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RELATÓRIO DE PRÁTICA 
Marilia de melo soares 
01734707 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Bioquímica Humana 
 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
 
NOME: Marilia de melo soares MATRÍCULA: 01734707 
CURSO: Farmácia POLO: Redenção Teresina Piauí 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Rosilma oliveira 
 
 
ATIVIDADE CATALITICA DA AMILASE SALIVAR 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Foram realizados procedimentos com o objetivo de examinar a ação da amilase salivar na 
Deterioração do amido. 
Processos realizados: 
1.Foi organizado uma solução de amido em água destilada, e em seguida esquentado até o 
momento em que o amido estivesse plenamente desintegrado. 
2. houve o recolhimento de uma porção de saliva para ser utilizada na hidrólise enzimática. 
3. Foi integrada a solução de amido juntamente com a saliva em um recipiente chamado tubo 
de ensaio e preparado em banho-maria a exatos 37°C, reproduzindo assim a temperatura 
do corpo humano. 
4. Após esse processo foi acrescentado algumas gotas de uma solução de iodo ao recipiente 
que resultou em uma pigmentação azul-escura, pois o iodo reage ao amido se ele ainda 
estiver existente na mistura. 
Conclusão: Se o amido tiver sido degradado pela ação da amilase, a coloração azul-escura 
não seria observada, o que indicaria a atividade da enzima. A experiência confirmou que a 
amilase salivar tem a capacidade de quebrar o amido, uma vez que a ausência da coloração 
azul-escura sinalizou a atividade da enzima. 
Materiais: 
1. Solução de amido 
2. Água destilada 
3. Tubos de ensaio 
4. Pipetas 
5. Solução de iodo 
6. Saliva 
7. Banho-maria 
8. Cronômetro 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Qual a composição bioquímica do amido? 
Ele é um polissacarídeo constituído por dois tipos de polímeros: 
Amilose: A amilose é formada por uma cadeia longa e não ramificada de unidades de D-
glicose ligadas por ligações glicosídicas α1→4. 
Amilopectina: A amilopectina, por sua vez, apresenta uma estrutura altamente 
ramificada. Sua porção linear é conectada por ligações glicosídicas α1→4, mas a cada 
 
 
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24 a 30 unidades de glicose, ocorre uma ramificação, formada por uma ligação glicosídica 
α1→6. 
 
b) Qual o objetivo do uso de HCl, aquecimento e resfriamento no procedimento da hidrólise 
química do amido? 
Durante a hidrólise química do amido, o HCl é empregado para criar um ambiente ácido, 
iniciando a quebra das ligações glicosídicas entre as unidades de glicose. O aquecimento 
intensifica essa reação, acelerando a decomposição do amido. Após o aquecimento, o 
processo é interrompido por resfriamento, o que ajuda a estabilizar os produtos. Em 
resumo, o HCl gera o ambiente ácido para iniciar a hidrólise, o aquecimento acelera a 
reação, e o resfriamento posterior permite controlar o processo, facilitando a análise dos 
produtos resultantes. 
c) Descreva a sequência de transformações operadas pela amilase na molécula da amilose. 
A amilase quebra as ligações a-1,4 presentes na amilose, transformando-a em dextrinas. 
Essas dextrinas são, então, hidrolisadas para formar maltose, que é, por sua vez, 
convertida em glicose. Assim, ocorre a degradação total da amilose, liberando glicose. 
d) Explique os resultados obtidos durante o ensaio bioquímico. 
O teste bioquímico mostrou claramente a ação da amilase salivar na degradação do amido. 
A ausência de coloração azul-escura após a aplicação de iodo sinalizou que o amido foi 
fragmentado em açúcares mais simples, como maltose, comprovando a eficiência da amilase 
na hidrólise do amido. 
 
 
REAÇÃO DE SELIWANOFF (REAÇÃO PARA DISTINÇÃO ENTRE ALDOSES E 
CETOSES) 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: A reação de Seliwanoff foi conduzida para distinguir aldoses de cetoses, com 
base na formação de compostos coloridos quando aquecidos com ácido. 
Preparação: Em tubos de ensaio, foram preparadas soluções aquosas contendo diferentes 
açúcares (aldoses e cetoses). 
Incorporação: Em cada tubo de ensaio com os açúcares, foi adicionada uma solução de 
resorcinol e HCl concentrado. O HCl atua como catalisador, e o resorcinol interage com os 
produtos resultantes da desidratação das cetoses. 
Calorificação: Foi aplicado aquecimento em banho-maria por alguns minutos aos tubos para 
acelerar a reação. Com a presença de ácido, as cetoses desidratam rapidamente, formando 
furfural ou seus derivados, que reagem com o resorcinol e geram uma coloração vermelha. 
Resultados: Os tubos foram monitorados para verificar a mudança de cor. A rápida 
formação de coloração vermelha indicou a presença de cetoses (como a frutose), enquanto 
as aldoses (como a glicose) mostraram uma reação mais lenta ou não causaram a coloração 
vermelha. Com a reação de Seliwanoff, foi possível diferenciar cetoses de aldoses, 
observando a velocidade e a intensidade da mudança de cor. As cetoses mostraram uma 
rápida formação de coloração vermelha, enquanto as aldoses apresentaram uma reação 
mais lenta ou sem modificação. 
Materiais: 
1. Solução de resorcinol 
2. Ácido clorídrico (HCI) concentrado 
 
