratório, FC 118 bpm, 
ritmo cardíaco regular, sem alterações. Oroscopia com discreta hiperemia de orofaringe. Otoscopia com presença de 
membranas timpânicas translucidas. 
Mediante o caso apresentado, assinale a alternativa correta: 
Alternativas: 
(A) Trata-se de um caso de otite média aguda e deve-se iniciar com amoxicilina. 
(B) Trata-se de nasofaringite e deve-se iniciar com amoxicilina + clavulanato. 
(C) Trata-se de um caso de rinossinusite, com necessidade de antibiótico 
(D) Trata-se de um caso de nasofaringite aguda, não necessita de antibiótico. 
6- Paciente, 42 anos, feminina, comparece para consulta de rotina na ESF. Mãe diabética tipo II e pai com hipertensão. Exame 
físico: peso 88 kg, altura 1,68 m, IMC de 31,2 kg/m2 e circunferência abdominal 92 cm. PA 120 x 80 mmHg; FC 92 bpm. 
Aparelhos cardiovascular e respiratório sem alterações. Exames: Hb 12g/dl, Ht 41,4%, leucócitos 7500/mm³, plaquetas 
367.000/mm³; glicemia de jejum 164 mg/dl; triglicerídeos 122mg/dL, HDL 44 mg/dl, LDL 124 mg/dl. Avaliando o quadro da 
paciente responda. 
Questões: 
a. Quais critérios a paciente apresenta para fechar o diagnóstico de Síndrome Metabólica? 
 
 
b. Quais orientações não farmacológicas devem ser instauradas para essa paciente? Descreva como fosse orientações 
para levar para casa. 
 
 
 
7- Maria, 6 anos, comparece à consulta no ambulatório de pediatria acompanhada de sua mãe, com queixa de dor na garganta. A 
mãe relata início do quadro há 3 dias, acompanhado de coriza hialina, espirros e obstrução nasal. A mesma relata que a criança 
não apresentou febre, mas está muito preocupada, pois sua filha refere dor intensa até para deglutir saliva. Ao exame físico, o 
médico observa eritema e edema das mucosas nasal e faríngea, sem exsudato em tonsilas. 
Com base no caso clínico, o médico deve prescrever 
Alternativas: 
(A) amoxacilina com clavulanato. 
(B) descongestionante nasal. 
(C) paracetamol. 
(D) Penicilina 
8- Escolar de 6 anos, 18 kg, vem à consulta em Unidade Básica de Saúde acompanhado de sua mãe. Acompanhante refere que há 
5 dias a criança vem apresentando episódios recorrentes de tosse seca durante o dia, com crises mais intensas pela manhã. 
Refere há 7 dias coriza hialina e nega febre. Ao exame responde ao examinador com frases completas, frequência respiratória 
de 20 irpm, sibilos expiratórios em bases, sem sinais de esforço respiratório, saturação periférica de O2 de 96% em ar ambiente, 
frequência cardíaca de 90 bpm. 
Qual a conduta correta, nesse momento? 
Alternativas: 
(A) Observação em unidade de urgência; iniciar Salbutamol 100mcg 4 puffs a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 2mg/kg via 
intravenosa, oxigenoterapia 2L/min. 
(B) Observação em unidade de urgência; iniciar Salbutamol 100mcg 4 puffs a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 2mg/kg via 
oral.mista e síndrome metabólica 
 E) Obesidade grau II, hipertrigliceridemia e síndrome metabólica 
 
11. Mulher de 53 anos, não tabagista, apresenta queixa de tosse há 10 dias, inicialmente seca, há 3 dias com piora da tosse, já com 
presença de secreção, dificultando o sono. Desde ontem teve 2 episódios de febre. Nega dispneia, hemoptise, secreção nasal, 
nega queimação retroesternal. Ao exame apresenta-se consciente, orientada, FR: 26 irpm, FC: 98 bpm, PA: 115x80 mmHg, 
Saturação de O2: 89%, Sons respiratórios presentes bilateralmente, sem crepitações. 
Considerando os dados acima, qual deve ser a abordagem clínica a ser instituída para a paciente? 
A) Tratar como infecção de vias aéreas, sem necessidade de radiografia de tórax, por ser tosse aguda não complicada. 
B) Prescrever antitussígenos, antipiréticos e reavaliar a paciente em 2 a 3 dias, devido à possibilidade de melhora espontânea do 
quadro. 
C) Avaliar urgentemente a possibilidade de uma doença ameaçadora da vida, como a pneumonia, devido à presença de sinais de alerta. 
D) Realizar tomografia do tórax, espirometria e endoscopia digestiva alta, considerando as causas mais comuns para o quadro da 
paciente. 
E) Iniciar tratamento com azitromicina devido à suspeita de bronquite subaguda, e realizar Rx de tórax em caso de não haver boa 
resposta após 24h da medicação. 
12. Idosa de 86 anos tem diagnóstico de demência. Se encontra parcialmente dependente para as atividades habituais. É levada a 
consulta ambulatorial por sua filha. Ela está preocupada com a pressão da mãe e acha que os remédios que ela toma para 
tratamento da pressão arterial não estão fazendo mais efeito. Isso porque, em uma medida ocasional, constatou uma pressão 
de 150x80mmHg. Paciente faz uso de enalapril 10mg uma vez ao dia e anlodipino 5mg de 12 em 12 horas. Filha ainda relatou 
que, na última semana, sua mãe tem sentido tonteira ao ficar de pé - e que inclusive teve uma queda após se levantar para ir ao 
banheiro. No momento da consulta, paciente ansiosa, com pressão de 150x80mmHg. Assinale a alternativa CORRETA. 
A) É recomendado que a paciente tenha sua pressão arterial mensurada em posição sentada e supina. Caso ocorra uma queda superior 
a 10mmHg na pressão sistólica, em posição supina, está feito o diagnóstico de hipotensão postural. 
B) A medida da pressão no momento da consulta indica que outro anti-hipertensivo deve ser adicionado ao esquema. Está indicado um 
diurético tiazídico, como a hidroclorotiazida. 
C) Pacientes idosos frágeis tem uma meta menos rígida de pressão, sendo que limiar para se iniciar o tratamento pode ser um valor de 
PAS ≥ 160mmHg, com uma meta de PAS de 140 a 149mmHg. 
D) A realização de um exame de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) não traria informações úteis no manejo do 
paciente 
 E) A paciente está em uso de duas classes de anti-hipertensivos que não são consideradas primeira-linha no tratamento da 
hipertensão. 
 
 
 
 
13. Pré-escolar de 3 anos foi levado ao pediatra do posto de saúde por apresentar crises de sibilância desde os seis meses de vida. 
No primeiro episódio, foi internado por cinco dias e fez uso de medicações por via inalatória e intravenosa. Evoluiu com crises 
de cansaço, falta de ar, tosse seca, chiado no peito e coriza de três em três meses, necessitando de observação clínica em 
unidades de pronto-atendimento. Atualmente, a mãe observa que ele tosse quando corre e ri e as crises se tornaram mensais. 
O uso de salbutamol inalatório associado acorticoide sistêmico é frequente. A mãe relata que ela teve crises de bronquite até 
dez anos de idade e o irmão do paciente, com um ano de idade, apresenta dermatite atópica. O exame físico mostra bom 
estado geral; FR = 28 irpm, eupneico, oximetria de pulso = 98%; sem outras alterações. 
Baseado nestes dados, o pediatra deve orientar como tratamento profilático inicial e preferencial o uso diário de: 
A) corticoide inalatório associado a beta 2 inalatório de ação prolongada 
B) beta 2 agonista inalatório de ação curta 
C) corticoide sistêmico 
 D) corticoide inalatório 
 E) brometo de ipratrópio 
 
14. Sobre a alimentação de crianças de 02 a 06 anos, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: 
I. Esse período caracteriza-se pela diminuição no ritmo de crescimento e, por consequência, pela modificação das necessidades 
nutricionais e diminuição do apetite da criança. 
PORQUE 
II. O comportamento alimentar da criança, nessa fase, se não for conduzido adequadamente, poderá se transformar em 
distúrbio alimentar e perdurar em fases posteriores. 
Sobre as asserções, assinale a alternativa correta. 
A) A asserçao I é falsa, porém a II é verdadeira. 
B) As assercções I e II são verdadeiras, a II é justificativa da I. 
C) As assercções I e II são verdadeiras e se completam. 
D) A asserção I é verdadeira, porém a II é falsa e não se correlacionam. 
E) As assercções I e II são falsas e não se correlacionam. 
 
15. Criança de oito anos, sem doenças prévias, com tosse produtiva há três semanas, tendo apresentado febre por dois dias, além 
de coriza hialina nos primeiros três dias, atualmente esverdeada. Sem história prévia de atopia ou sibilância. Ao exame físico, 
encontra-se em regular estado geral, eutrófica, com ausculta cardiorrespiratória normal, congestão nasal importante. 
Após constatar radiografia de tórax normal, a conduta mais aceitável é: 
A) iniciar antitussígenos, por se tratar de tosse pós-viral. 
B) iniciar corticoide oral e broncodilatador, por se tratar de asma. 
C) iniciar antibiótico, por se tratar provável rinossinusite. 
D) iniciar corticoide nasal, por se tratar de rinite alérgica. 
E) realizar observação clínica, por se tratar de tosse pós-viral. 
 
16. Lactente, 30 dias de vida, nasceu com 2.200g a termo, sem outras complicações e encontra se em aleitamento materno 
exclusivo. 
A suplementação profilática de ferro neste caso deve ser realizada a partir do: 
A) sexto mês de idade, na dose de 1 mg/kg/dia 
B) quarto mês de idade, na dose de 2 mg/kg/dia 
C) terceiro mês de idade, na dose de 1 mg/kg/dia 
D) segundo mês de vida, na dose 2 mg/kg/dia 
E) primeiro mês de idade, na dose de 3 mg/kg/dia 
 
 
 
 
 
 
 
 
17. Mãe traz seu bebê de 2 meses para consulta e relata que há 4 dias ele iniciou quadro de coriza e obstrução nasal. Há 2 dias, 
evoluiu com tosse seca, associada a 1 pico febril (37,9ºC). Hoje apresentou desconforto respiratório com piora progressiva e 
diminuição da aceitação do seio materno. Nega diarreia ou vômito. Irmã de 8 anos com sintomas gripais em casa há 1 semana. 
Ao exame estado geral regular, taquidispneico, hipocorado (+/4+), hidratado, acianótico, afebril ao toque. FC: 156 bpm, FR: 68 
irpm, SatO2%: 82% em ar ambiente. Orofaringe: hiperemia discreta. Pescoço: sem adenomegalies. Pele: sem exantemas ou 
petéquias. AR: Tiragem subcostal e retração de fúrcula. MVF presente bilateralmente. Sibilos discretos e crepitações bolhosos 
bilaterais difusas. AVC: RCR 2T, bulhas normofonéticas ABD: flácido, RHA +, sem visceromegalias NEURO: Fontanela plana e 
normotensa. Sem antecedentes patológicos pessoais e familiares. Considerando o diagnóstico mais provável, analise as 
afirmativas abaixo. 
I. Trata-se de infecção do trato respiratório inferior comum no primeiro ano de vida de crianças previamente saudáveis 
II. O pico de incidência é na idade pré-escolar, devendo-se investigar a imunidade desse lactente. 
III. O principal agente etiológico é o ADENOVIRUS. A primeira infecção por este vírus confere imunidade completa à 
criança. 
IV. A doença tende a ser sazonal, ocorrendo mais no outono e inverno. 
Marque a sequência correta das alternativas quanto a serem verdadeiras ou falsas. 
A) F F V V 
B) F V F V 
C) V F F V 
D) V V V F 
E) V V V F 
18. Criança de 1 ano iniciou febre, tosse produtiva, coriza, conjuntivite bilateral; notava-se lesões de 2 a 3mm de diâmetro,discretamente elevadas, de cor branca com base eritematosa, localizadas na região interna da mucosa oral (bochechas) . Após 4 
dias apareceu exantema de cor vermelha inicialmente em face, progredindo para o tronco e membros em cerca de 3 dias. 
Mantinha febre. 
Considerando o provável diagnóstico, assinale a opção correta. 
A) A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de água ou de alimentos contaminados. 
B) É indicado tratamento profilático com antimicrobianos, com o objetivo de reduzir o número de casos graves. 
C)Constitui uma das principais causas de morbimortalidade em crianças maiores de dez anos de idade. 
D)A vacinação ativa até 72h após contágio pode reduzir a possibilidade de contágio. 
E)Uma das principais características da doença é a apresentação de polimorfismo regional. 
 
