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Tigelas e saladeiras Uma empresa de estampagem fabrica saladeiras e tigelas de aço inoxidável. Para isso utiliza como matéria-prima chapas de aço de tamanho único. Com cada chapa podem-se estampar uma saladeira e duas tigelas, ou então seis tigelas. A firma vende cada saladeira a 80 euros e cada tigela a 25 euros. Cada chapa custa 60 euros. Os restantes custos de produção são fixos e independentes do tipo de produção. Sabe-se, por experiência passada, que não se consegue vender mais do que quatro tigelas por cada saladeira. O número de chapas de aço disponível é 680. Encontrar o plano de produção que maximiza o lucro, admitindo que toda a produção é vendida Resolução Temos dois tipos de chapas: x - chapa para 6 tigela; y - chapa para 1 saladeira e 2 tigelas Restrições 1) 0; 0x y≥ ≥ , não há quantidade de chapas negativas 2) Estão disponíveis 680 chapas: 680x y+ = 3) Por cada saladeira vendem-se, no máximo, 4 tigelas Vejamos que relação deve existir entre os dois tipos de chapas; x e y Chapa x Chapa y Tigela s Saladeira s Relação entre tigelas e saladeiras 1 1 6 1 6 para 1 1 2 10 2 5 para 1 1 3 12 3 4 para 1 1 4 14 4 3,5 para 1 Assim, por cada chapa x deve haver pelo menos 3 chapas y 3y x≤ 1 O lucro, que pretendemos maximizar, é dado pela diferença entre a receita e a despesa: Receita: 25 6x× ; chapas tipo x com 6 tigelas a 25 € cada 80 2 25+ × ; chapas do tipo y , com 2 tigelas a 25€ cada e 1 saladeira a 80€ Despesas: 680 60× ; 680 chapas a 60 € 150 130 60( ) 90 70 L x y x y L x y = + − + = + Representando os gráficos usando o geobebra (ver Tigelas e saladeiras. ggb), verifica-se ser o ponto ( )170,510 que maximiza o lucro, que é 51000 € R: Deverão efectuar-se 170 chapas com 6 tigelas e 510 chapas com 2 tigelas e uma saladeira. Comboios a diesel e eléctricos Um comboio a diesel necessita de um maquinista, um guarda, dois funcionários de limpeza e quatro mecânicos para o pôr em circulação, enquanto que um comboio eléctrico requer um maquinista, dois guardas, um funcionário de limpeza e três mecânicos. Uma determinada linha tem 60 comboios a diesel, 40 comboios eléctricos, 80 maquinistas, 120 guardas, 240 funcionários de limpeza e 240 mecânicos. a) Qual o número máximo de comboios que podem estar em circulação ao mesmo tempo? b) Quantos funcionários podem ser enviados para outras linhas, sem que isso afecte o número máximo de comboios em circulação? c) Se quinze guardas e vinte mecânicos deixarem a empresa, quantos comboios podem ser postos em circulação? d) Se o custo de circulação de um comboio a diesel for 100 u.m./dia e se o custo de circulação de um comboio eléctrico for 150 u. m. /dia quantos comboios de cada tipo conduzem a um custo mínimo? 2 Resolução Vamos construir uma tabela Maquinistas Guardas Funcionários L Mecânicos C. Diesel 1 1 2 4 C. Eléctricos 1 2 1 3 Seja x o número de comboios a diesel e seja y o número de comboios eléctricos. Disponibilidade e consequentes restrições 60 comboios a diesel: 60x ≤ 40 comboios eléctricos: 40y ≤ 80 maquinistas: 80x y+ ≤ 120 guardas: 2 120x y+ ≤ 240 funcionários l. : 2 240x y+ ≤ 240 mecânicos: 4 3 240x y+ ≤ N - número de comboios em circulação Então, x y N+ = a) Representando os gráficos usando o geobebra (ver Comboios-a.ggb), verifica-se que o ponto ( )30,40 que maximiza o número de comboios. Assim podem circular em simultâneo 70 comboios, sedo 30 a diesel e 40 eléctricos. b) A interpretação desta questão levantou-me algumas duvidadas se funcionários se referia a funcionários de limpeza, ou a todos. Vou resolver das duas formas. Funcionários de limpeza. 30 comboios a diesel ocupam 30×2=60 funcionários de limpeza, e 40 comboios eléctricos ocupam 40 funcionários de limpeza. Assim temos 60+40=100 funcionários ocupados. Como a empresa tem 240 funcionários de limpeza, podem ser enviados para outras linhas 240-100=140 funcionários de limpeza. Todos os funcionários Maquinistas 3 Ficam ocupados 70 maquinistas. A empresa tem 80, logo sobram 10. Guardas Ficam ocupados 30+2×40=110 guardas. A empresa tem 120, logo sobram 10 guardas. Mecânicos Ficam ocupados 4×30+3×40=240 mecânicos, ou seja ficam todos ocupados. Assim a empresa poderá enviar para outras linhas 140 funcionários de limpeza, 10 maquinistas e 10 guardas. c) Vamos às condições iniciais fazer as respectivas alterações que são: 120-15=105 guardas: 2 105x y+ ≤ 240-20=220 mecânicos: 4 3 220x y+ ≤ Voltamos ao geogebra (ver comboios-c.ggb) fazendo a representação com as novas condições vemos que o ponto ( )25,40 maximiza o número de comboios. Nestas condições podem ser postos em circulação 65 comboios, sendo 25 a diesel e 40 electricos. d) O custo será dado por 100 150C x y= + O custo mínimo é 0, quando nenhum comboio circula. Esta solução parece-me “sem sentido” numa situação real, mas de acordo com a pergunta, penso que, matematicamente, será essa a resposta. O problema do sumo de fruta 4 Uma empresa de refrigerantes tem que planear a sua produção para o próximo mês. Na composição do refrigerante a fabricar a empresa utiliza duas variedades diferentes de fruta. – tipo I e tipo II – com custos por kg de 20 e 30 cêntimos, respectivamente. Da fruta tipo I extrai-se 0,35 litros de sumo por kg, enquanto na fruta tipo II se extrai 0,6 litros por kg. Cada litro de refrigerante tem que apresentar pelo menos 90% de sumo de fruta e 1 mg de vitamina C. A fruta do tipo I contém 0,5 mg dessa vitamina por kg, enquanto a do tipo II contém 0,75 mg também por kg. Para manter o sabor agradável, em cada 10 litros de sumo não pode haver mais que 8 kg de fruta do tipo I. Descubra qual a mistura de frutas a fazer de modo a minimizar os custos de produção. Resolução Vamos determinar o custo do sumo produzido. Seja x a quantidade (em quilos) do sumo de fruta tipo I e seja y a quantidade (em quilos) do sumo de fruta tipo II. Cada quilo de fruta tipo I custa 0,20 € do qual se aproveita 0,35kg de sumo, então cada quilo de sumo de fruta tipo I custa 40,20 : 0,35 € 7 = . Cada quilo de fruta do tipo II custa 0,30€ do qual se aproveita 0,60 kg de sumo, então cada quilo de sumo de fruta do tipo II custa 0,30 : 0,60 0,50€= O custo de produção do sumo C será dado por 4 1 7 2 C x y= + Vamos determinar o custo mínimo de 1 litro de sumo. Encontrando as proporções de cada tipo de sumo, servem para qualquer quantidade Restrições: Cada litro tem que ter pelo menos 90% de fruta. 5 0,9x y+ ≥ Cada litro tem que ter, pelo menos, 1 mg de vitamina C Cada quilo de fruta tipo I dá 0,35 litros de sumo e 0,5 mg de vitamina C. Então cada litro de sumo de fruta tipo I tem 10 7 mg de vitamina C (usando a proporcionalidade directa). Da mesma forma, cada quilo de fruta do tipo II dá 0,60 litros de sumo e 0,75 mg de vitamina C. Então, cada litro de sumo de fruta tipo II tem 5 4 mg de vitamina C. Então 10 5 1 7 4 x y+ ≥ Em cada 10 litros de sumo não pode haver mais que 8kg de fruta tipo I, isto é, 80%. Como no sumo não há fruta, mas sim, o sumo que se extrai, considero que não se pode usar mais que 0,8kg do tipo I em cada litro de fruta. Então 0,8 kg de fruta tipo I correspondem a 0,28 litros de sumo tipo I (usando a proporcionalidade directa) ( )0.28 0,72 0,28 0x x y x y≤ + ⇔ − ≤ Representando no geogebra (ver sumo de fruta.ggb) verificamos que o ponto ( )0;0,9A corresponde ao custo mínimo. Assim cada litro de sumo deve conter 0,9 litros de sumotipo II. Não se usa o sumo da fruta tipo II. O custo de cada litro de sumo é 0,45€ Assim teremos: 90% de sumo 0,9 1,25 1,125mg× = mg de vitamina C Não há mais de 80% de sumo da fruta tipo I Como alimentar o cachorro sem ir à falência 6 Há no mercado dois tipos de alimentos para cães: O Cão Feliz e O Cão Contente. Cada kg de Cão Feliz custa 10 euros, fornece 300 calorias e 28 unidades de gordura; cada kg do Cão Contente custa 15 euros, fornece 400 g de calorias e 8 unidades de gordura. O Sr. Felizardo possui um cão S. Bernardo e quer alimentá-lo da forma mais económica usando uma mistura desses dois alimentos. Sabe-se que as necessidades de um S. Bernardo de apartamento são de pelo menos 400 calorias e não mais que 28 unidades de gordura. Ajude o Sr. Felizardo a alimentar o seu cão sem ir à falência. Resolução Sejam x e y as quantidades, em quilogramas, de Cão Feliz e de Cão Contente, respectivamente, que o cachorro irá comer por dia. O custo C será dado por 10 15C x y= + , que pretendemos minimizar. Restrições 0x ≥ 0y ≥ Mínimo diário de calorias: 400 cal. 300 400 400x y+ ≥ Máximo diário de unidades de gordura 28 8 28x y+ ≤ Representando no geogebra (ver alimentar o cachorro.ggb) observa-se que o custo mínimo no ponto (0,91;0,32)B Assim o cão deve comer diariamente 0,91kg de Cão Feliz e 0,32kg de Cão Contente. O custo será 0,91 10€ 0,32 15€ 13,80€× + × = Nota Na verdade esta solução dá 28,4 unidades de gordura, que ultrapassa o máximo. Creio que se deve ao arredondamento às décimas do ponto B. 7