 
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3. Soluções de diferentes açúcares (glicose, frutose, galactose) 
4. Tubos de ensaio 
5. Banho-maria 
6. pipetas 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Qual o princípio da técnica de Seliwanoff? 
O teste de Seliwanoff é uma análise química usada para diferenciar aldoses de cetoses. 
Se um açúcar apresentar um grupo cetona, ele é classificado como cetose; caso 
contenha um grupo aldeído, é uma aldose. Esse teste se baseia no fato de que, ao serem 
aquecidas, as cetoses passam por desidratação de maneira muito mais rápida do que as 
aldoses. Ao adicionar o reagente a uma solução com cetose, a cor da solução torna-se 
vermelha (indicando um teste positivo). Em contraste, quando o reagente é adicionado a 
uma solução com aldose, a mudança de cor ocorre de forma mais lenta, ficando rosa. 
b) Qual o objetivo de utiliza um tubo apenas com água destilada. 
O tubo com água destilada é utilizado como controle negativo na reação. Ele assegura 
que qualquer alteração de cor observada nos outros tubos seja causada apenas pela 
presença de açúcares, evitando que fatores como contaminação ou reações não 
específicas do reagente ou ácido influenciem os resultados. 
c) Porque é necessário aplicar fervura e ácido clorídrico (HCl) durante o teste de 
Seliwanoff? 
A fervura do ácido clorídrico (HCl) é um passo fundamental no teste de Seliwanoff, pois 
favorece a desidratação das cetoses e a formação de compostos furânicos. O 
aquecimento acelera o processo, enquanto o HCl atua como catalisador, facilitando a 
transformação das cetoses em produtos que reagem com o resorcinol, resultando na 
coloração vermelha. Esse procedimento possibilita uma diferenciação eficaz entre 
cetoses e aldoses. 
d) Explique os resultados obtidos durante o ensaio bioquímico quanto a presença de 
aldose e cetoses. 
O ensaio de Seliwanoff revela a presença de cetoses pela formação rápida de coloração 
vermelha, originada pela reação dos produtos de desidratação com o resorcinol. Em 
comparação, as aldoses têm uma reação mais lenta ou não geram essa coloração, 
resultando em uma mudança de cor menos intensa ou ausente. Isso permite diferenciar 
cetoses de aldoses, levando em consideração a rapidez e intensidade da coloração 
obtida. 
PRECIPITAÇÃO POR ÁCIDOS FORTES E METAIS PESADOS 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: Identificar a presença de proteínase metais pesados em soluções através de 
reações de precipitação. 
Preparação: Foram elaboradas soluções compostas por proteínas, ácidos fortes e sais 
metálicos. Foi adicionada lentamente uma solução de ácido forte (HCl ou H2SO4.) a um tubo 
de ensaio contendo a solução de proteínas. A formação de precipitado indicou a 
desnaturação e precipitação das proteínas. Logo em seguida Foi acrescentada a solução de 
metal pesado (como cloreto de cobre ou cloreto de chumbo) a uma solução que poderia 
conter proteínas em outro tubo de ensaio. A formação de um precipitado colorido evidenciou 
a presença de proteínas ou a interação com os metais. 
 
 
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Resultados: Os precipitados formados em cada etapa foram analisados para identificar a 
presença de proteínas e sua interação com metais pesados. A cor e a quantidade do 
precipitado foram registradas para posterior análise qualitativa. A precipitação induzida por 
ácidos fortes sugere a presença de proteínas, pois provoca a desnaturação e a formação de 
precipitados. Já a precipitação com metais pesados é útil para identificar proteínas e outras 
reações específicas, sendo que a cor do precipitado fornece detalhes sobre os metais 
presentes. 
Materiais: 
1. Soluções de sais metálicos como cloreto de cobre e cloreto de chumbo. 
2. Soluções de ácidos fortes como ácido clorídrico e ácido sulfúrico. 
3. Soluções contendo proteínas. 
4. Tubos de ensaio. 
5. Pipetas. 
6. Água destilada. 
7. agitador 
 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Por que a ovoalbunina precipita na presença de ácidos fortes e metais pesados? 
A presença de ácidos fortes e metais pesados provoca a precipitação da ovoalbumina, 
resultante da desnaturação da proteína. Os ácidos fortes modificam a estrutura 
tridimensional da ovoalbumina, rompendo suas ligações e formando um precipitado. 
Metais pesados como cobre e chumbo se ligam aos grupos funcionais da proteína, 
induzindo sua precipitação através de alterações estruturais e interações químicas. 
b) Explique por que a ovoalbumina torna-se insolúvel após a precipitação. 
A ovoalbumina se torna insolúvel após a precipitação, pois a desnaturação da proteína 
altera suas estruturas terciária e quaternária, rompendo as interações não covalentes 
responsáveis pela manutenção de sua forma funcional. Isso revela regiões hidrofóbicas 
e gera novas interações entre as moléculas de proteína, formando uma rede insolúvel. 
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
d) Os resultados do experimento demonstraram que a ovoalbumina se precipitou quando 
tratada com ácidos fortes e metais pesados, evidenciando sua desnaturação. A alteração 
em sua estrutura levou à sua insolubilidade, resultando na formação de um precipitado 
visível. Esses achados ilustram como condições extremas, como alta acidez e presença 
de íons metálicos, podem influenciar a solubilidade e estabilidade das proteínas. 
 
