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ÉTICA PROFISSIONAL E CIDADANIA - QUESTIONÁRIO UNIDADE I

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

 Pergunta 1 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
Com base nas reflexões de Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron e 
António Nóvoa, analise as afirmativas a seguir sobre o papel da escola na formação 
dos sujeitos. Qual alternativa expressa corretamente a crítica apresentada pelos 
autores? 
 
Resposta 
Selecionada: 
d. 
A escola reproduz estruturas sociais e práticas disciplinares que 
moldam identidades e reforçam desigualdades, muitas vezes de 
forma naturalizada. 
Respostas: a. 
A escola é neutra e garante igualdade de oportunidades a todos, 
independentemente de sua origem social. 
 
b. 
A função principal da escola é a transmissão objetiva de conteúdos 
científicos, sem interferência de valores culturais ou sociais. 
 
c. 
A escola atua apenas como transmissora de conhecimento, sem 
influenciar as formas de comportamento ou identidade dos alunos. 
 
d. 
A escola reproduz estruturas sociais e práticas disciplinares que 
moldam identidades e reforçam desigualdades, muitas vezes de 
forma naturalizada. 
 
e. 
A disciplina escolar atual está desvinculada de qualquer influência 
histórica e não mais exerce controle sobre os corpos e condutas. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta D 
Comentário A alternativa D está correta porque sintetiza os 
argumentos centrais apresentados por Foucault, Bourdieu, Passeron e 
Nóvoa, que criticam a forma como a escola atua como um 
instrumento de disciplinarização dos corpos e das mentes, além de 
reforçar normas sociais que legitimam hierarquias e desigualdades. A 
escola, portanto, não é neutra: ela opera com base em dispositivos de 
controle, vigilância e reprodução simbólica da ordem vigente, como 
evidenciado por conceitos como violência simbólica (Bourdieu) e 
sociedade disciplinar (Foucault). 
 
As demais alternativas ignoram ou negam esse papel estruturante e 
reprodutor da escola na sociedade, sendo, portanto, incorretas. 
 
 Pergunta 2 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
Assinale a alternativa que melhor representa uma abordagem ética e cidadã frente aos 
desafios da violência nas escolas: 
 
Resposta 
Selecionada: 
d. 
Investir em escuta ativa, mediação de conflitos, valorização da 
diversidade e construção de ambientes escolares acolhedores, 
promovendo a convivência ética e a formação cidadã. 
Respostas: a. 
Adotar medidas rigorosas de controle e vigilância, como punições 
exemplares e aumento da repressão, a fim de manter a ordem e 
garantir a segurança. 
 
b. 
Priorizar exclusivamente a formação para o mercado de trabalho, 
deixando os temas relacionados à convivência social para o 
ambiente familiar. 
 
c. 
Estimular a obediência irrestrita às normas escolares, sem 
necessidade de diálogo com os estudantes, pois a disciplina deve 
prevalecer sobre a autonomia. 
 
d. 
Investir em escuta ativa, mediação de conflitos, valorização da 
diversidade e construção de ambientes escolares acolhedores, 
promovendo a convivência ética e a formação cidadã. 
 
e. 
Aumentar o número de cartazes com proibições visíveis, como 
forma de inibir condutas inadequadas e reforçar o respeito às regras 
impostas pela instituição. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta D 
Comentário A alternativa D é a mais coerente com uma abordagem 
ética e cidadã, que destaca a importância da escuta, do acolhimento, 
da mediação e da valorização da diversidade como caminhos para 
enfrentar as múltiplas formas de violência no espaço escolar. Em vez 
 
de uma visão apenas disciplinadora e punitiva, propõe-se uma prática 
pedagógica ética, reflexiva e transformadora, centrada na construção 
da cidadania e na prevenção da violência por meio do diálogo e da 
convivência democrática. 
 
 Pergunta 3 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
Leia a notícia a seguir: 
 
TECNOLOGIA - Escola põe chip em uniforme para pai monitorar estudante 
 
Fugir da sala de aula sem deixar vestígio está se tornando uma tarefa mais difícil 
para os alunos das escolas públicas de Samambaia, município no entorno de Brasília. 
O Centro de Ensino Médio 414, do governo do Distrito Federal, adotou há duas 
semanas um chip que, costurado ao uniforme dos estudantes, identifica a entrada e 
saída dos adolescentes. Assim que ele entra na escola, uma mensagem SMS é enviada 
ao celular do pai ou responsável - outra mensagem é encaminhada na saída. 
 