19. Uma criança de 5 anos de idade está em uso de amoxicilina 50mg/kg/dia de 8/8 horas, há 48 horas, por pneumonia bacteriana. 
Ela é levada ao hospital para reavaliação, pois não apresentou melhora da curva térmica, está prostrada e com perda de apetite. 
Ao exame físico, apresenta diminuição do murmúrio vesicular em base esquerda e tem bom padrão respiratório, apesar de 
manter uma posição antálgica em escoliose. 
Qual, entre as seguintes, é a conduta mais indicada no momento? 
A) Solicitar radiografia de tórax em 2 incidências 
B) Solicitar tomografia computadorizada de tórax sem contraste 
C)Substituir a antibioticoterapia e reavaliar em 48 horas 
D)Associar macrolídeo ao esquema inicial e reavaliar em 48 horas 
E)Manter o tratamento inicial e aguardar completar 72 horas para reavaliação 
 
 
 
 
 
 
 
 
20. Criança de 4 anos iniciou com febre, mal-estar, e hiporexia. Evoluiu com aparecimento de lesões vesiculares inicialmente em 
tronco, semelhantes a gotas de orvalho, e posteriormente espalharam para as extremidades; logo se rompiam evoluindo para 
crostas. Notava-se polimorfismo regional. Algumas desenvolveram sinais de infecção secundária durante a evolução. Prurido 
presente. 
A)Qual o diagnóstico de base mais provável? (justifique, considerando o quadro clínico acima com pelo menos 3 critérios 
diferentes) 0,4 
 
 
 
B)Qual o tratamento farmacológico e não farmacológico indicado nesse momento? 0,35 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1- Resposta correta: letra B - Amenorreia hipotalâmica Comentário: Comentário: as mulheres necessitam de 17% de gordura 
corporal para apresentarem a 1ª menstruação e cerca de 22% de gordura corporal para apresentarem ciclos regulares. Isso se 
dá pela aromatização ocorrida nos adipócitos, levando a um feedback negativo alça longa. 
2- Comentário: a síndrome de Rokitansky é aquela em que há a agenesia dos ductos de Muller. Desta forma, não influenciará no 
desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, mas levará à amenorreia primária 
3- Resposta correta: letra C - DIU de cobre Comentário: paciente apresenta contraindicação a uso hormonal (câncer hormônio 
dependente). A histerectomia não pode ser alternativa para a contracepção cirúrgica, de acordo com a Lei 14.443/2022. 
4- Resposta correta: letra E - Nível de estrogênio razoável Comentário: para a ação da progesterona sobre o endométrio, é 
necessário, primeiramente, que o estrogênio tenha o proliferado. Referência bibliográfica: escrever referência utilizada 
5- Resposta correta: letra D - Aumento da globulina carreadora de hormônio sexual (SHBG) Comentário: Comentário: a elevação 
da SHBG levará a uma redução nos índices de esteroides sexuais livres, que são os biologicamente ativos. 
6- Resposta correta : letra D Comentário: trata-se de um caso de Asma em história prévia com retorno dos sintomas respiratórios 
na vida adulta. PFE mostra resposta significativa com o salbutamol spray, mostrando reversibilidade da obstrução. O tratamento 
da Asma baseia-se no uso de corticoide inalatório, logo da budesonida 
7- Resposta correta Comentário : : letra D Trata-se de mulher jovem, já portadora de uma doença autoimune, com hiperglicemia 
sintomática e glicemia > 300 mg/dl, sendo, por esse motivo, indicada insulinoterapia imediata. Não há indicação de internação 
pela ausência de sinais clínicos de desidratação ou cetose. A causa do diabetes deverá ser investigada (autoanticorpos). 
Diretrizes SBD: Recomendação 2 – Na presença de sintomas inequívocos de hiperglicemia, é recomendado que o diagnóstico 
seja realizado por meio de glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dl. Recomendação 1. Em pacientes com DM1 É RECOMENDADO iniciar o 
tratamento com insulina imediatamente após o diagnóstico clínico, para prevenir a descompensação metabólica e a 
cetoacidose diabética. 
8- Comentários: A gravidade de um episódio de PAC é estimada por meio de critérios baseados em dados de história, exame físico 
e exames complementares. Os critérios já foram amplamente validados em ensaios clínicos e são recomendados nas diretrizes 
de diferentes sociedades de pneumologia e doenças infecciosas. Dois são os principais: FINE (ou PSI – pneumonia severity 
index) e CURB-65. Ambos avaliam a necessidade ou não de internação. É dado um ponto para cada fator presente. Pacientes 
com escore 0 ou 1 (se apenas a idade pontuar) podem ser tratados ambulatorialmente, enquanto indivíduos com escores 
maiores devem ser internados. No caso acima, o paciente tem o CURB de 0 ou 1, nesse caso devido a ausência de Ureia 
devendo ser tratado ambulatorialmente. A Amoxicilina neste caso seria recomendada, pois cobre Pneumococo, agente 
etiológico mais importante de PAC; no entanto ele apresenta uso recente de antibióticos e doença de base que promove 
infecções de repetição sendo indicado ampliação do espectro de ação. Com fatores de risco, doença mais grave, uso recente de 
antibióticos fica indicado a associação de β-lactâmico + macrolídeo 
9- Comentário: trata-se de paciente diabético, idoso – ou seja, é um paciente de alto risco cardiovascular. Fibratos são indicados 
em caso de níveis de triglicérides acima de 500mg/dl, visando-se diminuir o risco de pancreatite – não existem grandes estudos 
que demonstraram benefício dos fibratos para prevenção de eventos cardiovasculares. Apesar da relação do nível de aumento 
de HDL com diminuição de eventos cardiovasculares, a prescrição de drogas para aumento de HDL não demonstrou claro 
benefício cardiovascular em ensaios clínicos e não são primeira linha de opção no tratamento das dislipidemias. A primeira 
escolha é por drogas que atuam no LDL (estatinas). O paciente tem alto risco cardiovascular pela presença de diabetes, e logo 
tem meta de LDL menor que 70mg/dl, com indicação de uso de estatina de alta potência. Exemplos de estatina de alta 
potência: rosuvastatina 20 a 40mg e atorvastatina 40 a 80mg 1x ao dia. Sinvastatina não é estatina de alta potência. 
10- Comentário : : letra C Para o diagnóstico de sindrome metabólica o indivíduo deve apresentar obesidade central e pelo menos 
dois dos seguintes critérios: triglicérides ≥ 150 mg/ mg/ dL dL , 100 mg/dl ou diagnóstico prévio de diabetes. 
11- Comentário: A avaliação da tosse aguda (menos de 3 semanas de duração), envolve inicialmente a identificação de sinais de 
alerta que podem indicar doença mais grave, doença que pode ameaçar a vida ou que requeira uma avaliação urgente. A 
paciente da questão apresenta dois sinais de alerta bem estabelecidos, que são a febre e a hipoxemia. Portanto a alternativa C 
está correta. Assim, as alternativas A, B e E não atentam para a potencial gravidade do caso. A alternativa D também não, e 
adicionalmente traz as investigações mais comuns de tosse crônica, e não aguda. 
12- Comentário: idoso em uso de medicação anti-hipertensiva, com tonteira e queda, sempre considerar hipotensão postural como 
causa. Hipotensão postural é definida como queda superior a 20mmHg no valor da pressão sistólica. Uma medida isolada de PA 
de 150x80mmHg,em consultório, em idoso com suspeita de hipotensão postural NÃO deve motivar adição de droga anti-
hipertensiva sob risco de causar iatrogenia. Idosos frágeis tem meta menos rígida de PA, de acordo com a diretriz: limiar para se 
iniciar tratamento PAS ≥ 160 e meta de PA 140 a 149mmHg. MAPA pode demonstrar momentos de hipotensão e levar a ajuste 
medicamentoso. IECA e bloqueador de canal de cálcio são drogas de primeira linha para tratamento da HAS. 
13- 
14- Comentário: as asserções I e II se complementam, estando ambas corretas. A asserção 1 ocasiona a redução do apetite e então, 
se não houver condução adequada, distúrbios alimentares poderão ocorrer 
15- Resposta correta: letra C Comentário: criança escolar, com quadro há mais de 15 dias, sem melhora, sem sinais de pneumonia; 
mais provável ser sinusite bacteriana, considerando a evolução arrastada e o aspecto da secreção. 
16- Resposta correta: letra E primeiro mês de idade, na dose de 3 mg/kg/dia Comentário: RN baixo peso 
17- Resposta Comentário: correta : letra C (irmão). trata-se de provável BRONQUIOLITE, considerando a idade, evolução e fonte 
Causada principalmente pelo VÍRUS RESPIRATÓRIO SINCICIAL, maior ocorrência no outono e inverno. 
18- Resposta correta: letra D Comentário: a doença provável é sarampo, transmissão pela via aérea, antibióticos somente se sinais 
de complicação bacteriana, morbimortalidade maior em crianças pequenas. A vacinação ativa até 72h após contágio pode 
reduzir a possibilidade de contágio 
19- Resposta correta: letra A Solicitar radiografia de tórax em 2 incidências Comentário: A pneumonia comunitária é uma das 
principais causas de mortalidade infantil no mundo. O diagnóstico é clínico, pelo encontro de taquipneia associada à história 
sugestiva (tosse, coriza e febre). A questão traz um caso clínico de um escolar que estava justamente em tratamento 
ambulatorial para pneumonia comunitária, mas que não apresentou melhora clínica mesmo após 48 horas da 
antibioticoterapia. Nessa situação, devemos suspeitar da presença de alguma complicação, sendo a principal o derrame pleural. 
Devemos suspeitar de derrame pleural na persistência da febre mesmo após 48 a 72 horas de um tratamento antibiótico 
adequado para pneumonia ou na presença de achados clínicos sugestivos como persistência da febre por mais de 7 dias, dor 
torácica que piora com a inspiração, irradiando para ombro ou região abdominal e postura antálgica (achado encontrado no 
paciente em questão). Alternativa A: CORRETA. Diante da suspeita de derrame pleural, deve ser solicitada uma radiografia de 
tórax em posteroanterior, perfil. Demais alternativas: Em geral, o derrame pleural é causado pelos mesmos agentes etiológicos 
da pneumonia comunitária, e que apresentam o mesmo perfil de sensibilidade antimicrobiana. Dessa forma, sempre antes de 
considerar o escalonamento do antibiótico, devemos avaliar a possibilidade de complicações como o derrame pleural que 
podem requerer manejo específico, como a drenagem, por exemplo. Já devemos pensar na possibilidade de complicação da 
pneumonia após 48 horas de falha terapêutica, principalmente nesse caso, em que encontramos achados de exame físico 
sugestivos de derrame pleural (redução de murmúrio vesicular em base esquerda e postura antálgica. Na maior parte dos 
casos, a radiografia de tórax é suficiente para avaliar as complicações da pneumonia adquirida na comunidade, não sendo 
necessario expor o paciente a radiacao excessiva como a tomografia de tórax. 
20- A-Varicela devido: (pode falar varicela com infeção bacteriana secundária) lesões iniciais em gota de orvalho que se rompem 
formando crostas; polimorfismo regional; início em central, espalhando para a extremidade Se responder 3 critérios = 0,4 2 
critérios=0,25 1 critério=0,1 B-Farmacológico: antitérmico, anti-histamínico se prurido, antibiótico (ideal tópico; se colocar 
sistêmico pontuar menos) (0,2) Não farmacológico: cuidados de higiene com a pele, isolamento domiciliar. (0,15(C) Observação em UBS; iniciar Salbutamol 100mcg 1 puff a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 1mg/kg via oral. 
(D) Observação em UBS; iniciar Salbutamol 100mcg 4 puffs a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 1mg/kg via oral. 
 