PRECIPITAÇÃO FRACIONADA POR SOLUÇÕES SALINAS CONCENTRADAS 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: Executar a precipitação diferenciada de proteínas com o uso de soluções 
salinas, como o sulfato de amônio visando separar as proteínas conforme seus diferentes 
níveis de solubilidade. 
Preparação: Foi elabora uma solução de proteina (ovoalbumina) dissolvida em agua 
purificada, logo em seguida a solução concentrada de sulfato de amônio foi incorporada a 
solução de forma lenta, mantendo uma agitação continua. A introdução foi feita em etapas, 
possibilitando que diferentes proteínas se precipitassem em concentrações variadas de sal. 
 
 
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Após cada incorporação de sal, a solução foi centrifugada para separar o precipitado do 
líquido superior. O líquido superior foi cuidadosamente descartado, e o precipitado foi 
coletado para análise. O processo foi repetido utilizando concentrações progressivamente 
maiores de sulfato de amônio, permitindo a precipitação de proteínas específicas em frações 
distintas, cada fração foi examinada para quantificar a proteína precipitada e verificar sua 
presença. 
Resultados: A utilização de soluções salinas concentradas na precipitação fracionada 
provou ser eficaz na separação de proteínas, A adição progressiva de sulfato de amônio 
permitiu a coleta de frações proteicas distintas, correspondentes a proteínas com diferentes 
graus de saturação salina. 
Materiais: 
1. Agitador 
2. Água purificada 
3. Centrífuga 
4. Pipetas 
5. Tubos de ensaio 
6. Solução de proteína 
7. Solução de sulfato de amônio 
 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Explique os conceitos de “Salting out”, “Salting in” e camada de solvatação? 
Salting out: é um fenômeno em que a adição de um sal inorgânico, reduz a 
solubilidade de uma substância em água, uma vez que a atividade da água diminui, 
resultando em uma menor solubilidade da substância. 
Salting in: descreve o efeito em que o aumento da força iônica de uma solução 
melhora a solubilidade de um soluto como proteínas. Esse efeito é mais evidente 
quando a força iônica da solução é baixa. 
Camada de solvatação: É o fenômeno em que um composto iônico ou polar se 
dissolve em uma substância polar, formando uma camada em que as moléculas do 
soluto são envolvidas pelas do solvente, sem gerar uma nova substância. E esse 
fenômeno pode ocorrer tanto em soluções iônicas quanto moleculares. 
b) Qual o princípio bioquímico do experimento? 
O princípio bioquímico do experimento baseia-se na técnica de Salting out, onde as 
proteínas se precipitam em várias concentrações de sal, resultado da redução da camada 
de solvatação. Esse processo possibilita a separação das proteínas conforme suas 
propriedades de solubilidade, promovendo sua purificação e análise. 
c) Explique os resultados encontrados durante o experimento. 
Neste experimento, evidenciamos a importância das proteínas e do ambiente em que 
elas se encontram, dependendo da carga iônica aplicada à proteína, é possível separá-
la utilizando uma solução salina o que é essencial em contextos clínicos, onde o objetivo 
é isolar uma proteína específica. 
 
REAÇÃO DE BENEDICT (IDENTIFICAÇÃO DE AÇÚCARES REDUTORES) 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: Verificar a presença de açúcares redutores ao longo da aula. 
 
 
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Preparação: A primeira etapa consistiu em adicionar 5 ml do reagente de Benedict a cada 
um dos três tubos de ensaio e, em seguida, 5 ml de cada solução nos respectivos tubos. Os 
tubos foram então aquecidos em banho-maria por 5 minutos, não houve reação no controle 
negativo, na sacarose também não houve alteração, confirmando que a sacarose não é um 
carboidrato redutor, e na glicose ocorreu uma reação, evidenciando a redução dos íons. 
Resultados: O experimento revelou que a reação de Benedict é uma ferramenta eficaz para 
identificar e realizar uma análise qualitativa dos níveis de açúcares redutores nas amostras. 
Materiais: 
1. Banho-maria 
2. Água destilada 
3. Tubos de ensaio 
4. Pipetas 
5. Reagente de Benedict 
6. Soluções de diferentes açúcares 
 2. Responda as Perguntas: 
 
