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MFC – Aula 4: Resumo áudio aula
Introdução: A Anemia não é a Doença, é o ALARME!
Imagine que o seu corpo é uma orquestra, e cada instrumento (órgão e tecido) precisa de oxigênio
para tocar a sua parte perfeitamente. Quem leva esse oxigênio para todos os cantos são os seus
"caminhões de entrega" vermelhos, os glóbulos vermelhos (ou hemácias), e dentro deles, a peça
chave é a hemoglobina (Hb), uma proteína que "agarra" o oxigênio.
A anemia, na verdade, não é uma doença em si, mas sim uma SÍNDROME. Pense nela como um
alarme que o seu corpo dispara, avisando que a quantidade de hemoglobina ou de glóbulos
vermelhos no sangue está baixa, e a entrega de oxigênio está comprometida. É como se os caminhões
estivessem em menor número ou não conseguissem carregar tanto oxigênio.
O professor(a) foi MUITO CLARO E ENFÁTICO (e isso é crucial para a prova e para a
prática!): "não é bater o olho [no hemograma], vê lá uma hemoglobina baixa e pensar assim:
'Ah, já vou começar um sulfato ferroso'. [...] Isso é um erro!". A mensagem é: "a gente tem que
investigar a causa de anemia". Não saia tratando sem saber o porquê!
Apesar de ser um erro tratar sem investigar, é importante saber que a principal causa de anemia no
mundo é a deficiência de ferro. E as mulheres são mais afetadas que os homens, principalmente por
causa das perdas naturais da menstruação todo mês.
1. Como Saber se É Anemia? Os Valores da Hemoglobina
Para saber se o alarme de anemia está tocando, a Organização Mundial da Saúde (OMS) nos dá uns
números de referência para a hemoglobina (Hb) no sangue:
• Homens: Se a Hb estiver abaixo de 13g/dL, já consideramos anemia.
• Mulheres: Se a Hb estiver abaixo de 12g/dL, também.
• Gestantes (mulheres grávidas): O corte é um pouco mais baixo, abaixo de 11g/dL.
• Crianças: Os valores variam com a idade:
o De 6 meses a 5 anos: Hb abaixo de 11g/dL.
o De 6 a 11 anos: Hb abaixo de 11,5g/dL.
o De 12 a 14 anos: Hb abaixo de 12g/dL.
o A partir dos 15 anos, os valores são os mesmos dos adultos (homens e mulheres).
Dica do Professor(a) para a Prova: A maioria das classificações de anemia moderada a grave tem
como corte uma hemoglobina de 7g/dL. Isso é "importante quando a gente vai identificar qual
é o tipo de tratamento". Pense bem: uma Hb de 12 num homem não é tão alarmante quanto uma
Hb de 7! A urgência e o tipo de tratamento mudam muito.
2. Classificando a Anemia pelo Tamanho dos "Caminhões"
(Glóbulos Vermelhos)
Depois de confirmar que é anemia, o próximo passo é tentar entender "qual tipo" de anemia é. Uma
forma de fazer isso é olhando o Volume Corpuscular Médio (VCM) no seu hemograma. Ele nos
diz o tamanho médio dos glóbulos vermelhos:
• VCM 100 fL: Anemia Macrocítica
o Significa que os glóbulos vermelhos estão grandes demais. As principais causas são
deficiência de Vitamina B12 ou Ácido Fólico.
• VCM entre 80 e 100 fL: Anemia Normocítica
o Os glóbulos vermelhos estão com o tamanho normal, mas ainda há pouca
hemoglobina ou em menor quantidade. Pode ser anemia ferropriva no início ou
anemia de doença crônica.
Instrução Fundamental do Professor(a): "Eu não quero que vocês gravem exatamente o que
que é a microcítica, qual que é a classificação. Se eu falar que tem uma anemia ferropriva,
normalmente é o macro micro, não quero isso não, tá? Só identificar o que que é uma animia
novocítica, microcítrica, macrocítrica.". Ou seja, para a prova, saiba reconhecer os tipos pelo
VCM, mas o mais importante é saber que essa classificação serve para "direcionar o nosso
tratamento".
