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ACESSE AQUI ESTE MATERIAL DIGITAL! LUCIANO VIGNOCHI TENDÊNCIAS EM RECURSOS HUMANOS Coordenador(a) de Conteúdo Daniele de Lourdes Curto da Costa Projeto Gráfico e Capa Arthur Cantareli Silva Editoração Camila Luiza Nardelli; Caroline Casarotto Andujar; Daiane Victória Maass e Edinei Tomelin Design Educacional Barbara Neves Curadoria Maíra Vanessa Revisão Textual Carla C. Farinha; Meyre Aparecida Barbosa e Sarah Cocato Ilustração Bruno Pardinho e Geison Ferreira Fotos Shutterstock Impresso por: Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722. Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a). Núcleo de Educação a Distância. VIGNOCHI, Luciano. Tendências em Recursos Humanos / Luciano Vignochi. - Florianópolis, SC: Arqué, 2023. 220 p. ISBN papel 978-65-6083-024-0 ISBN digital 978-65-6083-019-6 “Graduação - EaD”. 1. Recursos 2. Humanos 3. EaD. I. Título. CDD - 658.3 EXPEDIENTE Centro Universitário Leonardo da Vinci.C397 FICHA CATALOGRÁFICA 581340 RECURSOS DE IMERSÃO Utilizado para temas, assuntos ou conceitos avançados, levando ao aprofundamento do que está sendo trabalhado naquele momento do texto. APROFUNDANDO Uma dose extra de conhecimento é sempre bem-vinda. Aqui você terá indicações de filmes que se conectam com o tema do conteúdo. INDICAÇÃO DE FILME Uma dose extra de conhecimento é sempre bem-vinda. Aqui você terá indicações de livros que agregarão muito na sua vida profissional. INDICAÇÃO DE LIVRO Utilizado para desmistificar pontos que possam gerar confusão sobre o tema. Após o texto trazer a explicação, essa interlocução pode trazer pontos adicionais que contribuam para que o estudante não fique com dúvidas sobre o tema. ZOOM NO CONHECIMENTO Este item corresponde a uma proposta de reflexão que pode ser apresentada por meio de uma frase, um trecho breve ou uma pergunta. PENSANDO JUNTOS Utilizado para aprofundar o conhecimento em conteúdos relevantes utilizando uma linguagem audiovisual. EM FOCO Utilizado para agregar um conteúdo externo. EU INDICO Professores especialistas e convidados, ampliando as discussões sobre os temas por meio de fantásticos podcasts. PLAY NO CONHECIMENTO PRODUTOS AUDIOVISUAIS Os elementos abaixo possuem recursos audiovisuais. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. 153 4 153U N I D A D E 3 TENDÊNCIAS EM BENEFÍCIOS CORPORATIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .154 O FUTURO DO TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .174 MELHORES PRÁTICAS DE RH . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .194 7U N I D A D E 1 DESAFIOS ATUAIS PARA GESTÃO DE PESSOAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 NOVAS HABILIDADES PARA O MERCADO DE TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA ATUALIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 85U N I D A D E 2 TENDÊNCIAS PARA RECRUTAMENTO E SELEÇÃO (R&S) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 TENDÊNCIAS PARA TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . .110 TENDÊNCIAS PARA LIDERANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .130 5 SUMÁRIO UNIDADE 1 MINHAS METAS DESAFIOS ATUAIS PARA GESTÃO DE PESSOAS Identificar as características das gerações X, Y, Z. Reconhecer as diferenças entre as gerações X, Y e Z. Compreender como as gerações X, Y e Z se comportam no trabalho. Conhecer o fenômeno da mudança ambiental. Entender o fenômeno da mudança no âmbito organizacional. Examinar as necessidades de adaptação organizacional às mudanças ambientais. Apontar os desafios da gestão de pessoas frente às recentes mudanças ambientais e no mercado de trabalho. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1 8 INICIE SUA JORNADA Olá, estudante! A sociedade, as organizações e as pessoas são influenciadas e influenciam mudanças ambientais por intermédio de um constante processo evolutivo. O fenômeno da Globalização, desde a segunda metade do século XX, por exemplo, faz da Terra um “planeta sem fronteiras”. A Internet e as ferramentas de mídia digital tornaram as pessoas mais co- nectadas, independente do ponto geográfico em que se localizam. Você já parou para pensar no quanto tais mudanças realmente influenciam as organizações produtivas e o mundo de trabalho? As quatro fases da Revolução Industrial e as ondas da Revolução Tecnoló- gica, desde a mecanização do trabalho até a descoberta das tecnologias digitais, impuseram às organizações o desafio de progressivamente inovar em processos e produtos. Mudanças no comportamento humano e no ambiente de trabalho são afetadas pela tecnologia e determinam os modos das organizações atuarem em uma realidade complexa. Na atualidade, pessoas de diferentes gerações, com diferentes valores e expe- riências com o uso da tecnologia, convivem nos mesmos ambientes de trabalho. Isso pode gerar o que chamamos de conflito geracional no ambiente de trabalho. Por exemplo, podem ocorrer situações em que pessoas mais jovens da Era Digi- tal encontram colaboradores acomodados a métodos tradicionais de trabalho. Enquanto os mais jovens podem ser ávidos por utilizarem tecnologias da infor- mação para tornar seu trabalho mais ágil e efetivo, os mais tradicionais podem resistir à adoção dos recursos tecnológicos das últimas décadas. Fato é que organizações do passado têm encontrado dificuldades em reter novos talentos no ambiente de trabalho. Isso se dá, em parte, pelas facilidades que a Revolução Digital agregou ao mundo do trabalho, como: agilidade nos processos de comunicação interna e externa; flexibilidade de horários; ganhos compartilhados; autonomia na carreira; dentre outras. Portanto, os desafios atuais para gestão de pessoas envolvem adaptação às mudanças ambientais para não só reter trabalhadores, mas também melhor aten- der às demandas de uma sociedade em ampla evolução tecnológica. E é sobre isso que iremos tratar nesta seção temática das tendências em Recursos Humanos. Venha com a gente conhecer esses desafios! UNIASSELVI 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 VAMOS RECORDAR? Assista a este vídeo e relembre as fases da Revolução Industrial; entenda as princi- pais implicações da evolução tecnológica ao longo dessas fases e suas consequên- cias para os trabalhadores. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . DESENVOLVA SEU POTENCIAL OS BABY BOOMERS E AS GERAÇÕES X, Y E Z A grande quantidade de jovens que ingressam no mercado de trabalho na atuali- dade tem despertado curiosidade dos estudiosos no mundo organizacional (CO- MAZZETTO et al., 2016). O estudo das diferentes gerações ativas no mercado de trabalho, a que chamamos baby boomers, Geração X, Geração Y e Geração Z, é fundamental por conta das diversas formas de agir, pensar e ver o mundo (COMAZZETTO et al., 2016; MOREIRA, 2022), e a administração satisfatória das diferenças geracionais pode gerar importantes ganhos às organizações. Uma geração pode ser entendida como um grupo que compartilha os mesmos anos de nascimento e viveu os mesmos acontecimentos sociais que formaram um conjunto de crenças, valores e prioridades comuns (COMAZZETTO et al., 2016). Esse conjunto se manifesta em comportamentos e ações observadas em deter- minadas sociedades, organizações e grupos em um período histórico específico. A divisão e classificação de grupos geracionais no entendimento de Comaz- zetto et al. (2016) e Moreira (2022) podemlevar em consideração a ampla gama de soft skills listada nos estudos sobre o assunto. Portanto, vamos nos ocupar de identificar as habilidades mais recentes e compatíveis com as necessidades das organizações. Para isso, primeiramente, vamos buscar argumentos que possam facilitar o seu entendimento das atuais habilidades de relacionamento em des- taque no mundo do trabalho. O estudo realizado por Shakespeare et al. (2007) ampliou as orientações aca- dêmicas para a elaboração de currículos, incluindo qualificações práticas que são relevantes e adequadas aos objetivos da organização. Segundo o estudo, os empregadores buscam profissionais capazes de praticar as habilidades técnicas da profissão com seus pares e clientes de modo confiante. Para isso, é preciso que as hard skills estejam acompanhadas das seguintes habilidades: ■ intrapessoais (características do indivíduo): iniciativa, autorreflexão, planejamento e organização; e ■ de relacionamento: comunicação escrita e verbal, colaboração, trabalho em equipe e liderança. Tais habilidades, ou soft skills, além de viabilizarem desempenhos técnicos sa- tisfatórios, garantem a consolidação da identidade profissional necessária para adquirir confiança (SHAKESPEARE et al., 2007). Esse é um ponto que queremos destacar como argumento para a consolidação das competências profissionais. 4 8 Em outras palavras, o fato de ser tecnicamente competente não é suficiente por si só. É crucial saber aplicar seu conhecimento profissional de forma ade- quada, trabalhando em equipe com colegas e atendendo às necessidades dos clientes. Porém, equilibrar suas habilidades técnicas com a sua abordagem pes- soal permitirá que você se torne um profissional confiante e seguro ao navegar pelos ambientes organizacionais. Isso posto, vamos passar a conhecer mais sobre o assunto no que se refere ao contexto atual do mundo do trabalho. Vale relembrar as características mais marcantes que influenciam as relações de trabalho hoje: globalização, ampla utilização de recursos da tecnologia da informação e comunicação, dinamismo, mudança, incerteza e fluidez. Ainda pensando nas soft skills mais procuradas pelo mercado de trabalho atual, continuemos o raciocínio. Partindo da constatação de que o desenvolvimento das soft skills depende majoritariamente da vontade de aprender, conforme estudamos anteriormente, Charoensap-Kelly et al. (2016) avaliaram a eficácia de programas de capacitação na melhoria do relacionamento interpessoal de trabalhadores. O estudo procurou encontrar relações entre estilos pessoais, assertividade, responsividade e comuni- cação interpessoal. O principal achado do estudo é que a flexibilidade em relação ao estilo pessoal melhora as três habilidades e as relações interpessoais no trabalho. Formar uma identidade profissional significa adquirir segurança no que se sabe, no que se diz e no que se faz. É uma virtude que pode despertar o interesse dos contratantes, caso seu perfil esteja de acordo com o esperado. Para saber mais sobre a flexibilidade e sua influência no estilo profissional, leia o artigo “Associações entre estilos cognitivos, flexibilidade e perfil de lider- ança empreendedora de universitários” (VIGNOCHI et al., 2020), que trata das relações entre estilos pessoais de solução de problemas, flexibilidade, liderança e empreendedorismo de carreira. Recursos de mídia disponíveis no conteú- do digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 4 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Brown (2018) estudou fatores de sucesso na carreira em um mundo de intensas e velozes transformações. Segundo seu estudo, as variáveis de sucesso mudaram, e o desenvolvimento pessoal vitalício se tornou um imperativo por conta das constantes demandas de transição de função. Baseado em um programa de ensino on-line, elenca as seguintes habilidades necessárias para o trabalhador do século XXI: atenção plena, diálogo, colabo- ração e comunicação. Essas habilidades são cruciais na preparação dos novos profissionais para liderar, cooperar e trabalhar de modo efetivo em uma comu- nidade global em que a diversidade é uma variável influente. Para concluir a resposta à nossa pergunta inicial, vamos apoiar nossos ar- gumentos no trabalho de El Messaoud (2021), que investigou as soft skills com enfoque na conexão entre sala de aula e mundo do trabalho. Segundo o estudo, há uma tendência ao aumento do desemprego, por conta de uma lacuna entre a visão empreendedora do mundo das organizações e a formação universitária. Há uma desconexão entre a academia e o mundo dos negócios, por exemplo. Universidades tendem a focar em hard skills, enquanto as empresas preocu- pam-se com o desenvolvimento das soft skills necessárias para o exercício do empreendedorismo na carreira (EL MASSAOUD, 2021). O fato de a estabilidade de emprego já ser coisa do passado, por conta das mudanças sociais intensas da atualidade, causadas, principalmente, pelo aumento da competitividade e pela revolução digital, força os profissionais a aprenderem a ser protagonistas e criadores da própria carreira. Isso significa saber empreender e liderar (VIGNOCHI et al., 2020). Visando a aplicar as soft skills em destaque no mundo atual do trabalho, temos: habilidade de comunicação, flexibilidade, solução de problemas, capacidade decisória, velocidade de resposta, saber trabalhar em equipe, empreendedorismo de carreira e liderança. NOVOS DESAFIOS Na epígrafe citada anteriormente, verificamos a previsão de intensificação da relevân- cia do aperfeiçoamento em soft skills como um desafio para o profissional do futuro. O desenvolvimento vitalício de carreira, ou life long learning, já é uma realidade. 5 1 A tecnologia digital, que gradativamente é inserida nas atividades de trabalho, a internacionalização das relações de trabalho na “aldeia global” e a diversidade de gênero, culturas, raças e estilos de vida são fatores extremamente influentes nesse cenário. Exige que os profissionais saibam comunicar-se de modo claro e efetivo em mais de uma língua, interajam intensamente para solucionar problemas e tomar decisão em equipe, bem como estejam atentos às exigências do momento. Em breve, o trabalho virtual e o trabalho híbrido (no local e on-line) será uma realidade consolidada. Essas diferenças de contexto agravam as dificuldades e tornam mais imperativa a habilitação em soft skills, mantendo a qualidade da formação técnica. Nesse sentido, a construção de programas de capacitação continuada com foco no aprendizado pela vivência coletiva, autorreflexão e experimentação é um tema emergente, demandado na área de recursos humanos. Cabe ao profissional do futuro a iniciativa de buscar alternativas para em- preender na carreira, ou seja, ser o protagonista da formação de sua identidade profissional, para atrair a atenção das organizações do novo milênio. UNIASSELVI 5 1 VAMOS PRATICAR 1. Saber fazer as coisas certas, da forma correta e efetiva tornou-se um imperativo no atual contexto do trabalho. No atual contexto econômico, ser hábil no trabalho significa agir de acordo com as técnicas e comportamentos necessários para realizar as atividades. A respeito do conceito de habilidades em recursos humanos, assinale a alternativa correta: a) As habilidades se restringem aos comportamentos esperados no trabalho. b) As habilidades podem ser nomeadas como soft skills, já que guardam estreita relação com o conhecimento técnico. c) As habilidades podem ser nomeadas como hard skills, já que guardam estreita relação com aptidões comportamentais. d) As habilidades, na atualidade, são nomeadas pelo termo original skills para direcionar o enfoque conceitual àquelas requeridas pelas empresas do contexto globalizado. e) Não há diferença entre os conceitos de habilidade e competência, uma vez que, no mundo do trabalho atual, as competências individuais se restringem às habilidades. 2. Segundo Shakespeare et al. (2007), os empregadores buscam profissionaiscapazes de praticar as habilidades técnicas da profissão com seus pares e clientes de modo confiante. Para isso, é preciso que as hard skills estejam acompanhadas de habilidades Intrapessoais e de relacionamento. Fonte: SHAKESPEARE, P. et al. Soft skills, hard skills and practice identity. The Open University’s Centres for Excellence in Teaching and Learning, 2007. A respeito das habilidades intrapessoais e interpessoais e seu papel no novo contexto de trabalho, avalie as afirmativas: I - Saber trabalhar em equipe é essencial no novo contexto de trabalho, pois decisões em grupos e coletivos auxiliam as organizações no enfrentamento da complexidade econômica da sociedade global. II - A identidade profissional é formada apenas pelas habilidades intrapessoais, por isso, não é relevante no atual contexto do trabalho. III - A autorreflexão, uma habilidade interpessoal, auxilia no processo de decisão em equi- pe, tornando as respostas mais assertivas em atividades laborais de longo prazo. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 5 1 VAMOS PRATICAR 3. Desde o final do século XX, o acirramento da competitividade no mercado global, cau- sado pela intensificação da conexão entre países tornou o conhecimento um insumo essencial para a geração de riqueza, sustentabilidade econômica e vantagem compe- titiva nas organizações. A respeito da relevância do gerenciamento do conhecimento na formação das compe- tências organizacionais, assinale a alternativa correta. a) Organizações que sabem gerenciar o conhecimento como fonte de vantagem competi- tiva baseiam suas ações estratégicas em competências alinhadas com o contexto atual. b) Organizações que sabem gerenciar o mercado como fonte de vantagem competitiva baseiam suas ações estratégicas em conhecimentos e experiências do passado. c) Organizações que sabem gerenciar o mercado como fonte de renda baseiam suas ações sociais em conhecimentos e experiências do passado. d) Somente as experiências do passado são relevantes para que uma organização ge- rencie o conhecimento de modo satisfatório. e) O conhecimento de mercado é uma competência organizacional pouco relevante na atualidade. 5 1 REFERÊNCIAS AGUILAR, L; SOUZA, R. B. Uma breve análise do potencial da formação continuada como ins- trumento para o desenvolvimento das competências e habilidades requeridas pelo mercado de trabalho. Revista de Gestão e Secretariado, v. 10, n. 1, p. 1-25, 2019. AMAZON Brazil Group. Missão, visão, valores e princípios. Disponível em: https://amazon- brg.com.br/principios?lang=pt. Acesso em: 04 set. 2023. ASBARI, M. et al. Impact of hard skills, soft skills and organizational culture: lecturer innova- tion competencies as mediating. EduPsyCouns: Journal of Education, Psychology and Counseling, v. 2, n. 1, p. 101-121, 2020. BANOV, M. R. Recrutamento e seleção com foco na transformação digital. Rio de Ja- neiro: Atlas, 2020. E-book. BROWN, L. S. Soft skill development in the higher education curriculum: a case study. IUP Journal of Soft Skills, v. 12, n. 4, p. 7-29, 2018. CHAROENSAP-KELLY, P. et al. Evaluation of a soft skills training program. 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Human resource development quarterly, v. 22, n. 1, p. 111-122, 2011. LEVY-LEBOYER, C; PRIETO, J. M. Gestión de las competencias. Barcelona: Gestión, 1997. 5 4 REFERÊNCIAS MAXIMILIANO, A. C. A. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MORAIS, R. S. de. O profissional do futuro: uma visão empreendedora. Barueri: Minha Edi- tora, 2013. E-book. MCSHANE, S. L. Comportamento organizacional. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. ROBBINS, S. P. A nova administração. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2020. SABBAG, P. Y. Competências em gestão. Rio de Janeiro: Alta Books, 2018. SHAKESPEARE, P. et al. Soft skills, hard skills and practice identity. The open university’s centres for excellence in teaching and learning. WACE, 2007. SPENCER. M; SPENCER, S. M. Competency at work. New York: John Wiely & Sons, 1993. VIGNOCHI, L; LEZANA, Á. G. R; PAINES, P. Associações entre estilos cognitivos, flexibilidade e per- fil de liderança empreendedora de universitários. Revista Alcance, v. 27, n. 3, p. 276-292, 2020. 5 5 1. Opção D. O termo soft skills foi adotado para caracterizar o enfoque nas principais com- petências do contexto global, ou seja, de relacionamento. As habilidades podem ser téc- nicas e de relacionamento. As soft skills correspondem a habilidades de relacionamento interpessoal. As habilidades podem ser nomeadas como hard skills (técnicas) e soft skills (de relacionamento). As habilidades correspondem à capacidade de saber fazer, da aplicação técnica, da experiência nas atividades profissionais, enquanto o termo “com- petência” corresponde à soma de conhecimentos, habilidade e atitudes que tornam um profissional competitivo, embora as habilidades de relacionamento ou soft skills tenham ganhado maior evidência. 2. Opção A. A afirmativa I está correta, porque, no atual contexto de trabalho, a complexida- de dos problemas exige que diferentes pessoas compunham decisões em conjunto para solucioná-los de modo satisfatório, devido à multiplicidade de ideias e à possibilidade de consenso. A Afirmativa II está incorreta, porque a identidade profissional é formada pelo somatório das habilidades técnicas, intrapessoais e interpessoais, e ambas compõem a identidade de um profissional. A Afirmativa III está incorreta, porque a autorreflexão é uma habilidade interpessoal, ainda que influencie os relacionamentos com os outros. Além disso, na atualidade, o longo prazo não é uma característica marcante das atividades laborais. 3. Opção A. O conhecimento é fator crucial para o sucesso das organizações em uma so- ciedade atual repleta de informações e conectada. As experiências do passado não são suficientes para compreender o mercado; é necessário que sejam criativas e inovativas mediante a dinâmica dos mercados atuais. Experiências do passado e novos conheci- mentos são necessários para uma organização ser capaz de enfrentar o novo. Vivemos na era da informação e do conhecimento. GABARITO 5 1 MINHAS ANOTAÇÕES 5 1 MINHAS METAS DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA ATUALIDADE Conhecer o conceito de diversidade. Conhecer o conceito de inclusão. Saber relacionar os conceitos de diversidade e inclusão na sociedade. Compreender os conceitos de diversidade e inclusão no contexto do trabalho. Conhecer o conceito de Environmental Social Governance (ESG). Compreender os sistemas de Governança Ambiental e Social em organizações produtivas. Saber relacionar diversidade, inclusão e Governança Ambiental e Social no contexto do trabalho em organizações produtivas. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3 5 8 INICIE SUA JORNADA A globalização gera efeitos positivos e negativos no mundo do trabalho e na sociedade: a possibilidade de empregabilidade em todo o planeta para os mais preparados, a flexibilizaçãodo horário pelo home office e o aumento das chances de aprender novas culturas e formas de viver são algumas delas. Aspectos negativos, tais como o aumento de desemprego causado pela ro- botização, a flexibilização de direitos dos trabalhadores, a queda de salários, a exclusão dos mais vulneráveis e as agressões ao meio ambiente, no entanto, au- mentaram os malefícios à vida de muitos trabalhadores. Você já refletiu sobre o convívio de pessoas de diversas culturas, hábitos e formas de conceber a vida em um mesmo contexto de trabalho? Já se ocupou de pensar a respeito de mecanismos para proteger o meio ambiente das agressões causadas, principalmente, pelas grandes corporações industriais? Para combater as consequências negativas da globalização, foram criados dispositivos de inclusão e promoção da diversidade de raças, gêneros, culturas e impostas, principalmente, às grandes corporações regras de preservação so- cioambiental. Tais providências obrigam as organizações produtivas a viabilizar a convivência harmônica e equitativa entre trabalhadores de múltiplas origens, cos- tumes e escolhas bem como estruturar sistemas de governança socioambiental. Aqui, conheceremos conceitos de diversidade e inclusão bem como seus desdobramentos práticos no mundo do trabalho. Ainda, estudaremos como as corporações devem estruturar seus sistemas de governança baseadas em princí- pios de preservação socioambiental. Venha conosco conhecer as novas formas de cuidado com a diversidade, no mundo do trabalho e de proteção ao meio ambiente! VAMOS RECORDAR? O atual contexto global é fortemente marcado pela queda de fronteiras ge- ográficas, aproximação de pessoas de diversas culturas, concepções, hábitos e formas de trabalhar. Assista ao vídeo “Globalização e Trabalho” e recorde as implicações da globalização no mundo do trabalho. Recursos de mídia dis- poníveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . UNIASSELVI 5 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 DESENVOLVA SEU POTENCIAL DIVERSIDADE E INCLUSÃO: DEFINIÇÕES, CONCEITOS E IMPLICAÇÕES SOCIAIS A economia da informação e do conhecimento, associada a transformações técnico científicas, é marcada, inicialmente, pela criação de uma infraestrutura global de acesso à informação (ALBAGLI, 2006). No entanto é importante res- saltar que a informação e o conhecimento são moldados socialmente, criando redes que tanto integram quanto excluem. Embora os avanços técnicos ofereçam maior facilidade e rapidez no intercâmbio de informações, também, estabelecem novas barreiras políticas e econômicas que dificultam a integração de grupos sociais marginalizados (ALBAGLI, 2006). Desse modo, a globalização e a consequente aproximação das relações entre diferentes culturas, grupos sociais e indivíduos tornaram os termos diversidade e inclusão usuais no atual discurso social. Seu estudo é balizado por critérios so- 1 1 ciológicos de alta relevância em relação ao seu papel transformador das relações entre diferentes grupos sociais, étnicos e culturais (SANFELICE; BASSANI, 2020). A área de estudos em Diversidade e Inclusão une aspectos econômicos e sociais que subjazem modos como sujeitos, grupos, instituições, governos e or- ganizações constroem a imagem de si e dos outros bem como seus discursos e suas identidades e concretizam suas ações (SANFELICE; BASSANI, 2020). Considerar a inclusão do que há de mais diverso consiste em buscar equidade e, ao mesmo tempo, universalidade de participação de pessoas de diferentes faixas etárias, gêneros, orientações sexuais, raças, etnias, deficiências e altas potencia- lidades motoras e intelectuais, entre outras características que as diferenciam como grupos no globo terrestre. O uso crescente e continuado do termo diversidade em várias áreas de conheci- mento e segmentos sociais pertence a um fenômeno mundial (FERREIRA, 2015). A globalização geradora da aproximação cultural exige da sociedade respostas con- ceituais para problemas comuns (ORTIZ, 2017), tais como discriminação de ordem racial e de gênero, migração, exclusão no trabalho e agressão ao meio ambiente. A definição do conceito de diversidade, segundo Ferreira (20215), envolve três elementos, a saber: A EMERGÊNCIA E O RÁPIDO CRESCIMENTO NO USO DO TERMO DIVERSIDADE Demarca o compromisso político com grupos vulneráveis. USO DO TERMO DIVERSIDADE COMO JARGÃO DE CONVENCIMENTO Aponta a falta de aprofundamento de foco nos mais necessitados devido à am- plitude do uso do termo. SINTONIA CONCEITUAL ENTRE DIVERSIDADE E OUTROS CONCEITOS Associação com termos, como tolerância, aceitação, atitude, inclusão, gênero e raça. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 Em geral, o termo diversidade aponta para o reconhecimento da diferença, do direito de ser diferente, e incentiva o respeito à diferença. Porém isso não garante a priorização das diversidades menos representadas nem a equidade de distri- buição de recursos. Como cada grupo social reivindica suas demandas e seu poder de influência sobre as classes dominantes, isso é o que define as prioridades (FERREIRA, 2015). Portanto, o conceito de diversidade se refere aos indivíduos ou grupos sociais que são considerados “diferentes” do que aquilo que a classe dominante define como “padrão” nas relações sociais (FERREIRA, 2015). Diz respeito às pessoas vulneráveis à exclusão, caracterizada pela ausência de oportunidades e chances na vida, na escola e no mercado de trabalho, como resultado de suas condições socioeconômicas e culturais consideradas insuficientes pelo status quo. Por isso, esse conceito está ligado ao conceito de inclusão. Ambos são concei- tos comprometidos com os direitos humanos de pessoas que vivem em risco de exclusão e pobreza. Implica ruptura com a desigualdade de oportunidade, defesa e promoção do reconhecimento e respeito às diferenças individuais de qualquer natureza e envolve participação, empoderamento e engajamento político (FER- REIRA, 2015). Segundo Freire (2008, p. 5) “ A inclusão é um movimento educacional, mas também social e político que vem defender o direito de todos os indivíduos parti- ciparem, de uma forma consciente e responsável, na sociedade de que fazem parte, e de serem aceites e respeitados naquilo que os diferencia dos outros. Freire (2008) ainda destaca que ela está ancorada em quatro eixos fundamentais, que você conhecerá a seguir. É UM DIREITO FUNDAMENTAL A inclusão é direito de todos, independentemente de gênero, classe social, grupo social e outras características individuais e sociais. 1 1 Assuntos atuais, como políticas públicas, democracia, conflitos sociais, direitos humanos, identidade de gênero, acesso às tecnologias da informação, qualidade de vida, envelhecimento, têm sido abordados desde a lógica da inclusão (SAN- FELICE; BASSANI, 2020). IMPÕE QUE OS CONCEITOS DE DIVERSIDADE E DIFERENÇA SEJAM REPENSADOS A inclusão reconhece que a diferença é inerente a todos os indivíduos, em que cada um deve ser valorizado de acordo com suas características (diversidade). IMPLICA REPENSAR O SISTEMA EDUCATIVO A inclusão assume que problemas de aprendizado já não residem somente no aluno; também demanda das instituições de ensino reorganizar suas formas de ensinar a cada um. É UM VEÍCULO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL A inclusão afirma valores, como o respeito às diferenças e a colaboração entre indi- víduos, grupos sociais e instituições, como substituição aos valores de individualis- mo e competitividade que dificultam a busca da equidade e do bem comum. VOCÊ SABE RESPONDER? Você já escutou alguma notícia a respeito de políticas e programas de acesso à tecnologia da informação para povos indígenas, por exemplo? O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), iniciou, em 2011, um projeto de inclusão digital das comunidades indígenas do Estado (INSTITUTO DE ESTUDOS LATINO-A- MERICANOS, [2023]). O trabalho que começou em uma comunidade Guarani próxima à Florianópolisresultou em um documentário sobre a cultura indígena UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 local, difundido na Internet. Em 2013, o projeto foi ampliado para todo o Estado com a criação de grupos de capacitação para uso de novas tecnologias. Nesses grupos, indígenas foram ensinados a utilizar equipamentos de vídeo e fotografia para divulgar diversos temas ligados aos costumes e à cultura Guarani. Nesse exemplo, tratamos de um projeto de inclusão de uma etnia específica, em condições de vulnerabilidade e exclusão, em uma prática vigente na sociedade global marcada pela tecnologia da informação e do conhecimento. A seguir, dis- cutiremos os desdobramentos da diversidade e da inclusão no mundo do trabalho. Diversidade e Inclusão no Trabalho Atualmente, a diversidade cultural presente nas organizações é uma realidade que força a competição entre diversos sistemas de valores que criam uma cultura heterogênea, em substituição às culturas uniformes das organizações tradicionais (MORGAN, 2007; MARRAS, 2019). Imagine a dificuldade de conviver em ambientes de trabalho de múltiplas influências. Como, nesses ambientes diversos, incluir a todos para atingir os re- sultados almejados? Torres e Pérez-Nebra (2004) afirmaram que inclusão, nas organizações, significa que todos são tratados de forma justa, com igualdade de oportunidades e representados em todas as funções e níveis. Estar incluído em uma organização se refere à percepção de aceitação e remete ao sentimento de ser bem-vindo e valorizado. Para Torres e Pérez-Nebra (2004), ainda, existe uma especificidade, tam- bém, do termo diversidade nas organizações, a saber: pessoas diferentes devem ocupar cargos diferentes. Isso significa que saber contemplar as parti- cularidades de cada um dos cargos é agir de modo eficiente e eficaz na gestão de recursos humanos. Atender às particularidades que tornam os indivíduos diferentes entre si é um desafio atual e complexo nas organizações. Contemplar a todos de modo eficaz significa despender esforços para a criação de políticas de valorização de talentos, de formas diferentes de pensar, para a complementação de saberes em busca do sucesso organizacional (AKAMINE, 2021). 