Ainda em fase de testes, a experiência tem a participação de 37 alunos de uma turma 
do primeiro ano do ensino médio. O modelo é o mesmo já adotado em escolas da rede 
municipal de Vitória da Conquista (BA). 
"[Isso] é dizer ao pai: 'A responsabilidade também é sua'", diz Remísia Tavares, 
diretora da escola, que têm cerca de 1.600 alunos do ensino médio. Ela conta que 
muitas vezes o pai só toma conhecimento das ausências sucessivas do filho quando 
busca o boletim. "Não há invasão de privacidade, o pai é que fica tranquilo." 
Entre os alunos, a reação não foi tão positiva. "No primeiro momento, ninguém 
gostou", diz Gabriela Sousa, 15. Ela reconhece, porém, que já houve redução no 
número de faltosos, especialmente na última aula do dia, quando muitos deixam o 
colégio antes do horário previsto. 
Os pais, de outro lado, comemoram. "Na frente da gente, é uma coisa. Pelas costas, 
pode ser outra", diz Irismar de Sousa, 41, mãe de Gabriela. Maria Dulce Martins, 56, 
mãe de outro aluno, também só vê benefícios. 
Sócio da empresa que instalou o dispositivo, Charles Vasconcelos diz que o chip só 
substitui um controle que ocorre de forma mecânica e mais lenta, como as listas de 
frequência lidas em sala de aula. A empresa estima um custo mensal de R$ 13 a R$ 16 
por aluno - além da implantação do chip, o valor prevê pacote de SMS e a instalação 
e manutenção do aparelho que registra a presença na escola. Por enquanto, o colégio 
não está desembolsando a quantia. A intenção da empresa é, com a experiência, 
sugerir o mesmo modelo para toda a rede de ensino público do Distrito Federal, de 
653 unidades. 
O professor da Universidade de Brasília Antonio Flávio Testa avalia que o tema 
precisa ser melhor debatido ou mesmo regulamentado. "Como pai, sou totalmente 
favorável. Como sociólogo, vejo alguns problemas. Tem que ver se não haverá 
constrangimento [do aluno]", pondera. 
Apesar das queixas iniciais, os alunos que participam do projeto piloto dizem que já 
estão se adaptando ao sistema, mas apontam outro desconforto no experimento: 
únicos a ter o uniforme diferenciado, são chamados pelos colegas como a turma dos 
 
'chipados'. 
 
FOREQUE, Flávia. TECNOLOGIA - Escola põe chip em uniforme para pai monitorar 
estudante. Folha de S.Paulo, 03 nov. 2012. Disponível 
em: https://mppr.mp.br/Noticia/TECNOLOGIA-Escola-poe-chip-em-uniforme-para-
pai-monitorar-estudante. Acesso em: 20 jun. 2025. 
 
 
A implantação de chips nos uniformes escolares, como relatado na notícia sobre o 
projeto piloto no Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia (DF), levanta 
importantes debates sobre: 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
o uso de tecnologias de monitoramento como estratégia para 
melhorar a frequência escolar, mas também os dilemas éticos que 
envolvem privacidade e estigmatização. 
Respostas: a. 
a autonomia pedagógica dos professores na adoção de novas 
tecnologias. 
 
b. 
a substituição definitiva do controle de presença por mecanismos 
digitais em todo o país. 
 
c. 
o uso de tecnologias de monitoramento como estratégia para 
melhorar a frequência escolar, mas também os dilemas éticos que 
envolvem privacidade e estigmatização. 
 
d. 
a obrigatoriedade do uso de uniformes tecnológicos em todas as 
escolas públicas brasileiras. 
 
e. 
a proibição de que pais e responsáveis acompanhem a vida escolar 
dos filhos por meios tecnológicos. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta C 
Comentário A notícia destaca a iniciativa de usar chips nos uniformes 
escolares como forma de monitorar a entrada e saída de alunos,enviando mensagens aos responsáveis. Embora a medida tenha 
contribuído para reduzir a evasão em algumas aulas, ela gerou 
reações negativas por parte dos estudantes e levanta questionamentos 
éticos, sobre possíveis constrangimentos e a necessidade de 
regulamentação. A experiência também trouxe um efeito colateral: os 
 
estudantes envolvidos passaram a ser apelidados como "a turma dos 
chipados", o que indica uma forma de estigmatização. Assim, a 
alternativa C aborda corretamente as oportunidades e os desafios 
éticos e sociais associados à medida. 
 