3. A Investigação Detetivesca da Anemia: Encontrando a
Causa
Ser um bom médico(a) é como ser um detetive. Para desvendar a anemia, você precisa de todas as
pistas!
3.1. Anamnese: A Conversa com o Paciente (Sua Ferramenta Mais Poderosa!)
A conversa com o paciente é a parte mais importante. O professor(a) ressaltou que muitos pacientes
com anemia "são assintomáticos" (não sentem nada), pois o corpo tem um "mecanismo
compensatório" (se adapta). Mas em crianças e idosos, os sintomas costumam ser mais perceptíveis.
O que investigar na conversa?
• Sintomas Gerais (Os Alarmes Comuns):
o Cansaço e sono excessivo são os principais.
o Palidez (pele e mucosas esbranquiçadas), letargia (lentidão).
o Coração acelerado (palpitações).
o Perda de cabelo e unhas fracas.
o Falta de ar (dispneia), diminuição do rendimento intelectual.
o Moscas volantes (pontinhos pretos na visão), zumbidos, dor de cabeça (cefaleia), falta
de apetite (anorexia), perda de paladar, dor na língua.
• Sintomas de Anemia Grave:
o Distúrbios alimentares estranhos (PICA): Um desejo incontrolável de comer coisas
que não são comida, como terra, tijolo, gelo, macarrão cru, arroz cru. Isso é muito
comum em gestantes.
• Sintomas Específicos da Deficiência de Vitamina B12:
o Insônia, formigamento (parestesia) nas pernas e mãos ("é típico").
o Problemas de memória (muitos pacientes notam isso após infecções como a COVID).
o Transtornos psiquiátricos: Agitação, humor deprimido, irritabilidade, demência,
psicose.
• Sintomas Específicos da Deficiência de Ácido Fólico:
o São parecidos com os da Vitamina B12, MAS "não tem os sintomas neurológicos".
• Situações de Risco e Histórico Médico (Pistas Importantes!):
o Mulheres:
§ Gestação (mesmo única) e amamentação: Alto risco de anemia. Por isso, a
reposição de ferro é feita no pré-natal como prevenção.
§ Idade fértil: Atentar para fluxo menstrual excessivo (com coágulos) ou uso de
DIU (alguns podem causar sangramento incessante).
§ Pós-menopausa: Anemia pode ser um sinal de câncer de endométrio (pedir
ultrassom para avaliar espessamento).
o Cirurgia Bariátrica: Pacientes que fizeram cirurgia bariátrica (de redução de
estômago) têm "chance de fazer deficiência de ferro e de vitamina B12" por má
absorção. "Lembrar que esse paciente ele tem chance de fazer deficiência de
ferro e de vitamina B12, então tem que dosar".
§ Reforço: "Pessoas que fizeram cirurgia bariátrica, gente, sempre
acompanhar esse paciente, B12, [e] eletrônicos [pelo resto da vida]".
o Sangramentos Gastrintestinais:
§ Vômito com "borra de café" ou sangue vivo (hematêmese): Pense
em hemorragia digestiva alta (HDA). O professor(a) citou o exemplo de
idosos usando anti-inflamatórios por 6 a 8 meses, o que pode levar a úlceras e
sangramentos.
§ Fezes escuras e brilhantes (melena) ou sangramento pelo reto: Pense
em hemorragia digestiva baixa (HDB).
o Problemas de Absorção Intestinal: Doença Celíaca, Doença de Crohn, ressecção
(retirada) intestinal, tuberculose intestinal – podem diminuir a absorção de ferro.
o Câncer: O câncer colorretal em pacientes acima de 50 anos é uma causa
importante. Nesses casos, já peça uma pesquisa de sangue oculto nas fezes
(PSOF) como rastreio.
o Outras causas: Hérnia de hiato e gastrite por H. pylori também podem estar
associadas à deficiência de ferro.
o Histórico Familiar: Pergunte se há casos de doenças do sangue na família
(talassemia, anemia falciforme).
