Prévia do material em texto
UC ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NA SAÚDE HUMANA Introdução à Nutrição e Dietética e os 10 passos para o Planejamento de Dietas 2020/2 Professoras: Adriana Cândida (adriana.silva@prof.unibh.br) Ângela Sezini (angela.sezini@prof.unibh.br) http://prof.unibh.br http://prof.unibh.br ESPERANÇA, L. M. B.; GALISA, M. S.; NEIDE, N. G. Nutrição e Dietética. Nutrientes. In: GALISA, M. S.; ESPERANÇA, L. M. B.; SÁ, N. G. Nutrição - Conceitos e Aplicações. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2008. Cap.2. p.7-10. HENRIQUEZ-SANCHEZ, P.; SANCHEZ-VILLEGAS, A.; DORESTE-ALONSO, J. et al. Dietary Assessment Methods for micronutrient intake: a systematic review on vitamins. British Journal of Nutrition, v. 102, n. 102, p. S10-S37, 2009. INSTITUTE OF MEDICINE. IOM. Research Methods to Assess Dietary Intake and Program Participation in Child Day Care: Application to the Child and Adult Care Food Program: Workshop Summary. Washington, D.C: The National Academies Press, 2012. 106p. MAHAN, L. K. Krause Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Elsevier, 2018. PHILIPPI, S. T.; AQUINO, R. C. Dietética: Princípios para o planejamento de uma alimentação saudável. Barueri, SP: Manole, 2015. RHEE, J. J.; CHO, E.; WILLETT, W. C. Energy adjustment of nutrient intakes is preferable to adjustment using body weight and physical activity in epidemiological analyses. Public Health Nutr. v.17, n.5, p.1054-60, 2014. Tabela brasileira de composição de alimentos. TACO. NEPA – UNICAMP. 4ed. Campinas: NEPAUNICAMP, 2011. Disponível em: http://www.nepa.unicamp.br/taco/home.php?ativo=home WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO. Methodological approaches to estimating global and regional prevalences of vitamin and mineral deficiences. 2014. 88p. Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/105977/1/9789241506885_eng.pdf?ua=1 ZIEGLER, T. R. Nutrição Moderna de Shils - na saúde e na doença. São Paulo: Manole, 2016. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA http://www.nepa.unicamp.br/taco/home.php%3Fativo=home # Planejamento e prescrição de planos alimentares. # Recomendação, necessidades nutricionais, estudo de dietas adequadas ao crescimento e desenvolvimento. # Planejamento de dietas específicas. # EER e DRI’s. EMENTA # Habilitar para o planejamento dietético para indivíduos e coletividades sadias, aplicando adequadamente as recomendações nutricionais, ajustando-as às condições biológicas, nutricionais e socioeconômicas. OBJETIVO GERAL # Prescrever e avaliar recomendações nutricionais. # Prescrever dietas qualitativas para indivíduos e coletividades sadias. # Prescrever dietas para vegetarianos saudáveis. HABILIDADES DESAFIO 1- Fazer dieta significa emagrecer? 2- A palavra DIETA remete a você algo como restritivo, para emagrecimento, para estética? 3- A DIETA é algo imposto? 4- O que seria: PRESCRIÇÃO DIETÉTICA? # Ramo da ciência da Nutrição que estuda e aplica os princípios e processos básicos da alimentação no organismo humano, permitindo o planejamento, a execução e a avaliação de dietas adaptadas às características biopsicossociais e às culturas e atitudes dos indivíduos (PHILIPPI, 2014a). DIETÉTICA # DIETA: “maneira de viver” em grego. # Historicamente à ligada à restrição de nutrientes, visando suprir carências ou eliminar excessos, inclusão ou exclusão de alimentos. # 1999: Philippi conceitua DIETA como ALIMENTAÇÃO ADEQUADA. CONCEITOS EM DIETÉTICA #ALIMENTAÇÃO: ato voluntário que compreende desde a escolha até a preparação dos alimentos. à Conotação direta com necessidades biopsicossociais e econômicas do indivíduo. #NUTRIENTES: substâncias presentes nos alimentos, indispensáveis ao funcionamento do organismo. CONCEITOS EM DIETÉTICA CONCEITOS EM DIETÉTICA # NECESSIDADES NUTRICIONAIS: quantidade de nutrientes necessárias diariamente de acordo com sexo, idade e condições fisiológicas do indivíduo a fim de: # desenvolver, # manter ou # recuperar o EN. Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 1. INFORMAÇÕES E DADOS ◦ Ouvir o indivíduo para quem será planejada a dieta; ◦ Obter dados sobre: refeições, horários, composição de cada refeição, preferências, aversões, intolerâncias e outras informações relacionadas aos hábitos alimentares; ◦ Considerar a inserção socioeconômica, disponibilidade de alimentos e condições de aquisição e preparo; ◦ Realizar ajustes conforme a identificação de hábitos alimentares inadequados. Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 2. DETERMINAÇÃO DO VALOR ENERGÉTICO TOTAL (VET) ◦ Estimar as necessidades energéticas segundo sexo, idade, peso, estatura e nível de atividade física (NAF). Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 3. SELEÇÃO DAS REFEIÇÕES ◦ Lembrar da importância de uma dieta fracionada; ◦ O número de refeições deve variar entre 4 a 6 refeições/dia; ◦ As refeições que podem compor uma dieta ao longo do dia são: - Café da Manhã, Lanche da Manhã, Almoço, Lanche da Tarde, Jantar, Lanche da Noite (e outros lanches intermediários, se necessários). Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 4. PLANEJAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO VET ◦ Cada refeição pode conter de 5 até 35%, no máximo do VET; ◦ Refeições principais de 20 a 35% e intermediárias de 5 a 15%; ◦ Utilizar a informação de densidade energética para adequada seleção dos alimentos que irão compor as refeições. ◦ Distribuição Energética preconizada para indivíduos sadios (FAO, 2003). Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 4. PLANEJAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO VET ◦ Proteínas: 10 a 35 % do VET ou 0,75g / kg de peso a 1,0g / kg de peso ◦ Lipídios: 20 a 35 % do VET ◦ Carboidratos: 45 a 65% Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 5. SELEÇÃO DE ALIMENTOS E PREPARAÇÕES/REFEIÇÕES ◦ Café da Manhã deve ser composto basicamente por: leite, iogurte, queijo, pães integrais, cereais e/ou outras fontes de carboidratos e frutas; ◦ Almoço e Jantar por: preparação básica (cereais-arroz e leguminosas-feijão e carnes), acompanhamento (verduras e legumes), salada (verduras e legumes cozidos ou crus e fria), bebida (não obrigatória, água ou suco sem açúcar), sobremesa (fruta); ◦ Lanches e outras refeições intermediárias são facultativos, compostas por: pequenas porções de alimentos como leite, iogurte, queijo, pão, cereais ou frutas ou outro grupo, conforme o planejamento e a distribuição programada). Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 6. CONFERIR A DIETA QUANTO À APRESENTAÇÃO (consistência, cor, sabor e temperatura) ◦ Quanto mais colorida mais saudável é a dieta. ◦ A consistência deve ser variada: os alimentos devem ter crocância, consistência e maciez compatíveis com cada grupo de alimento; ◦ Sabor: respeitar as preferências, estimulando a diminuição do sal e açúcar. ◦ A temperatura dos alimentos: deve ser observada para planejar sopas, caldos, sorvetes e preparações culinárias que demandem cocção em forno ou resfriamento em freezer. Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 7. CONFERIR A DIETA SEGUNDO UM GUIA ALIMENTAR ADOTADO (“Pirâmide dos Alimentos”) ◦ Analisar segundo os princípios da pirâmide: variedade, proporcionalidade e moderação; ◦ Considerar aproximadamente a quantidade de porções segundo o VET. Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 7. CONFERIR A DIETA SEGUNDO UM GUIA ALIMENTAR ADOTADO (“PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS”) Programar os grupos alimentares e, ao selecionar, considerar: ◦ Grupo do arroz: selecionar ao menos 1 alimento do grupo INTEGRAL/dia; ◦ Grupo de frutas: selecionar ao menos 1 fruta cítrica/dia; ◦ Grupo de legumes e verduras: variar cores e selecionar ao menos 1 vermelho/alaranjada/dia e 1 verde escura/dia; ◦ Grupo de carnes: selecionar carnes magras e preparações assadas ou refogadas. Peixe pelo menos 1 vez na semana e ovos. Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 8. CONSIDERAR INFORMAÇÕES TÉCNICAS IMPORTANTES ◦ Ajustar o consumo da energia ao nível da atividade física paraatingir e manter o peso adequado; ◦ Consumir uma grande variedade de alimentos para garantir a adequação de nutrientes; ◦ Considerar as necessidades de nutrientes específicos para cada fase do ciclo da vida e selecionar os alimentos fontes destes nutrientes para compor a dieta; ◦ Consumir mais frutas, verduras e legumes, no mínimo, 5 porções/dia; Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 8. CONSIDERAR INFORMAÇÕES TÉCNICAS IMPORTANTES ◦ Consumir menos gordura total (até 35% do VET) e gordura de origem animal (AG saturados) e colesterol (até 300 mg/dia); ◦ Consumir proteínas para atender às necessidades; ◦ Aumentar o consumo de carboidrato total, principalmente polissacarídeos e fibras alimentares; Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 8. CONSIDERAR INFORMAÇÕES TÉCNICAS IMPORTANTES ◦ Consumir água diariamente e fluoretada; ◦ Manter a ingestão adequada de Fe e Ca, consumindo diariamente alimentos fontes; ◦ Consumir açúcar (até 10% do VET), sal (até 5 g/dia) e álcool com moderação; ◦ Consumir café (3 a 4 xícaras pequenas/dia). Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 9. SELEÇÃO DE QUANTIDADES DE ALIMENTOS, PER CAPITA E MEDIDAS USUAIS ◦ Utilizar as tabelas de composição de alimentos e listas de equivalentes com as medidas usuais de consumo para substituição dos alimentos na dieta. Os 10 passos para o planejamento da dieta Passo 10. ESTABELECIMENTO DA RECOMENDAÇÃO NUTRICIONAL ◦ A recomendação nutricional selecionada é a meta quantitativa da dieta e a dieta planejada deve atender 100% da recomendação de todos os nutrientes, segundo idade, sexo e estado fisiológico. CONSIDERAÇÕES GERAIS A alimentação fornece ao organismo substâncias ESSENCIAIS e ENERGIA. ENERGIA (grego: ergon): capacidade de realizar trabalho. Indispensável aos processos metabólicos. CONSIDERAÇÕES GERAIS METABOLISMO: soma de todas as ações e reações químicas que ocorrem na célula (síntese celular, manutenção da temperatura corporal e contração muscular). METABOLISMO ENERGÉTICO: vias utilizadas pelo organismo para obter ENERGIA para a manutenção de seus processos fisiológicos. Unidades de Energia # Caloria (cal): unidade padrão de medida de calor. # Quilocaloria (Kcal): energia calorífica necessária para elevar em 1°C a temperatura de 1,0 Kg de água. # Joule: medida de energia no sistema métrico. 1 kcal = 4,184 KJ ou 1 KJ = 0,239 kcal Energia dos alimentos # Produzida pelas formas monoméricas (glicose, triacilglicerol e aminoácido) dos nutrientes energéticos. # Liberada na forma de ATP (adenosina trifosfato) - “energia” + CO2 + H2O e NH3. # HISTÓRICO: estudos de FRANKLAND(1886) e ATWATER (1916) com bomba calorimétrica. Métodos para determinar o valor energético do alimento CALORIMETRIA DIRETA -Mede diretamente o calor (energia) produzido pelo alimento. -Equipamento: Bomba Calorimétrica (recipiente de metal fechado e imerso em água). #Funcionamento: amostra de alimento é