9- Mulher de 42 anos, enfermeira, procura seu médico de família com desejo de orientações para perda de peso, pois está 
preocupada com sua saúde, apesar de ser assintomática. A mesma tem observado que seus exames vêm piorando com o 
passar dos anos e que, apesar de saber dos benefícios, não gosta muito de verduras e legumes e não tem o hábito de comer 
frutas. Sedentária há 20 anos. Nega tabagismo ou consumo de bebidas alcoólicas. IMC atual 28 kg/m2, circunferência 
abdominal 90 cm. PA 130x85 mmHg. Glicemia de jejum 102 mg/dl, HbA1c 5,9%, colesterol total 215 mg/dl, triglicerídeos 280 
mg/dl, HDL 45 mg/dl. Ultrassonografia de abdome – esteatose hepática moderada. Paciente foi orientada sobre a importância 
de implementar mudanças nos seus hábitos de vida e encaminhada para terapia nutricional com proposta de seguimento 
semanal e sobre a necessidade de iniciar a prática de atividade física. 
Com relação às recomendações que devem ser propostas para o início da prática de atividade física nessa paciente, marque a 
alternativa correta. 
Alternativas: 
(A) A paciente deve primeiro ser submetida a um teste ergométrico para que seja excluída a possibilidade de doença coronária 
silenciosa. 
(B) Os exercícios de resistência não devem ser iniciados nos primeiros meses, pois o objetivo inicial é a perda de peso. 
(C) paciente deve ser orientada a praticar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade 
moderada 
(D) O uso de doses baixas de testosterona ou gestrinona podem ser considerados para aumentar a resistência física e ganho de 
massa muscular 
 
10- Uma mulher, 32 anos de idade, traz o seguinte resultado de colpocitologia oncótica: 
- Adequabilidade do material: satisfatória. 
- Epitélios representados: escamoso e glandular. 
- Compatível com células escamosas atípicas, de significado indeterminado, não podendo afastar lesão de alto grau (ASC-H). 
Considerando o caso exposto, o profissional de saúde deve: 
Alternativas: 
(A) Encaminhar para histeroscopia. 
(B) Repetir a colpocitologia em 6 meses. 
(C) Repetir a colpocitologia em 1 ano. 
(D) Encaminhar para colposcopia. 
 
11- Uma adolescente de 17 anos de idade, comparece à UBS com desejo de iniciar uso de anticoncepcional, pois iniciou vida sexual. 
A paciente nega queixas no momento mas refere crises frequentes de enxaqueca, com alterações visuais durante as crises. 
Também queixa-se de dismenorreia e hipermenorreia, necessitando ir ao pronto socorro quase mensalmente para tratar a dor. 
Submetida a vários exames de imagem da pelve e todos estavam normais. 
Diante desse caso, avalie qual das opções a seguir seria a mais viável para a paciente. 
Alternativas: 
(A) Anel vaginal. 
(B) DIU de cobre. 
(C) Sistema intrauterino de levonorgestrel. 
(D) Anticoncepcional oral combinado 
 
12- Criança de 6 anos iniciou um quadro de febre baixa não termometrada e leve artralgia em membros inferiores, evoluindo com 
vermelhidão na região das bochechas. Após 3 dias de evolução, o exantema progrediu para membros inferiores e superiores 
adotando um padrão rendilhado. O que chamou atenção da mãe é que o exantema não tinha melhorado por completo e, 
mesmo após 7 dias, o exantema ressurgia quando a criança brincava no parquinho. 
Com base nas informações acima, qual é o diagnóstico? 
Alternativas: 
(A) Febre maculosa 
(B) Exantema súbito 
(C) Eritema Infeccioso 
(D) Eritema tóxico 
 
13- Homem de 60 anos, diabético, comparece ao pronto atendimento com tosse há 6 dias e surgimento de febre e mal-estar há 2 
dias. Relata estar apresentando dor torácica à esquerda, ventilatório-dependente, e dispneia aos moderados esforços. Ao 
exame físico está orientado, PA: 100 x 70 mmHg, FR: 34 irpm, FC: 110 bpm, presença som bronquial e crepitações à ausculta em 
base do hemitórax esquerdo. 
Exames laboratoriais: Hemograma apresentando leucocitose com desvio à esquerda, ureia de 55 mg/dL. 
Considerando o diagnóstico mais provável para o caso acima, a recomendação é de tratamento: 
Alternativas: 
(A) ambulatorial com claritromicina. 
(B) hospitalar com ciprofloxacina. 
(C) ambulatorial com amoxicilina/clavulanato e azitromicina 
(D) hospitalar com ceftriaxona e azitromicina. 
 
 
 
14- Mulher de 26 anos, comparece a Unidade básica de saúde (UBS) queixando-se de amenorreia há 6 meses. Refere ganho de 
peso gradual, aumento de pelos faciais e acne. Seu histórico médico não revela doenças crônicas. Ao exame físico, a paciente 
apresenta obesidade central, além de hirsutismo notável na região do queixo e pescoço. O laudo da ultrassonografia descreve 
pequenos cistos nos ovários. Os níveis de gonadotrofinas no sangue são medidos e revelam um aumento do hormônio 
luteinizante (LH) em relação ao hormônio folículo estimulante (FSH). 
O quadro clinico sugere: 
Alternativas: 
(A) Hipotireoidismo. 
(B) Síndrome dos Ovários Policísticos 
(C) Hiperplasia da suprarrenal. 
(D) Síndrome de Cushing 
 
15- O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco que se manifestam num indivíduo e aumentam as 
chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes (Ministério da Saúde, 2017). Existem vários critérios para 
defini-la. Os dois mais aceitos são da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do National Cholesterol Education Program 
(NCEP). Na tabela abaixo, estão os resultados da avaliação antropométrica, bioquímica e da pressão arterial de três pacientes 
atendidas hoje na Unidade Básica de Saúde (UBS): 
 