a) Explique o princípio da técnica bioquímica do experimento. 
O Reagente de Benedict foi criado com a finalidade específica de detectar e oxidar grupos 
aldeído presentes em determinadas substâncias orgânicas, sem interferir nos álcoois que 
possam estar na mesma solução. Sua composição inclui íons cúpricos (Cu²⁺), que atuam 
como o principal agente oxidante do sistema. 
Quando esse reagente é adicionado a uma amostra contendo tanto aldeídos quanto álcoois, 
ocorre uma reação seletiva: os aldeídos são oxidados, transformando-se emácidos 
carboxílicos, enquanto os álcoois permanecem inalterados, uma vez que o Cu²⁺ não reage 
com eles sob as condições da reação. 
Esse comportamento seletivo torna o Reagente de Benedict uma ferramenta importante para 
testes qualitativos, especialmente na identificação de açúcares redutores, como a glicose, 
em amostras biológicas ou laboratoriais. 
b) Qual o conceito de “açúcares redutores”? 
Os açúcares redutores são um tipo de carboidrato com a habilidade de participar de 
reações de oxirredução, atuando como agentes redutores. Essa propriedade está 
relacionada à presença de um grupo funcional carbonila em sua estrutura molecular 
— podendo ser um aldeído (nos aldoses) ou uma cetona (nos cetoses) que, em 
meio adequado, pode se comportar como aldeído. Graças a esse grupo reativo, esses 
açúcares são capazes de doar elétrons a outras substâncias, promovendo sua redução 
enquanto eles próprios se oxidam. Essa capacidade é explorada em diversas análises 
químicas, especialmente em testes qualitativos usados para identificar a presença de 
monossacarídeos ou dissacarídeos redutores, como o teste de Benedict 
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
Os resultados obtidos no experimento utilizando o reagente de Benedict evidenciaram 
que a presença de açúcares redutores provocou uma mudança perceptível na 
coloração da solução. Inicialmente de cor azul, o reagente apresentou variações de 
tonalidade que seguiram uma escala do verde ao vermelho tijolo, passando pelo 
amarelo e alaranjado, de acordo com a concentração de açúcares redutores presentes 
na amostra analisada. Quanto maior a quantidade de açúcar redutor, mais intensa foi a 
coloração final, chegando ao tom avermelhado quando a concentração era mais 
elevada. Essa transformação ocorre devido à redução dos íons cúpricos (Cu²⁺) a óxido 
 
 
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cúprico (Cu₂O), um precipitado insolúvel de coloração característica. Esses dados 
confirmam não apenas a eficácia do teste de Benedict na detecção de açúcares 
redutores, mas também sua utilidade como uma ferramenta qualitativa e 
semiquantitativa, permitindo estimar a quantidade de açúcar com base na intensidade 
da cor formada. Isso demonstra sua importância tanto em análises laboratoriais quanto 
em aplicações industriais e clínicas. 
d) Explique como o experimento pode ser aplicado nas atividades na área clínica. 
Na área clínica, o teste de Benedict é uma ferramenta útil para a detecção de glicose 
na urina, o que pode fornecer indícios importantes sobre alterações no metabolismo da 
glicose. Sua aplicação é especialmente relevante no rastreamento e acompanhamento 
de distúrbios metabólicos, como o diabetes mellitus. 
Quando a glicose está presente em quantidades anormais na urina — condição 
conhecida como glicosúria —, o reagente de Benedict reage com esse açúcar redutor, 
provocando uma mudança de cor que pode variar conforme a concentração detectada. 
Isso permite não apenas confirmar a presença da glicose, mas também fazer uma 
avaliação aproximada de sua quantidade, tornando o teste útil como um método de 
triagem rápida. Além do diagnóstico inicial, o teste também pode ser empregado para 
monitorar a evolução clínica do paciente, verificando se os níveis de glicose estão 
sendo controlados adequadamente com o tratamento. Dessa forma, ele auxilia médicos 
e profissionais de saúde a tomarem decisões mais precisas sobre ajustes terapêuticos, 
contribuindo para uma gestão mais eficaz do quadro clínico e para a prevenção de 
complicações associadas ao descontrole glicêmico. 
 