1 4 O investimento na diversidade, nos últimos anos, passou a fazer parte do cotidiano das organizações de todo o planeta. Ele permite captar e reter capital intelectual capaz de adaptar-se às constantes mudanças no mercado de trabalho da globalização (MALHEIROS et al., 2021). Portanto, entender a diversidade para conduzir as diferenças e utilizá-las como fonte de vantagem competitiva é tarefa dos gestores da área de recursos humanos. Vejamos, de forma esquemática, os comportamentos inclusivos em uma or- ganização, conforme propõem Torres e Pérez-Nebra (2004): Figura 1 - Grupos de comportamentos inclusivos na organização / Fonte: adaptada de Torres e Pérez-Nebra (2004). Descrição da Imagem: a figura apresenta seis figuras circulares, cada uma ligada a outra por uma seta. Dentro do primeiro círculo, está escrito “1. criar um ambiente seguro”; dentro do segundo, “2. propiciar a representatividade de todos os grupos de trabalho”; dentro do terceiro, “3. criar um clima de reconhecimento mútuo”; dentro do quarto, “4. criar um clima de disposição para lidar com conflitos”; dentro do quinto, “5. estimular o aprendizado com as diferen- ças”; e, dentro do último círculo, está escrito “6. integrar as diferenças para solução de problemas”. Fim da descrição. UNIASSELVI 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 O comportamento de inclusão é descrito pelos seis componentes citados na Figura 1. Primeiro, a organização cria um ambiente seguro, que facilita o com- partilhamento de ideias e uso de recursos. Em segundo lugar, propicia-se a repre- sentação de todos nos grupos de trabalho e, depois, um clima de reconhecimento mútuo. Em quarto lugar, é preciso criar uma disposição para lidar com conflitos gerados pela diversidade. Em quinto lugar, estimula-se a disposição para aprendi- zado com as diferenças. Por fim e por consequência dos componentes anteriores, é dada a oportunidade de escuta e comunicação integrando as diferenças em torno de ideias para solução dos problemas organizacionais. Mas, de modo efetivo, como deve ocorrer o processo de inclusão da diversi- dade cultural em uma organização? Vejamos o modelo de Torres e Pérez-Nebra (2004) como uma proposta clara e objetiva, conforme a seguir. DIAGNÓSTICO Demografia organizacional e horizontal. Competências e formação. DESENHAR PRÁTICAS E POLÍTICAS Valorização da diversidade nos diversos níveis. Treinamento interno, principal- mente, com os gestores. PROVISÃO Recrutamento e seleção. APLICAÇÃO Descrição de cargo e tarefas. Avaliação de desempenho no nível individual. MANUTENÇÃO Compensação e benefícios. 1 1 Observa-se que o diagnóstico da diversidade envolve aspectos demográficos, competências e formação. Estes determinarão o desenho das políticas públicas, a provisão de recrutamento e seleção, a descrição de cargos e tarefas, a avalia- ção de desempenho e os programas de compensação e benefícios. Por meio de programas de treinamento e desenvolvimento, consolida-se a gestão da diversi- dade na organização. O monitoramento de resultados, como de produtividade e vantagem competitiva, é que determinará ajustes no sistema de recrutamento e seleção e nos programas de desenvolvimento de carreira. DESENVOLVIMENTO Aprendizagem organizacional. MONITORAMENTO Auditoria de RH. Lucro. Produtividade. Criatividade. Gerenciar a diversidade buscando incluir pessoas de diferentes culturas e modos de vida nas organizações gera inúmeros benefícios (AKAMINE, 2021). Dentre eles, estão: aquisição de talentos inovadores, conquista de mercados em diferentes segmentos e culturas, maior agilidade e assertividade na solução de problemas complexos e na tomada de decisão e maior flexibilidade organizacional. Segundo Malheiros et al. (2021), uma organização que contempla as diversidades, além de agregar criatividade e inovação, obtém maior produtividade e vantagem competitiva por conta de sua ampla base de conhecimentos variados. Por outro lado, a gestão da diversidade presume a existências de conflitos, por exemplo, relacionados a preconceitos que precisam ser trabalhados pela gestão (MALHEIROS et al., 2021). No Brasil, por exemplo, a escolha de gênero e opção sexual bem como a inclusão de Pessoas com Deficiência (PCDs) no mundo do trabalho, imposta pela chamada Lei de Cotas (Decreto nº 3.298/99), seguem sendo assuntos polêmicos e controversos. Falas como estas, colhidas por Malheiros et al. (2021) a respeito de diversidade de gênero e inclusão de PCDs em uma rede de farmácias, são representativas dessa realidade: UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 “ […] é algo difícil de entender e se trabalhar. […] eu sei que é im- portante e que todo mundo precisa trabalhar e sentir que é parte de alguma coisa, mas torna difícil, pois em outras filiais temos colegas homossexuais e precisam esconder sua identidade para preservar a imagem da empresa, sabe? […] se a gente precisa esconder, então nem sempre a empresa é comprometida com essas questões. [...] por mais que tenha vagas de emprego para essas pessoas, a rea- lidade mostra que as funções giram em torno de ser auxiliar nas lojas ou empacotador. Talvez, dependendo do tipo de deficiência da pessoa, não é possível colocar em cargos mais complexos. Pelo visto, há muito o que amadurecer em termos de teoria e prática em relação ao tema da diversidade e inclusão nas organizações produtivas. O certo é que o assunto transita em uma dialética entre os polos da transformação social e das vantagens (ou desvantagens) competitivas para as organizações. Isso porque, no atual ambiente globalizado, é forte a influência do conhecimento e do capital intelectual em todos os setores da economia e da vida em sociedade. Em resumo, o processo de inclusão da diversidade no mundo do trabalho deve: a) iniciarpela identificação das características pessoais (formação, habilida- des, idade, gênero, orientação sexual, raça, etnia, deficiências e altas habilidades 1 8 motoras e intelectuais, por exemplo); b) avançar na busca da confluência entre as ações inclusivas organizacionais e o sentimento de inclusão individual; e c) alinhar tais conceitos e práticas à estratégia de composição de equipes e da orga- nização como um todo (tamanho da equipe, propósitos da equipe, tamanho da organização, propósito da organização, por exemplo). Pelo que você estudou, é possível concluir que a simples imposição ou a su- perficial tentativa de divulgar uma imagem organizacional positiva não é ar- gumento suficientes para sinalizar que a prática da inclusão reflita um desejo comum da sociedade. Quiçá, em um futuro próximo, tenhamos mais elementos para avaliar seu potencial gerador de oportunidades e equidade de direitos para todos no mundo do trabalho. Além da inclusão da diversidade, outro desafio das organizações na atualidade é o compromisso ético com as questões socioambientais. A seguir, estudaremos o tema da governança social e ambiental. Para saber mais detalhes a respeito da importância da diversidade para o sucesso das organizações produtivas da globalização, fortemente marcadas pelo potencial competitivo da informação e do conhecimento, assista ao vídeo “A importância da diversidade no ambiente corporativo”. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 GOVERNANÇA SOCIAL E AMBIENTAL Além dos desafios sociais de inclusão, geopolíticos e econômicos, questões de susten- tabilidade ambiental, também, envolvem dilemas complexos para as organizações na atualidade. Segundo Morais (2013), o próximo desafio da gestão organizacional será a busca do equilíbrio entre qualidade de vida, manutenção de ambientes saudáveis de trabalho e crescimento do negócio com lucratividade e sustentabilidade ambiental. Tais desafios, na busca do equilíbrio supracitado, força as organizações a de- senvolverem estruturas de Governança Social e Ambiental (GSA), do origi- nal, em inglês, Environmental Social Governance (ESG). Além disso, tratar de questões ambientais, sociais e de governança tornou-se um aspecto crítico para a estratégia de negócios (LOKUWADUGE; HEENETIGALA, 2017). Neste contexto, as organizações buscam conciliar valores sociais e ambientais com suas atividades e normas de comportamento aceitável no sistema social do qual fazem parte (LOKUWADUGE; HEENETIGALA, 2017). Portanto, estudar fatores de governança socioambiental no ambiente organizacional é uma tarefa relevante para os profissionais de gestão de pessoas. Segundo Irigaray e Stocker (2022), o conceito de ESG surgiu em 2005, no Relatório “Who Cares Wins”, da Organização das Nações Unidas (ONU), e envolve questões que vão desde a pegada de carbono até as práticas trabalhistas e de corrupção que justificam critérios e práticas de responsabilidade dos negócios, como fatores ambientais, sociais e de governança corporativa. Suas bases conceituais residem na Responsabilidade Social Empresarial (RSE), ou Responsabilidade Social Corporativa (RSC). 1 1 Vejamos o que significa o conceito mencionado anteriormente, segundo Ro- mero et al. (2010, p. 27). “ Se pode entender a RSE como um processo por meio do qual as empresas assumem a responsabilidade pelas consequências sociais, econômicas e meio ambientais de suas atividades, através de dois mecanismos fundamentais: a retenção de custos nos três âmbitos mencionados anteriormente e exercício do diálogo com os grupos interessados ou afetados por suas atividades. Mais recentemente, em 2015, as Nações Unidas, com o intuito de lançar um apelo global para exterminar a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir a paz e a prosperidade para todos, criou 17 Objetivos de desenvolvimento sus- tentável (ODSs) (ONU, [2023]). Eles abordam os principais desafios para o pleno desenvolvimento em âmbito mundial e serão descritos a seguir. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 ODS 1 – ERRADICAÇÃO DA POBREZA acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. ODS 2 – FOME ZERO E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. ODS 3 – SAÚDE E BEM-ESTAR assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. ODS 4 – EDUCAÇÃO DE QUALIDADE assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade bem como promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. ODS 5 – IGUALDADE DE GÊNERO alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. ODS 6 – ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos. ODS 7 – ENERGIA LIMPA E ACESSÍVEL garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos. ODS 8 – TRABALHO DECENTE E CRESCIMENTO ECONÔMICO promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, empre- go pleno e produtivo bem como trabalho decente para todos. 1 1 ODS 9 – INDÚSTRIA, INOVAÇÃO E INFRAESTRUTURA construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sus- tentável bem como fomentar a inovação. ODS 10 – REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles. ODS 11 – CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. ODS 12 – CONSUMO E PRODUÇÃO RESPONSÁVEIS assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. ODS 13 – AÇÃO CONTRA A MUDANÇA GLOBAL DO CLIMA tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos. ODS 14 – VIDA NA ÁGUA conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. ODS 15 – VIDA TERRESTRE proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir, de forma sustentável, as florestas, combater a desertificação, deter e re- verter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 Portanto, somam-se ao conceito de RSE requisitos de dignidade humana e sus- tentabilidade ambiental em um sentido amplo e de forma institucionalizada. ODS 16 – PAZ, JUSTIÇA E INSTITUIÇÕES EFICAZES promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, res- ponsáveis e inclusivas em todos os níveis. ODS 17 – PARCERIAS E MEIOS DE IMPLEMENTAÇÃO fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o de- senvolvimento sustentável. A responsabilidade de atender aos critérios de desenvolvimento sustentável su- pera o escopo dos stakeholders, ou seja, os diretamente afetados pelas atividades empresariais. Portanto, a adoção de sistemas de ESG torna-se essencial para orga- nizações de todos os tipos. A seguir, estudaremos alguns princípios norteadores para a implantação de sistemas de governança ambiental e social. Sistemas de ESG Como vimos anteriormente, a complexidade de questões socioambientais e a intensificação das diretrizes internacionais humanitárias afetam, sensivelmente, a gestão organizacional. Portanto, as organizações da atualidade precisam implan- Para saber mais sobre o significado da sigla ESG, acesse o site da Associação Comercial de São Paulo e leia o artigo “ESG: o que significa e qual é a importân- cia desse conceito?”. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 4 tar sistemas de governança estruturados de forma a favorecer o monitoramento do desempenho, também, em relação às exigências de uma gestão responsável com as causas sociais e ambientais. Segundo Stevanato (2023, p. 111), “ O capitalismo de shareholder, quecoloca os interesses dos acionistas de uma empresa como a principal preocupação dos executivos e gestores, visando apenas lucro, vem perdendo espaço para uma abordagem mais voltada às partes interessadas, na qual as empresas passam a adotar práticas de governança corporativa que promovam a transparência, a responsabilidade social e ambiental, e a inclusão dos stakeholders, sejam eles acionistas, clientes, colaboradores, na tomada de decisões. O trabalho de Stevanato (2023) trata de uma proposta exemplar de estruturação de um sistema de ESG. Visa responder às dificuldades enfrentadas pelas empresas na adoção de ações de responsabilidade ambiental, social e de governança em suas operações. Com foco na indústria criativa, o estudo abrange o contexto de um setor em pleno desenvolvimento na atualidade. A seguir, podemos ver ações para a implantação de um sistema de ESG baseadas nos quatro eixos da metodologia Plan, Do, Check, Action (PDCA), a fim de verificar a pertinência das ações e dos temas restritos às atividades da organização, com base em Stevanato (2023). Ainda, a autora recomenda uma avaliação das ações com base nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. PLAN 1- Formalize um comitê multidisciplinar competente e responsável. 2- Reavalie o propósito da organização. 3- Avalie a maturidade da organização em ESG. 4- Defina uma estrutura de governança (inclusive, de dados). 5- Priorize iniciativas de mudanças com foco no valor agregado. 6- Defina uma visão estratégica orientada à mudança de cultura e inovação. 7- Determine a materialidade da organização. 8- Estabeleça objetivos e metas. 9- Defina quem são as partes interessadas da organização. UNIASSELVI 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 DO 10- Estabeleça a estratégia e as políticas da organização em relação à sustentabilidade. 11- Compartilhe a estratégia bem como seus objetivos, indicadores e metas de sustentabilidade. 12- Motive e pactue compromissos relacionados à cultura e às metas de sustentabilidade. 13- Mobilize equipe, identifique gaps e desenvolva competências em ESG. 14- Crie uma cultura favorável à inovação e à cultura organizacional. 15- Estimule o engajamento da cadeia de fornecedores e de suprimentos. 16- Determine e faça a gestão de processos para ESG (fonte de entrada, entrada, atividades, saídas, recebedores de saídas). 17- Gerencie as expectativas dos stakeholders (conflitos/resistências/barreiras). 18- Faça a gestão de recursos para abordagem ESG (financeiros, pessoas, conheci- mento, tecnologia, informações, recursos naturais, infraestrutura). 19- Mantenha um fluxo de comunicação assertivo (relatórios). 20- Garanta qualidade. 21- Gerencie os riscos. CHECK 22- Monitore o desempenho das iniciativas (indicadores e metas). 23- Gere evidências e obtenha aceites. 24- Monitore o valor agregado ao cliente. 25- Monitore as expectativas das partes interessadas. 26- Monitore o valor agregado ao cliente. 27- Avalie as lições aprendidas. 28- Redirecione, se necessário. ACT 29- Meça o avanço. 30- Assegure a implantação dos fatores de sustentabilidade ambiental, social e de governança. 31- Consolide e celebre resultados. 32- Melhore, continuamente, seus processos, produtos e serviços. 33- Invista em curto, médio e longo prazo. 1 1 Em termos de conteúdo, o modelo de Stevanato (2023) contempla temas perti- nentes aos três principais eixos de ESG, a saber: 1.EIXO AMBIENTAL • Mudanças climáticas: mitigação de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas. • Biodiversidade e serviços ecossistêmicos: conservação e uso sustentável da biodiversidade, uso sustentável do solo. • Economia circular e gestão de resíduos. 2. EIXO SOCIAL • Diversidade, equidade e inclusão: políticas e práticas de diversidade e equi- dade; cultura e promoção de inclusão. • Promoção de responsabilidade social na cadeia de valor: relacionamento com consumidores e clientes; relacionamento com os fornecedores. 3. EIXO GOVERNANÇA • Governança corporativa: estrutura e composição da governança corporativa; propósito e estratégia em relação à sustentabilidade. • Conduta empresarial: Compliance, programa de integridade e práticas anticor- rupção; engajamento das partes interessadas. • Transparência na gestão: prestação de contas e produção de relatórios inte- grados de ESG. A partir do exposto anteriormente, podemos constatar um exemplo concre- to de integração ciclo fundamental da gestão organizacional, Planejar, Fazer, Checar e Agir (Plan, Do, Check, Act — PDCA), sustentabilidade, diversidade e inclusão, ética e transparência da governança corporativa. Agora, estudaremos as implicações dinâmicas dessa integração no dia a dia do fazer das pessoas nas organizações produtivas. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 3 RELAÇÕES ENTRE DIVERSIDADE, INCLUSÃO E ESG NAS ORGANIZAÇÕES PRODUTIVAS Como vimos anteriormente, os temas de diversidade, inclusão e governança socioambiental estão inter-relacionados. Abordar questões sociais e de cuidados com o meio ambiente implica medir e analisar os impactos das ações organiza- cionais na vida social das pessoas e no ambiente natural. Tudo isso visa cum- prir com uma postura ética baseada nos princípios humanitários de dignidade e oportunidade para todos bem como atender às demandas de preservação de recursos naturais e do meio ambiente. Segundo Irigaray e Stocker (2022), temas atuais relevantes podem ser lis- tados no contexto da diversidade, inclusão e responsabilidade socioambiental, conforme veremos a seguir: ■ Liderança de mulheres empreendedoras em negócios inclusivos. ■ Engajamento de stakeholders em negócios da economia criativa. ■ Corrupção nas organizações. ■ Sentido do trabalho, vínculos organizacionais e engajamento. ■ Discriminação de gênero. ■ Lucro e crescimento sustentável. Tais temas transversais fazem parte do cotidiano atual das organizações e envol- vem conflitos e divergências de pontos de vista que precisam ser alinhados às exigências éticas de sustentabilidade. 1 8 O enfrentamento da exclusão dos ditos diferentes no mundo do trabalho e das ameaças ao ambiente natural não é uma tarefa simples. Mais do que cumprir com relatórios de sustentabilidade e inclusão, as organizações são parte inte- grante de um propósito de superação do sistema capitalista restrito à vantagem competitiva e ao lucro. Segundo Stevanato (2023, p. 14): “[...] ‘capitalismo de shareholder’, baseado na teoria do capitalismo de acionista, que defendia que as empresas deveriam considerar apenas os objetivos dos seus sócios, onde o papel social da empresa visava, exclusivamente, o aumento do lucro”. Nesse contexto, a área de recursos humanos é fundamental. A alocação racio- nal de pessoas, contemplando suas diferenças como potenciais de maior produti- vidade alinhada à justiça social e à disseminação de uma cultura de preservação ambiental, é um desafio nas organizações do nosso tempo. Outra faceta desse compromisso de transformação social nas organizações produtivas é a mudança na relação com fornecedores, clientes e consumidores. A ordem é trabalhar na produção sustentável e na conscientização do público quanto às necessidades de cuidados com o meio ambiente, como cuidados com o uso racional dos produtos e cuidados com o descarte. Para isso, a coerência entre comportamento sustentável e publicidade socioambiental é uma ação esperada. NOVOS DESAFIOS Acolher a todos e cuidar do meio ambiente não é tarefa fácil, quando os pontos de vista são múltiplos e os recursos são escassos. Tradicionalmente, os estudos de economia, por exemplo, apesar de considerar a escassez de recursos em relação ao atendimento de necessidades das pessoas, não se preocupava com os cuidados com o prolongamento da vida no planeta Terra (ROMERO et al., 2010; MA- LHEIROS et al., 2021; IRRIGARAY; STOCKER, 2022; STEVANATO, 2023). Por muitos anos, a ordem das grandes corporações foi “lucrar, lucrar e lucrar”. Com isso, muitos trabalhadores foram excluídose explorados, e o ambiente natural, fortemente agredido. Agora, o compromisso ético com a inclusão e a sustenta- bilidade se impõe, e a consolidação de práticas integradas de governança social e ambiental depende mais da postura das pessoas, do que dos sistemas de gestão. Portanto, cabe à área de recursos humanos incorporar valores de sustentabi- lidade integrada para recrutar, selecionar e desenvolver pessoas capazes de agir em direção de uma ética inclusiva e ambientalmente responsável. UNIASSELVI 1 9 VAMOS PRATICAR 1. O uso crescente e continuado do termo diversidade em várias áreas de conhecimento e segmentos sociais pertence a um fenômeno mundial. A globalização geradora da aproximação cultural exige da sociedade respostas conceituais para problemas co- muns (FERREIRA, 2015; ORTIZ, 2017). Considere as alternativas a seguir e marque aquela que menciona corretamente proble- mas gerados pela aproximação cultural causada pelo fenômeno da globalização. a) Discriminação racial e discriminação de gênero. b) Discriminação da raça branca, inclusão de mulheres no trabalho e sustentabilidade social. c) Sustentabilidade social, discriminação de gênero e discriminação racial. d) Discriminação de gênero, inclusão sustentável e exclusão de negros do trabalho. e) Discriminação racial, discriminação da mulher e sustentabilidade econômica. 2. “A inclusão é um movimento educacional, mas também social e político que vem defender o direito de todos os indivíduos participarem, de uma forma consciente e responsável, na sociedade de que fazem parte, e de serem aceites e respeitados naquilo que os diferen- cia dos outros” (FREIRE, 2008, p. 5). Ela está ancorada em quatro eixos fundamentais. Para a clara compreensão do conceito de inclusão, é preciso considerar que ela é um direito fundamental, demanda repensar os conceitos de diversidade e diferença e de sistema educacional bem como entendê-la como um meio de transformação social. Analise as afirmativas a seguir, considerando os eixos fundamentais que suportam o conceito de inclusão. I - Na inclusão, o individualismo supera a ideia de colaboração e o princípio da competitividade. II - Ao buscar cumprir com o princípio da inclusão, as instituições de ensino precisam entender e potencializar as formas como cada pessoa consegue aprender. III - Reconhecer que todos podem ser diferentes uns dos outros é uma premissa para o exercício da inclusão social. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 8 1 VAMOS PRATICAR 3. A inclusão nas organizações significa que todos são tratados de forma justa, com igual- dade de oportunidades e representados em todas as funções e níveis. Estar incluído em uma organização se refere à percepção de aceitação e remete ao sentimento de ser bem-vindo e valorizado (TORRES; PÉREZ-NEBRA, 2004). O tema da inclusão no mundo do trabalho implica considerar uma especificidade relativa à diversidade no sentido amplo. A respeito da relação entre diversidade e inclusão, analise as alternativas a seguir, e marque a que está correta. a) Contemplar a diversidade nas ações de inclusão no mundo do trabalho significa en- tender que pessoas diferentes devem ocupar cargos diferentes. b) Incluir a todos no mundo do trabalho significa discriminar salários de acordo com a raça da pessoa. c) Contemplar a diferença nas ações de inclusão no mundo do trabalho significa igual- dade de tratamento para os cargos de alta gerência. d) Incluir a todos no mundo do trabalho significa aumentar salários, caso a pessoa não se importe em trabalhar em atividades que não contemplem suas características pessoais. e) Diversidade e inclusão são sinônimos, de modo que atendendo à diversidade, as ações de inclusão das mulheres no trabalho estarão sendo atendidas. 8 1 REFERÊNCIAS AKAMINE, S. C. R. Diversidade e inclusão social:uma abordagem no cenário organizacional. Revista Gênero e Interdisciplinaridade, v. 2, n. 03, 2021. 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MARRAS, J. P. Gestão estratégica de pessoas: conceitos e tendências. São Paulo: Saraiva, 2019. MORAIS, R. S. de. O Profissional do Futuro: uma visão empreendedora. Barueri: Minha Edi- tora, 2013. MORGAN, G. Imagens da organização: versão executiva. São Paulo: Atlas. 2007. ONU. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. [2023]. Disponível em: https://brasil. un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 11 set. 2023. ORTIZ, R. Universalismo e diversidade. São Paulo: Boitempo Editorial, 2017. SANFELICE, G. R.; BASSANI, P. R. (org.). Diversidade cultural e inclusão social. Novo Ham- burgo: Feevale, 2020. STEVANATO, A. M. dos S. A contribuição da economia criativa no processo de implemen- tação do ESG nas empresas: um modelo sugestivo ESG. 2023. Dissertação (Mestrado em Ino- vação em Comunicação e Economia Criativa) – Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Inovação em Comunicação e Economia Criativa, Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2023. TORRES, C. V.; PÉREZ-NEBRA, A. R. Diversidade cultural no contexto organizacional. In: ZA- NELLI, J. C.; BORGES-ANDRADE, J. E; BASTOS, A. V. B. (org.). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 443-463. 8 1 1. A alternativa A está correta, porque refere-se a problemas de discriminação causados pela globalização. A alternativa B está incorreta, porque a discriminação não se restringe à raça branca e às mulheres, e a sustentabilidade social não é um problema gerado pela globalização. A alternativa C está incorreta, porque sustentabilidade social não é um problema gerado pela globalização. A alternativa D está incorreta pelas mesmas razões das anteriores, assim como a alternativa E. 2. Opção D. A afirmativa I está incorreta, porque o correto é o contrário do exposto. A afir- mativa II está correta, porque considerar as diversas formas de aprender que as pessoas manifestam significa uma atitude de inclusão da diversidade. A afirmativa III está correta, porque consiste na principal premissa da inclusão. 3. A alternativa A está correta, porque contempla a ideia de equidade prevista em ações inclusivas no mundo do trabalho. A alternativa B está incorreta, porque trata-se de um preconceito que deve ser evitado. A alternativa C está incorreta, porque a equidade é para todos. A alternativa D está incorreta, porque incluir implica em considerar as diferenças e a equidade. A alternativa E está incorreta, porque diversidade e inclusão são conceitos complementares e não restringem à inclusão das mulheres no mundo do trabalho. GABARITO 8 1 UNIDADE 2 MINHAS METAS TENDÊNCIAS PARA RECRUTAMENTO E SELEÇÃO (R&S) Conhecer as novas tendências para a subárea de Recrutamento e Seleção. Compreender o princípio da atração recíproca em Recrutamento e Seleção. Entender o conceito de Inbound Recruiting sob a ótica da atração recíproca. Conhecer técnicas de Inteligência Artificial com foco em suas aplicações em programas de Recrutamento e Seleção. Identificar recursosde Realidade Virtual para recrutamento e seleção. Compreender os impactos das ferramentas digitais nos processos de recrutamento. Identificar os desafios para o profissional de Recrutamento e Seleção mediante as demandas de trabalho em ambientes digitais. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4 8 1 INICIE SUA JORNADA Olá, estudante! Com a globalização e a influência da evolução tecnológica, a informação e o conhecimento passaram a ser essenciais para o sucesso das organizações pro- dutivas de todos os tipos. A automação e a robotização das operações na linha de produção e o uso de tecnologias inteligentes nas atividades de apoio e gestão são alguns exemplos. Portanto, a presença cada vez mais intensa das tecnologias digitais no mundo do trabalho passou a demandar dos profissionais habilidades para operar sistemas inteligentes. Na área de Recursos Humanos, os processos de recrutamento que eram fei- tos via anúncios em periódicos passaram a ser divulgados na Internet, em redes sociais e em sites de ofertas de trabalho. As entrevistas, que, antes, só podiam ser realizadas presencialmente, agora, podem acontecer on-line e/ou por aplicativos de videoconferência, por exemplo. A realidade virtual e a gamificação passaram a ser instrumentos para seleção de pessoal. Agora, as avaliações dos candidatos já podem ser analisadas com o apoio da inteligência artificial. Você já refletiu sobre a possibilidade de ser recrutado e selecionado por um dispositivo automatizado ou uma inteligência artificial? No futuro próximo, é bem provável que essa questão esteja superada. Porém, hoje, é importante refletir sobre aspectos positivos e desafiadores das tendências para recruta- mento e seleção de pessoas. O uso das tecnologias digitais aumentou, significativamente, a capacidade de busca de um volume imenso de informações sobre os candidatos, por exemplo. Porém é comum que muitas pessoas se sintam prejudicadas por não poderem demonstrar suas competências para o cargo interagindo fisicamente. A agilidade adquirida pelo uso da inteligência artificial pode ser uma vantagem. O senti- mento de desumanização pode ser um prejuízo para aqueles mais simpáticos às relações diretas, sem intermediação tecnológica. Então, uma questão que parece simples torna-se relevante, simplesmente, porque estamos tratando de seres humanos, que, além de “seres cognitivos”, são “emocionais” e sociais. O temor da substituição do homem pela máquina é um fantasma que assombra a esperança de uma sociedade mais justa e humanitária. UNIASSELVI 8 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 Por isso, a substituição das técnicas e ferramentas tradicionais de recrutamen- to e seleção de pessoas requer alguns cuidados. É importante lembrar que os prin- cípios que regem os métodos tradicionais não estão fora de uso. Pelo contrário, a ética e as estruturas de avaliação não foram formalmente alteradas, embora novas competências, como flexibilidade, trabalho em grupo e comunicação, tenham ganhado maior importância no mundo do trabalho. É importante, no entanto, considerar que a incorporação da tecnologia digital em todos os setores de uma organização exige adaptações éticas e metodológicas. Isso ocorre porque aqueles que estão bem informados e possuem conhecimento adquirem o papel de tomadores de decisão, enquanto as máquinas assumem as tarefas anteriormente desempenhadas de forma manual. A evolução da inteligência de máquina, todavia, aprofunda ainda mais os questionamentos éticos e metodológicos em nossa área de estudos. Podemos nos perguntar: como configuraria uma organização em que a inteligência desenvolvi- da de máquinas e dados viesse a substituir, ainda que parcialmente, a capacidade humana? De que maneira as empresas estão empregando a inteligência artificial e a realidade virtual para atrair, recrutar e escolher indivíduos? Nesta temática, procuraremos responder a perguntas instigantes como essas. Convido você a conhecer e desenvolver um senso crítico a respeito dos novos mecanismos de atração e seleção de talentos disponíveis para o profissional de recursos humanos da era digital! Bons estudos! Neste podcast, conversaremos sobre o uso de tecnologias digitais, como Inte- ligência Artificial e Realidade Virtual, em Processos de Recrutamento e Seleção. Aperte o play e venha conhecer os novos mecanismos de atração e seleção de talentos disponíveis para o profissional de recursos humanos da era digital! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . PLAY NO CONHECIMENTO 8 8 DESENVOLVA SEU POTENCIAL TENDÊNCIAS PARA RECRUTAMENTO E SELEÇÃO NA ERA DIGITAL A revolução digital provoca uma ruptura de padrões, tecnologias, modelos de mercado e negócios e influencia a forma como as pessoas se relacionam, traba- lham e vivem, além de possibilitar novas formas de lazer, consumo e de trabalho (MORAIS, 2013; BANOV, 2020). O uso de termos, como Internet das Coisas (IoT), impressão 3D, biotecnologia, computação quântica, robótica, casas conec- tadas, bitcoin e muitos outros, fazem parte do vocabulário corrente na atualidade. Neste contexto, a área de Recursos Humanos está mais automatizada (BA- NOV, 2020). A crescente utilização da Internet e a proliferação das redes sociais on-line tornam frequente o uso de ferramentas virtuais para a captação de can- didatos (MONTEIRO NETO; SCATOLIN, 2020). O recrutamento e a seleção on-line, por exemplo representam algumas das mais atuais, úteis e dinâmicas aplicações em recursos humanos (MONTEIRO NETO; SCATOLIN, 2020). Pessoas recorrem à web para procurar oportunidades de trabalho, e empresas focam na rede de Internet para buscar os profissionais certos para o lugar certo por conta da minimização do desperdício de tempo. Mais agilidade, menos custo e mais amplitude de visualizações das vagas vêm fazendo com que os métodos tradicionais de recrutamento e seleção sejam substituídos pelos métodos on-line (MONTEIRO NETO; SCATOLIN, 2020). VAMOS RECORDAR? Os métodos e as técnicas tradicionais de Recrutamento e Seleção têm sido, gradativamente, substituídos por ferramentas digitais. Entretanto seus princí- pios permanecem sendo essenciais para orientar o profissional de Recursos Humanos. Leia o artigo Recrutamento e Seleção: o que é, processos e técnicas. UNIASSELVI 8 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 Outras vantagens relevantes são a maior chance de visualização das vagas para os candidatos e seleção automática de profissionais para as organizações. Por outro lado, Ferreira (2016) aponta algumas desvantagens do recrutamento e seleção na modalidade on-line para candidatos e organizações: Para candidatos com acesso restrito ou sem acesso à Internet, pode ocorrer a ex- clusão. A impessoalidade das informações enviadas e a carência de uma relação de transparência pela ausência de um primeiro contato humano são outras des- vantagens para os candidatos comunicarem competências e receberem feedback sobre os processos seletivos. Atração de candidatos não desejáveis em número excessivo e recebimento de currículos desatualizados podem ser onerosos em relação ao tempo e investimento para as organizações. Além disso, as chances de adulteração de documentos ou de falseamento de perfil e de comportamentos podem prejudicar os processos de recrutamento e seleção on-line. Considerações éticas, como a questão da segurança das informações e a viola- ção da privacidade sem consentimento, são surgidas em cenários on-line. Essas preocupações podem afetar a transparência dos procedimentos de recrutamento e seleção na Internet, resultando em consequências adversas, especialmente, para candidatos e empresas com menor presença no ambiente digital. Dados a precocidade da introdução dos relacionamentos digitais em todos os campos da sociedade, os problemas de segurança da informação e a idealização de que serão a solução nova para velhos problemas de custo, há inúmeras con- trovérsias a serem consideradas. Para saber mais sobreproblemas éticos em relação ao compartilhamento de informações na web, assista à reportagem União Europeia multa Meta por envio de dados de usuários para os EUA. Recursos de mídia disponíveis no con- teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 9 1 A primeira delas é a hegemonia da técnica, do recurso e de um único canal de comunicação como sendo a solução fácil para tudo. A segunda consiste na falsa ideia de que uma ruptura total com os fundamentos teóricos das práticas tradicionais em todos os campos do conhecimento pode ser substituída por um discurso simplista e pela tecnologia da informação. Não podemos esquecer que a ciência de dados é uma, e não a única, área de conhecimento sob a qual todas as outras estão subordinadas. Longe de alimentar uma visão totalitária, calcada no domínio da técnica e dos algoritmos, é preciso refletir a respeito dos princípios éticos que regem a evolução científica e tecnológica. Nesse sentido, os profissionais e gestores de recursos humanos têm papel essencial: desenvolver um senso crítico a respeito das suas práticas para preservar a supremacia do bem comum sobre o lucro e o domínio da indústria de dados. Para tanto, o profissional de recursos humanos deve conhecer o fundamento básico da atração recíproca e saber selecionar e utilizar as ferramentas e técnicas de recrutamento e seleção na modalidade digital da forma adequada. Esses serão os assuntos trabalhados a seguir. O Princípio da Atração Recíproca no contexto de Recrutamento e Seleção Segundo Costa (2017, p. 2) “os indivíduos e as empresas estão inseridos num processo de atração recíproca”. Da mesma forma que indivíduos atraem e sele- cionam as empresas e formam opiniões a respeito delas, as empresas procuram informações sobre os candidatos que desejam contratar. Segundo Bichuetti e Bichuetti (2020), a arte de atrair consiste em convencer o candidato de que seu perfil converge com a necessidade do cargo, que ele se realizará e que a empresa é um excelente lugar para trabalhar. Há diversas for- mas de atrair os indivíduos para uma organização que podem ser definidas de acordo com os seguintes critérios de escolha das pessoas no momento de buscar uma contratação (COSTA, 2017): comparação entre as ofertas e os benefícios, por exemplo, salários; chances de realização e desenvolvimento da autoestima; e julgamento a partir de experiências anteriores. A atração, para ser eficaz, deve contemplar as etapas a seguir (BICHUETTI; BICHUETTI, 2020): UNIASSELVI 9 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 1. DEFINIÇÃO DAS NECESSIDADES DO CARGO E DO PERFIL PROFISSIONAL ADEQUADO Estabelecer as principais características conforme as categorias experiência geral, experiência específica, conhecimentos, competências pessoais, grau de escolaridade e particularidades específicas. 2. DEFINIÇÃO DO ENQUADRAMENTO SALARIAL Enquadrar o profissional no nível salarial adequado e estabelecer os benefícios que ele receberá. É importante determinar, claramente, a remuneração variável e seus parâmetros, se existir. 3. DEFINIÇÃO DAS FONTES DE CANDIDATOS As fontes podem ser internas ou externas. As fontes internas devem ser utiliza- das primeiro, por exemplo, bancos de dados da área de Recursos Humanos e informações internas sobre possíveis candidatos disponíveis na empresa e no mercado de trabalho. As fontes externas diferem conforme o nível e o perfil dos profissionais almejados pela organização. Executivos de alta ou média gerência, por exemplo, podem ser encontrados em empresas de seleção de executivos, referências pessoais, redes de relacionamento, empresas de recolocação, en- tidades setoriais e sites específicos. Jovens talentos podem ser encontrados em universidades, sites de oferta de currículos, feiras de emprego, referências pessoais e redes de relacionamento. As redes sociais virtuais, também, podem ser relevantes para identificação de candidatos. 4. DEFINIÇÃO DA MENSAGEM Para atrair candidatos com o perfil desejado, a mensagem de divulgação da vaga deve ser objetiva, clara e atraente. A atratividade é ainda mais importante quan- do a empresa não possui uma marca reconhecida e precisa atrair candidatos com perfil diferenciado. Também, é importante deixar os valores organizacionais claros ao candidato. Dessa forma, ele pode saber se está de acordo com os princípios fundamentais da organização e, também, fazer sua escolha. 9 1 Como vimos, as organizações precisam empenhar grandes esforços para divul- gar valores, benefícios e chances de oportunizar experiências positivas para os futuros trabalhadores. O LinkedIn® é a maior rede profissional virtual do mundo com mais de 900 milhões de inscritos. Oferece informações sobre as empresas e a indústria em geral e ofertas de vagas de trabalho e pode ser realizada como uma rede rela- cionamento profissional. Acesse o site oficial, confira e aproveite para registrar o seu perfil profissional! APROFUNDANDO Dessa forma, entende-se que não é suficiente que apenas o candidato tenha ca- racterísticas que atraiam e incentivem a empresa a contratá-lo (COSTA, 2017). Transmitir uma imagem positiva da organização para atrair os candidatos ade- quados é necessário para o enfrentamento da competitividade imposta nos tem- pos atuais. De acordo com esse cenário, as empresas precisam desenvolver uma estratégia de longo prazo para formar uma imagem positiva aos potenciais con- tratados denominada Employer Branding (SHAMMOUT, 2014). Para saber mais sobre Employer Branding, leia o artigo O que é Employer Branding? Conceitos, dicas e ferramentas. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 9 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 Assim, podemos dizer que o sucesso de uma organização para atrair talentos profissionais está, em grande parte, na capacidade de gerenciar sua reputação. A “marca do empregador” ganha maior relevância na atualidade. Isso porque o sucesso das organizações, em um ambiente dinâmico e competitivo, demanda profissionais altamente qualificados e envolvidos com o todo da organização, sua missão, sua visão e seus valores. Então, a marca ou imagem da organização precisam refletir os comportamentos, o clima e a qualidade dos relacionamentos que indiquem que “nesta organização, é bom trabalhar”. A seguir, você conhecerá o Inbound Recruiting, uma técnica de atração que visa aproximar talentos das organizações. Inbound Recruiting O Inbound Recruiting, ou recrutamento de entrada, é uma nova metodologia de recrutamento e seleção de pessoal derivada do Inbound Marketing (CAHUANA, 2021). Baseia-se no conceito de foco no cliente, para atrair e recrutar candidatos desempregados, oferecendo chances de uma experiência diferenciada na orga- nização. Em outras palavras, “consiste em atrair futuros colaboradores por inter- médio do marketing e se esforçando para capturar sua atenção para finalmente cativá-los para desejarem fazer parte da organização” (CAHUANA, 2021, p. 51). Com o intuito de atrair pessoal e propor um relacionamento satisfatório com futuros membros, Sala e Izquierdo (2013 apud CAHUANA, 2021) propõem uma metodologia de Inbound Recruiting, conforme mostra a Figura 1. 9 4 Na Figura 1, são exibidas as fases da metodologia Inbound Recruiting. Primeiro, a organização atrai o talento adequado à sua cultura. Em segundo lugar, converte-o, efetivamente, em candidato. Em terceiro, contrata de modo ágil e com poucos recursos. Por fim, utiliza técnicas para conquistar os candidatos durante o pro- cesso de seleção e transformá-los em promotores da marca da organização. Os círculos representam os status da pessoa que busca um trabalho, à medida que ela se movimenta de uma fase para a outra. Os status mudam da seguinte forma: (1) talentos disponíveis no mercado que buscam trabalho na Internet ou que navegam nas redes são atraídos para (2) visitar a página de ofertas de emprego, (3) serem convertidos em candidatos registrados para as ofertasde emprego, (4) selecionados e contratados como colaboradores e (5) transformados em promo- tores da marca da organização. Em cada uma das fases, diferentes técnicas e fer- ramentas são utilizadas para implantação do processo de recrutamento e seleção, de forma que a experiência do candidato seja positiva e permita o gerenciamento eficiente da “marca do empregador”. ATRAIR CONVERTER CONTRATAR CONQUISTAR Talento Visitante Candidato Colaborar Promotor •Employer Branding •Página de emprego •Redes sociais •Ofertas de emprego •Formulários •Aplicativos móveis •Talent Relationship Management •E-mail •Base de dados de candidatos •Programa de promotores da marca •Experiência do candidato •Pesquisas Figura 1 - Metodologia Inbound Recruiting / Fonte: adaptada de Sala e Izquierdo (2013 apud CAHUANA, 2021). Descrição da Imagem: a figura apresenta a ilustração das fases da metodologia Inbound Recruiting. Composta por três linhas, sendo que a primeira contém quatro títulos: atrair, converter, contratar e conquistar. A segunda linha apresenta cinco elipses, ligadas ente si por setas que apontam para a direita, com os seguintes títulos em seu inte- rior: talento, visitante, candidato, colaborador e promotor. A primeira elipse (talento) possui o seu redor tracejado, com uma linha direcionando-a até a última elipse (promotor). A terceira e última linha do esquema possui quatro figuras quadradas com uma lista em seu interior, sendo: 1) employer branding, página de emprego e redes sociais, 2) ofertas de emprego, formulários e aplicativos móveis, 3) talent relationship management, e-mail e base de dados de candidatos e 4) programa de promotores da marca, experiência do candidato e pesquisas. Fim da descrição. UNIASSELVI 9 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 Observa-se, a partir das informações recolhidas na Figura 1, que o Inbound Recruiting consiste em uma metodologia baseada em uma sequência lógica de ações para a implantação de um processo de recrutamento e seleção digital bem-sucedido. Vejamos, a seguir, como cada uma delas pode otimizar o pro- cesso de recrutamento e seleção digital, de acordo com as fases: 1. Técnicas e ferramentas para atração de talentos ■ Employer Branding: definir a cultura da empresa e divulgá-la, definir os requisitos para os candidatos e atrair os talentos adequados. ■ Página de emprego: direcionar o tráfego da web e os acessos à página da organização para a página “Trabalhe Conosco”. ■ Redes sociais: aproveitar as comunidades que a equipe de Marketing cria nas redes sociais virtuais para divulgar ofertas de trabalho. Por exemplo, no LinkedIn® ou no Facebook®. 2. Técnicas e ferramentas para conversão de talentos em candidatos ■ Oferta de emprego: convencer, rapidamente, o visitante sobre a atrativi- dade da oferta com imagens, vídeos e comentários sobre a marca empre- gadora e sobre o dia a dia na empresa. ■ Formulário: criar formulário de cadastro de candidatos que seja de fácil compreensão, breve, responsivo e integrado às redes sociais. ■ Utilização de aplicativos móveis: investir nas conexões móveis que as pessoas comumente utilizam, como dispositivos celulares, disponibilizando, lá, os formulários de forma a serem rapidamente respondidos. Para saber mais sobre como softwares de ofertas de emprego estão auxil- iando empresas de renome internacional em processos de recrutamento e seleção, acesse o site da Talent Clue. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 9 1 3. Técnicas e ferramentas para contratação de candidatos ■ Talent Relationship Management (TRM): criar estratégias de gerencia- mento do relacionamento com os talentos conectados com base nos prin- cípios de relacionamento com clientes no marketing. Usar ferramentas de software de recrutamento. ■ E-mail: criar e-mail automático de resposta aos candidatos. ■ Base de dados de talentos e candidatos: criar bases de dados estatísticos sobre os talentos e virtuais candidatos e atualizar suas informações. 4. Técnicas e ferramentas para conquistar promotores da marca do empregador ■ Programas de promotores da marca do empregador: os colaboradores devem ser incentivados a ser os embaixadores da marca e os melhores conhecedores da cultura da organização. Um programa de incentivo à indicação por funcionários com um plano de recompensas definido auxilia, positivamente, nas melhores contratações. Se a organização oferece bom ambiente de trabalho, boas propostas salariais bem como crescimento profissional e pessoal, por exemplo, ela dissemina boa imagem. Uma vez que os funcionários compartilham as ofertas com contatos, podem atrair talentos adequados divulgando a cultura e as vantagens de trabalhar na empresa. ■ Experiência do candidato: a imagem mais relevante que o candidato for- ma da organização é fruto da experiência com o processo de recrutamen- to e seleção. Ela reflete a forma de gerenciar as expectativas e os projetos pessoais. Portanto, exige cuidados com o candidato durante todo o pro- cesso para não perder bons candidatos para a concorrência. ■ Pesquisas de opinião: pesquisas para saber o que funcionários e candi- datos pensam ajudam a melhorar sua marca de empregador para atrair os candidatos certos. Divulgar avaliações sobre como é trabalhar na or- ganização bem como sobre o ambiente e as possibilidades de crescer na carreira favorece o convencimento de talentos de destaque. UNIASSELVI 9 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 O desafio para os profissionais que utilizam o Inbound Recruiting é envolver pessoas e possíveis colaboradores para transformá-los em candidatos às ofertas de emprego da organização (CAHUANA, 2021). A construção de relacionamentos com informações progressivas e sólidas sobre a proposta da organização, conforme o candidato evolui no processo de recrutamento e seleção, deve gerar confiança mútua. Empresas com uma cultura expressiva, transparente e bem comunicada tendem a conquistar os melhores talentos do mercado de trabalho adequados à sua missão, visão e valores. A Inte- ligência Artificial (IA) e a Realidade Virtual (RV), também, são artifícios relevan- tes para o recrutamento e seleção na era digital. A seguir, você saberá como tais recursos podem tornar a experiência do candidato diferenciada e estimulante. Aplicações da Inteligência Artificial em Recrutamento e Seleção O surgimento das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) proporciona às organizações a otimização de processos, melhorando seu desempenho (FER- REIRA, 2020). A IA pode ser definida como uma tecnologia em que os compu- tadores podem pensar, fazer, interagir e agir em diversas áreas tal como um ser humano e, ainda, diminuir, sensivelmente, os enviesamentos, custos e tempos de produção, melhorando a eficiência e a eficácia organizacional (DIRICAN, 2015; FERREIRA, 2020). Pode, também, ser considerado um sistema informa- tizado de inteligência de máquinas, baseado em algoritmos, com capacidade de reproduzir tarefas desempenhadas pela inteligência humana com maior velocidade e chance de acertos (SOUSA et al., 2019). O Employer Branding é uma estratégia de recrutamento baseada no princípio da atração de talentos, de forma que a empresa divulgue uma imagem positiva de sua marca no mercado de trabalho. A partir desse princípio, todo o processo de Inbound Recruiting, ou seja, recrutamento de pessoas disponíveis na web, deve ser colocado em ação. ZOOM NO CONHECIMENTO 9 8 O processo de recrutamento e seleção tem sido modificado pela IA, principal- mente, na etapa de análise de currículos (SOUSA et al., 2019; FERREIRA, 2020; BLUMEN; CEPELLOS, 2023). Os sistemas inteligentes vêm diminuindo os custos, financeiros e de tempo, na contratação de funcionários e aumentando a probabili- dade de encontrar os profissionais com o perfil desejado na organização. Por isso, o uso da IA, em processos de recrutamento e seleção, pode impactar na diminuição da rotatividade deser vistas conforme a seguir: 1 1 NASCIDOS ATÉ 1964 – GERAÇÃO DOS BABY BOOMERS: são motivados, otimistas e altamente interessados no trabalho. Eram jovens rebeldes que se tornaram adultos conservadores, mas não rígidos. Valorizam o status e a ascensão profissional, são leais e comprometidos com o os valores das organizações em que trabalham. NASCIDOS ENTRE 1965 E 1984 – GERAÇÃO X: viveram uma situação de mudanças na família, com pai e mãe trabalhando, sentimento de culpa das mulheres pela ausência do lar, que gerou dificuldades para colocar limites nos filhos. São individualistas, irreverentes, autoconfiantes e apostam na lealdade a si mesmos. Cresceram no período da diminuição da buro- cracia corporativa, que desestabilizou a segurança no emprego. NASCIDOS DE 1985 A 1999 – GERAÇÃO Y: tiveram contato com as tecnologias de informação, são individualistas e presen- ciaram a cultura da impermanência e a falta de garantias em decorrência dos mercados voláteis. Adquiriram mais conhecimento tecnológico do que pessoas das gerações anteriores e conviveram com a diversidade familiar, agenda de ati- vidades e aparelhos eletrônicos domésticos. As pessoas dessa geração são mul- tifacetadas, proativas e administram bem o tempo. Absorvem os acontecimentos em tempo real e se conectam facilmente com uma variedade de pessoas. NASCIDOS DO ANO 2000 EM DIANTE – GERAÇÃO Z: são ávidos por informações rápidas e claras por conta de crescerem em con- tato com a internet, os meios de comunicação e outros recursos tecnológicos. Por isso, são imediatistas e impacientes com atividades que não envolvem a praticidade das tecnologias. Parecem não necessitar da presença física. São interessados em entretenimento digital e apresentam dificuldades para lidar com atividades fora de plataformas tecnológicas. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 As gerações e o mercado de trabalho As diversas experiências e os diferentes contextos sociais vividos pelas gerações ao longo do tempo também moldaram suas formas de entender e vivenciar o trabalho. A seguir, você conhecerá as características que marcam a forma como cada geração lida com o trabalho. ■ Baby boomers: buscavam oportunidades de inserção econômica e usa- vam o conhecimento formal para encontrar garantias de carreira em di- versas ocupações no campo do trabalho social. ■ Geração X: para as pessoas dessa geração, a lealdade à organização não garantiu a estabilidade no trabalho, o que os forçou a desenvolver novas habilidades para conseguir melhor empregabilidade. ■ Geração Y: compartilham o ambiente de trabalho com pessoas de ge- rações anteriores. Esse convívio tem gerado conflitos de ideias e valores. Nas organizações do trabalho, esses jovens fogem de fatores restritivos e têm algo de não domesticável. São altamente inventivos e inovadores. No trabalho, são relacionais e imersos em fluxos de todas as ordens, com uma inteligência associada ao coletivo. Para eles, a recusa de uma relação de trabalho significa evitar alienação na vida, o que veem como fonte de inovação e desenvolvimento pessoal. ■ Geração Z: adaptam-se satisfatoriamente às metodologias ativas de tra- balho. Isso significa que preferem trabalhar utilizando o raciocínio crítico e analítico para solucionar problemas práticos e tomar decisões. O tra- balho em equipe é outro elemento relevante para essa geração altamente relacional e conectada. O compartilhamento de conhecimentos técnicos com forte influência das relações interpessoais fomenta a criatividade, a inovação e a construção de soluções coletivas para problemas emergentes e prospecção do futuro organizacional. Em decorrência disso, compreender as características de cada geração é essencial para as organizações desenvolverem estratégias de gestão e comunicação eficazes, promovendo um ambiente inclusivo, produtivo e até mesmo adaptativo, com o intuito de aprimorar suas estratégias. 1 1 O FENÔMENO DA MUDANÇA Da mesma forma que as gerações sofrem influências em sua forma de pen- sar, trabalhar e viver, as pressões sobre as organizações, causadas pela evolução tecnológica, forçam processos de transformação que ajustem sua capacidade de inovação. O processo evolutivo das pressões que impõem mudança na socieda- de, nas pessoas e nas organizações pode ser explicado segundo duas linhas de pensamento: o enfoque das ondas tecnológicas e a abordagem humanista. Tradicionalmente, na literatura acadêmica, faz-se menção às fases da Revolução Industrial e enfatiza-se as ondas da Revolução Tecnológica para tecer explicações a respeito da influência das mudanças ambientais na realidade das organizações produtivas (MAXIMILIANO, 2017; ROBBINS, 2020). Um ponto central desse enfoque reside na constatação de que as pessoas e as organizações precisam ade- quar-se às mudanças ambientais causadas pela evolução tecnológica. Por outro lado, a perspectiva humanista de- fende a hipótese de que o ambiente e as orga- nizações são influenciados pelas mudanças no comportamento humano ao longo dos tempos (MAXIMILIANO, 2017; ROBBINS, 2020). Esse enfoque pode ser justificado pelo fato de pessoas de diferentes gerações – diz-se que essa convivên- cia pode abranger até três gerações – que convivem em sociedade ao mesmo tempo buscarem legitimar sua forma de pensar, seus valores e comporta- mentos em um “jogo de forças”, tentando moldar os espaços sociais onde vivem aos seus preceitos. A complexidade que afeta o mundo do trabalho na atualidade demanda dos profissionais de gestão de pessoas o entendimento do comportamento das di- ferentes gerações que ocupam espaços nas organizações produtivas (COMAZ- ZETTO et al., 2016; MOREIRA, 2022). Mudanças nos comportamentos das pessoas dependem de características geracionais que se alteram ao longo do tempo (COMAZETTO et al., 2016; MOREIRA, 2022). Conhecer o fenômeno da mudança no âmbito ambiental e organizacional também é crucial para uma organização caminhar rumo à realização de objetivos. As organizações são influenciados pelas mudanças no comportamento humano ao longo dos tempos UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 Portanto, identificar as diferentes formas de manifestação de comporta- mentos geracionais no ambiente laboral e no mercado de trabalho são desa- fios para conseguir a melhor forma de organização dos Recursos Humanos que leve a desempenhos satisfatórios. Tal desafio se impõe aos gestores por- que a realização de objetivos organizacionais está vinculada à mobilização das pessoas em torno das prioridades e metas previamente estabelecidas. A partir da metade do século XX, mudanças profundas na sociedade impõem aos gestores a adoção de ações para ajustar constantemente o modo de fazer as coisas (MCSHANE, 2014; MAXIMILIANO, 2017; ROBBINS, 2020). Um dos maiores desafios atuais das organizações produtivas é a adaptação ao fenômeno da Globalização (MCSHANE, 2014; ROBBINS, 2020). "O termo "Globalização” se refere à conectividade econômica, social e cultural com pessoas de outras partes do mundo" (MCSHANE, 2014, p. 40). Vivemos em um momento histórico em que a incerteza e a necessidade de construir um futuro próspero ética e socialmente responsável são imperativos glo- bais. Na sociedade atual, “a mudança é a única constante” (HARARI, 2018, p. 319). 21 lições para o século XXI Editora: Companhia das Letras Autor: Yuval Noah Harari Sinopse: nesta obra, o PhD em História Yuval Noah Harari, um dos mais importantes pensadores da atualidade, anali- sa o impacto de mudanças políticas, tecnológicas, sociais e existenciais na vida dos seres humanos. Seus estudos permitem refletir sobre o atual contexto global de incerte- zas e ruídos sociais, altamente marcado pela influência da Tecnologia da Informação e da Inteligência Artificial. INDICAÇÃO DE LIVRO 1 4 Organizações globais atuam conectadas a diferentes culturas e nações por in- termédio da tecnologia da informação e de sistemas capazes de gerar uma rede interdependente de relações. Mercadosfuncionários, gerando menores chances de despesas com demis- sões causadas por contrações de funcionários que não possuem um perfil alinhado aos requisitos definidos pela organização (SOUSA et al., 2019). O Recrutamento Inteligente, a principal aplicação da IA em recrutamento e seleção, possibilita a redução significativa de falhas por meio de softwares que selecionam dados de candidatos mais adequados à vaga (SOUSA et al., 2019; FERREIRA, 2020). Auxilia na agilidade da gestão de candidatos, eliminando pla- nilhas, papéis e e-mails. Conta com testes de perfil comportamental e avaliação da personalidade, permitindo a verificação assertiva de características pessoais para escolher os mais alinhados com o estilo da organização. Tais mecanismos são disponibilizados às organizações contratantes, e candidatos em plataformas e sites que mapeiam características dos profissionais recomendam oportunidades alinhadas ao seu perfil (SOUSA et al., 2019). Conheça uma das plataformas de recrutamento e seleção disponíveis no mercado, a Gupy, acessando o site oficial. APROFUNDANDO A literatura sobre o tema, no entanto, aponta algumas desvantagens consequentes da aplicação da IA em recrutamento e seleção de pessoal. Blumen e Cepellos (2023) afirmam que uma das resistências gerais ao uso das tecnologias inteligentes consiste na descrença em relação à sua assertividade causada pela redução do contato humano. Para os autores, a falta de contato “corpo a corpo” durante uma entrevista, por exemplo, pode causar impressões falsas sobre o perfil do candidato. UNIASSELVI 9 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 Outra desvantagem seria a eliminação de postos de trabalho. No futuro, se- gundo Atkinson (2016), a inteligência artificial poderá substituir 50% dos em- pregos. Além disso, há receio e insegurança nas organizações quanto ao uso da IA, pois seu aperfeiçoamento poderá colocar em risco, até mesmo, as atividades mentais, atualmente, realizadas exclusivamente por seres humanos. A IA, no entanto, limita-se a tarefas restritas baseadas na comparação entre dados e informações (ATKINSON, 2016). Saber interpretar e comunicar resul- tados e indicar ações de modo dinâmico e contextual, por exemplo, são tarefas exclusivamente humanas. Além disso, a manutenção e o desenvolvimento de máquinas “superinteligentes” envolvem custos exorbitantes (FERREIRA, 2020). Portanto, grande parte das profissões, dificilmente, será totalmente substituída pela automatização. Ainda, os impactos positivos, como aumento da produtividade e lucrativida- de, poderão funcionar como agentes de pressão para que as pessoas aprimorem suas capacidades de solução de problemas (FERREIRA, 2020). Assim como as tecnologias anteriores incentivaram a criação de novos postos de trabalho, por exemplo, na área de Tecnologia da Informação, o mesmo poderá acontecer com a introdução da IA nas organizações produtivas. Podemos concluir que a IA, além de permitir a redução de custos e otimizar recursos e tempo, permite a redução de erros e enviesamentos, servindo como ferramenta de apoio aos profissionais de Recursos Humanos. Saiba mais sobre os impactos do uso da Inteligência Artificial nos processos de recrutamento e seleção. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 1 1 Aplicações da Realidade Virtual em Recrutamento e Seleção Na atualidade, as organizações estão, progressivamente, investindo em tecnolo- gias de Realidade Virtual (RV) para proporcionar aos candidatos experiências atrativas durante os processos de recrutamento e seleção (SANTOS, 2019). Ela permite que os profissionais de recursos humanos verifiquem as reações dos candidatos, por exemplo, em possíveis situações e ambientes de trabalho, por intermédio da simulação. Além disso, ela pode proporcionar uma instigante e motivadora visita virtual à organização, em que o candidato poderá vivenciar a cultura e os valores organizacionais de forma inclusiva. Você sabe quando surgiu a RV e como podemos defini-la? A RV iniciou em 1963, nos Estados Unidos, com a manipulação de figuras tridimensionais no monitor de um computador, em tempo real (PEREIRA, 2018; SANTOS, 2019). Com o aperfeiçoamento de softwares de imagem e som, foi possível que os especialistas em computação criassem ambientes com imagem e som, em que os seres humanos pudessem interagir por intermédio de dispositivos conectados ao seu corpo. Jerald (2015), definiu RV como um ambiente digital para ser utilizado de forma interativa como se fosse real, por intermédio da recriação de ambientes e cenários específicos. A utilização de dispositivos, como óculos especiais para a visualização e a simulação de vivências em um mundo virtual, torna a RV uma tecnologia imersiva (PEREIRA, 2018; SANTOS, 2019). Por isso, empresas de todo o mundo começaram a utilizar a RV como forma de apresentar, promover e destacar suas qualidades para atrair candidatos (PE- REIRA, 2018). A General Mills, por exemplo, promove visitas virtuais às suas sedes em feiras de emprego. A Google criou o Job Simulator, um jogo de RV que envolve o candidato em diferentes tarefas para compreender como ele soluciona problemas e, assim, avaliar seu desempenho durante uma seleção. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 4 A aplicação da RV em processos seletivos pode constituir um diferencial com- petitivo para as organizações (PEREIRA, 2018). Empresas que querem atrair os candidatos adequados ao perfil desejado e proporcionar experiências distintas durante um processo seletivo podem investir nessa nova tecnologia. A adoção da RV nos processos de seleção de pessoal pode trazer inúmeras vantagens para a organização e o candidato (PEREIRA, 2018; SANTOS, 2019). A capacidade de criar ambientes como se a pessoa estivesse fisicamente presente no local da seleção gera economia de tempo e recursos para o candidato e para a organização. Durante o processo de seleção, o nível de imersão proporcionado pela RV reduz, significativamente, a distração do candidato. Outra característica de destaque do uso da RV em recrutamento e seleção é a sua aderência ao modo de vida da nova geração que ingressa no mercado de trabalho (SANTOS, 2019). Jovens conectados são dados a utilizar ferramentas digitais em todos os âmbitos da vida. Portanto, a RV é um atrativo para os tra- balhadores do futuro. Em suma, a RV é uma ferramenta em constante evolução e ainda tem muito a ser explorada e dinamizada nos processos de recrutamento e seleção. Com base na demanda por profissionais capazes de compreender e operar em ferramentas digitais em recrutamento e seleção, como as baseadas em IA e RV, prospectaremos os novos desafios para esse campo específico da área de RH. Saiba mais sobre o Job Simulator. Recursos de mídia disponíveis no conteú- do digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 1 1 NOVOS DESAFIOS A crescente concorrência e a exigência de qualidade e maior valor agregado aos produtos e serviços, por parte dos consumidores, forçam as organizações produ- tivas a inovar. Por consequência, atrair pessoas criativas, capazes de lidar com as novas tecnologias e com valores adequados aos novos desafios para as organiza- ções, exige grande atenção dos profissionais de Recursos Humanos no momento de recrutar, selecionar e contratar (COSTA, 2017). Os profissionais de Recursos Humanos precisarão atualizar suas habilidades para acompanhar o desenvolvimento tecnológico baseado em IA (FERREIRA, 2020). Por conta de os sistemas inteligentes absorverem tarefas rotineiras e me- canizadas, eles terão mais tempo para investir em atividades complexas de valor agregado para as organizações, tais como: interpretar resultados, participar de discussões sobre os processos de recrutamento e seleção e ajustar possíveis equí- vocos durante o processo de inserção do novo membro na organização. Para isso, é essencial que as organizações contratantes invistam na formação e qualificação dosseus trabalhadores. Desenvolver colaboradores aptos para transi- tar no mundo da IA e da RV é tarefa essencial para as organizações da era digital. UNIASSELVI 1 1 1 VAMOS PRATICAR 1. A área de Recursos Humanos está mais automatizada. A crescente utilização da Internet e a proliferação das redes sociais on-line tornam frequente o uso de ferramentas virtuais para a captação de candidatos (BANOV, 2020; MONTEIRO NETO; SCATOLIN, 2020.). A crescente automatização das ferramentas de trabalho, a Internet e a proliferação das redes sociais digitais impulsionam o uso de ferramentas virtuais para recrutamento e seleção de candidatos a empregos. A respeito da aplicação de tecnologias digitais na área de recrutamento e seleção, assinale a alternativa correta a) Geram economia de tempo, recursos e maior amplitude de visualização das vagas ofertadas no mercado. b) Demandam mais tempo de trabalho e geram maiores custos para as organizações. c) Garantem segurança da informação e preservação da privacidade do candidato. d) Utilizam automatização de processos, por isso, garantem a transparência no relacio- namento entre candidatos e organizações. e) Eliminam as chances de adulteração de documentos e falseamento de perfil. 2. A arte de atrair consiste em convencer o candidato de que seu perfil converge com a necessidade do cargo, que ele se realizará e que a empresa é um excelente lugar para trabalhar. Há diversas formas de atrair os indivíduos para uma organização que podem ser definidas de acordo com alguns critérios de escolha das pessoas no momento de buscar uma contratação (BICHUETTI; BICHUETTI, 2020; COSTA, 2017). Os candidatos a postos de trabalho são atraídos de acordo com comparações entre as ofertas de salário, benefícios e possibilidades de desenvolvimento profissional, entre ou- tros critérios. Para destacar suas ofertas e selecionar os melhores talentos, as organiza- ções precisam atender a esses critérios de acordo com etapas específicas. Sobre essas etapas, analise as afirmativas a seguir. I - Definir, claramente, os salários e benefícios de acordo com as responsabilidades do cargo é uma etapa do planejamento do processo de atração de talentos, que deve suceder a etapa de definição das competências. II - Na etapa de definição das competências, são descritas as habilidades técnicas do cargo, sendo que questões comportamentais e alinhamento com os valores da orga- nização devem ser avaliadas após a contratação. III - As fontes de candidatos devem ser definidas antes da etapa de definição das compe- tências do cargo e envolvem somente informações internas, como a rede de contatos dos colaboradores e sua capacidade de comunicar os valores e vantagens de trabalhar na organização. 1 1 4 VAMOS PRATICAR É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 3. A “marca do empregador” ganha maior relevância na atualidade. Isso porque o sucesso das organizações, em um ambiente dinâmico e competitivo, demanda profissionais altamente qualificados e envolvidos com o todo da organização, sua missão, sua visão e seus valores. Para atrair os melhores talentos, as organizações precisam transmitir uma imagem posi- tiva. Convencer os profissionais de que “aqui é o melhor lugar para trabalhar” é objetivo da estratégia de Employer Branding. A respeito do Employer Branding e sua função estratégica de atração de talentos, assinale a alternativa correta. a) É uma nova metodologia de recrutamento baseada no Inbound Marketing. b) Baseia-se no conceito de foco no cliente para atrair, recrutar, selecionar e contratar os melhores talentos. c) A organização precisa refletir os comportamentos, o clima e a qualidade dos relacio- namentos bem como deixar claro ao candidato seus valores para que ele, também, faça sua escolha. d) Baseia-se no princípio de que os candidatos escolhem a organização para trabalhar aleatoriamente ou por oferecer os melhores salários. e) Dispensa a oferta de salários atrativos e planos de crescimento profissional. 4. O Inbound Recruiting, ou recrutamento de entrada, é uma nova metodologia de recru- tamento e seleção de pessoal derivada do Inbound Marketing. Baseia-se no conceito de foco no cliente para atrair e recrutar candidatos desempregados oferecendo chances de uma experiência diferenciada na organização. O Inbound Recruiting é uma metodologia de recrutamento de profissionais disponíveis no mercado que visa atrair os melhores talentos para a organização. Com base em con- ceitos de marketing, visa manter a atenção do candidato até o momento da contratação. A respeito da metodologia Inbound Recruiting, assinale a alternativa correta. 1 1 5 VAMOS PRATICAR a) O principal momento da metodologia é a fase de contratação, em que a organização compreende as competências do candidato. b) Na primeira fase, a empresa utiliza técnicas de atração para que os profissionais visi- tem sua página de ofertas de emprego na Internet e se tornem candidatos potenciais. c) O principal momento da metodologia é a fase de conversão, em que talentos se con- vertem em colaboradores da organização. d) Na segunda fase, a empresa utiliza técnicas de atração para selecionar os candidatos oferecendo os melhores salários. e) Na fase de conquista, os melhores talentos são recrutados por intermédio das visitas que fazem na página de oferta de empregos. 5. Os profissionais de Recursos Humanos precisarão atualizar suas habilidades para acompanhar o desenvolvimento tecnológico baseado em IA. Por conta de os sistemas inteligentes absorverem tarefas rotineiras e mecanizadas, eles terão mais tempo para investir em atividades complexas de valor agregado para as organizações, tais como: interpretar resultados, participar de discussões sobre os processos de recrutamento e seleção e ajustar possíveis equívocos durante o processo de inserção do novo membro na organização (PEREIRA, 2018). Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação pro- posta entre elas: I - Interpretar resultados, participar de discussões sobre os processos de recrutamen- to e seleção e ajustar possíveis equívocos durante o processo de inserção do novo membro na organização são novas tendências para a atuação dos profissionais de recursos humanos. PORQUE II - A IA vem substituindo o ser humano em tarefas rotineiras e simples deixando mais tempo para os profissionais realizarem atividades complexas e de maior valor agregado para a organização. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. b) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. e) As asserções I e II são falsas. 1 1 1 REFERÊNCIAS ATKINSON, R. “It’s Going to Kill Us!” and other myths about the future of Artificial Intelligence. NCSSS Journal, v. 21, n.1, p.8-11, 2016. BANOV, M. R. Recrutamento e Seleção com Foco na Transformação Digital. Rio de Ja- neiro: Atlas, 2020. BICHUETTI, L. B.; BICHUETTI, J. L. Gestão de pessoas não é com o RH. São Paulo: Saint Paul Editora, 2020. BLUMEN, D.; CEPELLOS, V. Dimensões do uso de tecnologia e Inteligência Artificial (IA) em Recrutamento e Seleção (R&S): benefícios, tendências e resistências. Cadernos EBAPE. BR, v. 21, 2023. CAHUANA, W. T. 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Dissertação (Mestrado em Gestão de Recursos humanos e Controladoria Organizacional) – Instituto Universitário de Lisboa, Lisboa, 2020. FERREIRA, O. L. M. Plataforma de e-recruitment: novas estratégias para recrutamento online. 2016. Dissertação (Mestrado em Multimédia) – Universidade do Porto, Porto, 2016. HOPE, J. Incorporate inbound marketing into your recruitment strategy. Recruiting & Re- taining Adult Learners, v. 17, n. 8, p. 1-7, 2015. JERALD, J. The VR book: human-centered design for Virtual Reality. Canada: ACM Books, 2015. MONTEIRO NETO, A. de Q.; SCATOLIN, H. G. Recrutamento e seleção: um contraste entre o novo e o tradicional. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 12, n. 5, p. 33-48, 2020. MORAIS, R. S. de. O Profissional do Futuro: Uma Visão Empreendedora. Barueri: Minha Editora, 2013. 1 1 1 REFERÊNCIAS MYERS, B. A. et al. Recruitment effort and costs from a multi-center randomized controlled trial for treating depression in type 2 diabetes. 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A afirmativa II está incorreta, porque, durante todo o processo, é preciso divulgar e verificar o alinhamento dos candidatos com os valores da organização. A afirmativa III está incorreta, porque as fontes de informação podem ser internas e externas. 3. Opção C. A alternativa A está incorreta, porque refere-se ao Inbound Recruiting. A alter- nativa B está incorreta pela mesma razão da alternativa A. A Alternativa C está correta, porque se refere aos aspectos estratégicos do Employer Branding, ou marca do empre- gador. A alternativa D está incorreta, porque o Employer Branding baseia-se no princípio da atração recíproca. A alternativa E está incorreta, porque os termos mencionados fazem parte da estratégia de marca do empregador. 4. Opção B. A alternativa A está incorreta, porque todas as fases do Inbound Recruiting são igualmente relevantes no processo de R&S. A alternativa B está correta, porque se refere à fase de atração. A alternativa C está incorreta pela mesma razão da alternativa A. A alternativa D está incorreta, pois se trata da primeira fase. A alternativa E está incorreta, porque se refere à fase de conversão. 5. A IA , por solucionar tarefas simples e rotineiras por intermédio da automatização, permite aos profissionais dedicarem mais tempo para tarefas complexas. GABARITO 1 1 9 MINHAS METAS TENDÊNCIAS PARA TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO Conhecer o conceito, as técnicas e as ferramentas do RH 4.0. Compreender a aplicação da Tecnologia da Informação na área de RH com enfoque em treinamento e desenvolvimento. Entender a aplicabilidade da técnica People Analytics em processos de treinamento e desenvolvimento. Conhecer os conceitos de Microlearning e Gamificação. Compreender as aplicações da Microlearning e da Gamificação em treinamento e desenvolvimento. Desenvolver uma visão crítica a respeito das técnicas e ferramentas do RH 4.0 no contexto de treinamento e desenvolvimento. Identificar as principais tendências e desafios para o profissional de RH mediante a disponibilização de ferramentas e técnicas de RH 4.0 para treinamento e desenvolvimento de pessoas. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5 1 1 1 INICIE SUA JORNADA Caro estudante, você já parou para pensar como a revolução digital e as novas tecnologias da informação estão impactando a área de Recursos Humanos? As inovações tecnológicas estão remodelando a maneira como as organizações gerenciam e desenvolvem seus talentos, trazendo à tona o conceito de RH 4.0. Neste tema, mergulharemos nas transformações desse novo paradigma e exploraremos as possibilidades que ele oferece. Imagine um cenário em que as decisões relacionadas a treinamento e desenvolvimento de recursos humanos sejam baseadas em dados precisos e análises profundas. O RH 4.0 possibilita a coleta de grandes volumes de informações sobre os colaboradores, fornecendo uma visão detalhada de suas habilidades, suas preferências e seus potenciais. Com base nesses insights, os gestores podem tomar decisões mais embasadas e estratégicas, identificando talentos ocultos, desenvolvendo planos de carreira personalizados e promovendo a efetividade organizacional. Uma ferramenta que emerge nesse contexto é o People Analytics. Utilizando algoritmos avançados e técnicas de mineração de dados, o People Analytics possibilita a análise profunda das informações coletadas, revelando padrões e tendências relevantes para a gestão de pessoas. Por exemplo, imagine identificar, por meio de dados, os principais fatores que influenciam a rotatividade dos colaboradores em uma empresa, permitindo a implementação de medidas proativas para aumentar a retenção de talentos. O RH 4.0 traz mudanças significativas em treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. Com a crescente adoção de plataformas de Microlearning, por exemplo, é possível criar programas de treinamento sob medida, adaptados às necessidades individuais e disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar. O Microlearning consiste na entrega de pequenos módulos de aprendizagem, permitindo que os funcionários absorvam conhecimento de forma prática e objetiva. Essa abordagem flexível e personalizada impulsiona o desenvolvimento contínuo e a atualização das habilidades em um mundo em constante mudança. Um exemplo de como o RH 4.0 está transformando as práticas de gestão é a utilização da gamificação. A gamificação incorpora elementos de jogos, como desafios, recompensas e rankings, em atividades de treinamento e engajamento dos colaboradores. Por meio de plataformas interativas e divertidas, as empresas UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 5 podem incentivara participação ativa dos funcionários, melhorar a absorção do conteúdo e promover a colaboração entre equipes. Conforme vimos anteriormente, é evidente que a era digital e a tecnologia da informação estão trazendo consigo uma série de possibilidades transformadoras para a gestão de recursos humanos. Ao abraçar essas mudanças e explorar as ferramentas de People Analytics, Microlearning e gamificação, as organizações podem alcançar novos patamares de eficiência, produtividade e desenvolvimento de seus talentos. Venha conosco explorar mais este instigante tema: O RH 4.0! Bons estudos! VAMOS RECORDAR? Relembre a Revolução 4.0 no vídeo Quarta Revolução Industrial. Explore a convergência de tecnologias avançadas e seu impacto na indústria, na economia, no trabalho e na sociedade. Descubra as transformações trazidas pela inteligência artificial, Internet das Coisas e automação. Assista agora e atualize-se sobre as possibilidades e os desafios dessa revolução tecnológica. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . DESENVOLVA SEU POTENCIAL RH 4.0: CONCEITOS, TÉCNICAS E FERRAMENTAS A revolução digital trouxe consigo uma nova era na gestão de recursos humanos, conhecida como RH 4.0. Nesse contexto, os avanços tecnológicos têm transfor- mado, significativamente, a forma como as organizações gerenciam e desenvol- vem seus talentos. Nessa exploração, discutiremos os conceitos fundamentais do RH 4.0 bem como as técnicas e ferramentas utilizadas nesse novo paradigma. Primeiro, para que você possa estar embasado teoricamente, introduziremos as principais influências da tecnologia da informação em treinamento e desenvolvimento de recursos humanos na atualidade. 1 1 1 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM RECURSOS HUMANOS: INFLUÊNCIAS EM TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO O avanço tecnológico tem desempenhado papel transformador no campo de Re- cursos Humanos, especialmente, no treinamento e desenvolvimento de colabora- dores (BANOV, 2020; SIEMENS, 2019). Nesse texto, exploraremos as influências da tecnologia nessa área, abordando as mudanças ocorridas nos métodos de treinamento, nas formas de aprendizagem e nas abordagens educacionais. Além disso, discutiremos os benefícios e desafios trazidos por essas inovações. Uma das influências mais marcantes da tecnologia no treinamento e desen- volvimento é a ascensão do e-learning e da aprendizagem on-line (SIEMENS, 2019). Segundo Ally (2004), e-learning é um termo genérico que se refere ao uso das tecnologias da informação e comunicação para dar suporte e aprimoramento aos processos de aprendizagem. Envolve o uso de ferramentas digitais, como plataformas on-line, conteúdos interativos, videoaulas, fóruns de discussão, entre outras, para facilitar a entrega de conteúdo educacional, interação entre alunos e instrutores bem como avaliação do aprendizado. Essa modalidade de ensino permite acessar o conhecimento de forma flexível e de acordo com as prioridades do aprendiz. Nas organizações, o e-learning per- mite que os funcionários aprendam em seu próprio ritmo, superando barreiras geográficas e temporais. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 5 Com base no conceito de e-learning, entenderemos os conceitos de People Analy- tics, Microlearning e Gamificação bem como suas ferramentas, seus benefícios e suas limitações em treinamento e desenvolvimento. People Analytics O advento da tecnologia e a disponibilidade de grandes volumes de dados têm permitido avanços significativos na área de Recursos Humanos (RH). A partir de agora, abordaremos a função do People Analytics no contexto do treinamento e desenvolvimento, destacando como essa abordagem baseada em dados pode impulsionar a eficácia dos programas de treinamento, capacitação, e promover o crescimento dos colaboradores. Para conhecer uma das plataformas mais relevantes em fornecimento de cur- sos totalmente on-line acesse o site Coursera. Outra opção, não menos impor- tante, é acessar o site Udemy. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 1 4 O que é People Analytics? O People Analytics é uma abordagem que utiliza técnicas analíticas e ferramentas de dados para extrair insights valiosos sobre os colaboradores de uma organização (ISSON; HARRIOTT, 2016). Por meio da coleta e análise sistemática de informações, é possível identificar padrões, correlações e tendências relacionados ao desempenho, às habilidades e às necessidades de treinamento dos funcionários. Em recursos humanos, o People Analytics consiste na aplicação do big data, isto é, da capacidade de análise computacional para um grande volume de dados sobre as pessoas que estão armazenados na web (BANOV, 2020). Trata-se de uma sistemática de coleta, organização e análise de dados do compor- tamento das pessoas que contribui para a tomada de decisão sobre o candidato adequado para um cargo e em decisões estratégicas de gestão de pessoas. Treinamento e Capacitação são conceitos complementares. O primeiro consiste na repetição de ações em tarefas laborais para melhorar a eficácia operacional. Já o segundo consiste em um processo de aprendizado sistemático, organiza- do e de longo prazo para aquisição de conhecimentos técnicos e habilidades para melhorar a eficiência mediante a um objetivo definido. O treinamento foca na fixação de rotinas de trabalho e a capacitação opera no nível do aprendiza- do para decisões tanto rotineiras quanto em situação de mudança e incerteza. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 5 Os gestores de recursos humanos utilizam informações do colaborador, tais como registro, folha de pagamento, avaliações de desempenho, presença nas redes sociais, resultados no Google e outros dados, a fim de embasar suas deci- sões relacionadas à seleção do perfil ideal para uma posição ou para otimizar a alocação estratégica de pessoal. Como o People Analytics pode ser aplicado em treinamento e desenvol- vimento? No contexto do treinamento e desenvolvimento, o People Analytics permite identificar lacunas de habilidades e necessidades de capacitação por meio da análise dos dados dos colaboradores (DEEVI, 2015). Com base na análise desses dados, é possível desenvolver programas de treinamento direcionados e personalizados, garantindo que as iniciativas de capacitação estejam alinhadas com as demandas reais da organização. Além disso, o People Analytics permite a avaliação do impacto dos programas de capacitação, identificando quais estratégias são mais eficazes e quais precisam ser aprimoradas (RASMUSSEN, 2019). O uso de dados objetivos, no processo de tomada de decisão, contribui para uma gestão mais embasada e estratégica do desenvolvimento dos colaboradores. É importante, no entanto, mencionar os desafios associados ao uso do People Analytics. Segundo Rasmussen (2019), é necessário garantir a privacidade e a segurança dos dados dos colaboradores bem como o uso ético das informações coletadas. Além disso, é fundamental que os profissionais de RH possuam ha- bilidades analíticas e compreendam a importância de interpretar, corretamente, os dados para chegar a decisões mais assertivas. Saiba mais sobre empresas que utilizam o People Analytics na área de Recursos Humanos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 1 1 A partir dos resultados das análises dos dados dos colaboradores, é possível criar programas de treinamento e capacitação na modalidade on-line. Para otimizar o aprendizado, o Microlearning é uma das modalidades disponíveis no ensino a distância. Esse é o nosso próximo assunto. Microlearning O Microlearning tem se destacado como uma abordagem eficaz e adaptável para treinamento e desenvolvimento de colaboradores. A partir de agora, exploraremos a função do Microlearning no treinamento e desenvolvimentoem Recursos Humanos, destacando suas características, seus benefícios e suas melhores práticas de implementação. O que é Microlearning? Segundo Partidrge e Salisbury (2018), o Microlearning é uma abordagem de aprendizagem que consiste em fornecer conteúdos educacionais em pequenas doses ao aprendiz. Diferentemente dos programas de treinamento convencionais, que, muitas vezes, exigem longas sessões de estudo, o Microlearning desfragmenta o conhecimento em unidades mais curtas e facilmente acessíveis. Esses pequenos “blocos” de aprendizado podem ser entregues por meio de vídeos breves, infográficos, questionários ou, mesmo, aplicativos móveis. Segundo Cao, Zhang e Zhang (2020), o Microlearning traz uma série de benefícios para o treinamento e desenvolvimento de pessoas. São eles: Fornecer conteúdos educacionais em pequenas doses ao aprendiz UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 5 Segundo Morgan (2020), para implementar o Microlearning no treinamento e desenvolvimento, é importante considerar algumas melhores práticas. Em primeiro lugar, é essencial definir objetivos claros de aprendizagem e identificar quais tópicos ou habilidades podem ser abordados de forma eficaz por meio do Microlearning. Em seguida, é necessário criar conteúdos concisos e de qualidade, utilizando formatos que sejam atraentes e engajadores para os colaboradores. Além disso, é importante monitorar o desempenho dos colaboradores e analisar se houve melhoria nos resultados após a implementação do treinamento em Microlearning. Essa análise ajuda a identificar ajustes e melhorias contínuas nos programas de treinamento. É importante, no entanto, reconhecer que o Microlearning apresenta algumas limitações. Primeiramente, devido à sua natureza fragmentada, o Microlearning pode resultar em uma visão fragmentada e superficial do conhecimento, sem permitir uma compreensão mais aprofundada e conexões significativas entre os conceitos (HUG, 2018). Além disso, a eficácia do Microlearning pode ser influenciada pela capacidade individual de concentração e absorção ABORDAGEM FRAGMENTADA Torna o aprendizado mais fácil de ser absorvido e retido pelos colaboradores, evitando sobrecarga de informações. APRENDIZAGEM PERSONALIZADA Nessa aprendizagem, cada colaborador pode acessar o conteúdo de acordo com suas necessidades e seu ritmo individual. FLEXIBILIDADE Como os conteúdos são curtos e acessíveis em dispositivos móveis, os colaboradores podem realizar o treinamento em momentos oportunos, como pausas no trabalho ou durante deslocamentos. Isso proporciona maior conveniência e minimiza interrupções nas atividades diárias (CAO; ZHANG; ZHANG, 2020). 1 1 8 de informações em pequenas doses (THALHEIMER, 2017). Portanto, ao implementar o Microlearning, é essencial considerar suas limitações e avaliar, cuidadosamente, sua adequação aos objetivos educacionais e às necessidades dos colaboradores da organização. Outra forma de realizar atividades de treinamento e capacitação virtual é possibilitada pela realização de jogos e desafios, a chamada gamificação. Este é o nosso próximo assunto. Gamificação A tecnologia, também, tem impactado o treina- mento por meio de recursos, como a gamifica- ção. Nela, é possível utilizar elementos de jogos, como competição e recompensas, para engajar os colaboradores no processo de aprendizagem, tornando-o mais divertido e motivador (WER- BACH; HUNTER; DIXON, 2012). Segundo Werbach, Hunter e Dixon (2012), a gamificação é a aplicação de elementos e mecânicas de jogos em contextos não relacionados a jogos, como o treinamento corporativo. Esses elementos podem incluir desafios, recompensas, rankings, narrativas e competições. O objetivo é envolver os colaboradores de forma lúdica e estimulante, promovendo a aprendizagem ativa e o desenvolvimento de habilidades. A gamificação traz uma série de benefícios para o treinamento e desenvolvimento de trabalhadores (HAMARI; KOIVISTO; SARSA, 2014), como podemos ver a seguir: Saiba mais sobre a aplicação de Microlearning em treinamento e desenvolvimento. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 5 Ao implementar a gamificação no treinamento e desenvolvimento, é importante considerar algumas melhores práticas (LANDERS; LANDERS, 2014). Em primeiro lugar, é essencial alinhar os elementos de jogo aos objetivos de aprendizagem e às necessidades da organização. Os jogos devem ser projetados de forma a incentivar o desenvolvimento de habilidades específicas e a solução de problemas relevantes para o ambiente de trabalho. MOTIVAÇÃO E ENGAJAMENTO DOS COLABORADORES A introdução de elementos de jogo cria um senso de desafio, competição saudável e recompensas, o que estimula a participação ativa nos programas de treinamento. APRENDIZAGEM PRÁTICA E APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO Os colaboradores têm a oportunidade de colocar em prática as habilidades e os conhecimentos adquiridos em um ambiente simulado, permitindo a experimentação e o aprendizado com os erros. Isso contribui para uma aprendizagem mais significativa e efetiva (HAMARI; KOIVISTO; SARSA, 2014). Além disso, é fundamental oferecer feedback contínuo e recompensas significati- vas aos colaboradores (LANDERS; LANDERS, 2014; BANOV,2020). O feedback ajuda a direcionar o aprendizado e identificar áreas de melhoria, enquanto as recompensas aumentam o engajamento e a sensação de progresso. Também, é importante permitir a personalização e a adaptação dos desafios de acordo com o nível de habilidade e o perfil de cada colaborador. Saiba mais sobre o conceito de gamificação e o engajamento em programas de aprendizagem organizacional. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 1 1 A gamificação oferece uma abordagem inovadora e eficaz para o treinamento e desenvolvimento de colaboradores (WERBACH; HUNTER; DIXON, 2012; LANDERS; LANDERS, 2014). Ao incorporar elementos de jogo nos programas de capacitação, as organizações podem aumentar a motivação, o engajamento e a eficácia do aprendizado. Ao adotar a gamificação como parte das estratégias de treinamento, as empresas estarão melhor posicionadas para desenvolver as habilidades de sua força de trabalho e impulsionar o sucesso organizacional. É fundamental, no entanto, que as organizações avaliem, cuidadosamente, a viabilidade dessas tecnologias em seu contexto específico. Nesse aspecto, é preciso considerar tanto os benefícios potenciais quanto as limitações e os custos associados à sua adoção. As habilidades digitais são cada vez mais valorizadas no contexto do mercado de trabalho contemporâneo. Porém é necessário evitar uma visão reducionista que prioriza, exclusivamente, essas competências em detrimento de outras habilidades essenciais (KAPLAN; HAEINLEIN, 2016). O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 deve ser concebido como uma abordagem abrangente, que engloba não apenas o desenvolvimento de habilidades tecnológicas, mas também a promoção de competências socioemocionais, pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho em equipe (BERSIN, 2018). Afinal, a capacidade de adaptação e a inteligência emocional são igualmente cruciais para enfrentar os desafios do futuro ambiente profissional. Promoção de competências socioemocionais, pensamento crítico, resolução de problemas Conheça um exemplo de plataforma de gamificação disponível para gestão de recursos humanos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 5 NOVOS DESAFIOS A área de Recursos Humanos está passando por uma transformação significativa com o advento do Treinamento e Desenvolvimento 4.0. Essa nova abordagem busca integrar a tecnologia e as inovações digitais ao processo de capacitação dos colaboradores, preparando-os para o futuro ambiente profissionalem constante evolução. Nesse texto, exploramos as conexões entre o Treinamento e Desenvol- vimento 4.0 e as perspectivas do mercado de trabalho para o futuro profissional de recursos humanos. A teoria e a prática se entrelaçam nessa nova abordagem de treinamento e desenvolvimento. À medida que os avanços tecnológicos continuam a moldar o mercado de trabalho, o futuro profissional de Recursos Humanos precisa saber enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 oferece as ferramentas e estratégias necessárias para adquirir e aprimorar as habilidades demandadas pelo mercado. No ambiente profissional do futuro, as habilidades digitais e a capacidade de adaptação serão essenciais. O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 visa desenvolver competências que vão além do conhecimento teórico, integrando tecnologias da informação, como People Analytics, e plataformas de aprendizagem digital. Os profissionais de Recursos Humanos precisam compreender o potencial dessas ferramentas e saber como utilizá-las de forma estratégica para impulsionar o sucesso organizacional. Além disso, o Treinamento e Desenvolvimento 4.0 enfatiza a aprendizagem contínua e o desenvolvimento autônomo. Por isso, é preciso que o profissional se envolva em processos de Microlearning, nos quais pode adquirir conhecimentos em pequenas doses e em seu próprio ritmo. Essa abordagem permite que você se mantenha atualizado com as últimas tendências e práticas no campo de Recursos Humanos, tornando-se um profissional mais valorizado no mercado de trabalho. O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e globalizado, e você, estudante de Recursos Humanos, deve se preparar para atuar em um ambiente diversificado e multicultural. O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 promove, por exemplo, a gamificação como estratégia para engajar e motivar os colaboradores 1 1 1 em sua jornada de aprendizado. No entanto é preciso entender como a gamificação pode ser aplicada de forma eficaz para promover a colaboração, a criatividade e o trabalho em equipe em um contexto global. O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 desempenha papel fundamental na preparação para o ambiente profissional. Ao integrar tecnologia, aprendizagem contínua e práticas inovadoras, essa abordagem capacita a enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades no mercado de trabalho em constante evolução. Para se destacar, é preciso fazer conexões entre teoria e prática, adquirindo habilidades digitais e adaptabilidade às ferramentas 4.0. UNIASSELVI 1 1 1 VAMOS PRATICAR 1. Uma das influências mais marcantes da tecnologia no treinamento e desenvolvimento é a ascensão do e-learning e da aprendizagem on-line. E-learning é um termo genérico que se refere ao uso das tecnologias da informação e comunicação para dar suporte e aprimoramento dos processos de aprendizagem (ALLI, 2004; SIEMENS, 2019). ALLI, M. Foundations of educational theory for online learning. In: ANDERSON, T.; ELLOUMI, F. Theory and practice of online learning. Athabasca: Athabasca University Press, 2004. O e-learning configura-se como uma das influências mais marcantes da tecnologia da informação no treinamento e desenvolvimento de pessoas. Sobre os benefícios que a modalidade e-learning pode gerar, assinale a alternativa correta. a) Permite acessar os conhecimentos mais importantes, ou seja, os conhecimentos técnicos. b) Permite ao aprendiz acessar, primeiro, os conhecimentos mais prioritários. c) Não permite que o aprendiz construa uma trilha de aprendizagem particular. d) Evita que os aprendizes tenham a chance de escolher, primeiro, aquilo que não lhes interessa. e) Melhora a disciplina do aprendiz, pois ele tem tempo limitado para realizar o estudo. 2. À medida que os avanços tecnológicos continuam a moldar o mercado de trabalho, o futuro profissional de Recursos Humanos precisa saber enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 oferece as ferramentas e estratégias necessárias para adquirir e aprimorar as habilidades demandadas pelo mercado. Novas oportunidades de atuação em recursos humanos são geradas pela evolução da tecnologia. Saber utilizar as ferramentas de treinamento e desenvolvimento 4.0 é uma das habilidades do profissional de Recursos Humanos do futuro. A respeito delas, assinale a alternativa correta. 1 1 4 VAMOS PRATICAR a) O domínio de ferramentas de treinamento digital supre todas as necessidades do profissional de Recursos Humanos da era digital. b) Gradualmente, o profissional de recursos humanos deve abandonar os princípios tradicionais de treinamento e desenvolvimento, pois não correspondem às demandas atuais nessa área. c) Flexibilidade, motivação para o aprendizado e personalização do treinamento são características exclusivas do treinamento e desenvolvimento 4.0. d) Os profissionais de Recursos Humanos da era analógica não são capazes de acompanhar a dinâmica das propostas de treinamento 4.0, por isso, são restritas a jovens profissionais sem exceção. e) Conhecer os princípios, as técnicas e as opções de treinamento 4.0 é essencial para os profissionais da área estarem alinhados às novas tendências em Recursos Humanos que acompanham a evolução tecnológica. 3. O microlearning é uma abordagem de aprendizagem que consiste em fornecer conteúdos educacionais em pequenas doses ao aprendiz. Nessa técnica, divide-se o conhecimento em unidades menores e mais acessíveis aos treinandos (PARTIDRGE; SALISBURY, 2018). O microlearning é uma técnica de aprendizado à distância que permite o fornecimento do conhecimento em pequenas unidades acessíveis aos treinandos. A respeito das características do microlearning e de seus benefícios em treinamento e desenvolvimento, assinale a alternativa correta. a) Pesquisas indicam que os treinamentos na modalidade de microlearning tornam o aprendizado mais superficial e menos assimilável. b) Como as informações são enviadas em pequenos módulos, ao final, o treinando acaba sobrecarregado de conhecimentos que ele não consegue elaborar. c) A fragmentação dos conhecimentos em partes menores torna o microlearning uma técnica facilitadora da retenção do conhecimento pelos aprendizes. d) O microlearning permite que todos aprendam no mesmo ritmo, o que é vantajoso para o alinhamento das pessoas em relação à estratégia organizacional. e) Em geral, o microlearning é criticado por ocupar o tempo de outras tarefas mais relevantes para organização, pois é uma técnica de treinamento muito flexível. 1 1 5 VAMOS PRATICAR 4. É possível utilizar elementos de jogos, como competição e recompensas, para engajar os colaboradores no processo de aprendizagem, tornando-o mais divertido e motivador. Isso é o que se chama gamificação no contexto de treinamento e desenvolvimento de recursos humanos (WERBACH; HUNTER; DIXON, 2012). A utilização de jogos para estimular a competição e o ganho de recompensas pode engajar e motivar os colaboradores a aprenderem novas habilidades de trabalho. O fato de o aprendizado tornar-se desafiador e divertido pode facilitar a adesão aos programas de treinamento. Sobre a gamificação, analise as afirmativas a seguir. I - A gamificação, por ser uma forma divertida de treinamento, facilita o aprendizado de tarefas simples, pois as tarefas complexas exigem maior concentração. II - O conceito de gamificação restringe-se ao uso de jogos em treinamentos na modalidade digital. III - O princípio da gamificação, quando incorporado em treinamentos, pode tornar o aprendizado mais instigante por conta dos desafios e das recompensas propostos em jogos e competições. IV - O uso de jogos em treinamento permite aprender simulando a prática por intermédio da aplicação de conhecimentos em situações de competição saudável. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) II e IV, apenas. c) III e IV, apenas. d) I, II e III, apenas. e) I, II, III e IV. 5. O Treinamentoe Desenvolvimento 4.0 deve ser concebido como uma abordagem abrangente, que engloba não apenas o desenvolvimento de habilidades tecnológicas, mas também a promoção de competências socioemocionais, pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho em equipe (BERSIN, 2018). 1 1 1 VAMOS PRATICAR O Treinamento e Desenvolvimento 4.0 consiste na utilização de princípios de educação em plataformas digitais com o uso de recursos que possam facilitar e flexibilizar o aprendizado on-line, como o microlearning e a gamificação. Além de facilitar o desenvolvimento de habilidades em ambientes digitais, ele pode ser utilizado para alavancar competências socioemocionais. Sobre Treinamento e Desenvolvimento 4.0, analise as afirmativas a seguir. I - Uma das características mais relevantes do treinamento e desenvolvimento 4.0 é a flexibilização dos momentos e conteúdos de aprendizagem. II - O microlearning ajuda na priorização de conteúdos de acordo com necessidades individuais de aprendizado. III - A gamificação é uma ferramenta 4.0 que pode ser utilizada para estimular o trabalho de equipe e a capacidade de criar soluções adequadas para problemas de concorrência, por exemplo. IV - Uma das limitações das ferramentas de treinamento e desenvolvimento 4.0 é que elas não são capazes de parecer-se com situações reais de trabalho. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) II e IV, apenas. c) III e IV, apenas. d) I, II e III, apenas. e) I, II, III e IV. 1 1 1 REFERÊNCIAS BANOV, M. R. Recrutamento e Seleção com Foco na Transformação Digital. Rio de Janeiro: Atlas, 2020. BERSIN, J. HR technology disruptions for 2018: Productivity, design, and intelligence reign. People & Strategy, v.41, n. 4, p. 48-53, 2018. CAO, Y.; ZHANG, W.; ZHANG, C. Microlearning for adult professional development: Perspectives, practices, and prospects. The Asia-Pacific Education Researcher, v. 29, n. 2, p. 105-115, 2020. DEEVI, S. The big data-driven business: how to use big data to win customers, beat competitors, and boost profits. Research Technology Management, v. 58, n. 3, p. 66, 2015. HAMARI, J.; KOIVISTO, J.; & SARSA, H. Does gamification work? A literature review of empirical studies on gamification. In: HAWAII INTERNATIONAL CONFERENCE ON SYSTEM SCIENCES, 2014, Manoa. Proceedings [...]. Manoa: University of Hawaii at Manoa, 2014. HUG, T. Microlearning: a strategy for ongoing professional development. In: TCHIBOZO, G. P. (ed.). Higher Education Institutions and Learning Management Systems: adoption and Standardization. Hershey: IGI Global, 2018. p. 129-147. ISSON, J. P.; HARRIOTT, J. S. People analytics in the era of big data: changing the way you attract, acquire, develop, and retain talent. New York: John Wiley & Sons, 2016. KAPLAN, A. M.; HAEINLEIN, M. Higher education and the digital revolution: About MOOCs, SPOCs, social media, and the Cookie Monster. Business Horizons, v. 59, n. 4, p. 441-450, 2016. LANDERS, R. N.; LANDERS, A. K. An empirical test of the theory of gamified learning: The effect of leaderboards on time-on-task and academic performance. Simulation & Gaming, v. 45, n. 6, p. 769-785, 2014. MORGAN, J. W. Microlearning: A tool for professional development. In.: HANDBOOK of Research on Microlearning in the Corporate Training and Development Sector. Hershey: IGI Global, 2020. p. 1-18. PARTIDRGE, H. L.; SALISBURY, F. Microlearning: A critical review. Journal of Computer Assisted Learning, v. 34, n .6, p. 514-525, 2018. RASMUSSEN, T. People analytics and HRM: The path forward. In: PEOPLE Analytics in the Era of Big Data. Bingley: Emerald Publishing Limited: 2019. p. 25-47. SIEMENS, G. The role of technology in training and development. In: SUKI, N. M. Handbook of Research on Technology Applications for Effective Customer Engagement. Hershey: IGI Global, 2019. p. 28-47. THALHEIMER, W. l. Does eLearning work? What the scientific research says. Somerville: Work-Learning Research, 2017. WERBACH, K.; HUNTER, D.; DIXON, W. For the win: how game thinking can revolutionize your business. Philadelphia: Wharton Digital Press, 2012. 1 1 8 1. Opção B. A alternativa A está incorreta, porque todos os tipos de conhecimentos e habili- dades são importantes para o desenvolvimento de competências no trabalho. A alternativa B está correta, porque o e-learning permite o acesso aos conhecimentos prioritários. A alternativa C está incorreta, porque o contrário é verdadeiro e o afirmado é falso. A afir- mativa D está incorreta, porque o afirmado é falso e o contrário é verdadeiro. A afirmativa E está incorreta, porque o e-lerning é flexível. 2. Opção E. A alternativa A está incorreta, porque as ferramentas de treinamento digital apresentam vantagens e desvantagens. A alternativa B está incorreta, porque os princípios de treinamento e desenvolvimento tradicionais são aplicáveis nas ferramentas digitais. A alternativa C está incorreta, porque outras formas de treinamento podem, também, ser mais flexíveis e motivadoras do aprendizado bem como facilitar a personalização, por exemplo, o autoestudo. A alternativa D está incorreta, porque todos os profissionais podem ser capazes de adaptar-se, ainda que parcialmente, às ferramentas digitais. A alternativa E está correta em relação aos requisitos de alinhamento profissional ao T&D digital. 3. Opção C. A alternativa A está incorreta, porque o microlearning não influencia, neces- sariamente, na profundidade do aprendizado. A alternativa B está incorreta, porque o microlearning, por conta do envio do conteúdo “em pequenas doses”, evita a sobrecarga de informações. A alternativa C está correta, porque o microlearning, por dividir o conteúdo em pequenas partes, facilita a retenção do conhecimento. A alternativa D está incorreta, porque o microlearning facilita o aprendizado em ritmos individualizados, embora auxilie no alinhamento estratégico de pessoas. A alternativa E está incorreta, porque a flexibilidade é uma vantagem para a organização. 4. Opção C. A afirmativa I está incorreta, porque a gamificação pode ser utilizada em ambos os tipos de tarefas de treinamento e de modo divertido. A Afirmativa II está incorreta, porque o conceito de gamificação pode ser utilizado em outras formas de treinamento. A afirmativa III está correta, porque o desafio proposto na gamificação pode tornar o aprendizado mais atrativo e instigante. A afirmativa IV está de acordo com os benefícios do uso de jogos em treinamento, portanto, é correta. 5. Opção D. As três primeiras alternativas estão corretas por serem coerentes com as defi- nições e os benefícios do T&D 4.0, do microlearning e da gamificação. A quarta afirmativa está incorreta, pois tais ferramentas podem simular situações próximas do real. GABARITO 1 1 9 MINHAS METAS TENDÊNCIAS PARA LIDERANÇA Conhecer as tendências da liderança mediante um contexto de transformação e mudanças no cenário onde se inserem as organizações. Identificar as competências necessárias para o líder no atual contexto dinâmico, volátil e em constante transformação. Entender a humanização como elemento crucial para a liderança na atualidade. Identificar como a humanização na liderança pode influenciar o engajamento e a produtividade dos trabalhadores. Compreender como o mindset de liderança contribui com a flexibilidade organizacional e o aprendizado contínuo. Identificar os desafios da liderança no contexto atual. Conhecer as perspectivas e os desdobramentos futuros da liderança para o sucesso das organizações. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6 1 1 1 INICIE SUA JORNADA Caro estudante, bem-vindo ao mundo da liderança e suas tendências para o futuro! Nos tempos atuais, em constante evolução e transformação, torna-se crucial compreender as mudanças no cenário empresarial e o papel fundamental que a liderança desempenha para o sucesso organizacional. Nesta jornada, exploraremos três aspectos-chave que estão moldando o panorama da liderança: 1) a nova liderança,2) a humanização e 3) o mindset de liderança. Imagine-se em um futuro próximo, onde o ambiente corporativo seja permeado por desafios complexos e incertezas constantes. Nesse contexto, a figura do líder ganha papel ainda mais estratégico. A nova liderança é aquela capaz de antecipar e se adaptar às mudanças e de construir equipes resilientes e colaborativas. Você já pensou sobre quais são as habilidades e competências que os líderes do futuro precisarão desenvolver para enfrentar os desafios de um mundo em transformação? Nesse cenário, a humanização emerge como tendência imprescindível nos ambientes de trabalho. Os líderes do futuro são aqueles que valorizam o aspecto humano, reconhecendo a importância de estabelecer conexões genuínas com suas equipes, promovendo um clima organizacional saudável e nutrindo o desenvolvimento pessoal e profissional de cada colaborador. Um aspecto relevante deste tema diz respeito à influência da humanização no engajamento e na produtividade dos colaboradores. Da mesma forma que o conceito de mentalidade de liderança ganha crescente relevância em um ambiente caracterizado pela dinâmica, incerteza e evolução constante, os líderes do porvir devem adotar uma mentalidade flexível, propensa à aprendizagem ininterrupta e à adaptação às novas critérios. Eles devem ser capazes de enxergar desafios como oportunidades de crescimento e inovação, encorajando a criatividade, a resolução de problemas e o empreendedorismo. Por isso, é preciso que o profissional de recursos humanos compreenda como a mentalidade da liderança pode impactar a capacidade de uma organização se manter competitiva em um mercado dinâmico. Convidamos você a explorar essas tendências e a refletir sobre o papel da liderança na construção de organizações bem-sucedidas. Prepare-se para expandir seu entendimento sobre o tema. Estamos prestes a desbravar os caminhos da nova liderança, da humanização e do mindset de liderança. Bons estudos! UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 DESENVOLVA SEU POTENCIAL A NOVA LIDERANÇA VAMOS RECORDAR? A liderança tem sido abordada sob diversas perspectivas, de acordo com o momento histórico. Além disso, diferentes conceitos têm sido privilegiados de acordo com o contexto socioeconômico. Entretanto essa multiplicidade de visões guarda alguns elementos-chave que definem o termo. Assista so vídeo Conceito de Liderança. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . A dinâmica do mundo organizacio- nal está passando por transformações impulsionadas pela rápida evolução tecnológica, mudanças demográficas e expectativas crescentes dos colabo- radores. Na sociedade contemporâ- nea, a disputa por recursos, o grande volume de informações, a alta com- petitividade e as pressões por pro- dutividade exigem dos líderes muita determinação (GRACIOSO, 2009; ROBBINS, 2020). Desempenhando um papel cada vez mais estratégico, os líderes assumem a responsabilidade de criar e administrar recursos, além de atender às expectativas dos membros de sua equipe, dos clientes e da sociedade, diante das rápidas transformações tecnológicas e cenários em evolução. Segundo Robbins (2020), na sociedade do conhecimento e da busca pelo bem-estar e a satisfação social, as pessoas preferem trabalhar com líderes focados em relacionamentos do que com chefes autocráticos. Nesse contexto, pessoas impulsionadas a imprimir 1 1 1 altos níveis de esforço e influenciar os outros para atingir objetivos e superá-los continuamente com persistência, responsabilidade em um clima de confiança e honestidade serão os novos líderes (ROBBINS, 2020). Os estilos de liderança autêntica e transformacional são aderentes à capacidade de adaptação organizacional aos desafios atuais e à promoção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo. A nova liderança é marcada por uma série de características relacionadas à autenticidade que a diferenciam dos estilos de liderança tradicionais. Um estudo realizado por Avolio e Gardner (2005) destaca essas características, a saber: ■ Capacidade de estabelecer uma visão inspiradora e compartilhada, ou seja, influenciar a equipe a aderir aos propósitos estabelecidos na organização e difundi-los em torno de uma direção comum. ■ Empatia, ou seja, ser capaz de entender as necessidades e emoções dos membros de sua equipe, acolhendo-os e observando suas motivações para o trabalho. ■ Habilidade de promoção da diversidade e da inclusão, ou seja, valorizar e incentivar a participação de todos, de acordo com suas perspectivas e experiências de trabalho. O líder transformacional, por sua vez, é aquele que leva os seguidores a superar limitações em termos de compe- tências para realizar a missão organizacional (GRIFFIN; MOORHEAD, 2016; ROBBINS, 2020). Mediante as ne- cessidades de mudança, ele influencia seus seguidores a perceber as situações de forma inovadora e criativa. Além de incitar nos seguidores a capacidade de questionar as rotinas estabelecidas, o líder transformacional questiona as próprias certezas (ROBBINS, 2020). Superar limitações em termos de competências para realizar a missão organizacional UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 Ao utilizar distintas características e estilos de liderança de modo fluido e flexível, o líder transformacional é capaz de contribuir para que sua equipe atenda às demandas de um ambiente em plena transformação (GRIFFIN; MOORHEAD, 2016). Tal estilo de liderança é adequado a ambientes de novas oportunidades e altos níveis de incerteza, como é o caso da economia digital (ROBBINS, 2020). Ainda, é possível constatar que o estilo de liderança transformacional favorece a satisfação dos colaboradores, o comprometimento organizacional e o desempenho individual (NIELSEN; CLEAL, 2017). Portanto, novas formas de liderar, considerando a dinâmica do atual ambiente em transformação, estão associadas a uma cultura organizacional saudável e a um maior engajamento dos colaboradores (SCHAUFELI; BAKKER; VAN RHENEN, 2009; HUGHES; GINNET; CURPHY, 2019). Essa observação reforça a importância de líderes serem capazes de promover um ambiente de trabalho estimulante e inspirador, no qual os colaboradores se sintam valorizados e motivados a contribuir para os objetivos organizacionais. De acordo com o exposto anteriormente, podemos concluir que a nova liderança surge como resposta aos desafios e às demandas do mundo organizacional contemporâneo em constante transformação. Os novos líderes devem estar preparados para promover a inovação, a diversidade e a colaboração, impactando, positivamente, os resultados organizacionais com autenticidade e transparência. Saiba mais sobre o estilo de liderança autêntica. Recursos de mídia dis- poníveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. EU INDICO Saiba mais sobre o estilo de liderança transformacional. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. EU INDICO 1 1 4 À medida que as organizações se adaptam às mudanças constantes, a nova liderança se mostra essencial para criar ambientes de trabalho saudáveis e estimulantes, nos quais os colaboradores possam prosperar e contribuir para o sucesso organizacional. A partir das características da nova liderança, a seguir, conheceremos as pro- váveis competências para que o líder do futuro possa acompanhar um mundo em constante mudança e rápida evolução tecnológica. As competências do líder do futuro O mundo está em constante evolução, impulsionado por mudanças tecnológicas, sociais e econômicas. Nesse contexto dinâmico, as organizações precisam de líderes capazes de enfrentar os desafios do futuro e promover a inovação, ao mesmo tempo que se preocupam com a humanização das relações e a valorização das pessoas. UNIASSELVI 1 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 O líder do futuro deve possuir um conjunto de competências essenciais para guiar equipes, tomar decisões estratégicas egarantir o sucesso sustentável da organização. Essas competências são fundamentais para enfrentar os desafios da nova liderança e criar um ambiente de trabalho que estimule a colaboração, a criatividade e a produtividade. A seguir, conheceremos as sete principais com- petências requeridas para os líderes do futuro: PENSAMENTO ESTRATÉGICO O líder do futuro deve ser capaz de pensar estrategicamente, planejar e tomar decisões baseadas em uma visão clara dos objetivos organizacionais (HAMEL, 2007). Essa competência é fundamental para antecipar tendências e identificar oportunidades. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E EMPATIA Envolve a capacidade de compreender e gerenciar emoções, tanto as suas quanto as dos outros. Um líder emocionalmente inteligente é capaz de construir relacionamentos saudáveis, inspirar confiança, motivar a equipe e lidar, efetivamente, com situações de pressão e conflito (GOLEMAN,2020). FLEXIBILIDADE E ADAPTABILIDADE A velocidade das mudanças no ambiente de negócios exige que o líder do futuro seja flexível e capaz de se adaptar rapidamente (VIGNOCHI; LEZANA; PAINES, 2020). Essa competência permite ajustar estratégias e planos, responder a novos desafios e abraçar diferentes perspectivas (HARGROVE, 2021). INOVAÇÃO Estimular a criatividade e a inovação é fundamental para o líder do futuro. Essa competência envolve encorajar a experimentação, apoiar o “pensamento fora da caixa”, promover uma cultura de aprendizado contínuo e buscar por soluções inovadoras (IYER et al., 2019). Líderes em processo de desenvolvimento cultural para a inovação costumam ser carismáticos, trabalham de forma transformacional, dão sentido às ações organizacionais e são autênticos (BRILLO; BOONSTRA, 2019). 1 1 1 Tendo em vista o exposto anteriormente, podemos entender que, no futuro, os líderes, além de ocuparem papel estratégico para organização, terão que atentar a aspectos emocionais para saber influenciar os liderados a cumprirem os objetivos e as metas predefinidos. Deles espera-se flexibilidade para fortalecer a capacidade organizacional de adaptação às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas, EMPREENDEDORISMO Segundo Brillo e Boonstra (2019) e Vignochi, Lezana e Paines (2020), os líderes empreendedores querem começar algo novo e têm forte motivação para realizar algo em que, realmente, acreditam e sabem influenciar outras pessoas para com- partilhar um sonho e sua visão de futuro. São ativos, estratégicos e com forte impulso para realizar transformações, desenvolvendo inovações radicais para enfrentar a concorrência. LIDERANÇA INCLUSIVA A diversidade e a inclusão são elementos-chave para o sucesso das organizações do futuro. O líder deve ser capaz de valorizar e aproveitar as diferenças individ- uais, promovendo um ambiente de trabalho humanizado, inclusivo e equitativo (SHORE et al., 2011). Essa competência estimula a colaboração, a criatividade e a produtividade da equipe. HABILIDADES TECNOLÓGICAS Com a crescente digitalização dos negócios, o líder do futuro precisa estar familiarizado com as tecnologias relevantes para a sua área de atuação, como a Inteligência Artificial e a Realidade Virtual (DAVENPORT, 2018). É necessário compreender as oportunidades e os desafios trazidos pela transformação digital e saber utilizar ferramentas tecnológicas para melhorar processos e resultados. fomentando a inovação de modo empreendedor a todos os membros e de acordo com suas diferenças e características pessoais. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 Líderes adaptáveis, empáticos e com compreensão da tecnologia têm a capacida- de de impulsionar a inovação e o empreendedorismo para engajar as equipes e enfrentar os desafios emergentes. Ao desenvolver essas competências, os líderes se tornam agentes de transformação, preparando suas organizações para pros- perarem no futuro. A seguir, você entenderá mais sobre o papel da humanização no contexto da liderança atual e suas perspectivas futuras. Liderança e Humanização Nos últimos anos, o reconhecimento da importância da humanização nas organizações cresceu. Líderes ocupam papel fundamental na formação da cultura organizacional e no bem-estar dos colaboradores e contribuem para reduzir temores e riscos de desumanização atribuídos à alta competitividade e à evolução tecnológica (SHORE et al., 2011; CASTRO, 2021). Por isso, a valorização do aspecto humano no ambiente de trabalho e a promoção de ambientes laborais saudáveis e motivadores são responsabilidades dos líderes gestores e não gestores dos novos tempos. Diversos estudos recentes destacam a importância da liderança para humanização dos ambientes de trabalho. A seguir, destacaremos os pontos principais em alguns dos estudos científicos atuais sobre liderança e humanização. Brown (2018) ressalta a necessidade de líderes empáticos e que se conectem, de forma genuína, com suas equipes para promover inclusão e respeito. Saiba mais sobre a relevância do desenvolvimento de competências cognitivas, como adaptabilidade, flexibilidade, inovação e empreendedorismo. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 1 8 Spreitzer e Porath (2019), por sua vez, examinam a importância de uma cultura organizacional que promova a civilidade e o respeito mútuo bem como a inclusão da diversidade. Cameron e Dutton (2020) destacam a importância de líderes que cultivam relações de trabalho baseadas em confiança, reconhecimento e apoio para desenvolver os potenciais e talentos dos liderados. Avolio e Hannah (2021), por sua vez, mostram a importância da autenticidade, da ética e da responsabilidade social para o exercício de uma liderança humanizadora nas organizações produtivas. Além do compromisso ético com o cuidado humano, a humanização das relações de trabalho pode impactar, positivamente o desempenho dos funcionários e da organização. Líderes que atuam nos diferentes níveis de uma organização, quando promotores da humanização, auxiliam na melhoria da qualidade de vida no trabalho e na aquisição de resultados positivos e mais satisfatórios para as pessoas (BROWN, 2018; SPREITZER; HWANG, 2019; CAMERON; DUTTON, 2020; AVOLIO; HANNAH, 2021). Portanto, ao estudar, praticar e aplicar os atributos supracitados, os futuros profissionais de recursos humanos e líderes que ocupem cargos gerenciais ou que estejam à frente de grupos formais e equipes de projetos poderão contribuir para a construção de organizações mais humanitárias. Eles serão capazes de potencializar o engajamento, a satisfação e o sucesso tanto dos colaboradores quanto da própria organização. A seguir, vamos atentar à formação de uma mentalidade de liderança focada no atendimento da necessidade de as organizações se tornarem flexíveis e adeptas ao aprendizado contínuo para melhorarem a produtividade. Saiba mais sobre os fundamentos da humanização que embasam a liderança humanizada para o bem-estar dos trabalhadores e o sucesso organizacional. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 Mindset de liderança: flexibilidade e aprendizado contínuo O atual contexto globalizado e digital é caracterizado por mudanças rápidas e constantes. Nele, a flexibilidade de adaptação e o aprendizado contínuo são essenciais para o sucesso das organizações. Nesse contexto, o mindset, ou seja, a mentalidade para liderar, de modo alinhado, com tais requisitos, desempenha papel fundamental (GARVIN; EDMONDSON; GINO, 2008; VIGNOCHI; LEZANA; PAINES, 2020; FIGUEIREDO, 2021). Exploraremos, a partir de agora, a importância do mindset de liderança bem como sua relação com a flexibilidade e o papel que uma mentalidade focada no crescimento desempenha no fomento de um ambiente propício ao aprendizado constante e ao sucesso organizacional. O mindset de liderança refere-se ao conjunto de crenças, atitudes e mentalidadesque os líderes adotam em relação ao seu papel e ao ambiente de trabalho. Dweck (2006) destaca a distinção entre mindset fixo e de crescimento. No mindset fixo, habilidades e capacidades são consideradas fixas e imutáveis, enquanto o mindset de crescimento acredita que o potencial humano pode ser desenvolvido por meio da aprendizagem. Em ambientes dinâmicos, voláteis e em constante transformação da atualidade, os líderes precisam adotar uma mentalidade de crescimento, sendo flexíveis e dispostos a aprender e influenciar os seguidores na mesma direção. A flexibilidade organizacional refere-se à capacidade de uma organização em se adaptar e responder, de forma ágil e eficaz, às mudanças do ambiente (FIGUEIREDO, 2021). Para alcançar a flexibilidade, o aprendizado organizacional contínuo desempenha papel central. Ele envolve a criação de uma cultura que valoriza a experimentação, a reflexão e a melhoria contínua. Portanto, o mindset de liderança exerce uma influência significativa na capacidade de uma organização ser flexível o suficiente para adaptar-se às contingências de um ambiente mutante e aprender continuamente. Líderes 1 4 1 com um mindset de crescimento acreditam que o aprendizado é um processo contínuo e que o desenvolvimento das habilidades dos colaboradores é fundamental para o sucesso organizacional (DWECK, 2006). Eles incentivam a experimentação, a resolução criativa de problemas e o compartilhamento de conhecimento dentro da organização. Um exemplo de uma organização que valoriza o mindset de crescimento é o Google. Líderes da Google, como Larry Page e Sundar Pichai, têm enfatizado a importância do aprendizado contínuo e da mentalidade de crescimento dentro da empresa. Eles incentivam os colaboradores a abraçar desafios, aprender com os erros e buscar, constantemente, a inovação e o empreendedorismo. Conforme vimos anteriormente, a liderança baseada em mindset de crescimento, a flexibilidade e o aprendizado organizacional contínuo são elementos interconectados que impulsionam o sucesso das organizações em um ambiente em constante evolução. Líderes com um mindset de crescimento promovem a adaptabilidade, a inovação e o desenvolvimento dos colaboradores, criando uma cultura de aprendizado constante. Ao abraçar esses princípios, as organizações se tornam mais ágeis, fortalecidas e preparadas para enfrentar os desafios do mundo em constante transformação. NOVOS DESAFIOS A liderança no ambiente de trabalho atual enfrenta uma série de desafios por conta das grandes transformações tecnológicas e de valores sociais. Os líderes estão lidando com um ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo onde a adaptabilidade é essencial. Eles devem ser capazes de tomar decisões rápidas e eficazes, mesmo em face de situações de incerteza e ambiguidade. Outro desafio enfrentado pelos líderes é a diversidade e inclusão. As equipes cada vez mais multiculturais demandam que os líderes compreendam as diferentes perspectivas e necessidades. Saber criar um ambiente de trabalho inclusivo, onde todos os colaboradores se sintam valorizados e possam contribuir plenamente, é essencial para o engajamento e a produtividade da equipe. A humanização entre as relações no ambiente de trabalho e as necessidades da organização, a equidade, a igualdade de oportunidades e a justiça social são fundamentais nesse desafio. UNIASSELVI 1 4 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 Com a crescente adoção do trabalho remoto e da colaboração virtual, os líderes, também, devem se adaptar a liderar equipes dispersas geograficamente. Eles devem desenvolver habilidades de domínio da tecnologia, comunicação virtual, estabelecer relações de confiança à distância e manter a motivação e o engajamento dos colaboradores. A liderança remota requer empatia e compreensão para superar as barreiras da distância física. Os líderes do futuro devem formar um mindset (mentalidade) capaz de acompa- nhar um ambiente em constante transformação. Competências, como pensamento estratégico, inteligência emocional, flexibilidade, adaptabilidade, inovação, empreen- dedorismo e habilidade de inclusão da diversidade, são cada vez mais valorizadas. Além disso, eles devem ser capazes de identificar e desenvolver talentos dentro de suas equipes, promovendo o crescimento e a capacitação dos colaboradores. Em síntese, os desafios da nova liderança envolvem o domínio da tecnologia, a flexibilidade de adaptação e a promoção humanização bem como a diversidade e a inclusão de forma inovadora e empreendedora. Ao enfrentar esses desafios de forma proativa, os líderes estarão melhor preparados para conduzir suas or- ganizações rumo ao sucesso. 1 4 1 VAMOS PRATICAR 1. A dinâmica do mundo organizacional está passando por transformações impulsionadas pela rápida evolução tecnológica, mudanças demográficas e expectativas crescentes dos colaboradores. Na sociedade contemporânea, a disputa por recursos, o grande volume de informações, a alta competitividade e as pressões por produtividade exigem dos líderes muita determinação (GRACIOSO, 2009; ROBBINS, 2020). Na atualidade, a dinâmica das transformações ambientais impulsionadas pela rápida evolução tecnológica está exigindo muita determinação dos líderes nas organizações para conseguirem influenciar os colaboradores a atingirem resultados positivos. A respeito das transformações que afetam a dinâmica do mundo organizacional na atualidade e suas consequências para a liderança, assinale a alternativa correta. a) As mudanças que afetam o mundo organizacional, na atualidade, tendem a fazer com que as pessoas prefiram trabalhar com líderes autocráticos. b) Para mobilizar as pessoas em torno dos objetivos organizacionais no ambiente volátil e dinâmico da atualidade, os líderes precisam promover um clima de confiança e favorecer a modalidade de trabalho virtual. c) Na atualidade, a autenticidade é uma característica essencial para os líderes nas or- ganizações, uma vez que ela, somada a uma visão compartilhada, tende a inspirar as pessoas a atingirem e, inclusive, superar os objetivos organizacionais. d) Dada a atual velocidade da evolução tecnológica, os líderes atuais precisam convencer seus liderados a utilizarem as tecnologias digitais, mais do que compreender suas necessidades e formas de se relacionar com o trabalho. e) As mudanças que afetam o mundo organizacional, na atualidade, tendem a fazer com que as pessoas prefiram trabalhar em home office, onde não necessitam de líderes inspiradores de desempenhos superiores. 2. O líder transformacional, por sua vez, é aquele que leva os seguidores a superar limi- tações em termos de competências para realizar a missão organizacional. Mediante as necessidades de mudança, ele influencia seus seguidores a perceber as situações de forma inovadora e criativa (GRIFFIN; MOORHEAD, 2016; ROBBINS, 2020). A nova liderança possui papel crucial na alavancagem dos processos de transformação organizacional. Líderes transformacionais são experts em influenciar os colaboradores a criar novas soluções para problemas complexos e facilitar a emergência de inovações. Sobre isso, analise as afirmativas a seguir. 1 4 1 VAMOS PRATICAR I - O estilo de liderança transformacional favorece o desempenho individual e o crescimento organizacional e tende a melhorar a satisfação dos trabalhadores. II - A melhoria do desempenho individual é um fator que prejudica a criatividade e a inovação, mas favorece a mudança, pois facilita a confiança e o compartilhamento de ideias. III - O líder transformacional é capaz de inspirar os indivíduos a compartilharem ideias no ambiente de trabalho, porém não é capaz de influenciar o desempenho individual. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 3. As competências do líder do futuro são fundamentais para o sucesso das organizações em um ambiente dinâmico e digital. Líderes adaptáveis, empáticos e com compreensãomaiores, custos mais baixos, maior acesso ao conhecimento e à inovação são benefícios oferecidos pela Globalização à vida organizacional (MCSHANE, 2014). Por outro lado, o mundo globalizado intensificou o trabalho e reduziu a se- gurança no emprego, desequilibrando a relação trabalho/vida pessoal. Outro aspecto relevante gerado pela Globalização é o aumento da diversidade da força de trabalho. Diferenças demográficas, características físicas (de idade, gênero, cor e etnia, por exemplo), diferentes formas de pensar e de se comportar (crenças, valores e atitudes, por exemplo) compõem tal diversidade (MCSHANE, 2014). Esse cenário demanda dos profissionais aprender a administrar o tempo e a sazonalidade dos seus rendimentos e aprender a desenvolver constantemente novas competências. Além disso, a capacidade de comunicação é fator determi- nante para a interação entre pessoas de diversas culturas. Algumas organizações surgem, a partir do final do século XX, capazes de aprender, adotar e desenvolver novas tecnologias (HITT, 2013). Podemos to- mar, como exemplos de organizações com capacidade de inovação e adaptação às mudanças tecnológicas, as Lojas Americanas, com seu ingresso no comércio eletrônico; a Starbucks, com sua capacidade de inovar o formato de loja; e orga- nizações de bases tecnológicas, como a Microsoft, a Apple, a Pixar e o Google. Com isso, podemos concluir que “mudança é uma alteração de ambiente, estrutura, tecnologia ou pessoas de uma organização” (ROBBINS, 2020, p. 304). Ela depende de fatores externos e internos, que forçam as organizações a trans- formar pessoas, estruturas, processos e tecnologias para acompanhar a evolução do ambiente e prolongar sua existência. Fatores externos que influenciam a mudança ambiental Os fatores externos, ou seja, do ambiente, apontam a necessidade de mudan- ça consistem em pressões de diversas fontes (HITT, 2013; ROBBINS, 2020). A seguir, você poderá examinar alguns exemplos das principais fontes externas às organizações, que, segundo Robbins (2020), impõem mudanças de infraestru- tura, processos, pessoas, produtos e serviços. UNIASSELVI 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 ALTERAÇÕES NAS REGULAÇÕES GOVERNAMENTAIS A Lei de Acessibilidade forçou empresas a alterarem suas instalações por inter- médio de alargamento das portas, reconfiguração de sanitários e construção de rampas de entrada para atender a necessidades de pessoas com deficiência física. A Lei de Responsabilidade Ambiental obriga a indústria química a realizar o tratamento de poluentes. AVANÇOS TECNOLÓGICOS E PROGRESSOS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO A substituição do homem pela máquina nas fábricas, o comércio eletrônico e o uso de aplicativos com clientes geraram mudanças na produção e entrega de bens e serviços e ampliaram a abrangência em mercados de escala. ALTERAÇÕES NA ECONOMIA Acontecimentos históricos como a queda da bolsa de New York, em 1929, e a Grande Recessão na Europa e nos Estados Unidos da América, de 2007 a 2009, afetaram a vida de milhares de trabalhadores, geraram desemprego e impuseram cortes abruptos de pessoal nas organizações. Momentos de crescimento econô- mico aumentam a taxa de emprego e investimentos em novos negócios. TRANSFORMAÇÃO DE VALORES SOCIAIS A conscientização ambiental aumenta a preferência por produtos com tecnolo- gias limpas. Alimentos com baixo nível de gordura são progressivamente consu- midos pela crescente aderência aos hábitos alimentares saudáveis. DINÂMICA DA POLÍTICA As políticas educacionais criadas e executadas por governantes que defendem a implantação de tecnologia digital estimulam a implantação de cursos de for- mação superior na modalidade a distância. 1 1 Para compreender o fenômeno da mudança, podemos verificar, também, os desdobramentos dos fatores externos nas pessoas. Assim, é possível dizer que indivíduos de diferentes gerações interpretam a mudança de diferentes formas. Tais interpretações influenciam as formas como os fatores externos incidem sobre as organizações e sociedades (MOREIRA, 2022). MOVIMENTAÇÕES DEMOGRÁFICAS O surgimento da geração digital e o reconhecimento do público LGBTQIA+ têm afe- tado a forma das organizações comunicarem e ofertarem novos produtos e serviços. INTERDEPENDÊNCIA INTERNACIONAL Esta fonte de mudanças implica levar em consideração que “problemas globais exigem respostas globais” (HARARI, 2018, p. 144). Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma entidade responsável pelo controle da gover- nança em nosso planeta. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 Além dos fatores externos que influenciam a mudança organizacional, há aqueles que emergem de dentro da própria organização. Sobre eles, você vai se inteirar a seguir. Fatores internos que influenciam a mudança organizacional As reflexões expostas em ambientes em mudança nem sempre são as únicas ra- zões para transformar uma organização. Fatores internos, isso é, que emanam da própria organização ou resultam do impacto das alterações externas, também forçam as organizações à mudança (HITT, 2013; ROBBINS, 2020). Eles podem ser categorizados conforme exposto a seguir. MUDANÇAS NA ADMINISTRAÇÃO E NA FORÇA DE TRABALHO Ocorrem quando há a necessidade de substituir membros que se aposentam ou deixam a organização por outras razões. Novos sistemas de benefícios podem ser criados para contratar trabalhadores adequados a novas necessidades de mercado com habilidades difíceis de encontrar. A insatisfação no trabalho, o absenteísmo, as demissões voluntári- as e greves podem gerar mudanças de políticas de Recursos Humanos. Discrepâncias entre desempenho esperado e desempenho real também podem forçar mudanças DIFERENÇA DE METAS ORGANIZACIONAIS As diferenças entre as metas a alcançar e as realmente alcançadas levam uma organização a redefinir suas estratégias, realocar ou substituir recursos de todas as naturezas. INTRODUÇÃO DE NOVOS EQUIPAMENTOS Demanda que novas atividades sejam inseridas, programas de capacitação sejam exe- cutados e novas formas de interação entre membros de equipes sejam estabelecidas. Em resumo, as mudanças na administração e na força de trabalho refletem uma evolução das práticas e abordagens para se adaptar às demandas de um mundo em constante transformação. As organizações estão buscando formas mais cola- borativas, flexíveis e inclusivas de gerenciar e envolver os colaboradores, visando a impulsionar a inovação, o desempenho e a satisfação no trabalho. 1 8 O processo de mudança organizacional A mudança organizacional, para ser eficaz e gerar resultados positivos para uma organização, além de ser fundamentada em necessidades reais, deve ser planejada e atingida de modo gradual. É preciso que a equipe responsável pela mudança utilize dispositivos adequados para introduzir, implantar e solidificar as ações e estratégias para que as transformações aconteçam de modo adequado. Sendo assim, o processo de mudança organizacional deve ocorrer conforme a sequência exibida na Figura 1. DESCONGELAMENTO IMPLANTAÇÃO RECONGELAMENTO Figura 1 – Os três passos da visão tradicional da mudança / Fonte: adaptada de Robbins (2020, p. 306) Descrição da Imagem: a figura se trata de um esquema representativo dos três passos da visão tradicional da mudança. É composto por três retângulos um ao lado do outro, com setas que apontam para a direita do primeiro para o segundo e do segundo para o terceiro retângulo. Esse último possui uma seta que aponta para o primeiro retângulo. Cada figura possui um dizer, sendo, no sentido da esquerda para a direita, respectivamente, descongelamento, implantação e recongelamento. Fim da descrição. O desenho exibido na Figura 1 mostra que o processo de mudança implica, pri- meiro, o descongelamento do estado de equilíbrio organizacional (status quo). O segundo passo envolve a implantação da transformação desejada, e o terceiro consiste no congelamento para sua consolidação (HITT, 2013; ROBBINS, 2020). No descongelamento,da tecnologia têm a capacidade de impulsionar a inovação e o empreendedorismo para engajar as equipes e enfrentar os desafios emergentes. Ao desenvolver essas competências, os líderes se tornam agentes de transformação, preparando suas organizações para prosperarem no futuro. O atual ambiente dinâmico e digital requer competências específicas de liderança que facilitem a preparação das organizações para prosperarem rumo ao futuro. A respeito das competências do líder do futuro, assinale a alternativa correta: a) Os líderes do futuro devem preparar-se para não reagirem às incertezas, pois a tecnologia é suficiente para controlar eventuais turbulências sociais e econômicas que coloquem a organização em risco. b) Os líderes do futuro devem saber evitar conflitos, por isso, não devem se ocupar de questões emocionais, já que o trabalho dos colaboradores deve ser sempre operacional. c) Os líderes do futuro devem trabalhar para que seus seguidores tenham condições de planejar o futuro da organização como se fossem donos, pois é preciso que a organização seja flexível para sobreviver em um mercado altamente competitivo. 1 4 4 VAMOS PRATICAR d) Os líderes do futuro devem ser empreendedores e autênticos no sentido de promover a realização de algo verdadeiro para a organização mantendo o foco estratégico na transformação. e) Os líderes do futuro devem estimular inovações, ainda que a organização não apresente uma cultura favorável à criatividade e aberta ao aprendizado contínuo. 4. Nos últimos anos, o reconhecimento da importância da humanização nas organizações cresceu. Líderes ocupam papel fundamental na formação da cultura organizacional e no bem-estar dos colaboradores e contribuem para reduzir temores e riscos de desumanização atribuídos à alta competitividade e à evolução tecnológica. Por isso, a valorização do aspecto humano no ambiente de trabalho e a promoção de ambientes laborais saudáveis e motivadores são responsabilidades dos líderes gestores e não gestores dos novos tempos (SHORE et al., 2011; CASTRO, 2021). Na atualidade, as pressões pela competitividade e a digitalização têm influenciado fortemente as organizações demandando esforços das lideranças para equacionar fatores de produtividade e desempenho com a melhoria da qualidade dos relacionamentos humanos. Considerando essa afirmação, explique os atributos de uma liderança humanista capaz de inspirar os liderados a conquistarem o bem-estar no trabalho aliado a ganhos de produtividade e desempenho. A humanização das relações de trabalho pode impactar positivamente o desempenho dos funcionários e da organização. Líderes que atuam nos diferentes níveis de uma organização, quando promotores da humanização, auxiliam na melhoria da qualidade de vida no trabalho e na aquisição de resultados positivos e mais satisfatórios para as pessoas. Líderes com uma visão humanista são capazes de potencializar o engajamento, a satisfação e o sucesso tanto dos colaboradores quanto da própria organização. 5. Além do compromisso ético com o cuidado humano, a humanização das relações de trabalho pode impactar, positivamente, o desempenho dos funcionários e da organização. Líderes que atuam nos diferentes níveis de uma organização, quando promotores da humanização, auxiliam na melhoria da qualidade de vida no trabalho e na aquisição de resultados positivos e mais satisfatórios para as pessoas (BROWN, 2018; SPREITZER; HWANG, 2019; CAMERON; DUTTON, 2020; AVOLIO; HANNAH, 2021). 1 4 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 6 A humanização das relações de trabalho pode impactar, positivamente, o desempenho dos funcionários. Portanto, cada vez mais, a presença de líderes promotores da humanização é requisitada e necessária ao sucesso das organizações. A respeito dos impactos positivos da liderança humanizada no trabalho e para a organização, assinale a alternativa correta. a) Melhoria de salários é um fator relativo à diversidade que pode ser estimulado pelos líderes para promover a humanização das relações de trabalho e incentivar a produtividade. b) Líderes humanitários promovem a inclusão da diversidade e a participação de todos, o que pode melhorar o senso de pertencimento e valorização bem como alavancar soluções para problemas complexos. c) Embora os líderes possam promover a humanização nas relações de trabalho, suas ações devem focar no comando e controle, pois os colaboradores tendem a ocupar muito tempo com atividades que não se relacionam ao trabalho. d) A criatividade e a inovação são fatores de desempenho que não podem ser estimulados por líderes, já que dependem mais do conhecimento do que da qualidade das relações humanas. e) Líderes humanitários são focados em relações, pois os trabalhadores não necessitam de apoio técnico, já que na atualidade a informação e o conhecimento estão disponíveis a todos nos meios digitais. 1 4 1 REFERÊNCIAS AVOLIO, B. J.; GARDNER, W. L. Authentic leadership development: Getting to the root of positive forms of leadership. The Leadership Quarterly, v.16, n. 3, p. 315-338, 2005. AVOLIO, B. J.; HANNAH, S. T. Leadership development: A review in context. Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior, v. 8, p.23, 2021. BROWN, B. Dare to Lead: Brave work, tough conversations, whole hearts. New York: Random House, 2018. BRILLO, J.; BOONSTRA, J. Liderança e cultura organizacional para inovação. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. CAMERON, K. S.; DUTTON, J. E. Positive leadership: Strategies for extraordinary performance. Oakland: Berrett-Koehler Publishers, 2020. CASTRO, J. I. de. Transumano, demasiado humano: os caminhos da integração entre corpo e tecnologia. Intuitio, v. 14, n. 2, 2021. DAVENPORT, T. H. The AI advantage: how to put the artificial intelligence revolution to work. Cambridge: MIT Press, 2018. FIGUEIREDO, C. L. de C. Organizações Aprendentes, Satisfação com a Liderança a Flexibilidade Cognitiva: um estudo comparativo no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. 2021. Tese (Mestrado em Assessoria em Administração) – Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, Mamede de Infesta, 2021. DWECK, C. S. Mindset: the new psychology of success. New York: Random House, 2006. GARVIN, D. A.; EDMONDSON, A. C.; GINO, F. Is yours a learning organization? Harvard Business Review, v. 86, n. 3, p.109, 2008. GOLEMAN, D. Emotional intelligence: Why it can matter more than IQ. New York: Bantam, 2020. GRACIOSO, L. F. Liderança empresarial: competências que inspiram, influenciam e conquistam resultados. São Paulo: Atlas, 2009. GRIFFIN, R. W.; MOORHEAD, G. Comportamento organizacional: gestão de pessoas e organizações. São Paulo: Cengage Learning, 2016. HAMEL, G. The future of management. Watertown: Harvard Business Review Press, 2007. HARGROVE, R. A. Adaptive leadership: powerful practices for leadership in turbulent times. New Jersey: Wiley, 2021. 1 4 1 REFERÊNCIAS HUGHES, R. L.; GINNET, R. C.; CURPHY, G. J. Leadership: Enhancing the lessons of experience. New York: McGraw-Hill Education, 2019. NIELSEN, K.; CLEAL, B. Transformational leadership and quality of work life: the mediating role of affective commitment. Journal of Advanced Nursing, v. 73, n. 6, p. 1368-1379, 2017. ROBBINS, S. P. A nova administração. São Paulo: Saraiva, 2020. SHORE, L. M. et al. Inclusion and diversity in work groups: a review and model for future research. Journal of Management, v. 37, n. 4, p. 1262-1289, 2011. SCHAUFELI, W. B.; BAKKER, A. B.; VAN RHENEN, W. How changes in job demands and resources predict burnout, work engagement, and sickness absenteeism. Journal of Organizational Behavior, v. 30, n. 7, p. 893-917, 2009. SPREITZER, G.; HWANG, E. B. How thriving at work matters for creating psychologically healthy workplaces: current perspectives and implications for the new world of work. Creating psychologically healthy workplaces, p. 293-310, 2019. VIGNOCHI, L.; LEZANA, Á. G. R.; PAINES, P. A. Associações entreestilos cognitivos, flexibilidade e perfil de liderança empreendedora de universitários. Revista Alcance, v. 27, n. 3, 2020. 1 4 8 1. Opção C. A alternativa A está incorreta, porque as mudanças que afetam o mundo organizacional atual levam as pessoas a preferir trabalhar com líderes democráticos e com uma visão humanista. A alternativa B está incorreta, porque a mobilização de pessoas para o trabalho na atualidade não se restringe à modalidade virtual, mas a confiança é um requisito essencial para tanto. A alternativa C está correta, porque autenticidade e visão compartilhada, em conjunto, estimulam o cumprimento e a superação de objetivos. A afirmativa D está incorreta, porque tanto a compreensão das tecnologias quanto a das necessidades e formas de relacionamento do trabalho são fundamentais na mesma medida para enfrentar a atual velocidade da evolução tecnológica. A alternativa E está incorreta, porque, independentemente da modalidade de trabalho preferida, o papel inspirador dos líderes é indispensável para o desempenho superior no trabalho. 2. Opção A. A afirmativa I está correta, porque a liderança transformacional é um modelo de incentivo à transformação da organização adequado para favorecer o desempenho individual e o crescimento organizacional bem como melhorar a satisfação dos trabalhadores do atual ambiente dinâmico e mutante. A afirmativa II está incorreta, porque a melhoria do desempenho individual não prejudica a criatividade e a inovação. A afirmativa III está incorreta, porque o líder transformacional influencia, positivamente, tanto o desempenho individual quanto o coletivo, devido à sua adequação ao atual ambiente em mudança. 3. Opção D. A alternativa A está incorreta, porque, mediante a volatilidade das mudanças rumo a um futuro incerto, líderes devem preparar-se para lidar com instabilidade e controlar fatores geradores de incerteza, utilizando a tecnologia de forma a agregar valor às suas ações. A alternativa B está incorreta, porque conflitos de ideias podem ser trabalhados pelos líderes para chegar a decisões compartilhadas eficientes para enfrentamento da complexidade rumo ao futuro. A alternativa C está incorreta, porque líderes do futuro precisam inspirar o engajamento que nada tem a ver com o senso de propriedade na organização. A alternativa D está correta, porque líderes do futuro devem desenvolver o senso de empreendedorismo, criando novas soluções, e apresentar uma visão autêntica e transparente em que, realmente, acreditem, com foco estratégico baseado na perspectiva transformacional. A alternativa E está incorreta, porque, para o estímulo à inovação, a formação de uma cultura organizacional aberta ao aprendizado contínuo é condição imprescindível. GABARITO 1 4 9 4. Nos últimos anos, o reconhecimento da importância da humanização nas organizações cresceu. Líderes ocupam uma função estratégica na formação da cultura organizacional, no cuidado com o bem-estar dos colaboradores e na redução de temores e riscos de desumanização atribuídos à alta competitividade e à evolução tecnológica. Por isso, a valorização do aspecto humano no ambiente de trabalho e a promoção de ambientes laborais saudáveis e motivadores são responsabilidade dos líderes gestores e não gestores dos novos tempos. Eles precisam ser empáticos e relacionar-se, de forma genuína, com suas equipes para promover a civilidade, a inclusão da diversidade e o respeito às diferenças individuais. Devem cultivar relações de trabalho baseadas em confiança, reconhecimento e apoio para desenvolver os potenciais e talentos dos liderados. Além disso, a autenticidade, a ética e a responsabilidade social são fatores essenciais para a humanização das relações de trabalho. 5. Opção B. A alternativa A está incorreta, porque a melhoria salarial é um fator de remuneração que pode incentivar a produtividade, mas não possui relação direta com a diversidade e a humanização. A alternativa B está correta, porque corresponde ao papel dos líderes humanitários. A alternativa C está incorreta, porque líderes humanitários não focam em comando e controle e desperdício de tempo. A alternativa D está incorreta, porque os líderes possuem papel fundamental no estímulo à criatividade e inovação. A alternativa E está incorreta, porque líderes humanitários não dispensam o apoio técnico GABARITO 1 5 1 MINHAS ANOTAÇÕES 1 5 1 UNIDADE 3 MINHAS METAS TENDÊNCIAS EM BENEFÍCIOS CORPORATIVOS Conhecer o conceito de benefícios flexíveis em recursos humanos. Entender os princípios da organização de jornadas flexíveis de trabalho. Compreender o processo de autogestão da jornada de trabalho. Discriminar as modalidades de trabalho remoto, home-office e híbrido. Conhecer as práticas de instrução e capacitação de colaboradores egres- sos para recolocação no mercado de trabalho. Identificar as estratégias de gestão de benefícios flexíveis. Perceber os desafios para a adesão ao gerenciamento do trabalho flexível. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7 1 5 4 INICIE SUA JORNADA Caro estudante, Quero convidá-lo a estudar um tópico fundamental no campo dos recursos humanos: as tendências em benefícios nas organizações do novo milênio. À medida que o mundo do trabalho continua a evoluir, é crucial compreender e acompanhar as mudanças no cenário dos benefícios oferecidos pelas organi- zações produtivas. Os benefícios corporativos têm um papel fundamental em atrair, reter e moti- var os funcionários. Eles vão muito além das práticas tradicionais do salário-base, planos de saúde e previdência, programas de bem-estar e licenças remuneradas. Por isso, vamos, aqui, compreender a importância do bem-estar físico e mental bem como tratar os funcionários como indivíduos únicos, com diferen- tes necessidades e preferências que podem promover um ambiente de trabalho saudável, apoiando o equilíbrio emocional dos funcionários e aumentando a produtividade geral da equipe. Abordagens como estas permitem aos funcionários maior autonomia e equi- líbrio entre responsabilidades profissionais e pessoais. Além disso, a gestão de benefícios flexíveis permite que os funcionários escolham e ajustem os benefícios de acordo com suas necessidades em diferentes fases da vida. Assim, estudaremos mais a fundo estas tendências em benefícios corpora- tivos. Ao explorar este assunto, você terá uma visão aprofundada de como as organizações estão se adaptando às necessidades em constante evolução dos funcionários. Além disso, entender como as tendências atuais, como a jornada flexível, autogestão, trabalho remoto, home office, trabalho híbrido, gestão de benefícios flexíveis e outplacement, podem influenciar o futuro dos benefícios corporativos permitirá que você esteja preparado para enfrentar os desafios e as oportunidades que surgirão em sua carreira profissional. Bons estudos! UNIASSELVI 1 5 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 DESENVOLVA SEU POTENCIAL BENEFÍCIOS FLEXÍVEIS: MAXIMIZAÇÃO DA SATISFAÇÃO E DO ENGAJAMENTO DOS COLABORADORES Nos últimos anos, a gestão de benefícios corporativos tem passado por uma transformação significativa, com organizações adotando abordagens mais flexí- veis para atender às diversas necessidades e preferências dos funcionários. Os benefícios flexíveis permitem que os colaboradores escolham entre uma variedade de opções de auxílios, de modo personalizado, ajustando-os de acordo com suas necessidades pessoais e circunstâncias individuais. VAMOS RECORDAR? A gestão de benefícios é um tema fundamental e recorrente em recursos hu- manos. Iniciou no escopo da administração de pessoal e evoluiu para a pers- pectiva da gestão de pessoas nas organizações. Assista ao vídeo para retomar as bases do tema com foco em recompensas e se preparar para conhecer as tendências em benefícios corporativos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. 1 5 1 Isso pode incluir escolhas relacionadas a planos de saúde, previdência,seguro de vida, assistência à educação, horário de trabalho flexível, entre outros. Todos estes benefícios, se arranjados de forma personalizada, são dispositivos estratégicos essenciais para maximizar a satisfação e o engajamento dos funcionários. Um estudo realizado por Guest e Conway (2004) revelou que a personali- zação dos benefícios estava associada a uma maior satisfação no trabalho e, por consequência, maior comprometimento organizacional. Kyndt e Baert (2013) constataram que os funcionários que tiveram a oportunidade de escolher seus benefícios demonstraram um nível mais elevado de envolvimento com a orga- nização e apresentaram maior dedicação em suas tarefas diárias. Os benefícios flexíveis também podem desempenhar um papel crucial na retenção de talentos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Society for Human Resource Management - SHRM (2020), 63% dos funcionários conside- ram os benefícios flexíveis como um fator importante na decisão de permanecer em uma empresa. Além disso, são particularmente atraentes para as gerações mais jovens (gerações Y e Z), que valorizam a flexibilidade e a individualidade. Essas gerações estão cada vez mais buscando um equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a oferta de benefícios flexíveis pode ser um diferencial na hora de atrair e reter talentos destes grupos (SHRM, 2020). Em outra pesquisa realizada pelo SHRM (2023), 89% dos respondentes prio- rizam benefícios flexíveis relacionados aos cuidados com a saúde. E 81% consi- deram mais relevantes a adesão a planos de previdência personalizados e direito de licença remunerada ou gratificações. Os benefícios flexíveis são uma evidência de uma cultura organizacional sau- dável, na qual a administração valoriza e atende às necessidades dos funcionários (GUEST, 2002). É essencial que as organizações adotem uma abordagem estra- tégica e uma comunicação eficaz para desenvolver e implementar programas de benefícios adequados ao estilo de vida dos colaboradores. A seguir, você entrará em contato com duas novas formas de trabalhar que estão se destacando como tendências no modo como as organizações estão con- cebendo a organização das rotinas laborais no atual contexto em evolução: a jornada flexível e a autogestão. Elas fazem parte do rol de medidas para tornar a vida profissional mais saudável, satisfatória, e são mecanismos motivacionais para fomentar a criatividade, a inovação e melhorar o desempenho da organi- zação como um todo em um contexto dinâmico e volátil. UNIASSELVI 1 5 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 JORNADA FLEXÍVEL E AUTOGESTÃO Nos últimos anos, a busca por mais flexibilidade na jornada de trabalho e a promoção da autogestão têm se destacado como estratégias eficazes para promover a produtividade e o bem-estar dos colaboradores. A jornada flexível permite que os funcionários tenham mais controle sobre seus horários de trabalho, adaptando-os às suas necessidades e responsabilidades pessoais sem interferir, negativamente, no desempenho, na produtividade e na consecução de objetivos (ALLEN et al., 2015). Esta moda- lidade de trabalho tem sido amplamente estudada e apontada como um fator positivo para o bem-estar dos funcionários e o desempenho organizacional. A autogestão, por sua vez, envolve aumento da autonomia dos colaboradores na definição de metas, prioridades e métodos que sejam adequados ao seu perfil de execução de tarefas (MARRAS, 2019). Tal liberdade de escolha está condicionada ao desempenho desejado e ao cumprimento das responsabilidades do cargo. Pesquisas recentes mostram que a autogestão está relacionada à maior mo- tivação, ao senso de responsabilidade e de propósito no trabalho (DECI et al., 2017). Além disso, ela pode levar a um maior senso de autonomia, empodera- mento e desenvolvimento de habilidades (DOBLINGER, 2022). Estes fatores contribuem para um ambiente de trabalho mais satisfatório, estimulante e pro- pício à criatividade e à inovação. Para entender melhor como funciona a jornada flexível de trabalho na prática. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO 1 5 8 As práticas de jornada flexível e autogestão não apenas favorecem os colabora- dores, mas também geram resultados positivos nos resultados globais da organi- zação. O estudo de Chung (2019) mostra que a implementação de uma jornada flexível pode resultar em maior retenção de talentos, redução do absenteísmo e aumento da eficiência no trabalho. Da mesma forma, a autogestão pode levar a uma maior satisfação dos funcionários, redução de conflitos e maior adaptabili- dade organizacional (DECI; OLAFSEN; RYAN, 2017). A adoção de práticas de jornada flexível e autogestão no ambiente de traba- lho traz uma série de benefícios para os funcionários e as organizações. Juntas, elas podem contribuir para o bem-estar dos colaboradores, o engajamento, a motivação para o trabalho e a eficiência organizacional. É preciso observar que, para o sucesso dessas práticas, é preciso estruturar uma cultura de confiança e estímulo ao diálogo aberto que viabilize a conciliação entre as prioridades das pessoas e da organização. A seguir apresentaremos as novas formas de trabalho a distância viabilizadas pela evolução da tecnologia computacional: o trabalho remoto, o home office e o trabalho híbrido. Também, discutiremos as implicações do trabalho à distância na vida das pessoas e refletiremos sobre seus possíveis efeitos no desempenho individual e organizacional. Para conhecer algumas das principais razões para as organizações adotarem a autogestão do trabalho em tempos de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, assista ao vídeo “Por que autogestão?”, com uma especialista no assunto. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 5 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 TRABALHO À DISTÂNCIA O trabalho à distância é aquele realizado fora do ambiente físico da organização e com o apoio da tecnologia da informação. Segundo Banov (2020), vários fatores têm contribuído para o rápido desenvolvimento desta modalidade de trabalho, entre eles: o trânsito intenso, a violência urbana, a redução de custos operacionais e, principalmente, o avanço da tecnologia. O trabalho a distância pode ser realizado na modalidade home office, ou seja, na casa do colaborador ou na modalidade remota em que está dissociado de um local específico (BANOV, 2020). Conexão na internet, uso de notebooks, celulares e tablets são necessários para trabalhar em qualquer local, a qualquer hora, de forma síncrona ou assíncrona. O modo síncrono consiste no trabalho a distância em que é possível atuar em tempo real e de maneira direta. Ele é ideal para resolver assuntos urgentes e tomar decisões o mais rápido possível. Já no modo assíncrono as respostas não ocorrem em tempo real, por exemplo, com troca de mensagens. Ele permite alternar as atividades de acordo com prioridades. ZOOM NO CONHECIMENTO Segundo Banov (2020), trabalhar a distância requer disponibilidade e exige do colaborador competências específicas listadas a seguir: 1 1 1 A seguir detalharemos as formas de trabalho a distância: trabalho remoto e home office. Também, explicaremos como ocorre a alternância entre o trabalho à dis- tância e o trabalho no ambiente físico da organização, ou seja, o trabalho híbrido. TRABALHO REMOTO No trabalho remoto, o ambiente físico é substituído pelo sistema computacional da empresa (BANOV, 2020). A estação de trabalho passa a ser móvel e flexível, representada pelos dispositivos eletrônicos e aplicativos digitais usados pelo co- laborador. Trabalhar fora do escritório implica uma série de vantagens para o colaborador, a organização, o meio ambiente e a sociedade (ROBBINS, 2020). Para o colaborador, ele permite conciliar o tempo com atividades pessoais em que precisa se deslocar. Ele pode trabalhar de qualquer local e a qualquer hora. Para a organização, estetipo de trabalho viabiliza a redução de custos com recur- sos humanos (ROBBINS, 2020). Por exemplo: uma editora que possui sede em São Paulo, onde o preço da hora de trabalho é muito alto poderia contratar um AUTODISCIPLINA saber dividir o tempo entre trabalho e descanso para evitar excessos que preju- diquem o desempenho profissional e a saúde. Gerenciar o tempo e evitar o isola- mento total são essenciais neste quesito. HABILIDADE COM AS FERRAMENTAS DA INFORMÁTICA saber utilizar, adequadamente, as tecnologias necessárias à execução das atividades. COMPROMETIMENTO ser responsável com as obrigações e ser capaz de trabalhar sem supervisão ou sem pressão hierárquica. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 editor qualificado de uma cidade como Taubaté, onde o preço da mão de obra é mais baixo, sem que ele precise se deslocar para exercer suas atividades. Lugares de trabalho descentralizados podem atender às necessidades de dispor de uma força de trabalho diversificada, com a chegada do trabalho remoto. O trabalho remoto também traz benefícios para o meio ambiente, sendo con- siderado uma opção ecologicamente consciente. Pode executar princípios éticos em organizações que querem reduzir a pegada de carbono (ROBBINS, 2020). Além disso, em catástrofes, como o 11 de setembro de 2001 e em situações que requerem isolamento social, como a Pandemia da covid -19, o trabalho re- moto pode assegurar a continuidade da maior parte das operações de uma orga- nização. Esta forma de trabalho, nestas situações, gera a sensação de segurança e proteção. Outra modalidade de trabalho a distância que vem ganhando espaço na atua- lidade é aquela que pode ser realizada no ambiente doméstico. A seguir, você conhecerá as peculiaridades do home office. HOME OFFICE O home office tem se mostrado uma opção atraente tanto para os funcio- nários quanto para as organizações. Permitir que os colaboradores tra- balhem de casa traz benefícios, como maior versatilidade, redu- ção de deslocamentos e melhoria do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Estudos têm mostra- do que o home office pode aumentar a satisfação dos funcionários e a pro- dutividade (GAJENDRAN; HARRI- SON, 2007; BLOOM et al., 2015). Pessoas com responsabilidades familiares e situações limitantes ao trabalho presencial, como cuidar dos filhos ou com deficiências físicas, podem preferir trabalhar em casa (ROBBINS, 2020). Ainda, trabalhar em casa pode beneficiar 1 1 1 a preservação do ambiente, pois diminui o tráfego de veículos, as emissões de poluentes e a dependência de petróleo, por exemplo (ROBBINS, 2020). Empresas, como a Automattic, conhecida por desenvolver o WordPress, adotaram o home office como modelo principal de trabalho. Com uma equi- pe distribuída globalmente, a empresa valoriza a autonomia e a confiança nos funcionários e promove a colaboração online. Esta abordagem tem se mostrado bem-sucedida, resultando em uma equipe altamente engajada e produtiva. Ao adotar o home office, as empresas podem oferecer aos funcionários mais flexibilidade para conciliar suas responsabilidades profissionais e pessoais. Além disso, pode reduzir o estresse relacionado aos deslocamentos diários e propor- cionar um ambiente de trabalho mais confortável e personalizado. A seguir conhecereos as nuances de um trabalho equacionado entre atividades na sede da organização e as modalidades a distância, ou seja, o trabalho híbrido. TRABALHO HÍBRIDO O trabalho híbrido combina a presença física no escritório com a possibilidade de reali- zar atividades a distância, na modalidade remota ou home office (BANOV, 2020). Esta alternativa oferece aos fun- cionários a oportunidade de conciliar as necessidades de Leia um pouco mais sobre estas duas modalidades no texto disponibilizado no link . Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 interação social e do trabalho em equipe no ambiente de escritório com a flexi- bilização para trabalhar à distância. Empresas de tecnologia, como a Microsoft, têm adotado o trabalho híbri- do como uma estratégia eficaz para atrair e reter talentos. Com o “FlexWork”, a empresa oferece a chance de escolher onde e como trabalhar, proporcionando um equilíbrio entre as demandas profissionais e pessoais (GATLING-KEENER; LUNSFORD, 2021). Esta abordagem tem resultado em mais satisfação e engajamento dos funcio- nários, além de promover a inovação e a colaboração. A Slack Technologies é outro exemplo de trabalho híbrido. A empresa de desenvolvimento de plataformas de comunicação empresarial incentiva a com- binação entre dias de trabalho no escritório e trabalho remoto. Esta abordagem permite que os funcionários se beneficiem da colaboração presencial e do foco e da autonomia oferecidos pelo trabalho remoto (SLACK, 2023). Portanto, ao adotar o trabalho híbrido, as empresas viabilizam a interação no local de trabalho e a realização de atividades com menor necessidade de trocas constantes no modo a distância. Para contemplar atividades que exigem colabo- ração intensa, são realizadas reuniões e tarefas conjuntas no escritório. Por outro lado, em atividades rotineiras ou que exigem pouca interação conjunta, é possível trabalhar remotamente. Estas possibilidades de escolha podem aumentar a pro- dutividade e a satisfação no trabalho. GESTÃO DE BENEFÍCIOS FLEXÍVEIS A gestão de benefícios flexíveis trabalha para de- finir a personalização dos pacotes de benefícios ofe- recidos aos funcionários. Ao contrário de adotar um modelo único para todos, as organizações flexíveis oferecem uma variedade de opções, como assistên- 1 1 4 cia médica, plano odontológico, seguro de vida, benefícios de aposentadoria, bem-estar e horários alternativos, por exemplo. Esta abordagem permite que os colaboradores tenham mais autonomia e controle sobre os benefícios que desejam utilizar, tornando-os mais engajados e satisfeitos no trabalho. Por exemplo, um funcionário com filhos pode optar por um plano de assistência médica com cobertura pediátrica abrangente, enquanto outro funcionário pode preferir benefícios voltados para o desenvolvimento pro- fissional, como subsídios de educação ou treinamentos especializados. A gestão de benefícios flexíveis traz uma série de vantagens tanto para os colaboradores quanto para as organizações. Gerenciar os benefícios de modo flexível proporciona mais sensação de va- lorização e cuidado por parte da empresa. Isso resulta em mais satisfação no tra- balho, engajamento, produtividade e retenção de talentos (ASHRAF; SIDDIQUI, 2020). A personalização permite que os colaboradores se sintam apoiados em sua jornada profissional e na vida pessoal. Além disso, organizações que admi- nistram os benefícios de forma flexível cultivam um senso de pertencimento, compartilhamento e difusão de seus valores A Netflix implementou, com sucesso, a gestão de benefícios flexíveis. A em- presa oferece aos funcionários a liberdade de decidir quanto gastar em benefícios como assistência médica, odontológica, aposentadoria e bem-estar. Esta abor- dagem permite que os funcionários adquiram pacotes de benefícios de acordo com suas necessidades individuais e prioridades pessoais (NETFLIX, 2023). Esta flexibilidade tem contribuído para a construção de uma cultura de confiança e autonomia na empresa. A partir do exposto anteriormente, entende que gerenciar benefícios de modo flexível consiste em uma abordagem inovadora que visa atender às ne- cessidades individuais dos colaboradores e favorecer o sucesso da organização. Ao fornecer opções de benefícios personalizados, as empresas podem criar um ambiente de trabalho mais atraente, saudável, capaz de engajar e reter talentos, além de fortalecer sua cultura corporativa. Além de oferecer benefícios que promovam a retenção de talentos, as orga- nizações dos novos tempos adotam o outplacement, um serviço para apoiar os colaboradoresem processos de transição de carreira. A seguir, você aprenderá sobre o outplacement e suas implicações para os trabalhadores e as organizações. UNIASSELVI 1 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 OUTPLACEMENT O outplacement é um serviço oferecido pelas organizações para auxiliar os funcionários que estão passando por uma transição de carreira, como demissões ou reestruturações (PICKMAN, 2009). Quando uma organização precisa reduzir sua força de trabalho ou passar por uma rees- truturação, o outplacement oferece assistência aos colaboradores impactados. O objetivo principal é auxiliar os colaboradores na transição para novas oportuni- dades de trabalho por intermédio de suporte personalizado, aconselhamento e treinamento para que possam se recolocar no mercado de trabalho. Os serviços de outplacement incluem a revisão de currículos, aprimoramento de habilidades de entrevista e networking, bem como o acesso a oportunidades de emprego e contatos na indústria (PICKMAN, 2009). Isso ajuda os colaboradores a se sentirem apoiados durante a transição e a recuperarem a confiança em suas habilidades e perspectivas de carreira. Para as organizações, o outplacement demonstra um compromisso com o bem-estar dos colaboradores, mesmo durante processos de demissão. Isso pode melhorar a imagem e a reputação da empresa no mercado de trabalho, além de ajudar a manter a motivação e o engajamento dos funcionários remanescentes (SARIDAKIS; COOPER, 2016). Além disso, o outplacement pode ajudar a mini- mizar potenciais impactos negativos, como litígios trabalhistas e danos à marca. Para implementar um programa eficaz de outplacement, as empresas devem considerar alguns aspectos importantes (SWIDER et al., 2011). Em primeiro lu- gar, é fundamental oferecer um apoio individualizado aos funcionários, levando em conta suas habilidades, suas experiências e as metas de carreira. Além disso, é importante fornecer serviços de coaching, workshops de desenvolvimento pro- fissional e acesso a redes e oportunidades de emprego. Um exemplo é a empresa de tecnologia IBM, que possui um programa de outplacement abrangente chamado Project Re-employment. O programa oferece aos funcionários demitidos aconselhamento individual, treinamento profissional e acesso a uma rede global de oportunidades de emprego (IBM, 2023). 1 1 1 No livro The complete guide to outplacement counseling, o conselheiro de executivos Alan J. Pickman apresenta uma visão abrangente sobre o outplacement, suas práticas e seus impactos nas carreiras dos colaboradores em fase de desliga- mento de uma organização. Ele explora diferentes estratégias e melhores práticas para garantir uma transição bem-sucedi- da aos trabalhadores. INDICAÇÃO DE LIVRO Portanto, o outplacement desempenha um papel crucial na transição de carrei- ra dos funcionários e na manutenção de uma cultura organizacional saudável. Ao fornecer suporte durante momentos difíceis, as empresas demonstram seu compromisso com o bem-estar dos colaboradores. Ao implementar programas de outplacement, as empresas podem ajudar os funcionários a encontrarem no- vas oportunidades de emprego e a se recuperarem, emocionalmente, enquanto fortalecem sua reputação e mantêm a produtividade e o engajamento dos fun- cionários remanescentes. NOVOS DESAFIOS Embora o gerenciamento flexível, as oportunidades de trabalho remoto, home office ou híbrido apresentam muitos benefícios, também é importante considerar os desafios envolvidos para os trabalhadores e organizações. O estabelecimento de limites entre trabalho e vida pessoal e a necessidade de manter altos níveis de disciplina e autogestão podem ser fonte de transtorno para os colaboradores. A falta de interação social face a face, por exemplo, pode afetar a saúde mental dos trabalhadores e prejudicar a comunicação e o senso de pertencimento à organização. Para lidar com estes desafios, é essencial estabelecer uma comunicação clara e aberta entre a equipe, utilizando ferramentas digitais para manter a conexão e a colaboração. Além disso, é importante oferecer suporte aos colaboradores no desenvolvimento de habilidades de autogestão e no estabelecimento de rotinas saudáveis de trabalho e vida pessoal. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 7 Isso inclui a utilização de diversos canais de comunicação, como e-mails, in- tranet, sessões de treinamento e reuniões para garantir que todas as informações sejam transmitidas de maneira clara e acessível. Também é importante fornecer suporte adicional, como materiais explicativos e assistência personalizada para ajudar os colaboradores a entenderem suas opções e tomarem decisões infor- madas. Outro desafio significativo na gestão de benefícios flexíveis é o gerenciamento de custos. Oferecer uma grande variedade de benefícios personalizados pode resultar em aumento de despesas para a organização. Por isso, é necessário ge- renciar os benefícios buscando o equilíbrio entre ofertas de pacotes atrativos e a capacidade de sustentá-las, economicamente, a longo prazo. Uma estratégia para enfrentar este desafio é realizar uma análise de custos e benefícios de cada pacote ofertado. É importante avaliar o impacto financeiro e o retorno sobre o investimento de cada benefício, bem como considerar as prefe- rências e as necessidades dos colaboradores. Além disso, as organizações podem buscar parcerias com provedores de benefícios para obter condições vantajosas e maximizar o valor dos recursos investidos. É essencial que os benefícios sejam oferecidos de forma equitativa, sem discriminação ou exclusão de determinados grupos de funcionários. Por isso, as organizações devem garantir que suas políticas de benefícios contemplem a diversidade e promovam a igualdade de oportunidades. Além disso, é importante coletar dados sobre a percepção dos colaboradores quanto aos benefícios contratados para, se necessário, desenvolver melhorias que perpetuem a motivação para trabalhar na organização. Portanto, é fundamental que as organizações do atual contexto dinâmico e volátil estejam dispostas a se adaptar e ajustar suas ofertas de benefícios em um mundo do trabalho em constante evolução. 1 1 8 VAMOS PRATICAR 1. No trabalho remoto, o ambiente físico é substituído pelo sistema computacional da em- presa. A estação de trabalho passa a ser móvel e flexível, representada pelos dispositivos eletrônicos e aplicativos digitais usados pelo colaborador. Trabalhar fora do escritório implica uma série de vantagens para o colaborador, a organização, o meio ambiente e a sociedade. Fonte: BANOV, M. Recrutamento e seleção com foco na transformação digital. Rio de Janeiro: Atlas, 2020. E-book. No trabalho remoto, a substituição do ambiente físico pelo sistema computacional da organização gera efeitos positivos para o colaborador, a organização, o meio ambiente e a sociedade. A respeito destes efeitos, assinale a alternativa correta. a) O trabalho remoto, em situações de risco de morte ou à saúde, gera a sensação de segurança e proteção. b) O trabalho remoto, por reduzir os custos da organização com infraestrutura, gera benefícios diretos ao meio ambiente. c) O trabalho remoto tem como vantagem para a organização a redução de conflitos entre as equipes de trabalho. d) O trabalho remoto gera economia de energia elétrica e, por isto, é vantajoso para os colaboradores. e) O trabalho remoto permite que as pessoas se isolem em casa quando estão transtor- nadas emocionalmente, por isso, é uma vantagem para o colaborador. 2. O trabalho híbrido combina a presença física no escritório com a possibilidade de realizar atividades à distância na modalidade remota ou home office. Esta alternativa oferece aos funcionários a oportunidade de conciliar as necessidades de interação social e do traba- lho em equipe no ambiente de escritório com a flexibilização para trabalhar à distância. Fonte: BANOV, M. Recrutamento e seleção com foco na transformação digital. Rio de Janeiro: Atlas, 2020.E-book. O trabalho híbrido combina atividades à distância com a presença física no escritório. Esta alternativa tem se mostrado benéfica aos trabalhadores e contribui com a flexibilidade e a melhor adequação às tarefas segundo a necessidade de maior ou menor interação entre as equipes. 1 1 9 VAMOS PRATICAR I - A interação exigida por atividades mais colaborativas pode ser realizada na mesma intensidade tanto no escritório quanto na modalidade à distância. II - Em situações em que as atividades são individuais, a presença no escritório é mais necessária quando as atividades requerem maior interação entre as pessoas. III - O trabalho híbrido permite que atividades rotineiras e de menor interatividade sejam mais alocadas na modalidade à distância do que aquelas que exigem maior interação, colaboração e movimentação física. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II. d) II e III. e) I, II e III. 3. O home office tem se mostrado uma opção atraente tanto para os funcionários quanto para as organizações. Permitir que os colaboradores trabalhem de casa traz benefícios como mais versatilidade, redução de deslocamentos e melhoria do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. GAJENDRAN, R. I. S.; HARRISON, D. A. The good, the bad, and the unknown about te- lecommuting: meta-analysis of psychological mediators and individual consequences. Journal of applied psychology, v. 92, n. 6, p. 1524, 2007. O home office tem atraído os colaboradores por conta de suas características adaptáveis às suas necessidades de equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Sobre estas carac- terísticas, assinale a alternativa correta. a) O home office permite que os colaboradores atuem com maior produtividade que quando trabalham no escritório, pois conseguem destinar mais tempo para suas ati- vidades pessoais. b) Trabalhar em home office permite destinar mais tempo para as atividades profissionais, pois o colaborador não precisa se deslocar até o escritório. c) O trabalho em home office permite mais flexibilidade, proporciona um ambiente de trabalho confortável e organizado de acordo com as preferências do colaborador. d) O trabalho em home office permite que o trabalhador ocupe seu tempo dando prefe- rência para as responsabilidades familiares. e) O home office permite que os colaboradores dediquem mais tempo para as atividades profissionais, pois ele permanece no ambiente doméstico. 1 1 1 REFERÊNCIAS ALLEN, T. D.; GOLDEN, T. D.; SHOCKLEY, K. M. How effective is telecommuting? Assessing the status of our scientific findings. Psychological science in the public interest, v. 16, n. 2, p. 40-68, 2015. ASHRAF, T.; SIDDIQUI, D. A. The impact of employee engagement on employee retention: the role of psychological capital, control at work, general well-being, and job satisfaction. Human Resource Research, v. 4, n. 1, p. 67-93, 2020. BANOV, M. Recrutamento e seleção com foco na transformação digital. Rio de Janeiro: Atlas, 2020. E-book. BLOOM, N. et al. Does working from home work? Evidence from a Chinese experiment. The Quarterly journal of economics, v. 130, n. 1, p. 165-218, 2015. CHUNG, H. Flexible working and work-life balance: final report. United Kingdon: Univer- sity of Kent, 2017. DECI, E. L.; OLAFSEN, A. H.; RYAN, R. M. Self-determination theory in work organizations: The state of a science. Annual review of organizational psychology and organizational behavior, v. 4, p. 19-43, 2017. DERKS, D. et al. 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A alternativa C está incorreta porque conflitos podem existir em qualquer modalidade de trabalho. A alternativa D está incorreta porque os colaboradores consumirão energia elétrica em sua residência na modalidade remoto. A alternativa E está incorreta porque pessoas transtornadas, provavelmente, terão prejuízos de desempenho em qualquer modalidade de trabalho. 