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Seção 4.1: EDOs Lineares de Ordem mais
Elevadas: Teoria Geral
Uma EDO Linear de n-ésima Ordem tem a forma geral
Assumimos que P0,…, Pn, e G são funções contínuas de valor real em algum intervalo I = (, ), e que P0 é diferente de zero em I.
Dividindo por P0, a EDO torna-se
Para uma EDO Linear de n-ésima Ordem existem
tipicamente n condições iniciais:
tGytP
dt
dytP
dt
ydtP
dt
ydtP nnn
n
n
n
)()()()( 11
1
10
tgytp
dt
dytp
dt
ydtp
dt
ydyL nnn
n
n
n
)()()( 11
1
1
)1(00)1(0000 ,,, nn ytyytyyty
Teorema 4.1.1
Seja o problema de valor inicial de n-ésima ordem
Se as funções p1,…, pn, e g são contínuas em um intervalo aberto I, então existe exatamente uma solução y = (t) que
satisfaz o problema de valor inicial. Essa solução existe
em toda a extensão do intervalo I.
)1(00)1(0000
11
1
1
,,,
)()()(
nn
nnn
n
n
n
ytyytyyty
tgytp
dt
dytp
dt
ydtp
dt
yd
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GEXT 7303 – EQUAÇÕES DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS
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Exemplo 1
Determine um intervalo em que um PVI que inclua a EDO
abaixo tem com certeza uma solução.
tytyyt sen5)3()4(2
EDOs Lineares Homogêneas
Como no caso das EDOs de 2ª.Ordem, começamos com as
EDOs homogêneas:
Se y1,…, yn são soluções para a EDO, assim também o é a combinação linear
Toda e qualquer solução pode ser expressa nessa forma, com
coeficientes determinados pelas condições iniciais, se, e
somente se, podemos resolver o sistema:
0)()()( 11
1
1
ytp
dt
dytp
dt
ydtp
dt
ydyL nnn
n
n
n
)()()()( 2211 tyctyctycty nn
)1(
00
)1(
0
)1(
11
00011
00011
)()(
)()(
)()(
nn
nn
n
nn
nn
ytyctyc
ytyctyc
ytyctyc
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Equações Homogêneas & Wronskiano
O sistema de equações no slide anterior tem uma solução
única se, e somente se, seu determinante, ou Wronskiano, é
diferente de zero em t0:
Já que t0 pode ser qualquer ponto no intervalo I, o determinante Wronskiano tem de ser não-nulo em todo e
qualquer ponto em I.
Como antes, isso implica que o Wronskiano ou é zero para
todo ponto em I, ou nunca é zero em I.
)()()(
)()()(
)()()(
,,,
0
)1(
0
)1(
20
)1(
1
00201
00201
021
tytyty
tytyty
tytyty
tyyyW
n
n
nn
n
n
n
Teorema 4.1.2
Seja o problema de valor inicial de n-ésima ordem
Se as funções p1,…, pn são contínuas em um intervalo aberto
I, e se y1,…, yn são soluções com W(y1,…, yn)(t) 0 para pelo menos um t em I, então toda solução y da EDO pode ser
expressa como uma combinação linear de y1,…, yn:
)1(0)1(0000
11
1
1
,,,
0)()()(
nn
nnn
n
n
n
ytyytyyty
ytp
dt
dytp
dt
ydtp
dt
yd
)()()()( 2211 tyctyctycty nn
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Exemplo 2
Verifique que as funções dadas são soluções da equação
diferencial, e determine seu Wronskiano.
32 ,,1;0 ttytyt
Soluções Fundamentais & Independência
Linear
Seja a EDO de n-ésima ordem:
Um conjunto {y1,…, yn} de soluções com W(y1,…, yn) 0 em Ié chamado de conjunto fundamental de soluções.