Alternativas: 
(A) Tereza, Ana e Julieta. 
(B) Tereza, apenas. 
(C) Tereza e Julieta, apenas. 
(D) Tereza e Ana, apenas. 
GABARITO 
1- A questão abordou um caso de puericultura que evidenciou situações que denotam atraso no desenvolvimento e erro 
alimentar. a) Há erro alimentar e deve ser orientado , inicialmente , retirar leite de vaca e o mel da dieta (este devido ao risco de 
botulismo) . Orientaria iniciar uso de fórnulas infantis de seguimento (ou mesmo ordenha do leite materno com as devidas 
orentações sobre o acondiciomaneto do leite materno) e a dieta complementar para a idade com a ênfase na diversidade de 
alimentos , como as legumionosas, tubérculos, vegetais, carnes, ovos e frutas respeitando o desenvolvimento neuropsicomotor 
do lactente. b) Por se tratar de lactente sem histórico de prematuridade ou baixo peso ao nascer, orienta-se : uso da vitamina D 
400 ui dia até o 1 º ano de vida seguida de 600 ui até os 2 anos de idade. Iniciar a suplementação de ferro na dose de 1 mgkg 
dia até os 2 anos de vida, salvo se quadro de anemia em atividade, onde seria necessário tratamento com dose de 5 mgkg dia 
de ferro. c) Com base nas curvas de crescimento da OMS, conclui-se que o lactente descrito no enunciado da questão tem peso 
e comprimento adequados para a idade, pois seus dados antropométricos encontram-se entre os Z-scores -2 e +2 definidos 
como dentro da normalidade. Cabendo manter vigilância e acompanhamento regulares. 
2- B - A asserção I é verdadeira e a asserção II é falsa porque insulinorresistência se dá devido ao AUMENTO dos ácidos graxos 
circulantes pela massa de tecido adiposo expandida e pelo AUMENTO dos níveis de interleucina 6 (IL-6) e fator de necrose 
tumoral α (TNF-α). A asserção II é falsa porque insulinorresistência se dá devido ao AUMENTO dos ácidos graxos circulantes pela 
massa de tecido adiposo expandida e pelo AUMENTO dos níveis de interleucina 6 (IL-6) e fator de necrose tumoral α (TNF-α). 
3- A - Os sintomas apresentados, incluindo febre alta, erupção inicialmente no rosto e depois no corpo, conjuntivite, tosse 
persistente e manchas brancas nas remanescentes (manchas de Koplik), são altamente sugestivos de sarampo. O sarampoé 
uma doença exantemática causada pelo vírus do sarampo (paramixovírus), que freqüentemente resulta em febre, erupções 
cutâneas e outros sintomas. A presença de uma caderneta de vacinação incompleta aumenta o risco de contrair o sarampo. A 
vacinação é crucial para prevenir essa doença e suas complicações. 
4- A - Alternativa correta letra: C) Agente Etiológico: Staphylococcus aureus; Associação com Infecção Cutânea: Face e 
extremidades; Plano de Cuidado: Iniciar antibioticoterapia empírica com oxacilina e ceftriaxona. O agente etiológico mais 
provável para a pneumonia em um recém-nascido com febre, irritabilidade e dificuldade respiratória é o Staphylococcus aureus, 
incluindo o agente patogênico meticilina-resistente (MRSA). As lesões cutâneas vermelhas, dolorosas e purulentas em várias 
áreas do corpo indicam uma possível infecção cutânea por Staphylococcus aureus, que pode estar associada à pneumonia. O 
plano de cuidado inicial recomendado envolve a administração empírica de oxacilina (ou vancomicina) para cobertura do 
Staphylococcus aureus e ceftriaxona para outros patógenos potenciais, enquanto aguarda os resultados de cultura e 
sensibilidade. 
5- D - A criança com otite média aguda pode não apresentar febre nos primeiros dias, nem otalgia. O aspecto da membrana 
timpânica sugestivo de OMA é a coloração opaca, com ou sem hiperemia e com abaulamento. Em alguns casos, ocorre a 
perfuração aguda da membrana timpânica, com saída de secreção purulenta; em geral, a perfuração é pequena, de difícil 
visualização, suficiente apenas para a saída do exsudato. Não se faz diagnóstico de OMA sem que haja alterações timpânicas à 
otoscopia. A rinofaringite em crianças é uma doença muito comum. A rinofaringite é a inflamação da mucosa da rinofringe. É 
muito comum entre as crianças que vão a creche ou a escola, dado que se transmite por contágio direto. O responsável das 
rinofaringites, na maioria dos casos é o rinovírus. Os sintomas se iniciam quando apresentam-se coriza, mal-estar geral, cefaleia, 
febre, espirros. Não necessitando de antibiótico, apenas de sintomáticos para controle dos sintomas, a não ser que venha 
acompanhado por complicações. Nos primeiros dois ou três dias da rinossinusite viral aguda, os sintomas são obstrução nasal, 
dor de garganta, espirros, coriza clara e inapetência, frequentemente associados com febre. Medicamentos podem ser úteis, 
nesta fase. Após o terceiro dia, a febre, a dor de garganta e a inapetência tendem a desaparecer, a secreção nasal fica mais 
espessa, podendo ficar verde ou amarela; a tosse e a obstrução nasal persistem. Este quadro pode se estender por cerca de dez 
dias, mas a criança melhora progressivamente. Os sintomas se iniciam quando apresentam-se coriza, mal-estar geral, cefaleia, 
febre, espirros, sendo então classificados de origem viral, como na maioria dos casos. O tratamento da doença consiste em 
amenizar os sintomas. O tratamento não requer uso de antibióticos. 
6- a) Circunferência abdominal, HDL e glicemia. b) Calorias Totais para reduzir o peso em 5% a 10% e prevenir recuperação e 
realização de pelo menos 30 minutos de atividade física leve a moderada de forma contínua ou acumulada na maioria dos dias 
de semana, incluindo mudanças no seu cotidiano. Por exemplo, subir escada, usar menos o carro para a sua locomoção, ou 
mesmo tornar as suas atividades de lazer mais ativas. 
7- C - O caso clínico em questão é compatível a um resfriado comum. O resfriado comum é uma doença com evidência de 
inflamação aguda da mucosa nasal ou faríngea, mas sem associação a outras condições respiratórias específicas. É uma infecção 
de via aérea superior leve, autolimitada, com sintomas de coriza, dor de garganta, espirros e congestão nasal. Apesar de ser 
uma afecção benigna, o resfriado comum acarreta grande problema econômico, uma vez que requer diversas visitas a médicos 
e consumo de grande número de medicamentos. Os sintomas persistem por, pelo menos, cinco dias em 50% dos pacientes, 
mas 5 a 10% das crianças podem apresentar sintomas persistentes por até 10 dias. Kenealy & Arroll5 conduziram um estudo 
que avaliou os ensaios clínicos randomizados entre 1966 a 2009, comparando a terapia antibiótica com o placebo em pessoas 
que apresentavam sintomas de IVAS aguda com menos de sete dias de duração ou rinite aguda purulenta com menos de 10 
dias de duração. Os autores concluíram que antibióticos não oferecem benefício no tratamento inicial do resfriado comum e da 
rinite aguda purulenta, sendo necessário somente medicações sintomáticas. A faringoamigdalite é definida pela inflamação das 
estruturas faríngeas com o surgimento de eritema, edema, exsudato faríngeo, úlceras e vesículas. A maioria dos quadros de 
faringoamigdalite é de etiologia viral antes de 3 anos de idade, sendo que infecções por parainfluenza, influenza e coronavírus 
são caracterizadas por quadro leve, associado a sintomas como tosse e coriza; e infecções pelo adenovírus podem gerar 
faringoamigdalites exsudativas com adenomegalia, durando até 7 dias, sendo frequentemente associada a conjuntivite. Os 
quadros virais são de resolução espontânea. Shulman et al.9 afirmam que quanto ao diagnóstico, os sinais e sintomas de 
faringoamigdalite estreptocócica se confundem tão facilmente com os da faringoamigdalite não estreptocócica que é 
impossível fazer o diagnóstico baseado na clínica, exceto quando houver características virais como rinorreia, tosse, úlceras 
orais, e/ou rouquidão. Portanto, para um diagnóstico acurado, deverá ser realizado um swab da orofaringe a fim de ser feito o 
teste rápido de detecção do antígeno para Streptococcus beta-hemolítico do grupo A, e/ou cultura. 
8- D - Trata-se de um quadro de crise de asma LEVE em escolar. Nos quadros de crise leve o paciente apresenta-se calmo, falando 
frases completas, aceita deitar se necessário, não tem sinais de esforço respiratório (uso de musculatura acessória), pode 
apresentar taquipneia discreta e sibilância, frequência cardíaca normal (60 a 100 bpm), saturação de O2 em ar ambiente maior 
do que 95%. O tratamento da crise leve consiste em: iniciar beta-2-agonista de curta duração (“SABA”) (salbutamol 100mcg 4 a 
10 puffs a cada 20 minutos em 1 hora), observação na própria unidade primária, com reavaliação ao final do ciclo de SABA, 
iniciar prednisolona 1 a 2mg/kg via oral, sem necessidade de O2 suplementar (se SatO2>94%). 
9- C - Justificativa: Trata-se de paciente portadora de sobrepeso, síndrome metabólica e pré diabetes. Segundo a diretriz brasileira 
de diabetes, as orientações para a prática de atividade física diante dessas condições são: Para indivíduos com condições de 
risco aumentado para desenvolvimento de DM2 (pré-DM) e também para prevenção do DM2, É RECOMENDADO o mínimo de 
150 min de atividade física aeróbia de moderada intensidade e o mínimo de 7% de redução ponderal, seguido de manutenção 
do peso perdido. A solicitação de exames para rastreamento universal de doenças cardiovasculares (DCV) em pessoas com DM2 
que pretendam iniciar a prática de exercícios físicos NÃO É RECOMENDADA de forma rotineira, exceto se houver sintomas 
típicos ou atípicos de DCV ou em pessoas de alto ou muito-alto risco cardiovascular. É RECOMENDADO para pessoas com DM2, 
a prática de exercícios combinados, resistidos e aeróbicos: pelo menos um ciclo de 10 a 15 repetições de cinco ou mais 
exercícios, duas a três sessões por semana, em dias não consecutivos e, no mínimo, 150 minutos semanais de caminhada 
moderada ou de alta intensidade, sem permanecer mais do que dois dias consecutivos sem atividade, É RECOMENDADO que os 
praticantes de exercício físico com diabetes, e os profissionais de saúde, sejam conscientizados sobre os riscos associados do 
uso indiscriminado de esteroides anabolizantes e similares 
10- D - Em casos de ASC-H, pelo risco de lesão de alto grau, é necessário o encaminhamento para colposcopia. Estudos revelam 
frequência de lesão de altograu entre 12,2% e 68% e de câncer em torno de 1,3% a 3% nas mulheres com citologia de ASC-H. 
11- C - A paciente possui enxaqueca com aura, o que contraindica uso de estrogênio (presente na pílula combinada, em adesivos e 
no anel vaginal). O fato de ela apresentar cólicas intensas também contraindica o uso de diu de cobre, visto que o principal 
efeito do medicamento é o aumento das cólicas. Desta forma, a opção mais viável seria o uso do sistema intrauterino de 
levonorgestrel. 
12- C - Eritema Infeccioso Etiologia – Parvovírus humano B19. Quadro clínico – em geral, não há pródromos e o primeiro sinal 
costuma ser o exantema que se inicia na face como maculopápulas que confluem tornando-se uma placa vermelho rubra, com 
concentração, principalmente, na região das bochechas, poupando a região perioral, a testa e o nariz, conferindo um aspecto 
de “asa de borboleta”, semelhante ao observado no lúpus eritematoso, dando às crianças aspecto de “cara esbofeteada”. Um a 
quatro dias após, o exantema evolui, acometendo os membros superiores e inferiores, inicialmente em sua face extensora e 
mais tarde, na flexora. A lesão da pele inicia-se como uma mácula que vai aumentando de tamanho, deixando a região central 
mais pálida, conferindo um aspecto tipicamente rendilhado. Nessa fase, o tronco pode ficar acometido. O exantema pode 
persistir por um período longo, até mais de dez dias e se exacerbar ou reaparecer quando a criança é exposta ao sol, após 
exercício e nas alterações de temperatura. Recorrência das lesões mesmo após uma a duas semanas do desaparecimento é 
descrita. 
13- D - Considerando o CURB-65 paciente apresenta os critérios de frequencia respiratória > 30 e ureia > 40. 2 critérios já indicam 
considerar a internação do paciente em enfermaria. Outros dados do caso indicam gravidade e comorbidade, reforçando a 
indicação de internação. Paciente poderá utilizar cefalosporina de 3ª geração + macrolídeo ou cefalosporina de 3ª geração ou 
Amoxicilina+clavulanato ou Levofloxacino... 
14- B - A alternativa correta: D) Síndrome dos Ovários Policísticos. A paciente apresenta amenorreia secundária (ausência de 
menstruação), obesidade, hirsutismo (aumento de pelos faciais) e acne, que são sinais clínicos sugestivos de 
hiperandrogenismo. Além disso, a ultrassonografia transvaginal revelou pequenos cistos nos ovários, que são característicos da 
Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A elevação da relação LH/FSH também é um achado laboratorial frequente na SOP, 
devido à produção excessiva de LH pelos ovários. As outras opções de resposta são diagnósticos diferenciais possíveis para a 
amenorreia e hiperandrogenismo, mas a combinação de sinais e sintomas observados na paciente é mais sugestiva da 
Síndrome dos Ovários Policísticos. Lembrando que o diagnóstico da SOP é baseado em critérios clínicos, laboratoriais e de 
imagem, e é importante excluir outras possíveis causas de hiperandrogenismo e amenorreia antes de confirmar o diagnóstico. 
15- A - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
N1 ESPECÍFICA_6 PERIODO_01OUTUBRO_2024.2_PROVA_CI 
1. (UNITPAC) Uma paciente, de 47 anos, com histórico de hipertensão arterial e dislipidemia, comparece à consulta apresentando 
fadiga, visão turva e aumento da sede nas últimas semanas. Ela relata que tem uma vida sedentária e histórico familiar de 
diabetes mellitus tipo II. No exame físico, o IMC é de 30 kg/m². Foram solicitados exames laboratoriais, cujos resultados estão 
abaixo: 
Glicemia de jejum: 142 mg/dL 
Hemoglobina glicada (HbA1c): 7,6% 
Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g: 
glicemia de 2h = 195 mg/dL 
Com base no caso clínico e nos exames laboratoriais, analise as afirmativas a seguir sobre o diagnóstico e tratamento do 
diabetes mellitus tipo II, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: 
I) O diagnóstico de diabetes mellitus tipo II é confirmado pela glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL e HbA1c ≥ 6,5%. 
II) O tratamento inicial deve incluir metformina associada a um inibidor de DPP-4, sem necessidade de intervenções no 
estilo de vida. 
III) A recomendação terapêutica para pacientes com diabetes mellitus tipo II inclui mudanças no estilo de vida, como dieta 
adequada e atividade física regular. 
IV) O teste oral de tolerância à glicose com valor ≥ 200 mg/dL em 2 horas após ingestão de glicose confirma o diagnóstico 
de diabetes mellitus tipo II. 
Está correto o que se afirma apenas em: 
Alternativas: 
(A) I e III. 
(B) I e IV. 
(C) I e II. 
(D) II e IV. 
 