• Dieta e Medicamentos (Muito Importante!):
o Alimentação: Pergunte sobre o consumo de carne, ovos, leite e derivados (ricos em
B12 e ferro), vegetais folhosos verde-escuros (ácido fólico) e Vitamina
C (fundamental para absorver o ferro).
o Alcoolismo: Pode diminuir os níveis de ácido fólico.
o Medicamentos:
§ Deficiência de Vitamina B12: Uso crônico de Metformina, Biguanidas (para
diabetes), Omeprazol, Colchicina e Neomicina.
§ Deficiência de Ácido Fólico: Anticonvulsivantes, Metotrexato
(imunossupressor), Trimetoprima, Contraceptivos Orais, Diuréticos
poupadores de potássio.
§ Atenção Redobrada: "Pacientes em tratamento de imunossupressores
[como o Metotrexato], a gente tem que associar o ácido fólico", como
prevenção da anemia megaloblástica!
3.2. Exame Físico:Olhando e Tocando o Paciente
O professor(a) frisou que o "exame físico sempre tem que ser completo". Observe o paciente
desde a entrada na sala (marcha, face), pois já se pode ter muitas pistas.
• O que avaliar:
o Palidez: Nas mucosas (parte de dentro do olho, boca) e na pele.
o Linfonodos (ínguas no pescoço, axilas).
o Boca: Língua lisa (sem as papilas gustativas, chamada glossite), rachaduras nos
cantos da boca (queilite angular).
o Coração (Aparelho Cardiovascular): Taquicardia (coração acelerado).
o Pulmões (Aparelho Pulmonar): Falta de ar (dispneia).
o Abdome (Aparelho Gastrintestinal): Avaliar se há aumento do fígado
(hepatomegalia) ou do baço (esplenomegalia).
o Sinais de congestão: Inchaço (edema e anasarca).
o Em crianças: Atraso no desenvolvimento e irritabilidade.
3.3. Exames Complementares: Confirmando as Pistas
O professor(a) foi categórico: "Apenas o hemograma é INSUFICIENTE para investigar a
anemia". Ele é o "exame inicial", de "triagem", mas não o fim da investigação. E, "a gente não sai
pedindo tudo [exames] para todo mundo, não, é direcionado".
• Hemograma: O primeiro exame, que mostra a hemoglobina, VCM (tamanho dos glóbulos
vermelhos) e as plaquetas. As plaquetas podem aumentar na anemia ferropriva, o que é uma
pista adicional.
• Contagem de Reticulócitos e Esfregaço de Sangue Periférico: São os próximos passos
após o hemograma. Os reticulócitos são glóbulos vermelhos jovens, e a contagem deles nos
diz se a medula óssea (a "fábrica" de sangue) está trabalhando para compensar a anemia.
O esfregaço permite ver a forma das hemácias, que pode dar pistas sobre a causa.
• Perfil do Ferro (Essencial para Anemia Ferropriva!):
o Ferro Sérico: É específico, mas pouco sensível (varia muito durante o dia).
o TIBC (Capacidade Total de Ligação do Ferro) e Transferrina/Saturação de
Transferrina: Ajudam a diferenciar os tipos de anemia.
o FERRITINA: "Aferritina avalia o estoque de ferro". O professor(a) recomenda
pedir "combinado o ferro e a ferritina". Se a ferritina está baixa, é como se a sua
"poupança" de ferro estivesse vazia, e você precisa repor esse estoque.
• Ácido Fólico e Vitamina B12: Níveis baixos indicam deficiência.
• EPF (Exame Parasitológico de Fezes): Um exame "barato, fácil, super
acessível". Fundamental em criançaspara pesquisar parasitas (como
ancilóstomos, Schistosoma mansoni) que podem causar sangramento intestinal e anemia.
• EAS (Exame de Urina): Procura por sangue (hematúria) ou urobilinogênio na urina. O
professor(a) alertou: "Não é normal perder sangue na urina. [...] Então precisa
investigar.". (Mesmo uma "cruzinha" de hemácia não é normal!).
• PSOF (Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes): Usado para rastreamento (detecção
precoce) de câncer colorretal em pacientes acima de 50 anos. MAS, "não deve ser utilizada
a tentativa de evitar o exame endoscópico", ou seja, "ele não substitui" uma investigação
mais profunda com endoscopia se houver suspeita forte.