Já que todas as soluções podem ser expressas como uma combinação linear do conjunto fundamental de soluções, a solução geral é
Se y1,…, yn são soluções fundamentais, então W(y1,…, yn) 0em I. Mostra-se que isso é equivalente a dizer que y1,…, yn são linearmente independentes, ou seja:
0)()()( 1)1(1)( ytpytpytpy nnnn
)()()()( 2211 tyctyctycty nn
021 se 0)()(22)(11 nccctnynctyctyc
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Equações Não-Homogêneas
Seja a equação não-homogênea:
Se Y1, Y2 são soluções para a equação não-homogênea, então
Y1 - Y2 é uma solução para a equação homogênea:
Então existem coeficientes c1,…, cn tais que
Logo, a solução geral para a EDO não-homogênea é
onde Y é qualquer solução particular para a EDO não-
homogênea.
)()()()( 11
1
1 tgytpdt
dytp
dt
ydtp
dt
ydyL nnn
n
n
n
0)()(2121 tgtgYLYLYYL
)()()()()( 221121 tyctyctyctYtY nn
)()()()()( 2211 tYtyctyctycty nn
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Seção 4.2: Equações Diferenciais Lineares
Homogêneas com Coeficientes Constantes
Seja a equação diferencial linear homogênea de n–ésima
ordem com coeficientes reais constantes:
Como no caso de equações lineares de segunda ordem com
coeficientes constantes, y = ert é uma solução para valores
de r que fazem o polinômio característico Z(r) igual a zero:
Pelo teorema fundamental da álgebra, um polinômio de
grau n tem n raízes r1, r2, …, rn complexas e, portanto
01)1(1)(0 yayayayayL nnnn
0
)( ticocaracterís polinômio
1
1
10
rZ
nn
nnrtrt arararaeeL
)())(()( 210 nrrrrrrarZ
Raízes Reais e Diferentes (ou distintas)
Se as raízes do polinômio característico Z(r) são reais e
diferentes, então existem n soluções distintas da equação
diferencial:
Sendo essas funções linearmente independentes, então a
solução geral da equação diferencial é
O determinante Wronskiano pode ser usado para verificar
a independência linear das soluções.
trtrtr neee ,,, 21
tr
n
trtr necececty 21 21)(
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Exemplo 1: Raízes Reais Distintas (1 de 3)
Seja o problema de valor inicial
Assumindo soluções exponenciais chega-se ao polinômio
característico:
Logo, a solução geral é
04321
02414132)( 234
rrrr
rrrrety rt
tttt ececececty 43
3
3
2
21)(
1)0(,0)0(,1)0(,1)0(
02414132)4(
yyyy
yyyyy
Exemplo 1: Solução (2 de 3)
As condições iniciais
levam ao sistema
Cuja solução é
Portanto
164278
01694
1432
1
4321
4321
4321
4321
cccc
cccc
cccc
cccc
1)0(,0)0(,1)0(,1)0( yyyy
tttt ececececty 43
3
3
2
21)(
7
1,70
11,5
4,2
1
4321 cccc
tttt eeeety 432 7
1
70
11
5
4
2
1)(
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Exemplo 1: Gráfico da Solução (3 de 3)
O gráfico da solução é dado abaixo. Note o efeito da maior
raiz do polinômio característico.
tttt eeeety 432 7
1
70
11
5
4
2
1)(
Raízes Complexas
Se o polinômio característico Z(r) tem raízes complexas,
então elas devem ocorrer em pares conjugados, i.
Note que nem todas as raízes precisam ser complexas.
Soluções para raízes complexas têm a forma
Como na Seção 3.4, usamos as soluções de valor real
tietee
tietee
ttti
ttti
sencos
sencos
tete tt sen,cos
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Exemplo 2: Raízes Complexas
Seja a equação
Então
Mas
Então a solução geral é
01101)( 23 rrrrety rt0 yy
iirrr 2
3
2
1
2
31
2
411012
2/3sen2/3cos)( 2/32/21 tectececty ttt
Exemplo 3: Raízes Complexas (1 de 2)
Seja o problema de valor inicial
Então
As raízes são 1, -1, i, -i. Logo, a solução geral é
Usando as condições iniciais, obtém-se
O gráfico da solução é dado à direita.