2. (AFYA PARAIBA) Paciente sexo feminino, 50 anos de idade chega no ambulatório de cirurgia, encaminhado pela unidade de 
saúde com a hipótese diagnóstica de carcinoma basocelular em face. A paciente apresenta 1,70 m de altura e peso de 40 kg. 
Considerando as informações acima assinale analise as assertivas abaixo em relação ao preparo pré-operatório. 
I – A paciente apresenta um IMC que mostra desnutrição grave e deve realizar um suporte nutricional antes da cirurgia. 
II – A paciente pode realizar o procedimento cirúrgico pois o IMC está dentro dos limites inferiores. 
III – Infecção e cicatrização são complicações que podem ocorrer na paciente devido a desnutrição. 
É correto apenas o que se afirma em: 
Alternativas: 
(A) II e III. 
(B) I e III. 
(C) II. 
(D) I. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. (AFYA PALMAS) João é trazido à Unidade Básica de Saúde para acompanhamento de puericultura. É um lactente de 2 anos e 3 
meses de idade, sem histórico de alterações pré-natais, natais e patológicas. Fez aleitamento materno exclusivo até 2 meses de 
idade, sendo iniciada complementação do leite materno com mamadeiras de leite de vaca integral diluído e amido de milho. 
Aos 4 meses de idade foi iniciada a introdução alimentar com oferta de frutas amassadas, sucos naturais e papa de legumes. 
Faz ingesta de proteína animal cerca de duas vezes por semana. 
Em relação ao desenvolvimento neuropsicomotor, deambulou com 1 ano e 8 meses e iniciou a articulação de palavras soltas 
agora com 2 anos de idade. 
Ao exame antropométrico obteve-se os seguintes dados: 
Peso x idade: entre Z-2 e -3 Estatura x idade: entre Z-1 e -2 
Perímetro cefálico x idade: entre Z 0 e-1 
IMC x idade: entre Z -2 e -3 Diante do caso acima, responda as alternativas abaixo: 
1. Classifique a situação nutricional da criança baseado nos dados antropométricos (classifique o peso, estatura e IMC do paciente). 
 
 
2. Classifique o desenvolvimento neuropsicomotor do paciente. 
 
 
3. Identifique três erros descritos no histórico alimentar da criança e oriente adequadamente a família. 
 
 
4. (FACIMPA) Mulher, 39 anos, procura você na UBS para atendimento devido a um caroço que surgiu há 2 anos em região das 
costas. Paciente relata que há, aproximadamente, 1 ano o caroço estourou o que lhe causou muita dor ao toque, vermelhidão, 
inchaço e drenagem de secreção amarelada muito fétida, semelhante a um queijo derramado na pele. Ao exame físico você 
encontra os seguintes achados: massa compressível de 0,5cm e uma abertura central escura. 
Diante do exposto, qual é a sua hipótese diagnóstica? 
Alternativas: 
(A) Lipoma. 
(B) Cisto epidermoide. 
(C) Furúnculo. 
(D) Carcinoma basicelular. 
 
5. (UNITPAC) Mulher de 75 anos, caucasiana, apresenta uma lesão na asa nasal direita que ela percebeu há cerca de seis meses. 
Ela descreve a lesão como uma pequena mancha rosada que cresceu lentamente, desenvolvendo um centro deprimido com 
bordas elevadas e peroladas. Nos últimos dois meses, ela notou que a lesão começou a formar crostas e ocasionalmente sangra 
com o mínimo toque, como quando ela lava o rosto ou se seca com a toalha. Durante o exame físico, observa-se uma lesão de 
aproximadamente 1,5 cm de diâmetro, de cor rosada com bordas bem definidas e elevadas, e possui uma superfície brilhante e 
perolada. Há telangiectasias ao redor da lesão, eo centro é ligeiramente ulcerado. Não há linfonodos palpáveis nas regiões 
cervicais ou pré-auriculares. No seu histórico relata ter sofrido várias queimaduras solares durante a infância e a adolescência, 
quando passava longos períodos ao sol sem proteção. Ela também menciona que raramente usa protetor solar, apesar de 
morar em uma região ensolarada. Além disso é diabética tipo 2, em uso de metformina, e sua glicemia está bem controlada. Ela 
também possui um histórico de hipertensão controlada com medicação. 
1. Quais características morfológicas da lesão da paciente sugerem a presença de um carcinoma basocelular? (1,25 Ponto) 
 
 
 
 
2. Identifique os principais fatores de risco para carcinoma basocelular presentes na história da paciente. (1,25 Ponto) 
 
 
 
6. (ITPAC CRUZEIRO DO SUL) C.S.M., de 32 anos, e sua esposa, L.O.M., de 31 anos, ambos residentes de um município do interior 
de São Paulo, procuram por ajuda para falar sobre a contracepção, e então são encaminhados para o ambulatório de 
planejamento familiar para discutir as opções disponíveis. Eles têm dois filhos e não planejam ter mais. Durante a consulta, o 
médico explica a possibilidade de métodos contraceptivos tanto para homens quanto para mulheres. Então, C.S.M. manifesta 
interesse em realizar uma vasectomia e deseja saber mais sobre o procedimento e suas implicações. 
Dentre as opções abaixo, indique qual orientação correta o médico deve fornecer a C.S.M. sobre a vasectomia. 
Alternativas: 
(A) A vasectomia é um procedimento reversível que pode ser realizado em qualquer momento após os 25 anos de idade, sem 
necessidade de pré-requisitos legais específicos. 
(B) A vasectomia é um procedimento simples e rápido que não afeta a função sexual masculina, mas exige o uso de preservativo 
por cerca de 30 ejaculações após a cirurgia. 
(C) A vasectomia é indicada apenas para homens com mais de 21 anos de idade, independentemente do número de filhos, e com 
histórico de doenças genéticas na família. 
(D) A vasectomia é um procedimento irreversível e requer internação após a cirurgia, só pode ser realizada em quem tem no 
mínimo três filhos, além de uma autorização da esposa. 
 
7. (UNIFIPMOC) Em uma manhã, um pediatra atende dois sucessivos casos: 
CASO 01 
Um pré-escolar de 05 anos de idade é levado pela mãe à consulta. Ela relata que o filho iniciou há 07 dias um quadro febril 
associado a “manchas vermelhas nas bochechas” e uma palidez perioral. Cerca de 48h após o início dos sintomas ela informa 
que: “apareceram umas ‘lixas’ nos cotovelos que, logo depois, espalharam pelo corpo. No dia seguinte, levei ele na UPA e o 
médico fez um exame de sangue que eu trouxe para o Senhor ver. Ele disse ainda que era para eu não descuidar da hidratação e 
deu só um remédio para o caso da febre não passar”. A mãe continua: “As manchas vinham melhorando, mas, anteontem, 
depois que ele teve uma briga com a irmã mais nova, por causa do meu celular, as manchas voltaram”. Ao exame: o paciente 
está afebril, alerta e com um bom estado geral. No tronco, observou-se um exantema maculopapular de aspecto rendilhado. O 
leucograma trazido pela mãe mostra uma leucopenia com discreta eosinofilia. 
CASO 02 
Uma pré-escolar de 05 anos e 09 meses entra no consultório exibindo um exantema que, segundo os pais, iniciou-se na face há 
aproximadamente de 48 horas e disseminou-se para o tronco e membros em menos de 24 horas. Relatam ainda picos de febre 
alta termometrada e que o filho está com dificuldade para se alimentar devido à queixa de dor à deglutição, tendo apresentado 
ainda vômitos e dor abdominal. Ao exame: prostrado e com temperatura axilar de 39,6oC. Mucosa da orofaringe e tonsilas 
palatinas com importante hiperemia, associada a um aumento bilateral destas, que se encontram ainda recobertas por 
exsudato purulento. A língua apresenta aspecto brancacento e superfície áspera. O exantema, de aspecto micropapular, atinge 
face, tronco e membros, sendo que nas superfícies flexoras tem aspecto linear, entretanto, poupa as regiões perioral, palmas 
das mãos e plantas dos pés, e cede transitoriamente à digitopressão. O teste de Rumpel-Leede de fragilidade capilar (também 
conhecido como teste do torniquete ou de Hess) é positivo. Um leucograma mostrou leucocitose com neutrofilia e eosinofilia. 
As principais hipóteses diagnósticas para o CASO 01 e 02 são, respectivamente: 
Alternativas: 
(A) Eritema infeccioso (Parvovírus B19) e escarlatina (Streptococcus pyogenes). 
(B) Eritema infeccioso (Parvovírus B19) e Dengue (Dengue virus). 
(C) Sarampo (Paramixovírus) e escarlatina (Streptococcus pyogenes). 
(D) Sarampo (Paramixovírus) e exantema súbito (Herpes-vírus tipo 06). 
 
 
 
8. (UNIGRANRIO DUQUE DE CAXIAS) Um paciente, de 65 anos, foi submetido à ressecção de um carcinoma espinocelular 
(carcinoma espinocelular) localizado na asa do nariz. Após a ressecção, foi identificado um defeito na pele com exposição da 
cartilagem subjacente. Considerando a localização da lesão e a necessidade de reparar o defeito cirúrgico, qual das alternativas 
abaixo representa a melhor escolha de retalho para cobrir o defeito, proporcionando um bom resultado estético e funcional? 
Alternativas: 
(A) Retalho em ilha de nasogeniano. 
(B) Enxerto de pele parcial. 
(C) Retalho miocutâneo de peitoral maior. 
(D) Retalho de avanço nasogeniano. 
 
9. (UNISL PVH) O escore CURB-65 é uma ferramenta utilizada para avaliar a gravidade da pneumonia adquirida na comunidade. 
Ele atribui pontos com base em certos critérios clínicos, ajudando os profissionais de saúde a determinarem o risco de 
mortalidade dos pacientes e a orientar o tratamento adequado. Qual das seguintes opções de caso clínico apresenta 
indicadores de um quadro grave de pneumonia adquirida na comunidade e requer uma conduta adequada com base no escore 
CURB-65? 
Alternativas: 
(A) Paciente de 30 anos, atleta, com tosse leve e febre baixa. 
(B) Paciente de 65 anos, hipertenso, com tosse produtiva, dispneia, febre alta e confusão mental. 
(C) Paciente de 40 anos, sem comorbidades, com febre moderada e tosse seca há 3 dias. 
(D) Paciente de 55 anos, ex-fumante, com tosse produtiva, febre baixa e dor torácica ao respirar profundamente. 
 