• EDA (Endoscopia Digestiva Alta): Para investigar sangramentos ou problemas no esôfago,
estômago e duodeno.
• Colonoscopia: Para investigar sangramentos ou problemas no intestino grosso (cólon e reto).
4. O Tratamento: Repondo o que Falta e Atacando a Causa
O tratamento é específico para a causa da anemia. Vamos aos principais:
4.1. Anemia Ferropriva (Falta de Ferro)
É a mais comum, então "o tratamento básico tem que tá aqui edular" (na ponta da língua!).
• Dieta: Oriente o paciente a comer carnes vermelhas e alimentos ricos em Vitamina
C (laranja, goiaba, suco cítrico) para ajudar na absorção do ferro.
• Tratamento Oral (preferencial!):
o Sulfato Ferroso: É a melhor opção, com "melhor custo-benefício" e fácil acesso em
postos de saúde.
o Outras opções: Ferripolimaltose, que geralmente tem "melhor tolerância" (menos
efeitos colaterais) e pode ter uma posologia (quantidade de doses) mais fácil, às vezes
até em forma de xarope sabor brigadeiro para crianças e gestantes.
o Dosagem:
§ Crianças: 3 a 6mg de ferro elementar por quilo de peso por dia, dividido em
2 a 3 tomadas.
§ Adultos: 120 a 180mg de ferro elementar por dia.
§ ATENÇÃO: O comprimido de sulfato ferroso tem miligramas totais, mas
você precisa calcular pelo ferro elementar. Exemplo: "300mg de sulfato
ferroso tem 60mg de ferra elementar". Sempre confira na bula!.
o Como tomar: O ferro é melhor absorvido em jejum ou 1 a 2 horas antes das
refeições. Mas, para evitar efeitos colaterais (náuseas, dor abdominal,
constipação, cólicas), o professor(a) recomenda tomar depois das refeições,
especialmente para gestantes e crianças. Sempre com Vitamina C!.
o Duração do Tratamento: A hemoglobina e os reticulócitos melhoram em cerca de 2
meses. MAS, o tratamento deve ser MANTIDO por 3 a 4 meses em crianças e
por 4 a 6 meses em adultos APÓS a normalização dos exames, para repor os
estoques de ferro (a "poupança" de ferritina) do corpo.
o Fique Alerta: Se a hemoglobina não atingir o nível desejado, "precisa investigar
novamente"! Pode ter outra causa (como uma gastrite por H. pylori que atrapalha a
absorção) ou o paciente não está tomando corretamente.
• Tratamento Parenteral (Injetável): Indicado se o paciente não tolera o tratamento oral ou
se não responde a ele.
4.2. Deficiência de Vitamina B12
• Fontes: Ovos, carne, leite e derivados, salmão, bacalhau e alimentos fortificados.
• Estoque no corpo: O corpo consegue armazenar Vitamina B12 por um bom tempo, então a
deficiência pode levar mais de 3 anos para aparecer.
• Confirmação: Níveis de B12 abaixo de 200pg/mL.
• Tratamento: Indicado para quem tem problemas de absorção (como após cirurgia
bariátrica), doenças hereditárias ou anemia perniciosa.
o A reposição oral pode funcionar, mas o professor(a) enfatiza que "o tratamento ideal
é por via parenteral" (injetável). A via injetável é mais rápida, eficaz e, no SUS,
muitas vezes mais barata e acessível, com resultados visíveis mais rapidamente.
o Dosagem (para adultos, via intramuscular - IM): 1000mcg por dia por 7 dias,
depois 1000mcg por semana por 3 semanas e, em seguida, 1000mcg por mês,
"indefinidamente", se a causa não puder ser corrigida (ex: pacientes bariátricos).
4.3. Deficiência de Ácido Fólico
• Fontes: Vegetais folhosos verde-escuros, frutas cítricas, cereais, grãos, nozes e carnes.
• Estoque no corpo: Dura de 4 a 5 meses.
• Confirmação: Níveis abaixo de 5ng/mL.
• Tratamento (crianças e adultos): 5mg por dia por 1 a 4 meses, ou até os níveis voltarem ao
normal.