queimada e a elevação da temperatura da água (energia calorífica ou calorias geradas pelo alimento) é medida. #Mede a energia bruta dos alimentos. Valor energético dos nutrientes Os processos de digestão e absorção NÃO são 100% eficientes! CALORIMETRIA INDIRETA - Mede indiretamente o calor (energia) produzido pelo alimento por meio da quantidade de O2 consumido. - Equipamento: Oxicalorímetro #Funcionamento: mede-se a quantidade de O2 necessária para a combustão completa de uma amostra de peso conhecido. Métodos para determinar o valor energético do alimento BALANÇO ENERGÉTICO: relação entre a energia consumida e disponível ao organismo e a energia nos processos fisiológicos. v Índice de Massa Corporal # IMC = Peso (Kg)/Altura (m²) # Medida simples que expressa as reservas energéticas do indivíduo. # Boa correlação com medidas de peso e gordura corporal. # Valores extremos x doenças. # Aplicação individual deve ser feita com cuidado. CHEMIN; MURA, 2008; MAHAN, 2005 1º) Calcular o IMC 2º) Encontrar o IMC médio (p50 ou Escore-z 0) para o sexo e a idade da criança/adolescente avaliada na tabela da OMS (2006/07). 1º) Calcular o IMC 2º) Encontrar o IMC médio (p50 ou Escore-z 0) para o sexo e a idade da criança/adolescente avaliada na tabela da OMS (2006/07). CLASSIFICAÇÃO DE ADULTOS COM BASE NO IMC IMC (Kg) PRINCIPAIS PONTOS DE CORTE <16,0 MAGREZA GRAVE 16,0 – 16,99 MAGREZA MODERADA 17,0 – 18,49 MAGREZA LEVE <18,5 Abaixo do Peso 18,50 – 24,99 Normal ≥25,0 Sobrepeso 25,0 – 29,99 PRÉ-OBESO ≥30,0 Obesidade 30,0 – 34,99 OBESIDADE CLASSE I 35,0 – 39,99 OBESIDADE CLASSE II ≥40,0 OBESIDADE CLASSE III Fonte: adaptada de WHO, 1995; 2000, 2004. #Calcula-se da mesma forma, mas avalia-se segundo pontos de corte estabelecidos por The Nutrition Screening Initiative, 1994. ESTADO NUTRICIONAL IMC (kg/m²) Magreza < 22 Eutrofia 22 – 27 Sobrepeso > 27 Fonte: The Nutrition Screening Initiative (1994). CUPPARI, 2014; ROSSI et al, 2017 Componentes do Gasto Energético TAXA METABÓLICA BASAL (TMB) ou GEB # A TMB deve ser medida logo cedo, antes da pessoa ter realizado qualquer atividade física, e de 10 a 12 horas após ingestão de qualquer alimento, bebida ou nicotina. # Fora destas condições, o gasto energético deve ser indicado como a taxa metabólica de repouso (TMR) à são de 10 a 20% maiores que a TMB. Componentes do Gasto Energético FATORES QUE INFLUENCIAM O METABOLISMO BASAL #Área de superfície: ↑ área corpórea = ↑ necessidade de calor #Sexo: ↓ 5 a 10% nas mulheres #Gravidez: ↑ atividade dos órgãos #Idade: ↑ 1° e 2° ano, puberdade, vida adulta (↓ 2%/década). #Composição corporal: ↑ tecido adiposo = ↓ TMB #Glândulas endócrinas: hipotireoidismo (↓ 30 a 40%), hiper (↑ até 80%) #Estado nutricional: ↓ desnutridos #Clima: ↑ climas frios #Febre: ↑ 13% = cada grau acima de 37°C GASTO ENERGÉTICO DO REPOUSO # É a energia despendida nas atividades necessárias para manter as funções corporais normais e homeostase. O que pode influenciar o GER? ü Tamanho corporal ü Composição corporal ü Idade ü Sexo ü Estado Hormonal ü Outros: cafeína, nicotina, álcool (estimulam a taxa metabólica). Componentes do Gasto Energético EFEITO TÉRMICO DOS ALIMENTOS (termogênese induzida pela dieta, ação dinâmica específica e efeito específico do alimento) # Aumento do gasto energético durante a digestão dividido pelo conteúdo energético do alimento consumido. O que afeta o ETA? ü Varia de acordo com a combinação da dieta, sendo maior após o consumo de carboidratos e proteínas que o de gordura. ü Os alimentos condimentados intensificam e prolongam o efeito do ETA. Componentes do Gasto Energético TERMOGÊNESE INDUZIDA PELA DIETA (TID) # A TID varia de: ü 5 a 10% para