10. (UNIVAÇO) Paciente, de 72 anos, do sexo masculino, apresenta-se ao ambulatório com diagnóstico de diabetes tipo 2 e 
hipertensão arterial sistêmica para acompanhamento do seu tratamento. Ele está em uso de metformina, atorvastatina em 
doses máximas e hidroclorotiazida 25 mg/dia. 
Os dados clínicos e laboratoriais são os seguintes: 
- Pressão Arterial:160/90 mmHg, IMC 29 kg/m2 
- Glicemia de Jejum: 180 mg/dL 
- Hemoglobina Glicada (HbA1c): 8,5% 
- Colesterol Total: 240 mg/dL 
- Triglicerídeos: 200 mg/dL 
- Creatinina: 1,2 mg/dL (VR 0,3 a 1,5) 
- Análise de Urina: sem anormalidades 
Qual das seguintes opções representa a abordagem terapêutica mais adequada para este paciente, de acordo com a diretriz 
atual da Sociedade Brasileira de Diabetes? 
Alternativas: 
(A) Adicionar um inibidor da DPP-4 à metformina, iniciar tratamento com ômega 3 em doses altas para dislipidemia, e ajustar a 
pressão arterial com um beta bloqueador. 
(B) Manter a metformina e iniciar um agonista do GLP-1, ajustar a medicação anti-hipertensiva incluindo um inibidor da ECA e 
associar ezetimiba ao tratamento hipolipemiante. 
(C) Adicionar um inibidor da SGLT2, com foco na redução da pressão arterial e controle glicêmico, sem necessidade de ajuste 
nas terapias anti-hipertensiva e hipolipemiante nesse momento. 
(D) Substituir a metformina por insulina basal, associar um fibrato para controle do colesterol, e adicionar um bloqueador dos 
canais de cálcio para controle da pressão arterial. 
 
11. ( UNIFIPMOC) P.L.A., homem transsexual de 27 anos, apresenta-se a unidade básica de saúde com queixas de dor abdominal 
crônica, principalmente em abdome inferior, especialmente durante operíodo menstrual. Ele relata histórico de tratamento 
hormonal para transição de gênero nos últimos 2 anos, com leve diminuição dos sintomas. Realizou ultrassonografia que 
revelou nodulações/ espessamentos em região retrocervical uterina e ligamentos uterossacros, que revelam suspeita de 
endometriose. Diante do quadro clínico, a melhor conduta terapêutica é: 
Alternativas: 
(A) prescrição dos progestagênios ou contraceptivos orais combinados. 
(B) prescrição de analgésicos para o controle da dor e fisioterapia pélvica. 
(C) avaliação cirúrgica visando a remoção ou ablação das lesões de endometriose 
(D) aconselhamento sobre mudanças na dieta e estilo de vida para aliviar os sintomas. 
12. (FESAR) Em um ambulatório de ginecologia, você atende a duas pacientes adultas de 25 anos separadamente, e que 
apresentam amenorreia, mas com diferentes histórias clínicas e sinais conforme descrito a seguir: Paciente A, com amenorreia 
primária, relata que nunca teve menstruação e apresenta características físicas de hipoestrogenismo, como desenvolvimento 
mamário ausente. Exames físicos, laboratoriais e de imagem sugerem presença de útero, trompas e vagina infantilizados, mas 
com ovários em fita. Paciente B, com amenorreia secundária, teve ciclos menstruais regulares até os últimos 6 meses, mas 
agora não menstrua. Relata acne, ganho de peso e ao exame físico apresentou relação cintura/quadril de 89, e 14 pontos na 
escala de Ferriman-Gallwey. Exames laboratoriais mostram níveis elevados de androgênios e ultrassonografia revela múltiplos 
folículos periféricos em ovário direito medindo de 2 a 9 mm. Após avaliar as pacientes A e B, selecione uma das alternativas 
abaixo que indica o diagnóstico correto e a proposta de tratamento apropriada para cada paciente. 
Alternativas: 
(A) Paciente A: deficiência de receptores de estrógeno; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: 
contraceptivos orais para SOP e terapia estrogênica para deficiência de receptores. 
(B) Paciente A: amenorreia hipotalâmica; Paciente B: hiperprolactinemia. Tratamento: modificação de estilo de vida para 
amenorreia hipotalâmica e agonistas da dopamina para hiperprolactinemia. 
(C) Paciente A: síndrome de Turner; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: reposição hormonal para 
síndrome de Turner e antiandrogênicos para SOP. 
(D) Paciente A: hipogonadismo hipogonadotrófico; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: dieta e 
exercício para SOP e reposição hormonal para hipogonadismo. 
 
13. (UNITPAC) Um lactente masculino de 8 meses de idade é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) pela mãe, que relata febre 
persistente há 48 horas. A febre varia entre 38,5°C e 39,5°C e não é associada a tosse, vômitos, diarreia ou outros sinais 
específicos. A mãe está preocupada, pois a criança não apresenta sinais aparentes de infecção. O exame físico é inespecífico, 
sem sinais de dificuldade respiratória, erupções cutâneas, sinais de otite, ou alterações abdominais e urinárias. A criança está 
ativa, mas um pouco irritada devido à febre. Analisando o quadro clínico de febre sem sinais localizatórios, qual a conduta para 
a avaliação e seguimento desse caso? 
Alternativas: 
(A) Realizar uma avaliação inicial com anamnese detalhada e exames laboratoriais (hemograma, PCR e urocultura), monitorar o 
quadro nas próximas 24-48 horas e reavaliar conforme a evolução. 
(B) Prescrever antitérmicos e antibióticos de amplo espectro empíricos, já que a febre pode ser o único sintoma de infecção 
bacteriana grave em lactentes. 
(C) Encaminhar imediatamente para o pronto-socorro, uma vez que qualquer febre em lactentes menores de 1 ano sem sinais 
localizatórios é considerada emergência médica e requer internação. 
(D) Aguardar mais 48 horas sem intervenção específica, uma vez que a maioria dos casos de febre em lactentes é viral e 
autolimitada, evitando a investigação diagnóstica. 
 
14. (UNIDEP) Paciente A.F (feminino), 24 anos, procura a Unidade Básica de Saúde para consulta de planejamento familiar. Refere 
que tem desejo de utilização de método contraceptivo hormonal (contraceptivo combinado oral). Refere apresentar episódios 
enxaqueca semanalmente, com a presença de aura. Relata já ter utilizado DIU hormonal e não se adaptou devido à piora de 
quadro de acne. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. 
I. A paciente A.F apresenta contraindicação absoluta ao uso de anticoncepção hormonal oral. 
PORQUE 
II. Pacientes com enxaqueca com aura não devem utilizar anticoncepção hormonal oral, visto que essa condição se enquadra na 
categoria 3 nos critérios de elegibilidade segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). A respeito dessas asserções, assinale 
a opção correta. 
Alternativas: 
(A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. 
(B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. 
(C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
(D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
 
 
 