01101)( 224 rrrety rt
2)0(,2/5)0(,4)0(,2/7)0(,0)4( yyyyyy
tctcececty tt sencos)( 4321
tteety tt sencos2
130)(
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Exemplo 3:
Pequenas Mudanças nas Condições Iniciais (2 de 2)
Note que se uma condição inicial é levemente modificada,
então a solução pode mudar significativamente. Por exemplo,
substitua
por
então
O gráfico comparando essa solução com a original é dado
abaixo.
tteety tt sincos2
130)(
2)0(,2/5)0(,4)0(,2/7)0( yyyy
8/15)0(,2/5)0(,4)0(,2/7)0( yyyy
tteety tt sen16
17cos2
1
32
95
32
1)(
Raízes Repetidas (raízes reais, iguais)
Sejam as raízes rk do polinômio característico Z(r) raízesrepetidas com multiplicidade s. Então soluções linearmente
independentes correspondendo a essas raízes repetidas têm a
forma
Se uma raíz complexa + i é repetida s vezes, então
também o é seu conjugado - i. Existem 2s soluções
linearmente independentes correspondentes, derivadas da
parte real e imaginária
ou
trstrtrtr kkkk etettee 12 ,,,,
,sen,cos
,,sen,cos,sen,cos
11 teettet
ttettetete
ttrstrs
tttt
kk
tiustiutiutiu etettee 12 ,,,,
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Exemplo 4: Raízes Repetidas
Seja a equação
Então
As raízes são 2i, 2i, -2i, -2i. Logo, a solução geral é
0440168)( 224 rrrrety rt
0168)4( yyy
ttcttctctcty 2sen2cos2sen2cos)( 4321
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Seção 4.3: EDOs Lineares Não-Homogêneas:
Método dos Coeficientes a Determinar
O método dos coeficientes a determinar pode ser usado
para encontrar uma solução particular Y de uma EDO linear
não-homogênea de n-ésima ordem com coeficientes
constantes
desde que g(t) tenha uma forma apropriada.
Como no caso de equações de 2a ordem, o método dos
coeficientes a determinar é usado tipicamente quando g(t) é
uma soma ou produto de funções polinomial, exponencial, e
seno ou coseno.
A Seção 4.4 discute o método de variação de parâmetros,
que tem aplicabilidade mais geral.
),(1)1(1)(0 tgyayayayayL nnnn
Exemplo 1
Seja a equação diferencial
Para a equação homogênea associada,
Logo, a solução geral da equação homogênea é
Para o caso não-homogêneo, deve-se observar a forma da
solução homogênea que já inclui a função em g(t). Logo,
Como no Capítulo 3, mostra-se que
teyyyy 433
teAttY 3)(
010133)( 323 rrrrety rt
ttt
C etctececty
2
321)(
tettetcttectectytettY 33
22321)(33
2)(
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Exemplo 2
Seja a equação
Para a equação homogênea associada,
Logo, a solução geral da equação homogênea é
Para o caso não-homogêneo, começamos com
Como no Capítulo 3, mostra-se que
tBtAtY cossin)(
tttY cos3
1sin9
2)(
ttyyy cos3sin2168)4(
0440168)( 2224 rrrrety rt
ttcttctctctyC 2sin2cos2sin2cos)( 4321
ttttcttctctcty cos3
1sin9
22sin2cos2sin2cos)( 4321
Exemplo 3
Seja a equação
Como no Exemplo 2, a solução geral da equação homogênea é,
Para o caso não-homogêneo, começamos com
Como no Capítulo 3, mostra-se que
tBttAttY 2cos2sin)( 22
tttttY 2cos32
32sin16
1)( 22
ttyyy 2cos32sin2168)4(
ttcttctctctyC 2sin2cos2sin2cos)( 4321
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Exemplo 4
Seja a equação
Para a equação homogênea associada,
Logo, a solução geral da equação homogênea é
Para o caso não-homogêneo, deve-se observar a forma da
solução homogênea com uma soma de funções. Logo, temos
duas soluções particulares:
Como no Capítulo 3, mostra-se que
tetyy 39
,)(,)( 321 tCtetYtBtAtY
033909)( 23 rrrrrrrety rt
tt
C ececcty
3
3
3
21)(
tettYttY 32
2
1 18
1)(,18
1)(
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Seção 4.4: Variação de Parâmetros
O método de variação de parâmetros pode ser usado para
encontrar uma solução particular Y de uma EDO linear não-
homogênea de n-ésima ordem
desde que g(t) seja contínua.