REAÇÃO DE BIURETO 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: A identificação de proteínas em uma amostra realizada por meio da reação do 
Biureto, um método químico simples e eficaz amplamente utilizado em análises 
laboratoriais. 
Preparação: Foram preparadas soluções contendo diferentes amostras de proteínas 
dissolvidas em água destilada, garantindo a pureza do solvente e evitando interferências na 
análise. Essas soluções foram cuidadosamente transferidas e distribuídas em tubos de 
ensaio individuais, Em seguida, foi adicionado o reagente de Biureto a cada tubo de ensaio 
contendo as diferentes soluções proteicas. Após a adição do reagente, as misturas foram 
homogeneizadas por agitação suave, a fim de garantir o contato adequado entre os 
componentes da reação. Observou-se, nos tubos que continham proteínas, o surgimento de 
uma coloração lilás a roxa, característica da reação positiva entre os íons cúpricos (Cu²⁺) do 
Biureto e as ligações peptídicas presentes nas proteínas. 
Conclusão: A intensidade da cor formada variou entre as amostras, fornecendo uma 
indicação qualitativa da quantidade relativa de proteínas em cada solução testada — quanto 
mais intensa a coloração, maior a concentração de proteínas estimada. Esse resultado 
reforça a utilidade do teste de Biureto como um método prático para detecção e análise 
comparativa de proteínas em soluções biológicas ou laboratoriais. 
Matérias: 
1. Reagente de Biureto e sulfato de cobre 
2. Soluções de amostras com proteínas 
 
 
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3. Tubos de ensaio 
4. Pipetas 
5. Água destilada 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Explique o princípio bioquímico da Reação de Biureto. 
O fundamento bioquímico da reação do Biureto está relacionado à capacidade dos íons 
cúpricos (Cu²⁺), presentes no reagente em meio alcalino, de interagir com os grupos 
funcionais das proteínas, especificamente os grupos peptídicos. Esses grupos são 
formados pelas ligações amida entre os aminoácidos que constituem a estrutura da 
proteína. Ao ser adicionado a uma solução contendo proteínas, e após a devida agitação 
para homogeneização, ocorre a formação de um complexo de coordenação entre os íons 
de cobre e os pares de elétrons livres dos átomos de nitrogênio presentes nas ligações 
peptídicas. Essa interação química resulta em uma mudança de cor da solução, 
geralmente para um tom lilás ou roxo, que é visualmente perceptível. A intensidade dessa 
coloração está diretamente relacionada à quantidade de ligações peptídicas na amostra, 
sendo, portanto, um indicador qualitativo e semiquantitativo da presença de proteínas. 
b) Qual o tipo de ligação que ocorre entre o Biureto e as moléculas identificadas? 
A reação entre o reagente de Biureto e as proteínas envolve a formação de uma ligação 
de coordenação entre os íons cúpricos (Cu²⁺), provenientes da solução de sulfato de 
cobre presente no teste, e os átomos de nitrogênio das ligações peptídicas das proteínas. 
Essas ligações peptídicas são estruturas químicas formadas pela união entre o grupo 
amina (-NH₂) de um aminoácido e o grupo carboxila (-COOH) de outro, formando uma 
ligação amida característica das cadeias polipeptídicas. Durante o teste, os íons de cobre 
se coordenam com pelo menos dois grupos peptídicos, estabelecendo um complexo 
estável que gera uma coloração roxa ou violeta na solução. Essa mudança de cor ocorre 
porque a formação do complexo altera a forma como a luz é absorvida pela solução, 
resultando em um espectro visível diferente. A intensidade da coloração roxa observada 
está diretamente relacionada à quantidade de ligações peptídicas disponíveis, ou seja, 
quanto maior a concentração de proteínas na amostra, mais intensa será a coloração 
formada. 
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
No experimento envolvendo o reagente de Biureto, ocorre uma reação específica entre 
os íons cúpricos (Cu²⁺), presentes na solução de sulfato de cobre em meio alcalino, e os 
grupos peptídicos das proteínas. Essa interação resulta na formação de um complexo de 
coordenação, em que os íons de cobre se ligam aos átomos de nitrogênio das ligações 
peptídicas, responsáveis pela estruturadas cadeias polipeptídicas. A presença de 
proteínas na amostra é evidenciada por uma mudança de coloração da solução, que 
passa de azul-claro (cor original do reagente) para um tom lilás ou roxo. Essa alteração 
cromática ocorre devido à modificação no estado eletrônico dos íons de cobre ao se 
ligarem às ligações peptídicas. 
A intensidade da coloração violeta é proporcional à quantidade de proteínas presentes: 
quanto maior a concentração proteica, mais forte será a cor observada. Isso permite não 
apenas a identificação qualitativa das proteínas, mas também uma estimativa 
semiquantitativa de sua concentração. Em contrapartida, caso não haja proteínas na 
amostra, a coloração da solução permanece inalterada, indicando uma reação negativa. 
 