15. (UNISL PVH) Você está atuando como médico em uma Unidade de Saúde da Família (USF) e atende uma criança de 4 anos, sexo 
feminino, acompanhada pela mãe. A genitora relata que a criança está com febre há dois dias, queixa-se de dor bilateral de 
ouvido, chora muito durante a noite e está recusando alimentos sólidos. A mãe menciona que a criança teve um resfriado há 
cerca de uma semana, apresentando coriza e tosse leve, mas que esses sintomas já diminuíram. Ao exame físico, você observa 
que a criança está chorosa, irritada e com temperatura axilar de 38,3°C. O exame otoscópico revela otorreia mucopurulenta em 
ouvido direito, com membrana timpânico hiperemiada, abaulada e mobilidade reduzida. Não há sinais de complicações 
sistêmicas ou envolvimento das vias aéreas inferiores. 
Com base no quadro clínico descrito e nas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e de Otorrinolaringologia, 
indique a melhor conduta terapêutica para essa paciente. 
Alternativas: 
(A) Iniciar antibioticoterapia com azitromicina por 5 dias, associada ao uso de analgésicos e descongestionantes nasais. 
(B) Encaminhar imediatamente para o serviço de emergência pediátrica para avaliação otorrinolaringológica urgente. 
(C) Observar e reavaliar em 48-72 horas, sem antibioticoterapia, utilizando apenas analgésicos para controle da dor. 
(D) Iniciar amoxicilina por 10 dias, além de prescrever analgésicos e orientar medidas de conforto, como compressas mornas. 
GABARITO 
1- A - A afirmativa I está correta, pois, de acordo com as diretrizes, o diabetes mellitus tipo II pode ser diagnosticado quando a 
glicemia de jejum é igual ou superior a 126 mg/dL, e a hemoglobina glicada é igual ou superior a 6,5%. A afirmativa III também 
está correta, uma vez que o tratamento inicial do diabetes mellitus tipo II deve incluir, além da medicação (geralmente 
metformina), mudanças no estilo de vida, como uma dieta balanceada e atividade física regular. A afirmativa II está incorreta, 
pois, embora medicamentos como os inibidores de DPP-4 possam ser utilizados em alguns casos, a intervenção inicial 
normalmente envolve metformina e modificações no estilo de vida. A afirmativa IV está incorreta, porque o valor de 195 mg/dL 
no teste oral de tolerância à glicose não confirma o diagnóstico de diabetes; para confirmar, o valor deve ser igual ou superior a 
200 mg/dL. 
2- B - Resposta correta: I e III CORRETAS • I: Correto. A paciente apresenta um IMC de 13,84 kg/m² (IMC = peso / altura²), o que 
está bem abaixo do valor considerado normal, caracterizando desnutrição severa. O suporte nutricional antes da cirurgia é 
importante para melhorar o estado nutricional e reduzir o risco de complicações pós-operatórias. • II: Incorreto. O IMC da 
paciente estáabaixo do limite inferior do considerado saudável (IMC normal: 18,5 a 24,9 kg/m²), indicando desnutrição grave. 
Isso pode aumentar o risco cirúrgico, o que torna o preparo nutricional importante antes do procedimento. • III: Correto. A 
desnutrição está associada a um maior risco de complicações, como infecções e problemas de cicatrização, devido à menor 
disponibilidade de nutrientes essenciais para o processo de reparação tecidual. 
3- Baixo peso para a idade; estatura adequada para a idade; perímetro cefálico adequado para a idade; magreza. Desenvolvimento 
neuropsicomotor atrasado para a idade, afinal é esperado que a criança inicie seus primeiros passos de 1 ano até 1 ano e 3 
meses, além de iniciar fala a partir de 1 ano de idade. Espera-se início de formação de frases de duas palavras com 2 anos de 
idade. Os erros alimentares encontrados são: aleitamento materno exclusivo por menos de 6 meses de idade, introdução de 
leite de vaca antes de 1 ano de idade, uso de engrossantes como o amido de milho, introdução alimentar antes de 6 meses de 
idade, introdução de sucos antes de 1 ano ao invés da fruta in natura, oferta de refeição principal apenas com legumes, sem 
proteínas animais 
4- B - Lipoma: é uma massa de gordura que se forma entre a pele e o músculo. Esse tipo de tumor não provoca dor nem 
comprometimento funcional. Carcinoma basicelular: apresenta-se como pápula, nódulo ou placa eritematosa/cor da pele, 
geralmente localizada na cabeça ou pescoço. A lesão geralmente tem borda bem delimitada, com um brilho perláceo, e que 
podem ser maus elevadas na sua periferia. Relação ao centro da lesão. Pode ou não ser ulcerada. Furúnculo: botão endurecido, 
avermelhado, quente e doloroso que acaba por se transformar em um abscesso de pus. 
5- De acordo com as diretrizes mais recentes, as características morfológicas que sugerem carcinoma basocelular incluem: Bordas 
Elevadas e Peroladas: O carcinoma basocelular frequentemente apresenta margens elevadas com uma aparência perolada. Essa 
característica é resultado da proliferação de células basaloides, que criam uma borda bem definida. Telangiectasias: A presença 
de pequenos vasos sanguíneos visíveis (telangiectasias) na superfície da lesão é uma característica comum de carcinomas 
basocelulares. Esses vasos resultam da vascularização aumentada em resposta ao crescimento tumoral. Centro Ulcerado ou 
Depressão Central: Um centro ulcerado ou uma depressão na parte central da lesão é típico de uma forma avançada de 
carcinoma basocelular, conhecida como “ulcus rodens” ou úlcera roedora. Este aspecto é devido à destruição tecidual pelo 
crescimento tumoral local. Superfície Brilhante e Cor Rosada: A lesão do carcinoma basocelular pode apresentar uma superfície 
brilhante e variações de cor que vão do rosado ao translúcido, especialmente em pessoas de pele clara, como Maria. 2. 
Identifique os principais fatores de risco para carcinoma basocelular presentes na história da paciente. Justificativa: Com base 
nas diretrizes atuais, os principais fatores de risco para o desenvolvimento de carcinoma basocelular incluem: Pele Clara: 
Pessoas com pele clara têm um risco maior de desenvolver carcinoma basocelular devido à menor quantidade de melanina, 
que oferece proteção natural contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta (UV). Histórico de Queimaduras Solares: 
Exposição intensa e intermitente ao sol, especialmente na infância e adolescência, aumenta o risco de desenvolvimento de 
carcinoma basocelular. Maria teve várias queimaduras solares graves, o que é um fator de risco significativo. Exposição Crônica 
ao Sol: O carcinoma basocelular é mais comum em áreas da pele que são frequentemente expostas ao sol, como a face. A lesão 
de Maria está localizada na asa nasal, uma área exposta, indicando que ela teve exposição solar crônica. Falta de Uso de 
Protetor Solar: A falta de proteção solar aumenta significativamente o risco de câncer de pele. A história de Maria de raramente 
usar protetor solar, apesar de viver em uma região ensolarada, aumenta seu risco. Idade Avançada: O carcinoma basocelular é 
mais comum em idosos devido ao acúmulo de dano solar ao longo da vida. Maria, com 75 anos, está em uma faixa etária de 
risco elevado. 
6- B - A vasectomia é um procedimento cirúrgico simples, realizado sob anestesia local, que envolve a ligadura dos ductos 
deferentes para impedir a passagem dos espermatozoides. O procedimento não afeta a função sexual masculina (desejo, 
ereção e desempenho). No entanto, é necessário usar preservativo ou outro método contraceptivo até que a ausência de 
espermatozoides seja confirmada, o que geralmente ocorre após cerca de 30 ejaculações. Além disso, o procedimento requer o 
cumprimento de certos pré-requisitos legais, como ter pelo menos 21 anos ou dois filhos vivos, e uma manifestação oficial de 
vontade deve ser feita com no mínimo 60 dias de antecedência. 
7- A - A apresentação clínica, evolução e exame laboratorial do CASO 01 sugerem fortemente um quadro de Eritema Infeccioso. 
Seu agente etiológico é o Parvovírus B19. Já as características descritas no CASO 02 são, em conjunto, típicas de um quadro de 
Escarlatina, causada pelo Streptococcus pyogenes, mais especificamente, β-hemolítico do grupo A de Lancefield. No Sarampo o 
leucograma exibe leucopenia e linfomonocitose. No Exantema Súbito o acometimento cutâneo surge inicialmente no tronco 
para, em seguida estender-se para os membros e face, com tendência de regressão em intervalo de horas, além da febre entrar 
em lise com o aparecimento do exantema. A ausência de mialgia, artralgia e cefaleia bem como de leucopenia, plaquetopenia e 
aumento do hematócrito falam contra a hipótese da Dengue. 
8- A - A escolha do retalho para reparar defeitos cirúrgicos na asa do nariz deve considerar a necessidade de preservar a função e 
a estética da região, que é uma área de alta visibilidade no rosto. Alternativa (Enxerto de pele parcial): Embora enxertos de pele 
parcial possam ser utilizados para cobrir defeitos cutâneos, eles não são ideais para áreas onde a estética e a congruência de 
cor e textura são cruciais, como na asa do nariz. Além disso, enxertos de pele parcial não têm vascularização própria, o que 
pode comprometer a viabilidade do enxerto em áreas com cartilagem exposta. Alternativa (Retalho de avanço nasogeniano): 
Um retalho de avanço pode ser útil em alguns casos, mas ele tende a causar tensão na pele ao redor do defeito, o que pode 
distorcer as estruturas nasais e não fornecer um bom resultado estético na asa do nariz. Alternativa (Retalho miocutâneo de 
peitoral maior): Este retalho é utilizado para cobrir grandes defeitos, geralmente em áreas como a parede torácica, cabeça e 
pescoço. Porém, ele não é apropriado para defeitos pequenos e localizados na face devido ao seu tamanho e espessura, que 
resultariam em um volume excessivo e desarmonia estética na região nasal. Alternativa (Retalho em ilha de nasogeniano): O 
retalho em ilha de nasogeniano é a melhor opção para reparar defeitos na asa do nariz. Ele é um retalho local, axial, que 
permite boa vascularização e excelente correspondência de cor, textura e espessura da pele ao redor. Além disso, a sua 
mobilidade e flexibilidade permitem a cobertura de defeitos com preservação da anatomia nasal e um bom resultado estético, 
sem causar deformidades. 
9- B- A resposta correta é a opção Paciente de 65 anos, hipertenso, com tosse produtiva, dispneia, febre alta e confusão mental. 
Neste caso clínico, o paciente apresenta múltiplos fatores de risco para uma pneumonia grave, incluindo idade avançada, 
comorbidades (hipertensão arterial), sintomas respiratórios graves (tosse produtiva e dispneia) e confusão mental, sugerindo 
comprometimento do estado geral. De acordo com o escore CURB-65, este paciente pontua alto (3 ou mais pontos), indicando 
um risco moderado a alto de mortalidade e, portanto, a necessidade de hospitalização imediatae tratamento antibiótico 
intravenoso. 
10- B- Alternativa - Iniciar tratamento com metformina e adicionar um inibidor da SGLT2 é adequado para o controle glicêmico e 
pode ajudar na redução do risco cardiovascular e na proteção renal. No entanto, não menciona o ajuste na medicação para 
hipertensão e dislipidemia, que é crucial considerando a pressão arterial elevada e dos níveis lipídicos do paciente. Alternativa - 
Manter a metformina e iniciar um agonista do GLP-1 é apropriado, pois esses medicamentos não só melhoram o controle 
glicêmico como também podem auxiliar na perda de peso e têm benefícios cardiovasculares. Ajustar a medicação anti-
hipertensiva para incluir um inibidor da ECA é necessário devido ao efeito cárdio e nefroprotetor, e a recomendação de uma 
dieta com baixo teor de sódio pode ajudar a controlar a pressão arterial. Alternativa - Substituir a metformina por insulina basal 
não é a primeira escolha para o manejo do diabetes tipo 2 quando há opções orais eficazes. A adição de insulina basal pode ser 
considerada mais tarde se outras medidas não forem suficientes. O uso de fibratos não está indicado nessa situação, cujo 
objetivo principal de a redução de LDL, o que pode ser obtido adicionando-se a ezetimiba. O bloqueador dos canais de cálcio 
não é a escolha a primeira escolha no manejo da HAS em pacientes diabéticos. Alternativa - Adicionar um inibidor da DPP-4 
pode ser útil para o controle glicêmico, mas não é a melhor escolha para pacientes com alto risco cardiovascular. A utilização de 
beta bloqueador para controle da pressão arterial não está adequada por não ser uma classe de 1ª linha no manejo da HAS. Os 
IECA ou BRA seriam as classes de escolha. O ômega 3 não está indicado como primeira opção na abordagem da dislipidemia. 
11- C - O tratamento principal para a endometriose envolve a remoção ou ablação das lesões, especialmente em casos sintomáticos 
como deste paciente. Outras opções terapêuticas, como analgésicos ou mudanças na dieta, podem proporcionar alívio 
sintomático, mas não tratam a causa subjacente da endometriose. A prescrição dos progestagênios e os contraceptivos orais 
combinados (COCs), que levam a condições hormonais semelhantes à observada durante a gravidez, que promovem a 
supressão do estrogênio endógeno não seria adequado para um paciente em processo de transição. A terapia hormonal usada 
na transição de gênero, por ser a base de androgênios, ou seja, antagônico ao estrogênio, pode reduzir os sintomas da 
endometriose, mas também pode acabar mascarando o diagnóstico, prolongando a condição no organismo e potencializando 
outras complicações. 
12- C - Paciente A: hipogonadismo hipogonadotrófico; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: dieta e 
exercício para SOP e reposição hormonal para hipogonadismo. Resposta comentada: A Paciente A tem características 
compatíveis com síndrome de Turner, não de hipogonadismo hipogonadotrófico. A Paciente B apresenta sinais de SOP. Paciente 
A: síndrome de Turner; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: reposição hormonal para síndrome de 
Turner e antiandrogênicos para SOP. Resposta comentada: A Paciente A apresenta características típicas da síndrome de Turner, 
e a Paciente B apresenta sinais típicos de SOP. O tratamento para síndrome de Turner geralmente inclui reposição hormonal, e 
para SOP, antiandrogênicos podem ser eficazes. Paciente A: amenorreia hipotalâmica; Paciente B: hiperprolactinemia. 
Tratamento: modificação de estilo de vida para amenorreia hipotalâmica e agonistas da dopamina para hiperprolactinemia. 
Resposta comentada: A Paciente A não apresenta características de amenorreia hipotalâmica, e a Paciente B não tem sinais de 
hiperprolactinemia. Paciente A: deficiência de receptores de estrógeno; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). 
Tratamento: contraceptivos orais para SOP e terapia estrogênica para deficiência de receptores. Resposta comentada: A 
Paciente A não apresenta deficiência de receptores de estrógeno e a Paciente B tem SOP. 
13- A febre sem sinais localizatórios em lactentes requer uma abordagem cuidadosa. A investigação inicial deve incluir uma 
anamnese completa e exames laboratoriais, como hemograma, proteína C-reativa (PCR) e urocultura, já que infecções urinárias 
são uma causa comum de febre sem sinais localizatórios nessa faixa etária. O acompanhamento do lactente é fundamental, 
observando a evolução do quadro clínico nas próximas 24-48 horas. Não é indicada a prescrição empírica de antibióticos sem 
uma causa infecciosa confirmada, nem é necessário encaminhar imediatamente ao pronto-socorro em todos os casos de febre 
sem sinais localizatórios. Apesar de a maioria dos casos de febre em lactentes ser de origem viral, o risco de infecção bacteriana 
grave não pode ser ignorado, especialmente em lactentes menores de 1 ano. Assim, a investigação inicial com exames 
laboratoriais é importante para orientar a conduta. Em lactentes menores de 1 ano, a avaliação inicial com exames laboratoriais 
é recomendada para excluir infecções bacterianas, como a infecção urinária, que pode se apresentar de forma oculta. 
14- C - Enxaqueca com aura, independente da idade é contraindicação ao uso de contraceptivo combinado, enquadrando-se na 
categoria 4 (e não 3 como o caso apresenta). A categoria 4 nos critérios de eligibilidade refere que o método não deve ser 
empregado, pois apresenta risco inaceitável, tornando-se, portanto, uma contraindicação absoluta ao seu uso 
15- D - ALTERNATIVA CORRETA: Iniciar amoxicilina por 10 dias, além de prescrever analgésicos e orientar medidas de conforto, 
como compressas mornas. O quadro clínico da paciente é indicativo de otite média aguda, caracterizada por sinais de 
inflamação e dor intensa. Segundo o Tratado de Pediatria (CAMPOS Jr., D.; LOPES, F. A., 2021) e o Tratado de 
Otorrinolaringologia(Grupo GEN, 2017), o tratamento recomendado para crianças com mais de 2 anos com otite média aguda, 
especialmente em casos com febre, dor intensa, otite mucopurulenta é o início de antibioticoterapia com amoxicilina, além do 
uso de analgésicos. A observação sem antibióticos é indicada em casos mais leves e crianças sem sinais de gravidade. 
Alternativas incorretas: Observar e reavaliar em 48-72 horas, sem antibioticoterapia, utilizando apenas analgésicos para 
controle da dor. Comentário: Esta alternativa pode ser apropriada em casos de otite média aguda leve, especialmente em 
crianças com mais de 6 meses e que não apresentam sinais graves ou complicações. No entanto, a presença de febre alta, dor 
intensa e a abaulamento da membrana timpânica sugerem um quadro mais grave que justifica o início de antibioticoterapia, 
conforme recomendado no Tratado de Pediatria e no Tratado de Otorrinolaringologia. A abordagem com apenas analgésicos e 
observação pode não ser suficiente para tratar a infecção e aliviar os sintomas nesta situação específica. Encaminhar 
imediatamente para o serviço de emergência pediátrica para avaliação otorrinolaringológica urgente. Comentário: O 
encaminhamento para um serviço de emergência pode ser necessário se houver sinais de complicações graves ou se o 
tratamento ambulatorial não for eficaz. No entanto, para a maioria dos casos de otite média aguda com sintomas claros e sem 
complicações sistêmicas, o tratamento na UBS com antibioticoterapia adequada e acompanhamento é suficiente. O 
encaminhamento urgente não é necessário a menos que haja preocupações adicionais com a gravidade do caso. Iniciar 
antibioticoterapia com azitromicina por 5 dias, associada ao uso de analgésicos e descongestionantes nasais. Comentário: 
Azitromicina não é o antibiótico de primeira linha para otite média aguda, sendo a amoxicilina a escolha preferida. A 
azitromicina pode ser usada em casos de alergia à penicilina ou quando não há resposta à amoxicilina, mas não é a primeira 
escolha. O uso de descongestionantes nasaisnão é recomendado para tratamento de otite média aguda e pode não ser 
necessário. O tratamento primário deve ser com amoxicilina, conforme descrito na bibliografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Adolescente,16 anos de idade, com menarca aos 12 anos, procurou seu ambulatório referindo amenorreia iniciada há 9 meses. 
Relata perda de peso de 12 kg no ultimo ano, devido a dietas hipocalóricas e hiperproteicas, realizadas por conta própria. 
Negou comorbidades, atividade sexual e uso de medicações. Mostrou uma RNM de sela túrcica normal e dosagem de TSH e PRL 
dentro da normalidade. Ao exame, apresentou altura de 1,72 m e peso de 48 kg. Não se observam acne, nem acantose 
nigricans. 
Qual o provável diagnóstico? 
A) Síndrome dos ovários policísticos 
B) Amenorreia hipotalâmica 
C) Síndrome de Asherman 
D) Amenorreia hipofisária 
E) Síndrome de Savage 
 