 Pergunta 4 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
No processo de formação docente, é fundamental compreender que a construção de 
normas de convivência no ambiente escolar deve considerar práticas escolares 
pautadas na: 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
valorização da escuta ativa e da construção compartilhada das 
normas, promovendo o diálogo e respeitando os saberes e 
subjetividades dos educandos. 
Respostas: a. 
centralidade do professor como autoridade disciplinadora, capaz de 
impor regras claras e inquestionáveis aos alunos. 
 
b. 
padronização de condutas e a aplicação de sanções automáticas 
como meios eficazes para garantir o respeito nas relações 
escolares. 
 
c. 
valorização da escuta ativa e da construção compartilhada das 
normas, promovendo o diálogo e respeitando os saberes e 
subjetividades dos educandos. 
 
d. 
separação rígida entre ensino de conteúdos e formação ética, visto 
que a ética deve ser tratada apenas em momentos específicos. 
 
e. 
naturalização da rigidez no Ensino Médio, pois os alunos dessa 
etapa já deveriam ter assimilado as regras escolares previamente. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta C 
Comentário Para uma formação docente comprometida com a ética e 
com a educação emancipadora, é essencial romper com práticas 
autoritárias e punitivas. A alternativa C reflete a perspectiva 
defendida no texto, baseada no pensamento de Paulo Freire, o que 
 
implica diálogo, escuta e construção coletiva das regras de 
convivência. Tal abordagem favorece um ambiente educativo e 
acolhedor, no qual os sujeitos compreendem as normas não como 
imposições, mas como compromissos éticos compartilhados. 
 
 Pergunta 5 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
Considerando as ideias de Pierre Bourdieu sobre o papel da escola na reprodução das 
desigualdades sociais, qual atitude é mais coerente com uma prática pedagógica ética e 
comprometida com a cidadania crítica? 
 
Resposta 
Selecionada: 
c. 
Reconhecer que a escola reproduz desigualdades sociais e culturais, 
buscando valorizar os diferentes saberes dos estudantes e criar 
estratégias pedagógicas mais justas e inclusivas. 
Respostas: a. 
Aplicar avaliações padronizadas com base em normas universais de 
desempenho, assegurando a meritocracia. 
 
b. 
Incentivar o esforço individual dos alunos, sem considerar suas 
condições de origem ou repertório cultural. 
 
c. 
Reconhecer que a escola reproduz desigualdades sociais e culturais, 
buscando valorizar os diferentes saberes dos estudantes e criar 
estratégias pedagógicas mais justas e inclusivas. 
 
d. 
Adotar uma postura neutra em relação às diferenças culturais dos 
alunos, garantindo que todos sejam tratados da mesma forma. 
 
e. 
Seguir fielmente as normas institucionais, evitando questionar 
práticas que já estão consolidadas no ambiente escolar. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta C 
Comentário A alternativa C está em consonância com os aportes 
teóricos de Bourdieu e com os princípios da ética na educação. A 
escola, ao tratar como “naturais” certas práticas e normas culturais, 
contribui para reforçar desigualdades – favorecendo quem já chega 
com o capital cultural valorizado e penalizando quem vem de 
 
contextos distintos. 
Um professor ético e consciente precisa reconhecer essas assimetrias 
estruturais e agir para romper com a lógica reprodutora, valorizando 
os saberes diversos dos alunos, criando atividades mais 
contextualizadas e estratégias que promovam a justiça curricular. Isso 
é parte essencial de uma formação cidadã crítica, que combate a 
exclusão e transforma a escola em um verdadeiro espaço de 
emancipação. 
 
 Pergunta 6 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
A violência no ambiente escolar reflete diversas problemáticas sociais e culturais. Qual 
das alternativas a seguir expressa uma atitude coerente com a formação docente ética e 
comprometida com a cidadania? 
 
Resposta 
Selecionada: 
d. 
Compreender que a violência na escola tem raízes estruturais, como 
desigualdade, preconceito e exclusão, e que o educador tem papel 
central na promoção da escuta, da mediação de conflitos e da 
valorização da diversidade. 
Respostas: a. 
Minimizar os conflitos entre estudantes, tratando episódios como 
naturais da convivência escolar e restritos ao âmbito interpessoal. 
 
b. 
Adotar uma postura neutra diante de comportamentos agressivos, 
para não comprometer o princípio da imparcialidade do professor. 
 
c. 
Focar apenas em estratégias de segurança física, como instalação de 
câmeras e detectores de metal, como forma de evitar ataques. 
 
d. 
Compreender que a violência na escola tem raízes estruturais, como 
desigualdade, preconceito e exclusão, e que o educador tem papel 
central na promoção da escuta, da mediação de conflitos e da 
valorização da diversidade. 
 e. 
 