 
 
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REAÇÃO DO LUGOL (IDENTIFICAÇÃO DE POLISSACARÍDEOS) 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: Identificação de polissacarídeos. 
Preparação: Inicialmente, foram preparadas soluções contendo diferentes amostras de 
polissacarídeos que seriam analisadas ao longo do experimento. Em seguida, procedeu-se 
à adição do reagente de Lugol, uma solução composta por iodo molecular (I₂) dissolvido 
em iodeto de potássio (KI), o que facilita a solubilização do iodo em meio aquoso. Esse 
reagente é amplamente utilizado em análises bioquímicas devido à sua capacidade de 
interagir especificamente com o amido, um polissacarídeo constituído por cadeias de glicose. 
Quando o iodo entra em contato com a estrutura helicoidal da amilose, uma das frações do 
amido, ocorre a formação de um complexo que provoca uma mudança visível na coloração 
da solução, geralmente para azul-escuro ou arroxeado. 
Conclusão: Quando o reagente de Lugol é adicionado a uma solução contendo amido, 
ocorre a formação de um complexo de inclusão entre as moléculas de iodo e as hélices do 
polissacarídeo, resultando em uma coloração azul-escura ou violeta, facilmente observável 
a olho nu. Essa mudança serve como indicador visual direto da presença de amido, 
permitindo uma identificação qualitativa rápida e eficiente. Além de detectar o amido, a 
análise pode sugerir a presença de outros polissacarídeos, dependendo da resposta 
colorimétrica obtida, embora a especificidade do Lugol seja maior para a estrutura do amido. 
Matériais: 
1. Solução de polissacarídeos 
2. Reagente de Lugol 
3. Tubos de ensaio] 
4. Pipetas 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Explique o princípio bioquímico da utilização do lugol na identificação de polissacarídeos. 
O teste de Lugol baseia-se na capacidade do iodo de interagir com as cadeias helicoidais 
de polissacarídeos, especialmente a amilose, presente no amido. Quando o iodo entra 
nas hélices da amilose, forma-se um complexo que provoca uma coloração azul-escura 
ou violeta, servindo como um indicador visual da presença de amido na amostra. Esse 
método é amplamente utilizado em análises qualitativas para detectar polissacarídeos 
estruturais de forma simples e eficaz. 
b) Explique para quais situações essa técnica pode ser utilizada. 
A técnica do reagente de Lugol é amplamente utilizada em diferentes contextos científicos 
para a detecção de amido e outros polissacarídeos. No setor alimentício, ela permite 
identificar a presença de amido em diversos alimentos, auxiliando no controle de 
qualidade e na composição nutricional. Em amostras biológicas, a técnica é aplicada para 
analisar a presença de carboidratos complexos, especialmente em estudos sobre a 
digestão do amido, como sua quebra enzimática iniciada na saliva (pela amilase salivar) 
e continuada no intestino (pela amilase pancreática). Além disso, o teste de Lugol tem 
aplicações relevantes em pesquisas microbiológicas, sendo utilizado para detectar 
polissacarídeos estruturais em organismos como bactérias e fungos, contribuindo para o 
entendimento da composição de suas paredes celulares ou substâncias extracelulares. 
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
 
 
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Durante o experimento utilizando o reagente de Lugol, foi possível observar a reação 
característica entre o iodo e os polissacarídeos presentes nas amostras testadas. Ao 
adicionar à solução de iodo iodetado às amostras contendo amido, ocorreu uma mudança 
evidente na coloração, geralmente para azul-escuro ou arroxeado, indicando a presença 
desse polissacarídeo específico. Por outro lado, nas amostras que não continham 
polissacarídeos detectáveis, especialmente o amido, não houve alteração significativa na 
cor da solução. O líquido permaneceu com a tonalidade amarelada ou castanho-claro, 
típica da coloração original do reagente de Lugol, confirmando a ausência de amido 
nessas amostras. 
 
REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Finalidade: A saponificação é uma reação química que ocorre entre um éster e uma base 
inorgânica em meio aquoso, resultando na formação de um sal orgânico (conhecido como 
sabão) e um álcool, geralmente o glicerol. Esse processo é amplamente utilizado na 
fabricação de sabões artesanais e industriais. 
Durante uma atividade experimental conduzida pela professora, seguiram-se os seguintes 
passos: 
1. Preparação de uma solução de hidróxido de sódio (NaOH); 
2. Preparação de uma mistura contendo triglicerídeos; 
3. Aquecimento das soluções em banho-maria; 
4. Adição de ácido clorídrico (HCl) ao final da reação; 
5. Separação das fases obtidas. 
Neste experimento, o óleo de milho foi utilizado como fonte de triglicerídeos. Além 
disso, foram utilizados materiais como: água destilada (para o teste de espuma), 
solução etanólica com 10% de hidróxido de potássio, béquer, pera de borracha, pipeta 
de 1 mL, banho-maria, cronômetro e três tubos de ensaio. 
Um dos objetivos da experiência foi demonstrar o comportamento do sabão em 
presença de água dura — aquela que contém sais minerais como cálcio e magnésio. 
Esses íons reduzem a formação de espuma e interferem na eficácia do sabão 
A seguir, detalham-se os testes realizados em cada tubo: 
• Tubo 1 – Hidrólise para obtenção de sabão: Foram adicionados 5 mL da 
solução etanólica e 2 mL de óleo. A mistura foi homogeneizada e aquecida em 
banho-maria por cerca de 5 minutos, promovendo a reação de saponificação. 
Ao final, a formação de sabão foi observada pela junção dos componentes. 
• Tubo 2 – Teste de formação de espuma com água: Foi colocado um volume de 
água juntamente com 2 mL da solução obtida no tubo 1. Após homogeneização 
e agitação, observou-se a presença ou ausência de espuma, o que indica a 
eficácia do sabão em água comum. 
• Tubo 3 – Influência de íons na formação de espuma: Neste tubo, 
adicionaram-se 2 mL da solução do tubo 1 e 5 gotas de uma solução de cloreto 
 