2. Paciente comparece a seu ambulatório com 17 anos de idade, em amenorreia primária, mas com a presença de caracteres 
sexuais secundários. 
Considerando que o diagnóstico é a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser, assinale qual é o compartimento causador. 
a. Amenorreia de causa hipotalâmica 
b. Amenorreia de causa hipofisária 
c. Amenorreia de causa suprarrenal 
d. Amenorreia de causa uterina 
e. Amenorreia de causa ovariana 
 
3. Mulher de 35 anos, G1PN1, vem encaminhada pelo setor de Oncologia do hospital para orientação de método contraceptivo. 
Antecedentes pessoais: carcinoma ductal invasivo da mama, tratado há 3 meses com quadrantectomia, sem necessidade de 
linfadenectomia axilar ou quimioterapia. 
Qual o método contraceptivo mais indicado? 
a. Anticoncepcional combinado 
b. Acetato de medroxiprogesterona injetável a cada 90 dias 
c. DIU de cobre 
d. DIU de levonorgestrel 
e. Histerectomia 
 
4. Paciente comparece a seu consultório com atraso menstrual, mas relata ausência total de possibilidade de gravidez. 
Considerando que houve o sangramento após a administração de progestogênio, assinale a alternativa correta sobre o quadro. 
a. Gravidez inicial 
b. Falência ovariana 
c. Falência hipofisária 
d. Alteração do trato Mulleriano 
e. Nível de estrogênio razoável 
 
5. Paciente, 21 anos de idade, comparece a seu consultório relatando ciclos menstruais com intervalos longos, acne, pele oleosa e 
dificuldade em perder peso. Recebe indicação para uso de contraceptivo hormonal oral combinado e apresenta melhora da 
acne. Qual efeito do contraceptivo é associável à melhora da acne? 
A) Elevação da aromatização de precursores androgênicos 
B) Efeito contínuo do progestagênio 
C) Redução nos níveis sistêmicos de estradiol (E2) 
D) Aumento da globulina carreadora de hormônio sexual (SHBG) 
E) Efeito contínuo do estrogênio 
 
 
 
 
 
6. Mulher de 32 anos relata que há apresentou crises de asma na infância e usou bombinha de salbutamol spray por alguns anos, 
mas desde a adolescência não apresentava sintomas respiratórios. No entanto, há 2 meses vem apresentando crises de tosse 
seca e chieira, principalmente noturnas. É muito alérgica. Está preocupada e gostaria de saber o que fazer. Ao exame físico: 
consciente, orientada, hidratada, FR: 18 irpm, FC: 80 bpm, ausculta cardíaca e respiratória normais. Pico de fluxo expiratório 
(PFE): 234 L/min, correspondente a 52% do previsto. Realizou 400 mcg de salbutamol e após 15 min., PFE pós BD de 369 L/min, 
82% do previsto. Considerando o caso acima, qual o medicamento deve ser a base do tratamento a ser instituído? 
a. Prednisona; 
b. Formoterol; 
c. Salbutamol; 
d. Budesonida; 
e. Brometo de Ipratrópio 
 
7. Luana tem 18 anos e procura a Unidade Básica de Saúde com quadro de poliúria, polidipsia e perda de peso de início há 3 
semanas. A mesma relata ser portadora de hipotireoidismo e obesidade desde a infância e faz uso de levotiroxina 88 mcg. A 
glicemia capilar medida no meio da tarde no momento do atendimento foi de 480 mg/dl. Ao exame físico a paciente 
encontrava-se em bom estado geral, hidratada, presença de acantose nigricans, sem outras anormalidades. Peso 95 kg, 
circunferência abdominal 92 cm, IMC 35 kg/m2, FC 88 bpm, PA 110x70 mmhg, FR 17 irpm. 
Diante do quadro exposto o medico assistente deve: 
A) Solicitar nova glicemia, porém, com jejum de 8 a 12 horas. 
B) Orientar medidas dietéticas e iniciar metformina. 
C) Orientar medidas dietéticas e iniciar metformina e gliclazida. 
D) Orientar medidas dietéticas e iniciar insulinoterapia. 
E) Encaminhar a paciente para internação hospitalar. 
 
8. Paciente de 18 anos, portador de fibrose cística com episódios infecciosos de repetição, foi atendido na unidade básica de 
saúde com quadro de tosse com expectoração amarelada, e dispneia aos esforços moderados. Relata ter feito uso de 
antibióticos recentemente para sinusite há menos de 40 dias. Ao exame físico: consciente, orientado, acianótico, anictérico, 
saturação de oxigênio: 97% em ar ambiente; frequência respiratória: 24 irpm e pressão arterial: 120 x 70 mmHg. FC= 98 bpm, 
ritmo cardíaco regular em 2T. Presença de macicez à percussão e frêmito tóraco-vocal aumentado, além de crepitações `a 
ausculta em base do hemitórax esquerdo. 
Para esse paciente, a melhor alternativa é: 
A) coletar hemocultura, internar e iniciar antibioticoterapia intravenosa somente após a transferência do paciente à enfermaria. 
B) internar e iniciar imediatamente antibioticoterapia intravenosa, preferencialmente uma Cefalosporina de terceira geração. 
C) liberar o paciente para tratamento ambulatorial com Penicilina G Benzatina intramuscular por 10 dias. 
D) liberar o paciente para tratamento ambulatorial com Amoxicilina, via oral, de 8 em 8 horas por 7 dias. 
E) liberar o paciente para tratamento ambulatorial com Amoxicilina+clavulanato e macrolídeo por 7 dias. 
 
9. Homem de 65 anos vem para atendimento em UBS para mostrar exames. Tem histórico de hipertensão arterial e de tratamento 
de diabetes há mais de 10 anos. Nega histórico de IAM, AVC ou de procedimento vascular. Atualmente em uso de insulina NPH 
30UI no café da manhã e 15UI no jantar, anlodipino 5mg 1x ao dia e atenolol 50mg 1x ao dia. Sem queixas. Exame físico sem 
alterações digas de nota. Exames laboratoriais demonstram: colesterol total de 200mg/dl, LDL de 95mg/dl, HDL de 40mg/dl e 
triglicérides de 400mg/dl. Assinale a alternativa CORRETA com relação a esse caso. 
A) O paciente possuiu risco cardiovascular intermediário e seu LDL está dentro da meta para sua classificação de risco, não 
sendo indicada terapia com drogas hipolipemiantes. 
B) Está indicado o início de fibrato, visando-se a redução dos níveis de triglicérides e redução de eventos cardiovasculares, 
conforme demonstrado em vários estudos. 
C) Já foi comprovado que drogas que aumentam o HDL tem benefício sobre prevenção de eventos cardiovasculares, e essas 
devem ser a primeira escolha no tratamento desse paciente 
 D) O paciente tem indicação de estatina de alta potência com meta de LDL menor que 70mg/dl. 
E) Sinvastatina 40mg a noite é classificada como estatina de alta potência 
 
 
 
10. Luana, 18 anos, recebeu o diagnóstico final de diabetes tipo 2 após investigação laboratorial e está em tratamento há 6 meses, 
atualmente com metformina, dapagliflozina e gliclazida combom controle glicêmico. A paciente traz exames laboratoriais que 
revelam: triglicerídeos 380 mg/dl, colesterol total 250 mg/dl, HDL 45 mg/dl, glicemia jejum 95 mg/dl, HbA1c 6,8%. Ao exame 
físico presença de acantose nigricans, Peso 92 kg, circunferência abdominal 90 cm, IMC 33 kg/m2, FC 88 bpm, PA 110x70 
mmhg, FR 17 irpm. 
Com relação ao diagnóstico, pode-se afirmar que Luana, além do diabetes tipo 2, atualmente é portadora de: 
A) Obesidade grau I e hipertrigliceridemia 
B) Obesidade grau II e hipertrigliceridemia 
C) Obesidade grau I, dislipidemia mista e síndrome metabólica 
 D) Obesidade grau II, dislipidemia

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