Incentivar regras rígidas de disciplina para conter o comportamento 
dos alunos, responsabilizando os agressores de forma punitiva e 
exemplar. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta D 
Comentário A alternativa D reflete a compreensão crítica da 
violência escolar como um fenômeno estrutural e complexo, que não 
pode ser reduzido à indisciplina ou a conflitos pessoais entre alunos. 
A violência está associada a fatores como preconceito, desigualdade 
social, exclusão de minorias e fragilidade dos laços comunitários. 
Nesse contexto, o papel do educador vai muito além de ensinar 
conteúdos: é necessário atuar como agente de escuta, acolhimento, 
mediação e valorização da diversidade. 
 
 Pergunta 7 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
De acordo com o relatório “Breve introdução à violência escolar” do Ministério da 
Educação (MEC, 2023), a violência escolar pode ser classificada em diferentes tipos, 
que consideram as manifestações dentro e no entorno das instituições. Qual das 
alternativas abaixo não está de acordo com essa classificação oficial? 
 
Resposta 
Selecionada: 
b. 
Agressões extremas – correspondem a episódios isolados de 
desentendimento leve entre estudantes, sem maiores 
consequências. 
Respostas: a. 
Violência institucional – refere-se a práticas escolares excludentes 
que desrespeitam a diversidade e marginalizam certos grupos de 
alunos. 
 
b. 
Agressões extremas – correspondem a episódios isolados de 
desentendimento leve entre estudantes, sem maiores 
consequências. 
 
c. 
Bullying – envolve agressões repetitivas, físicas, verbais ou 
psicológicas, que ocorrem principalmente entre pares no ambiente 
escolar. 
 d. 
 
Violência interpessoal – abrange situações de hostilidade e 
discriminação entre membros da comunidade escolar, como alunos 
e professores. 
 
e. 
Violência no entorno da escola – inclui fatores externos como 
tráfico de drogas, tiroteios e assaltos nas proximidades da 
instituição. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta B 
Comentário A alternativa B está incorreta porque não corresponde à 
definição de “agressões extremas” adotada pelo MEC. Segundo o 
relatório citado, agressões extremas são ataques premeditados e 
letais, como atentados violentos em escolas, geralmente com armas e 
grande repercussão. Já os desentendimentos leves entre estudantes, 
embora também possam ser problemáticos, não se enquadram nessa 
categoria. 
Reconhecer essas classificações é fundamental para que professores e 
gestores compreendama complexidade da violência escolar e possam 
atuar com estratégias adequadas de prevenção, fortalecendo o 
compromisso ético e social da escola. 
 
 Pergunta 8 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o número de 
vítimas de violência interpessoal em escolas brasileiras aumentou de 3,7 mil em 2013 
para 13,1 mil em 2023, atingindo estudantes, professores e demais membros da 
comunidade escolar. Dentre esses casos, 2,2 mil envolveram violência autoprovocada, 
como automutilação e ideação suicida — um crescimento de 95 vezes nesse tipo de 
ocorrência no período analisado. 
Com base nos dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e 
da pesquisa da Fapesp (2023), é correto afirmar que o aumento da violência nas 
escolas brasileiras entre 2013 e 2023 está relacionado: 
 
Resposta 
Selecionada: 
e. 
a múltiplos fatores sociais e institucionais, como a desvalorização 
docente, o despreparo para lidar com racismo e misoginia, a 
precarização escolar e a influência de grupos virtuais destrutivos. 
Respostas: a. 
ao excesso de disciplina nas escolas e à rigidez das normas 
escolares, que geram revolta entre os alunos. 
 b. 
 
à redução dos casos de violência doméstica, que acaba transferindo 
os conflitos para o espaço escolar. 
 
c. 
ao avanço da tecnologia educacional, que gera distanciamento entre 
professores e alunos. 
 
d. 
à melhora das condições estruturais das escolas públicas, que expôs 
conflitos antes invisíveis. 
 
e. 
a múltiplos fatores sociais e institucionais, como a desvalorização 
docente, o despreparo para lidar com racismo e misoginia, a 
precarização escolar e a influência de grupos virtuais destrutivos. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta E 
Comentário Segundo o MDHC, o número de vítimas de violência 
interpessoal cresceu significativamente, e os casos de violência 
autoprovocada, como automutilação e ideação suicida, aumentaram 
95 vezes entre 2013 e 2023. A pesquisa da Fapesp associa esse 
fenômeno a aspectos estruturais, culturais e tecnológicos, como: 
Desvalorização dos professores, relativização dos discursos de ódio, 
que normaliza formas de violência; precarização das escolas e falhas 
na mediação de conflitos; violência doméstica, que repercute no 
comportamento escolar; crescimento das comunidades 
mórbidas online, que influenciam práticas perigosas entre jovens. 
 
