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Ana Carolina Gouveia 40 Período/2021 → Definição • O termo dispneia significa respiração difícil. Por isso pode ser sintoma, quando a dificuldade em realizar o ato respiratório é percebido por quem o executa, ou sinal se notado por um examinador. → Mecanismos de dispneia • Demanda excessiva de ventilação ▪ Gravidez ▪ Exercício ▪ grandes altitudes ▪ anemia -> paciente tem pouca hemácia para realizar a troca ▪ hipertireoidismo ▪ ansiedade ▪ insuficiência pulmonar alveolocapilar ->ex: pneumonia faz isso, dificulta a troca do capilar para o alvéolo, por causa da síndrome de condensação, devido a secreção. Outro exemplo é TEP (tromboembolia pulmonar) porque o problema está no capilar, o trombo obstrui a artéria e não deixa o sangue chegar no capilar naquela região, então não há troca, o alvéolo está ventilando bem, mas não tem sangue passando por aquele alvéolo, • Distúrbios ventilatórios ▪ Neuromuscular: doenças que levam a fraqueza muscular progressiva, consequentemente você não realizar os movimentos respiratórios que dependem de musculatura, então você não consegue encher seu pulmão de ar – Esclerose lateral amiotrófica ▪ Restritivo: ex: derrame pleural ou pneumotórax – muito líquido/ar dentro da pleura o que dificulta a expansão do pulmão ▪ Obstrutivo: ex: doença pulmonar obstrutiva crônica/enfisema ou até mesma a asma – inflamação e espasmos dos brônquios dificulta a entrada de ar. ▪ misto Dispneia → Escala • Essa escala nos ajuda a estagiar se é uma doença que está no seu início ou avançada, e geralmente nos do prognóstico, então grau de dispneia 1 tem melhor prognóstico que grau 3 por exemplo. • Paciente com grau 3 ou 4 tem uma vida bem limitada. • Essa é uma outra classifica da OMS, que é uma modificação da classificação da New York Heart Association de insuficiência cardíaca: → Dados importantes na anamnese • Início • Modo de instalação (agudo/ crônico) • Duração • Fatores desencadeantes (esforço/ clima/ ocupação) • Números de crise/ períodos • Intensidade (Usar escalas) • Fatores associados (Dor/tosse/ sibilos (chiado)) • Fatores que melhoram (Repouso/ posição/ remédio) → Caso Clínico 1- J.S.C, 62 anos, lavrador, negro, católico, natural e morador da zona Rural de Valença. QP: “Muita falta de ar doutor” HDA: Paciente iniciou quadro de dispneia há +- 6 meses, aos esforços extra habituais, como subir morro da sua propriedade carregando suas ferramentas de trabalho, sendo necessário parar para descansar no meio da subida. Há 3 meses notou piora do sintoma, sendo necessário interromper suas atividades corriqueira como regar a horta, várias vezes durante o dia. Há 1 mês passou a acordar no meio da madrugada com dispneia súbita (DISPNÉIA PAROXÍSTICA NOTURNA), sendo necessário levantar-se e caminhar até a janela para obter alívio. Na última semana passou a dormir sentado com auxílio de vários travesseiros, pois decúbito lhe causava dispneia (ORTOPNEIA). Hoje paciente apresentou piora, com dispneia em repouso associada à sibilância, tosse e expectoração rósea (EDEMA AGUDO DE PULMAO), sendo então trazido ao P.S por familiares. − Analisando a HDA: A cronologia evidencia que a dispneia é um sintoma que veio evoluindo cada vez pior, uma doença crônica. O que podemos notar em relação ao sintoma é que ele começou com uma dispneia aos esforços e evolui para um quadro de dispneia em repouso. − Hipótese diagnostica: Insuficiência cardíaca congestiva -> Essa HDA é típica: começa dispneia por esforços, cada vez ele tolera menos esforço, até que ele começa se autolimitar e então começa a dispneia de repouso, começa a ter dispneia paroxística noturna, ortopneia. 2- QP-´´To com uma canseira danada´´. HDA: Paciente masculino 70 anos, procura o ambulatório com queixa de dispnéia, iniciada há aproximadamente 02 anos, inicialmente a esforços extra habituais como andar rápido e subir ladeiras, tendo progredido há 01 ano para esforços habituais como andar 200 metros no plano e atualmente a pequenos esforços como deambular dentro de sua casa. Desde o início a dispneia vem acompanhada de tosse, sendo que pela manhã ao acordar expectora grande quantidade de secreção hialina, porém notou que nos últimos dias a secreção tornou – se mais espessa e amarelada e tem sibilado especialmente a noite, além de ser necessário dormir com 3 travesseiros para respirar melhor. − Analisando a HDA: o início da HDA marca uma dispneia de caráter progressivo, lento e que nos últimos dias se intensificou porque aquela tosse com a secreção mucoide hialina, passou a tornar-se amarelado acompanhado com o quadro de sibilância (chiado) e apresenta ortopneia. ->HDA típica de enfisema pulmonar. − Hipótese Diagnostico: esse quadro clínico tem mais cara de doença pulmonar-> porque é uma dispneia de caráter evolutivo, mas ocorre de maneira mais lenta, a IC geralmente evolui mais rápido. O paciente com enfisema ou bronquite aquela dispneia mais lenta, tosse, sibilância, hora ou outra a tosse piora com mudança da secreção, especialmente quando um paciente exacerba uma DPOC com um quadro infeccioso bacteriano ou viral, então ele tem uma piora. DPOC: Consegue recuperar mais fácil do que insuficiência cardíaca, 3. QP:´´To com falta de ar e sem disposição``. HDA: Paciente 30 anos, vem ao ambulatório queixando -se de dispneia aos esforços como realizar as atividades domésticas, há 3 meses, com piora nos últimos 30 dias, associado a sonolência e fadiga muscular. Como antecedente patológico referiu ser portadora de miomatose uterina e na história fisiológica relatou sangramento uterino anormal. Ao exame notou se paciente hipocorada (3+/4+) Analisando HDA: há a sensação de dispneia aos esforços, associado a sonolência, cansaço, fadiga muscular. Essa paciente durante a fase menstrual ela possui um volume menstrual maior e mais duradouro. ->HDA típica de anemia 4. QP: ´´To com a respiração curta doutor/a´´. Paciente 24 anos procura o ambulatório da fmv com queixa de dispneia aos esforços habituais há 15 dias, acompanhada de tosse não produtiva e sibilância, que costuma melhorar com o uso de medicação em spray e piorar durante a noite, sendo necessário uso de 3 travesseiros para dormir. A moléstia tem um caráter recidivante, sempre com piora nos meses mais frios do ano. Analisando HDA: com essa história clássica a principal hipótese diagnostico poderia ser asma, ele é jovem, teve dispneia aos esforços a 15 dias, tosse não produtiva (tosse de cachorro), e acompanhado de sibilância, normalmente melhora com o beta 2 agonista e tem piora em momentos do ano e possui ortopneia -> HDA típica de asma. 5. QP:´´To com muita falta de ar doutor/a``. HDA:Paciente feminina 26 anos procurou o P.S. com quadro de dispneia súbita, iniciada hoje a tarde, associada a dor em pontadas no hemitórax esquerdo, que piora com a inspiração. Analisando HDA: a palavra-chave dessa HDA é dispneia SÚBITA, iniciada hoje à tarde, ou seja, de manhã ela não tinha nada, começou a tarde, paciente jovem. Obs: dispneia súbita a gente pensa em T.E.P e pneumotórax (existe de modo espontânea, o ar entra na pleura de maneira espontânea).