• Efeitos colaterais: Erupções na pele (rash), rubor, distensão abdominal.
• ALERTA CRÍTICO DO PROFESSOR(A) (MUITO IMPORTANTE!): "Se tiver
vitamina B12 e ácido fólico baixo, sempre tratar os dois". Se você der APENAS ácido
fólico para alguém que também tem deficiência de B12, os sintomas neurológicos da
falta de B12 podem PIORAR progressivamente. É como ter dois vazamentos, e você só
conserta um, o outro pode causar um estrago maior!
4.4. Anemia de Doença Crônica
• Tratamento: O segredo aqui é "sempre tem que pensar na doença de base". Trate a
doença crônica que está causando a anemia (ex: miomas que causam sangramento excessivo,
doenças inflamatórias).
• Doença Renal Crônica: Em alguns casos, pode ser preciso usar eritropoetina (um hormônio
que estimula a produção de glóbulos vermelhos).
5. Quando Encaminhar para o Hematologista (O Especialista
em Sangue)?
A boa notícia é que a Atenção Primária à Saúde (APS) tem uma "capacidade de resolução [de]
quase 100%. 93%." dos casos de anemia. Então, não é para encaminhar todo paciente com
hemoglobina baixa!
Você deve encaminhar quando:
• For identificada uma hemoglobinopatia (doença hereditária do sangue, como talassemia ou
anemia falciforme).
• Sua "suspeita diagnóstica não for confirmada" após sua investigação.
• Houver "resposta refratária" (o tratamento não funcionou) à sua terapia proposta (mesmo
após tentar o tratamento oral e parenteral).
6. Dicas e Erros Comuns: O Que NÃO Fazer!
Oprofessor(a) fez questão de destacar os erros mais frequentes na prática médica. Fique atento a eles
para não cometer gafes na prova e na vida real:
• Tratamento com doses muito baixas (subdoses) e por pouco tempo: "Paciente que é
tratado com subidose com curto período" não resolve a anemia. Lembra que o tratamento
com ferro deve durar meses para repor os estoques! Tratar por apenas um mês não é
suficiente.
• Compostos polivitamínicos: Eles são caros e "não têm benefícios comprovados para
tratar anemias específicas". Não são a "solução mágica" que muitos pacientes procuram.
• Prescrever sulfato ferroso sem investigar a causa ou sem avaliar o perfil do
ferro: "Passar sulfato ferroso para aquele paciente sem avaliar o perfil" é um erro grave
e muito comum. Você pode estar tratando a coisa errada!
• Pacientes em tratamento com imunossupressores (como Metotrexato): "A gente tem
que associar o ácido fólico", como prevenção de anemia megaloblástica, pois esses
medicamentos podem causar essa deficiência.
• Pessoas que fizeram cirurgia bariátrica: "Sempre acompanhar esse paciente [com
reposição de] B12 [e eletrólitos]" pelo resto da vida, devido à má absorção.
Analogia Final para Fixar:
Pense na anemia como um vazamento de água numa casa.
• Se você não investigar a causa, pode tentar jogar mais água no chão (dar sulfato ferroso sem
saber a causa), mas o problema real (o cano furado) continuará lá.
• Anemia Ferropriva: É como se a caixa d'água estivesse sem água (falta de ferro), e os canos
(glóbulos vermelhos) estão fininhos e sem pressão.
• Deficiência de B12/Ácido Fólico: É como se a caixa d'água estivesse cheia, mas os canos
(glóbulos vermelhos) estivessem entupidos ou defeituosos, levando a uma entrega ineficiente
de água.
• Anemia de Doença Crônica: É como se a casa tivesse um problema estrutural maior (a
doença crônica) que afeta todo o sistema de água, não apenas a caixa ou os canos.
Para resolver de verdade, você precisa ser um bom "encanador-detetive": ver o cano furado
(investigar a causa), consertá-lo (tratar a doença de base) e encher a caixa d'água novamente (repor o
ferro ou vitaminas).
Espero que essa explicação detalhada e didática ajude você a dominar o tema da anemia! Arrase na
prova e seja um excelente profissional de saúde!