 
 Pergunta 9 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
Segundo Candau (1998), a formação docente vai além da formação inicial, exigindo 
um processo contínuo de reflexão e aperfeiçoamento ético e pedagógico. Com base 
nesse entendimento, qual das alternativas abaixo expressa uma prática docente ética e 
comprometida com o desenvolvimento profissional e a valorização dos alunos? 
 
Resposta 
Selecionada: 
a. 
Refletir sobre a própria prática, buscando constantemente aprender, 
reaprender e aprimorar-se, respeitando a singularidade dos alunos e 
mantendo confidencialidade das informações. 
Respostas: a. 
 
Refletir sobre a própria prática, buscando constantemente aprender, 
reaprender e aprimorar-se, respeitando a singularidade dos alunos e 
mantendo confidencialidade das informações. 
 
b. 
Corrigir atividades com base em critérios fixos, sem considerar as 
realidades individuais dos alunos, para manter a imparcialidade do 
processo. 
 
c. 
Compartilhar informações pessoais dos estudantes com colegas e 
familiares para facilitar o acompanhamento pedagógico. 
 
d. 
Oferecer feedbacks padronizados para evitar possíveis mal-
entendidos, mesmo que isso não contribua para o crescimento do 
aluno. 
 
e. 
Limitar a formação do professor à fase inicial do curso superior, 
uma vez que a prática cotidiana é suficiente para suprir lacunas 
formativas. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta A 
Comentário A alternativa A está correta porque expressa de forma 
clara os princípios éticos e formativos que Candau (1998) defende 
para a docência. A autora destaca que o professor aprende no 
cotidiano escolar, por meio da reflexão constante sobre sua prática, 
sendo necessário desaprender, descobrir e reconstruir saberes ao 
longo da carreira. Além disso, a ética na educação envolve atitudes de 
justiça, respeito à individualidade, e confidencialidade, especialmente 
quando o docente lida com informações sensíveis dos alunos. 
 
 Pergunta 10 
0,3 em 0,3 pontos 
 
 
No contexto atual, marcado pelo avanço das tecnologias e pela intensa circulação de 
informações, a escola assume um papel estratégico na formação ética dos estudantes. 
Considerando o conceito de cidadania digital e os desafios associados ao uso das 
redes, é correto afirmar que: 
 
Resposta 
Selecionada: 
b. 
a cidadania digital envolve o uso consciente, crítico e ético das 
tecnologias, exigindo da escola ações que integrem a educação 
 
midiática ao currículo e formem sujeitos capazes de dialogar, 
discernir e participar ativamente da sociedade. 
Respostas: a. 
a cidadania digital consiste apenas na capacidade técnica de utilizar 
computadores e aplicativos de maneira eficiente. 
 
b. 
a cidadania digital envolve o uso consciente, crítico e ético das 
tecnologias, exigindo da escola ações que integrem a educação 
midiática ao currículo e formem sujeitos capazes de dialogar, 
discernir e participar ativamente da sociedade. 
 
c. 
a formação ética no ambiente digital deve ocorrer de forma isolada, 
sem integração com os conteúdos curriculares da escola. 
 
d. 
o uso da internet, por estar fora do ambiente escolar, não deve ser 
responsabilidade do educador, mas apenas da família. 
 
e. 
a melhor forma de proteger os jovens no ambiente virtual é 
restringir o uso das redes sociais e controlar rigidamente seu acesso 
à informação. 
Comentário 
da resposta: 
Resposta B 
Comentário A alternativa B está correta porque reflete a compreensão 
ampla e crítica do conceito de cidadania digital. Trata-se do uso ético, 
seguro e consciente das tecnologias, com foco não apenas na 
competência técnica, mas no desenvolvimento da autonomia crítica, 
responsabilidade e participação cidadã no ambiente virtual. Essa 
abordagem envolve temas como fake news, cyberbullying, saúde 
digital, inclusão, liberdade de expressão e direitos humanos. A escola, 
portanto, precisa atuar de forma transversal e intencional, integrando 
educação midiática e ética digital aos conteúdos e à vivência escolar, 
formando alunos que não apenas saibam usar as tecnologias, mas que 
também compreendam seus impactos sociais, políticos e culturais.

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