 
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de cálcio. Após homogeneização, analisou-se a interferência dos íons cálcio na 
produção de espuma. Este teste tem como objetivo simular a ação da água 
dura. 
 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Explique bioquimicamente o que são ácidos graxos e triglicerídeos. 
Os ácidos graxos são moléculas formadas por cadeias de carbono com um grupo 
carboxila na extremidade. Eles se ligam ao glicerol — um tipo de álcool — formando os 
triglicerídeos (ou triacilgliceróis), por meio de reações de desidratação, onde ocorre a 
liberação de água. Cada molécula de triglicerídeo é composta por três ácidos graxos 
ligados a um glicerol. Essas substâncias funcionam como reserva energética do 
organismo, sendo quebradas quando o corpo precisa de energia. Dependendo da sua 
composição, os triglicerídeos podem estar em estado sólido (como a gordura do coco)ou líquido (como os óleos vegetais) em temperatura ambiente. Além de fornecer energia, 
os ácidos graxos participam de outras funções, como a formação das membranas 
celulares e produção de hormônios. 
b) Explique a fundamentação teórica da técnica de saponificação. 
A saponificação é uma reação química que ocorre em meio aquoso, onde um éster reage 
com uma base inorgânica forte, resultando na formação de um sal orgânico — conhecido 
como sabão — e um álcool, geralmente o glicerol. O éster, nesse contexto, é uma 
substância originada a partir da reação entre um ácido carboxílico e um álcool. Esse 
processo é amplamente utilizado na produção de sabões e ocorre quando compostos 
como triglicerídeos (presentes em óleos e gorduras) entram em contato com uma base 
forte, como o hidróxido de sódio (NaOH) ou hidróxido de potássio (KOH). Durante a 
reação, ligações dos ésteres se rompem, liberando glicerol e formando sais de ácidos 
graxos, que são os sabões. 
 
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
Os resultados obtidos reforçam a eficiência do processo de saponificação na obtenção 
de sabão. Durante a experiência, foi possível observar a separação em duas fases 
distintas: uma camada superior composta por óleo residual não reagido e uma camada 
inferior contendo glicerol e sabão, os produtos da reação. Essa separação visual confirma 
a formação efetiva do sabão e sua capacidade de interagir com substâncias oleosas, 
demonstrando sua função como agente emulsificante, ou seja, capaz de dissolver 
gorduras e sujeiras. Esse comportamento evidencia a importância do sabão na fabricação 
de produtos de limpeza, já que sua estrutura permite a solubilização de compostos 
apolares (como óleos) em meio aquoso, facilitando sua remoção de superfícies. 
SOLUBILIDADE DOS LIPÍDIOS 
 
1. Descreva os procedimentos realizado durante a aula, explicando as etapas e quais 
materiais utilizados. 
Durante a atividade experimental, foi investigada a solubilidade dos lipídios, compostos 
fundamentais para o funcionamento do organismo. Os lipídios incluem substâncias como 
ácidos graxos, triglicerídeos e fosfolipídios, e exercem funções importantes como reserva de 
energia, composição das membranas celulares e isolamento térmico. Uma de suas principais 
características é a hidrofobicidade, ou seja, a incapacidade de se dissolverem em água, o 
 
 
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que pode ser facilmente observado pela separação entre óleo e água em uma mistura 
simples. 
O experimento teve como objetivo demonstrar essa propriedade dos lipídios por meio de 
uma análise visual. Para isso, foram realizados os seguintes procedimentos: 
1. Preparação das soluções; 
2. Adição de água destilada aos tubos de ensaio; 
3. Inclusão de uma substância lipídica (como o óleo de milho); 
4. Observação da interação entre os líquidos; 
5. Análise dos resultados com base na separação das fases. 
Os materiais utilizados incluíram: 
• Óleo de milho (representando o lipídio), 
• Água destilada, 
• Solventes como éter etílico e álcool etílico (etanol), 
• Ácido clorídrico (HCl) e hidróxido de sódio 0,1N (NaOH), 
• 5 pipetas de vidro de 5 mL, 
• 5 tubos de ensaio, 
• Pera de borracha para manuseio dos líquidos. 
A partir da observação visual, foi possível perceber que os lipídios não se 
misturam com a água, formando camadas separadas. Isso demonstra sua 
baixa solubilidade em solventes polares e reafirma a necessidade do uso de 
agentes emulsificantes, como o sabão, para promover a mistura entre 
substâncias apolares (como os óleos) e água. 
 