Como no caso de equações de 2a ordem, assumindo que y1, y2…, yn são soluções fundamentais para a equação homogênea associada.
A seguir, assumimos que a solução particular Y tem a forma
onde u1, u2,… un são funções a determinar.
Para se determinar essas n funções, precisamos de n equações.
),()()()( 1)1(1)( tgytpytpytpyyL nnnn
)()()()()()()( 2211 tytutytutytutY nn
Variação de Parâmetros (2 de 5)
Primeiro, calculamos a derivada de Y:
Se exigimos que
então
Logo, a seguir exigimos
Continuando nesse caminho, exigimos que
e portanto
nnnn yuyuyuyuyuyuY 22112211
02211 nn yuyuyu
nnnn yuyuyuyuyuyuY 22112211
02211 nn yuyuyu
1,,1,0)1()1(2)1(11 2 nkyuyuyu knkk n
1,,1,0,)()(11)( nkyuyuY knnkk
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Variação de Parâmetros (3 de 5)
Do slide anterior,
Finalmente,
A seguir, substituímos essas derivadas na EDO
Lembrando que y1, y2 …, yn são soluções para a equação homogênea, e após rearranjarmos os termos, obtemos
)()(11)1()1(11)( nnnnnnnnn yuyuyuyuY
1,,1,0,)()(11)( nkyuyuY knnkk
gyuyu nnn
n )1()1(11
)()()()( 1)1(1)( tgytpytpytpy nnnn
Variação de Parâmetros (4 de 5)
As n equações necessárias para determinarmos as n funções
u1, u2,… un são, portanto
Usando a Regra de Cramer, para cada k = 1, …, n,
e Wk é o determinante obtido substituindo a k-ésima coluna de
W por (0, 0, …, 1).
gyuyu
yuyu
yuyu
n
nn
n
nn
nn
)1()1(
11
11
11
0
0
))(,,()( onde,)(
)()()( 1 tyyWtWtW
tWtgtu nkk
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Variação de Parâmetros (5 de 5)
Do slide anterior,
Integramos para obtermos u1, u2,… un:
Logo, a solução particular Y é dada por
onde t0 é arbitrário.
nk
tW
tWtgtu kk ,,1,)(
)()()(
nkds
sW
sWsgtu
t
t
k
k ,,1,)(
)()()(
0
n
k
k
t
t
k tyds
sW
sWsgtY
1
)()(
)()()(
0
Exemplo (1 de 3)
Seja a equação abaixo, juntamente com as soluções dadas y1,
y2, y3 da equação homogênea associada :
Então uma solução particular dessa EDO é dada por
Mostra-se que
tttt etytetyetyeyyyy )(,)(,)(, 3212
3
1
2
)()(
)()(
0k
k
t
t
k
s
tyds
sW
sWetY
t
ttt
ttt
ttt
e
eete
eete
etee
tW 4
2
1)(
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Exemplo (2 de 3)
Também,
t
tt
tt
tt
tt
tt
tt
tt
tt
tt
e
ete
ete
tee
tW
ee
ee
ee
tW
t
eet
eet
ete
tW
12
01
0
)(
2
1
0
0
)(
12
21
10
0
)(
3
2
1
Exemplo (3 de 3)
Logo, uma solução particular é
Escolhendo arbitrariamente t0 = 0, obtemos
Mais simplesmente, excluindo termos da solução da
homogênea associada
t
t
s
tt
t
s
tt
t
s
t
t
t s
ss
tt
t s
s
tt
t s
s
t
k
k
t
t
k
s
dseedsetedssee
ds
e
eeeds
e
eteds
e
see
tyds
sW
sWetY
000
000
0
4
2222
3
1
2
42124
44
2
4
12
)()(
)()(
tttt eeteetY 23
1
12
1
2
1
4
1)(
tetY 23
1)(
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