carboidratos, ü 0 a 5% para lipídios, e ü 20 a 30% para proteínas. # O consumo de uma dieta mista geralmente implica num aumento equivalente a 10% do conteúdo energético da dieta. # A TID pode resultar em um aumento considerável no GER durante as horas que sucedem a ingestão de uma refeição. Componentes do Gasto Energético Componentes do Gasto Energético TERMOGÊNESE POR ATIVIDADE (TA) # É a energia gasta durante exercício físico e esportes. # A energia gasta durante as atividades do dia a dia é chamada de Termogênese por Atividade de Não-Exercício (TANE). #Opção que avalia todas as atividades em 24 horas: MET compendium #MET: equivalente metabólico, múltiplo da TMB, que equivale à energia suficiente para um indivíduo se manter em repouso, representado na literatura pelo consumo de oxigênio (VO2) de, aproximadamente, 3,5 mL/kg/min. Cálculo do MET compendium * Outras atividades Somar todas as horas de atividades relatadas e, se não completar as 24 horas, colocar a diferença como “outras atividades”. Atividade MET/hora Hora/dia MET x hora Dormir 0,9 8 7,2 Assistir TV 1,0 2 2 Leitura 1,3 1 1,3 Computador 1,8 2 3,6 Deslocamento a pé 4 0,5 2 Alimentação e banho 1,5 3 4,5 Musculação3,5 1,5 5,25 Corrida 6,0 2 12 Outras atividades* 1,3 4 7,8 TOTAL 24 45,65 Cálculo do Fator de Atividade = FA = 45,65 / 24 = 1,90 Exemplo do cálculo do MET 1) Mulher, 65 kg, GEB = 1850 calorias. GET = GEB x FA (MET) GET = 1850 x 1,90 GET = 3515 calorias / dia Transformação MET em calorias # Mulher, 65 kg, GEB = 1850 calorias # Atividades: 1 hora e 30 min de musculação (MET = 3,5) 2 horas corrida (MET = 6) # Cálculo de calorias para cada atividade física: MET x Peso x tempo § Musculação = 3,5 x 65 x 1,5 = 341 calorias § Corrida = 6 x 65 x 2 = 780 calorias # Total de calorias da atividades físicas (341+ 780) = 1121 calorias # GET = GEB + Total de calorias da AF § GET = 1850 + 1121 § GET = 2971 calorias/dia MÉTODOS QUE DETERMINAM O METABOLISMO BASAL ADM: Método realizado a partir da ingestão de água contendo isótopos estáveis de hidrogênio e oxigênio, que são misturados com a água corporal. #As taxas de perda de hidrogênio e oxigênio são medidas pelo declínio de suas concentrações em algum fluido do corpo, geralmente a urina. Calorimetria Indireta § Acurácia: 95 a 98% § Respirômetros: Quociente Respiratório § Água Duplamente Marcada Calorimetria Direta § Acurácia: 98 a 99% § Calorímetro GASTO ENERGÉTICO TOTAL (GET) FAO 2004 GET 2007 EER – Necessidade Estimada de Energia (Estimated Energy Requirement) #Média de ingestão energética dietética a qual mantém o equilíbrio energético em adultos saudáveis com idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física de acordo com o bom estado de saúde. #Equações foram desenvolvidas para o indivíduo de peso normal (IMC de 18,5 a 25 kg/m2), de 0 a 100 anos de idade, baseando-se em dados de gasto energético medidos pela técnica de água duplamente marcada. #Para crianças e mulheres grávidas ou lactantes, o EER inclui as necessidades de deposição de tecido ou de secreção de leite a uma taxa consistente a um bom estado de saúde. Conduta Nutricional Aplicada Estimated Energy Requirement (IOM, 2005) – Crianças SEM EXCESSO DE PESO Meninos 3 a 8 anos Meninas 3 a 8 anos 0 a 3 anos Estimated Energy Requirement (IOM, 2005) – Crianças SEM EXCESSO DE PESO Meninos 9 a 18 anos Meninas 9 a 18 anos Conduta Nutricional Aplicada Estimated Energy Requirement (IOM, 2005) – Crianças COM EXCESSO DE PESO Meninos 3 a 18 anos Meninas 3 a 18 anos Conduta Nutricional Aplicada EER X IMC Adultos SAUDÁVEIS/ SOBREPESOS Estimated Energy Requirement (IOM, 2005) – Critérios para classificação do NAF KCAL/KG OBRIGADA e até a próxima