2. Responda as Perguntas: 
 
a) Explique a estrutura bioquímica dos lipídios correlacionado com sua característica de 
insolubilidade em soluções aquosas. 
Os lipídios possuem estrutura formada por cadeias de ácidos graxos hidrofóbicas, o 
que os torna insolúveis em água. A ausência de grupos polares impede sua interação 
com solventes aquosos, levando à formação de camadas separadas, como no caso da 
mistura de óleo e água. Por outro lado, os lipídios são solúveis em solventes orgânicos 
(como éter e etanol), devido à similaridade de polaridade. Essa propriedade é essencial 
no corpo humano, mesmo com alta presença de água, pois permite a formação de 
membranas celulares e barreiras entre ambientes intra e extracelulares, garantindo a 
organização e funcionamento das células. 
b) Explique a fundamentação teórica da técnica de solubilidade dos lipídios. 
Compreender o comportamento dos lipídios no organismo e sua relação com a 
solubilidade é fundamental tanto em contextos biológicos quanto laboratoriais. Os lipídios 
apresentam natureza hidrofóbica, ou seja, possuem baixa afinidade com a água. Por esse 
motivo, não se dissolvem facilmente em solventes aquosos, sendo solúveis apenas em 
solventes orgânicos específicos, como éter ou clorofórmio. Quanto maior a presença de 
água em uma solução, menor será a solubilidade dos lipídios, já que eles tendem a se 
repelir desse tipo de meio. Essa propriedade é observada experimentalmente quando se 
 
 
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adiciona água destilada a uma solução contendo lipídios: a mistura não se homogenia, e 
ocorre a formação de duas camadas visivelmente distintas, evidenciando a insolubilidade 
dos lipídios em ambientes aquosos. Essa característica não apenas define o 
comportamento químico dessas moléculas, mas também explica seu papel na formação 
das membranas celulares, que funcionam como barreiras seletivas nos organismos vivos, 
separando o meio interno do externo. 
c) Explique os resultados encontrados no experimento. 
Durante o experimento, foi possível observar o comportamento dos lipídios frente a 
diferentes solventes, evidenciando suas características hidrofóbicas. No tubo 1, a mistura 
de óleo e água não apresentou solubilidade, já que os lipídios não se misturam com água 
devido à sua estrutura apolar. Isso confirma que, no organismo, os lipídios precisam de 
proteínas carreadoras, como as lipoproteínas, para serem transportados no meio aquoso 
do sangue. 
No tubo 2, mesmo com a presença de uma solução ácida, a solubilidade dos lipídios 
continuou limitada. Isso remete à necessidade de bile no processo digestivo, que 
emulsifica as gorduras no intestino delgado, facilitando a ação da enzima lipase, que atua 
na quebra dos lipídios. Já no tubo 3, mesmo com um meio fortemente alcalino, não se 
observou solubilidade total. Ocorreu a reação de saponificação, que transforma lipídios 
em sabão e glicerol, mas ainda assim, a mistura não se dissolveu completamente, 
mostrando que a saponificação não garante a solubilidade do produto final. 
No tubo 4, com adição de álcool etílico, observou-se uma leve melhora na solubilidade. 
Foram visíveis pequenas esferas lipídicas, indicando uma parcial polarização da 
molécula, embora a solubilização não tenha sido completa. 
Por fim, no tubo 5, o resultado mais eficiente foi alcançado com o uso do éter etílico. Esse 
solvente orgânico proporcionou solubilização total dos lipídios, confirmando sua alta 
capacidade de interação com substâncias apolares. 
Essas observações reforçam que a solubilidade dos lipídios depende diretamente da 
polaridade do solvente, sendo favorecida por substâncias orgânicas e dificultada em 
ambientes aquosos. 
 
REFERENCIAS: 
RIBEIRO, Krukemberghe Divino Kirk da Fonse ca. "Lipídios"; Brasil Escola . 
Disponívelem: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/lipidios.htm. Acesso em 22 
de setembro de2024 
Biblioteca de Biologia. Propriedades solventes da água; Khan Academy. 
Disponívelem:https://pt.khanacademy.org/science/ap−biology/chemistry−of−life/prop
erties−structure−and−function−of−biological−macromolecules/v/molecular−structure−
of−triglycerides−fats#:~:text=Os%20triglicer%C3%ADdeos%2C%20ou%20gorduras
%2C%20s%C3%A3o,palavra%20para%20triglicer%C3%ADdeos%20%C3%A9%20triacilglicerol 
.QUIMICA, Saponificação: o que é, reação, exercícios!; Stoodi, julho 2020 
. 
Disponível:https://blog.stoodi.com.br/blog/quimica/saponificacao−o−que−e/#:~:text=A
%20saponifica%C3%A7%C3%A3o%20nada%20mais%20%C3%A9, 
org%C3%A2nico%2C%20tamb%C3%A9m%20chamado%20de%20sab%C3%A3o. 
Acesso em de 20setembro de 2024 
 
 
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https://www.infoescola.com/bioquimica/amido/#:~:text=Com%20a%20mastiga%C3%
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