2. Opção B A afirmativa I está incorreta porque atividades mais colaborativas tendem a ser mais adequadas ao ambiente de escritório. A afirmativa II está incorreta porque o trabalho individual é mais adequado à modalidade à distância por requerer menor interação com os colegas. A afirmativa III está correta porque associa, de modo adequado, a natureza das tarefas ao trabalho à distância e presencial intercalados. 3. Opção C A alternativa A está incorreta porque a produtividadedepende de outros fatores que podem determinar o local adequado para diferentes tipos de tarefas e do equilíbrio de tempo entre vida pessoal e profissional. O fato de trabalhar em casa não garante que o trabalhador destine mais tempo para atividades profissionais, por isso, a alternativa B está incorreta. A alternativa C está correta porque o home office é uma das modalidades de trabalho à distância que permite flexibilidade, conforto e autoorganização. A alternativa D está incorreta porque o trabalho em home office não está destinado a prioridades familiares, mas ao equilíbrio entre responsabilidades profissionais e familiares. A alternativa E está incorreta porque permanecer no ambiente doméstico não garante mais tempo para as responsabilidades profissionais. GABARITO 1 1 1 MINHAS METAS O FUTURO DO TRABALHO Identificar as tendências de trabalho no Século XXI. Distinguir os fatores motivacionais para o trabalho em organizações do século XXI. Compreender as razões pelas quais a preservação do bem-estar dos colaboradores é elemento essencial para o sucesso das organizações do novo milênio. Conhecer as diferentes alternativas para as organizações do Século XXI promoverem o bem-estar dos colaboradores. Compreender as razões para investir em desenvolvimento pessoal e profissional em am- biente de constante evolução. Explorar como o bem-estar no trabalho pode potencializar o engajamento dos colabora- dores e melhorar a produtividade. Entender os possíveis desafios para o profissional de recursos humanos mediante as transformações que vêm moldando o ambiente profissional. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8 1 1 4 INICIE SUA JORNADA Estudante! À medida que avançamos no século XXI, o mundo do trabalho está passando por uma transformação significativa, impulsionada por uma combinação de avanços tecnológicos, mudanças sociais e econômicas. Nesse contexto, um tema que tem ganhado destaque é o bem-estar no ambiente de trabalho e suas tendências. O bem-estar dos colaboradores é fundamental para o sucesso e a sustentabili- dade das organizações. Compreender e atender às necessidades dos funcionários não apenas promove um ambiente de trabalho saudável, mas também impacta positivamente a produtividade e o engajamento. No século XXI, as empresas estão percebendo cada vez mais que investir no bem-estar dos colaboradores é um fator crucial para se destacar em um mercado competitivo e em constante evolução. Dentre as tendências emergentes no cenário do trabalho, destacam-se novas abordagens para a saúde física e mental dos funcionários. Programas de bem-es- tar, como a promoção de atividades físicas, nutrição equilibrada e acesso a servi- ços de saúde, têm se mostrado essenciais para reduzir os índices de absenteísmo e melhorar a qualidade de vida no ambiente profissional. Outra tendência importante é a valorização do desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários. Iniciativas de aprendizagem contínua e progra- mas de capacitação estão sendo implementados para estimular o crescimento individual, aumentar a motivação e manter os colaboradores atualizados em um mundo em constante mudança. Neste tema de aprendizagem, nós exploraremos as principais dimensões do bem-estar no trabalho e as tendências do século XXI que estão moldando o futuro do ambiente profissional. Venha conosco nesta jornada de conhecimento sobre o tema tão relevante e intrigante! Bons estudos! UNIASSELVI 1 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 DESENVOLVA SEU POTENCIAL O MUNDO DO TRABALHO NO SÉCULO XXI O novo século trouxe uma série de mudanças significativas no mundo do trabalho, impulsiona- das por avanços tecno- lógicos, transformações sociais e novas dinâmi- Aperte o play e ouça o podcast que trata das tendências para o trabalho no século XXI. Entenda por que a promoção de um ambiente de trabalho saudável, a valorização do desenvolvimento profissional e pessoal e a preocupação com a saúde física e mental dos colaboradores são alicerces para as organizações. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. PLAY NO CONHECIMENTO VAMOS RECORDAR? O século XXI é fortemente marcado por mudanças intensas e velozes na so- ciedade capitalista. Estas mudanças afetam tanto a vida em sociedade, quanto às relações no ambiente de trabalho. Acesse e veja mais sobre as recentes transformações que afetam a vida dentro e fora das organizações produtivas. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. 1 1 1 cas econômicas. Essas transformações têm impactado profundamente a forma como as organizações operam e como os indivíduos se inserem no ambiente profissional. A seguir, conheça as principais características do mundo do trabalho no século XXI: IMPACTO DA TECNOLOGIA NA FORÇA DE TRABALHO A automação, a inteligência artificial e a análise de dados transformaram os pro- cessos produtivos criando formas de substituir o trabalho braçal pela tecnologia e reduzir os esforços para lidar com um grande número de informações. Brynjolfs- son e Mitchel (2017) mostraram que a tecnologia está redefinindo a natureza do trabalho e exigindo que os profissionais sejam mais adaptáveis e capazes de lidar com novas ferramentas digitais. DIVERSIDADE E INCLUSÃO Equipes com diversidade étnica, de gênero e cultural tendem a ser mais criativas e inovadoras (WANG et al., 2019). Na atualidade, as organizações têm se dedicado mais à inclusão e à garantia de um ambiente de trabalho mais representativo e respeitoso, já que a diversidade impulsiona a colaboração e a produtividade. FLEXIBILIDADE E EQUILÍBRIO ENTRE VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL Com a adoção do trabalho remoto e horários flexíveis, a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional se tornou uma prioridade para muitos trabalhadores. Um equilíbrio saudável está relacionado a maior satisfação no trabalho e ao bem-estar dos colaboradores (GREENHAUSS; ALLEN 2011). Organizações que promovem a flexibilidade e apoiam as necessidades pessoais dos funcionários tendem a atrair e reter os melhores talentos. APRENDIZADO CONTÍNUO E ADAPTAÇÃO AO MERCADO Com a rápida evolução do conhecimento e das tecnologias, os profissionais pre- cisam aprender e se adaptar constantemente. A capacidade de adquirir novas ha- bilidades é fundamental para manter-se competitivo no mercado de trabalho em constante mudança (CARNEIRO, 2000). UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 Como sabemos, a tecnologia é um dos principais impulsionadores das mudan- ças, demandando que os profissionais desenvolvam habilidades adaptativas para acompanhar o ritmo das inovações. Além disso, a valorização da diversidade, a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a ênfase na aprendizagem contínua são tendências cruciais para o sucesso das organizações e dos trabalha- dores neste contexto. É preciso levar em consideração o fato de que nem todas as atividades laborais podem ser realizadas por máquinas. Segundo Brynjolfsson e Mitchel (2017), mesmo que robôs adquiram capacidades intelectuais semelhantes às humanas (como acumular, absorver e organizar novos conhecimentos), ainda não são capazes de interagir com a sensibilidade necessária em questões éticas, por exemplo. Por isto, decisões mais delicadas e estratégicas que dizem respeito à sustentabilidade socioambiental, por exemplo, seguem sendo tarefas humanas. Outro aspecto relevante para o futuro do trabalho consiste na preservação do direito de participação social e econômica dos cidadãos. Segundo Brynjolfsson e Mitchel (2017) e Spencer (2017), o investimento em educação e infraestrutura, o apoio a uma maior mobilidade no trabalho e ao empreendedorismo devem con- tribuir com a garantia de empregabilidade e mitigar possíveis desigualdades so- ciais. Soma-se a essas medidas, a necessidade de ampliação das políticas de apoio aos menos privilegiados na sociedade do conhecimento (BRYNJOLFSSON;MITCHEL, 2017; SPENCER, 2017). A seguir, vamos conhecer os principais fatores que motivam os trabalhadores na atualidade. FATORES MOTIVACIONAIS PARA O TRABALHO NA ATUALIDADE 1 1 8 A motivação dos colaboradores é um tema essencial no campo dos Recursos Humanos, pois está diretamente relacionada ao desempenho, satisfação e produ- tividade no ambiente de trabalho na atualidade (DECI; RYAN, 2000; TIMS; BA- KKER; DERKS, 2013; BAKKER; DEMEROUTI, 2017; GRANT; GINO, 2020). Com as mudanças do século e as expectativas dos trabalhadores evoluindo, é fundamental entender os fatores que estimulam a força de trabalho na atualida- de. A seguir, apresentaremos os fatores motivacionais-chave para o trabalho na contemporaneidade. RECONHECIMENTO E VALORIZAÇÃO Um dos fatores mais impactantes para a motivação no trabalho é o reconheci- mento e a valorização do esforço e das contribuições dos colaboradores. Estudos como o de Grant e Gino (2020) mostram que o reconhecimento genuíno e o feed- back positivo estimulam a autoestima e o senso de pertencimento e aumentam a motivação e o engajamento dos funcionários. OPORTUNIDADES DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL A busca por crescimento e desenvolvimento contínuo é um forte impulsionador da motivação no trabalho. Oportunidades para adquirir novas habilidades, participar de treinamentos e assumir responsabilidades adicionais despertam o interesse dos colaboradores e os mantêm engajados com a empresa a longo prazo (TIMS; BAKKER; DERKS, 2013). AUTONOMIA E EMPODERAMENTO Os profissionais da atualidade valorizam a autonomia e o empoderamento no am- biente de trabalho. Segundo Deci e Ryan (2000), quando os colaboradores têm liberdade para tomar decisões e se sentem parte do processo de tomada de de- cisão, sua motivação é estimulada, resultando em maior comprometimento com os objetivos organizacionais. UNIASSELVI 1 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 Compreender esses fatores motivacionais é essencial para a implantação de pro- gramas eficazes de engajamento e retenção de talentos, fomentar o crescimento e o bem-estar dos funcionários e ampliar as chances de sucesso da própria organização. A seguir, vamos enfocar os componentes essenciais para que as organizações do futuro consigam o sucesso e o desenvolvimento sustentável de longo prazo: a promoção do bem-estar no trabalho, as ações de prevenção da saúde física e mental e o investimento no crescimento pessoal e profissional dos colaboradores. AMBIENTE DE TRABALHO SAUDÁVEL E INCLUSIVO A promoção de um ambiente de trabalho saudável, seguro e inclusivo é um fator motivacional crucial na atualidade. Promover um clima organizacional positivo e o apoio emocional dos colegas e líderes aumenta a sensação de bem-estar e gera um ambiente saudável e produtivo (BAKKER; DEMEROUTI, 2017). PROMOÇÃO DO BEM-ESTAR NO TRABALHO Compreender e promover o bem-estar no ambiente de trabalho é essencial para alcançar um produtivo e satisfatório para os trabalhadores da atual sociedade da informação, do conhecimento e da digitalização. 1 8 1 Estudos, como o de Leka e Jain (2010), têm demonstrado que programas de promoção à saúde e incentivo à prática de atividades físicas, alimentação balan- ceada e prevenção de doenças, estão associados a um ambiente mais saudável e a um menor índice de absenteísmo. Além disso, investir em programas de apoio à saúde mental e redução do estresse pode contribuir para a melhoria do clima organizacional e o aumento da satisfação dos funcionários. Oferecer flexibilidade e autonomia no trabalho é outra estratégia eficaz para promover o bem-estar dos colaboradores. Morgeson et al. (2007) apontam que quando os funcionários têm mais controle sobre suas tarefas e horários, tendem a sentir maior satisfação e engajamento com o trabalho. Isso pode ser alcançado por meio de práticas como horários flexíveis, trabalho remoto e empoderamento para tomada de decisões relacionadas as suas atividades. Novas formas de relação entre trabalho, descanso e bem-estar estão emergin- do mediante o ritmo acelerado da sociedade atual. Acesse o QRcode e descubra o que é o “ócio criativo”, conceito cunhado pelo sociólogo italiano Domenico De Masi. Entenda sua importância para conciliar vida pessoal, trabalho e descanso. Recursos de mídia disponíveis no con- teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. EU INDICO Para promover o bem-estar no trabalho, as organizações precisam adotar uma cultura que valorize o apoio e o reconhecimento dos colaboradores. Sheng et al. (2022) afirmam que quando os funcionários se sentem apoiados e reconhecidos, há um impacto positivo em sua motivação e produtividade, pois o trabalho ganha significado em suas vidas. A criação de um ambiente onde a colaboração, o respeito e o reconhecimento são cultivados fortalece o senso de pertencimento e a conexão emocional dos cola- boradores com a organização. UNIASSELVI 1 8 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 Ainda, oferecer oportunidades de desenvolvimento de carreira pode contribuir significativamente para a sensação de bem-estar dos colaboradores. O desenvolvi- mento de habilidades e competências por intermédio de treinamentos e feedbacks construtivos pode fortalecer a motivação para o trabalho, melhorar os níveis de satisfação, além de contribuir para a retenção de talentos (JOHNSON et al., 2018). A seguir, você vai saber como os cuidados com a saúde dos trabalhadores somam-se aos elementos promotores do bem-estar dos profissionais mensura- dos anteriormente. CUIDADOS COM A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DOS TRABALHADORES No século XXI, cuidar da saúde física e mental dos trabalhadores tornou-se uma questão crucial nas organizações, pois, como dissemos, influencia diretamente o engajamento, o bem-estar e a produtividade dos profissionais. Em um cenário cada vez mais competitivo e desafiador é essencial para promover um ambiente de trabalho saudável e motivador. Além disso, a compreensão de que colaborado- 1 8 1 res saudáveis e emocionalmente equilibrados são engajados, criativos, eficientes e produtivos (MC-RYAN, 2005; HASAN et al., 2021). Segundo Mckee-Ryan et al. (2005) colaboradores que enfrentam estresse excessivo, ansiedade e esgotamento, tendem a apresentar níveis baixos de com- prometimento com suas tarefas e menor eficácia nas atividades laborais. Por outro lado, quando a saúde mental é preservada e cuidada, os funcionários são mais propensos a se sentirem motivados e envolvidos com suas responsabilida- des. Portanto, a promoção de um ambiente organizacional que valoriza o equi- líbrio entre vida pessoal e profissional, além do apoio psicológico e emocional aos colaboradores, contribui para reduzir o estresse e a exaustão, favorecendo o engajamento, a produtividade, e o desempenho (MCKEE-RYAN, et al., 2005; HASAN et al., 2021). Como vimos, empresas que adotam práticas voltadas para a saúde dos co- laboradores têm maior capacidade de retenção de talentos, além de experimen- tarem um aumento na satisfação dos funcionários. Investir em programas de qualidade de vida, pausas para descanso e lazer e em programas de saúde mental são exemplos de estratégias que fortalecem o senso de pertencimento e estimu- lam o envolvimento com a organização. Medidas de acolhimento, compreensão e empatia são outros fatores de saúde mental essenciais para as organizações obterem bons resultados e transformar colaboradores em talentos retidos (DEADY et al., 2021). Líderes que demonstram preocupação com o bem-estar dos colaboradores, encorajando a comunicação aberta e a busca por ajuda quando necessário, criam um clima de trabalho saudá- vel favorecendo, assim, a motivação e a retenção de talentos (DEADY et al., 2021). Medidas preventivas ajudam na redução de impactos negativos de proble- mas de saúde mental nas organizações (SØNDERSTRUP-ANDERSEN et al., 2028). Alguns exemplos são: programas de conscientização, treinamento de líderes para identificação de sinais de estresse e disponibilização de recursos paraapoio psicológico. Ao adotar uma abordagem proativa na promoção da saúde física e mental dos colaboradores, as organizações fortalecem sua cultura de cuidado, gerando benefícios tanto internos, com a melhoria do clima de trabalho e o aumento da produtividade, quanto externos, com uma imagem positiva perante a sociedade. UNIASSELVI 1 8 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E PESSOAL O aprendizado contínuo tem sido a tônica para as organi- zações em um ambiente em constante mutação. As rápidas transformações que afetam o mundo do trabalho exigem dos profissionais a busca contínua por desenvolvimento tanto no âmbito profissional quanto pessoal. A partir de agora vamos entender como estas duas perspectivas de crescimento são definidas e como elas formam um elemento central para as organizações dos novos tempos. O desenvolvimento profissional refere-se ao processo contínuo de apri- moramento das habilidades, conhecimentos e competências de um indivíduo relacionadas a sua área de atuação profissional (GUBBINS; HAYDEN, 2021). Envolve a busca por oportunidades de aprendizado, treinamento e experiências que permitam ao profissional crescer em sua carreira e enfrentar os desafios do ambiente de trabalho com maior eficiência e eficácia. Koen, Klehe e Van Vianen (2012) destacam que a oferta de oportunidades de desenvolvimento está associada a um maior comprometimento dos funcionários com a empresa. Quando os colaboradores percebem que a organização investe em seu crescimento e carreira, sentem-se valorizados e motivados a se empenha- rem em suas funções. Profissionais que buscam constantemente aprimorar suas habilidades e conhecimentos estão mais propensos a se manterem engajados e relevantes no mercado de trabalho (GLAVIN et al., 2017). O acesso a programas de treinamento, workshops e oportunidades de desenvolvimento contínuo é essencial para estimular o aprendizado ao longo da carreira. Entretanto, na atualidade não basta aprimorar-se profissionalmente para estar suficientemente motivado para o trabalho. As novas formas de trabalho emergentes no Século XXI demandam que os colaboradores de uma organização equilibrem suas aspirações de crescimento profissional com a vida profissional. 1 8 4 Nos tempos atuais, o trabalho tem solidificado sua posição como uma atividade essencial que vai além da simples troca de esforço físico e mental por compensa- ções financeiras. Além do desenvolvimento profissional, a atenção ao crescimen- to pessoal também se mostra importante como motivador para os colaboradores. O desenvolvimento pessoal, representado pela busca de sentido e autenticidade, está associado à sensação de bem-estar e satisfação no trabalho (JOHNSON et al., 2018). Colaboradores que podem integrar suas aspirações e valores pessoais ao ambiente de trabalho tendem a experimentar uma forte motivação. A liderança e a cultura organizacional desempenham um papel crucial na promoção do desenvolvimento profissional e pessoal como motivadores para o trabalho. Gestores que incentivam o crescimento de seus colaboradores, criam um ambiente propício para a aprendizagem e o desenvolvimento (DE GIETER; HOFMANS; PEPERMANS, 2011). Uma cultura organizacional que valoriza a aprendizagem e promove uma mentalidade de crescimento tende a atrair e reter os melhores talentos disponíveis no mercado de trabalho. A busca constante por aprendizado, a valorização das oportunidades de cres- cimento e a integração do desenvolvimento pessoal ao ambiente de trabalho são fatores cruciais para promover o engajamento, a alta produtividade e o bem-estar dos profissionais, portanto, organizações que investem no aperfeiçoamento con- tínuo dos colaboradores colhem os benefícios de uma força de trabalho motiva- da, qualificada e preparada para enfrentar os desafios do cenário contemporâneo. Esta é uma realidade já consolidada em muitas empresas da área tecnológica, que preparam seus colaboradores para acompanharem a evolução do mercado com treinamentos de mentoria e coaching. A seguir, vamos mostrar como um ambiente de trabalho saudável pode fo- mentar ainda mais o engajamento e a produtividade dos colaboradores. VOCÊ SABE RESPONDER? Por que, o crescimento pessoal é um fator relevante para a motivação dos tra- balhadores? UNIASSELVI 1 8 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 O TRABALHO SAUDÁVEL COMO FONTE DE ENGAJAMENTO E ALTA PRODUTIVIDADE A promoção do trabalho saudável tornou-se uma preocupação central para as organizações que buscam alcançar altos níveis de engajamento e produtividade. Um ambiente de trabalho saudável e favorável é fundamental para o bem-estar dos colaboradores e também impacta diretamente nos resultados da empresa. O engajamento no trabalho é caracterizado pela dedicação, entusiasmo e com- prometimento dos colaboradores com suas atividades e com os objetivos da or- ganização. Quando os funcionários se sentem apoiados, valorizados e têm a oportunidade de equilibrar suas responsabilidades profissionais com a vida pessoal, tendem a se engajar de forma mais positiva e proativa em suas tarefas (SAKS, 2020). O trabalho saudável, também, está diretamente relacionado à eficiência e à alta produtividade. Trabalhadores saudáveis são mais propensos a manter altos 1 8 1 níveis de concentração, energia e criatividade em suas atividades laborais (BA- KKER; DEMEROUTI, 2017). Além disso, um ambiente de trabalho saudável reduz o estresse e a exaustão dos funcionários, possibilitando um maior foco nas tarefas e maior eficácia nas entregas. Grant e Gino (2020) apontam que organizações defensoras da saúde e do bem-estar dos colaboradores criam uma cultura positiva e estão propensas a prosperar por conta do alto desempenho. Quando os profissionais se sentem valorizados e apoiados, eles tendem a desenvolver uma conexão emocional com a empresa, tornando-se defensores de sua missão e valores, o que é crucial para o alcance dos objetivos organizacionais. Alguns exemplos de estratégias de valorização são a criação de um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso, a oferta de programas de bem-estar físico e mental, a promoção da autonomia e do desenvolvimento profissional, e o estí- mulo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Tendo em mente o que apresentamos, podemos concluir que investir em um ambiente de trabalho saudável, apoiador e estimulante traz benefícios aos cola- boradores e impulsiona o sucesso da organização como um todo, contribuindo para sua sustentabilidade e crescimento a longo prazo. NOVOS DESAFIOS A rápida evolução tecnológica dos últimos anos, as intensas mudanças nas dinâ- micas de trabalho e a priorização da qualidade de vida pelos colaboradores têm impulsionado as organizações a desenvolverem uma postura inovadora e adap- tativa. Para promover o sucesso organizacional nesta empreitada, os profissionais de Recursos Humanos precisam atentar para diversas questões desafiadoras. Um dos novos desafios é a gestão da diversidade e inclusão no ambiente de trabalho. Com equipes cada vez mais diversas em termos de gênero, raça, etnia, orientação sexual e origem cultural, é essencial que as empresas criem um ambiente acolhedor e inclusivo para todos os colaboradores. Para isto é preciso adotar políticas e práticas que promovam a equidade, a igualdade de oportunida- des e o respeito à diversidade, garantindo que cada indivíduo se sinta valorizado e respeitado em sua singularidade. UNIASSELVI 1 8 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 8 A transformação digital tem exigido dos profissionais de recursos humanos a capacidade de se adaptar à automação de processos, conhecer a inteligência artificial e desenvolver competências para lidar com ferramentas de análise de grande volume de dados. Conhecer e saber operar tecnologias avançadas de re- crutamento, seleção e educação profissional é crucial para identificar os melhores talentos no mercado e otimizar a eficiência dos colaboradores. Outro desafio é a adoção e o gerenciamentoeficiente de ferramentas digitais para manter equipes remotas engajadas e desenvolver uma comunicação eficaz no contexto complexo das interações a distância. Neste âmbito, a adoção de fer- ramentas colaborativas como aplicativos de gestão de tarefas e comunicação é fundamental para alavancar a fluidez das interações virtuais e alinhar a comu- nicação em tempo real ou assíncrona. Por último, mencionamos a preocupação com saúde mental dos colabora- dores como o foco central da área de Recursos Humanos para o futuro. As pres- sões do ambiente de trabalho, as incertezas e as mudanças podem afetar a saúde mental dos funcionários, portanto, é essencial que o RH desenvolva políticas de apoio e programas de bem-estar que promovam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, bem como o suporte emocional e psicológico. Como vimos, o futuro do trabalho apresenta desafios significativos para a área de Recursos Humanos no que diz respeito ao ambiente profissional. A gestão da diversidade e inclusão, a adaptação à era digital, a gestão remota e flexível e o foco no bem-estar e saúde mental dos colaboradores são algumas das questões críticas que os profissionais de Recursos Humanos devem enfrentar. Ao adotar uma abordagem proativa e inovadora, a área de Recursos Humanos pode desem- penhar um papel fundamental na criação de ambientes de trabalho saudáveis, inclusivos e produtivos, preparando as organizações para o sucesso sustentável a longo prazo. 1 8 8 VAMOS PRATICAR 1. O bem-estar dos colaboradores tornou-se uma preocupação central nas práticas de Re- cursos Humanos nas organizações da atualidade. Assim, compreender e promover o bem- -estar no ambiente de trabalho é essencial para alcançar um produtivo e satisfatório para os trabalhadores da atual sociedade da informação, do conhecimento e da digitalização. O bem-estar dos trabalhadores está associado à adoção de programas de promoção à saúde e incentivo à prática de atividades físicas, alimentação balanceada e prevenção de doenças nas organizações produtivas. A respeito do papel das organizações na promoção do bem-estar dos trabalhadores, assinale a alternativa correta: a) Investir em programas de apoio à saúde mental e redução do estresse é uma ação positiva das organizações que pode contribuir significativamente com a sensação de bem-estar no trabalho. b) Ofertar atividades físicas no ambiente de trabalho não é aconselhável, pois incorre em desperdício de tempo e dispersa os funcionários, aumentan-do suas preocupações com prazos. c) A adoção de programas de cuidados com o bem-estar dos trabalhado-res deve ser restrita aos convênios de saúde para que não haja interrupção de suas atividades durante o horário de trabalho. d) As organizações, antes de adotarem medidas de melhoria do bem-estar no ambiente de trabalho devem primeiro identificar os profissionais acometidos por doenças labo- rais e encaminhá-los para tratamentos médicos. e) O bem-estar dos trabalhadores depende de sua capacidade de supor-tar o estresse típico do trabalho como algo positivo e saudável para seu de-sempenho. 2. No século XXI, cuidar da saúde física e mental dos trabalhadores tornou-se uma questão crucial nas organizações, pois influencia diretamente o engajamento, o bem-estar e a produtividade dos profissionais. Em um cenário cada vez mais competitivo e desafiador, proteger a saúde dos trabalhadores é essencial para promover um ambiente de trabalho saudável e motivador. Além disso, a compreensão de que colaboradores saudáveis e emocionalmente equilibrados são engajados e produtivos. Cuidar da saúde física e mental dos colaboradores é essencial para melhorar o engaja- mento, o bem-estar e a produtividade. Um trabalho saudável é fonte de bem-estar e alto desempenho. A respeito dos cuidados com a saúde física e mental dos trabalhadores e os benefícios para o seu bem-estar e o sucesso da organização, assinale a alternativa correta: 1 8 9 VAMOS PRATICAR a) Uma comunicação diretiva com os colaboradores auxilia na melhoria da saúde mental, pois eles ficam mais seguros em relação ao que devem fazer e mais livres para decidir sobre a organização de suas atividades diárias. b) O apoio psicológico e emocional aos colaboradores contribui para reduzir o estresse e a exaustão e ajuda a melhorar o comprometimento e o desempenho. c) Os líderes das equipes de trabalho não devem se envolver com problemas físicos e mentais dos colaboradores, pois esta é uma tarefa do departamento de recursos humanos. d) Embora a organização deva se ocupar das causas relacionadas a problemas psicoló- gicos no trabalho, deve priorizar a prevenção de malefícios físicos, pois eles são mais relevantes para a produtividade. e) Os problemas físicos dos trabalhadores devem ser objeto de atenção nas organizações somente quando o absenteísmo é recorrente. 3. O trabalho saudável, também, está diretamente relacionado à eficiência e à alta produtivi- dade. Trabalhadores saudáveis são mais propensos a manter altos níveis de concentração, energia e criatividade em suas atividades laborais. Condições de trabalho saudável contribuem com a eficiência e a alta produtividade. A respeito da influência da preservação da saúde dos trabalhadores por intermédio de um ambiente saudável, assinale a alternativa correta: a) Um ambiente de trabalho saudável requer mais horas de descanso e maior intensidade durante a realização das tarefas laborais. b) Um ambiente saudável de trabalho deve priorizar práticas de gestão de recursos humanos baseadas no controle de tarefas, pois elas geram maior engajamento dos trabalhadores. c) Um ambiente de trabalho saudável é evidenciado quando os trabalhadores não se ocupam de questionar a organização do tempo e as tarefas que lhes são atribuídas pelos gerentes. d) Um ambiente de trabalho saudável favorece a produtividade, pois trabalhadores sau- dáveis tornam-se mais engajados nas suas tarefas, atingem altos níveis de concen- tração e tendem a ser criativos na solução de problemas. e) Um ambiente de trabalho saudável gera maior eficiência, porém, não influencia a eficácia organizacional. 1 9 1 REFERÊNCIAS BAKKER, A. B.; DEMEROUTI, E. Job demands–resources theory: Taking stock and looking for- ward. Journal of Occupational Health Psychology, v. 22, n. 3, p. 273-285, 2017. BRYNJOLFSSON, E.; MITCHELL, T. What can machine learning do? Workforce implications. Science, v. 358, n. 6370, p. 1530-1534, 2017. CARNEIRO, A. How does knowledge management influence innovation and competitive- ness? Journal of knowledge management, v. 4, n. 2, p. 87-98, 2000. DEADY, M. et al. (2021). Perceived need for depression and anxiety care: a population-based survey. BMC psychiatry, v. 21, n. 1 DECI, E. L.; RYAN, R. M. The “what” and “why” of goal pursuits: human needs and the self-de- termination of behavior. Psychological Inquiry, v. 11, n. 4, p. 227-268, 2000. DE GIETER, S.; HOFMANS, J.; PEPERMANS, R. (2011). Revisiting the impact of job satisfaction and organizational commitment on nurse turnover intention: An individual differences analy- sis. International Journal of Nursing Studies, v. 48, n. 12, 1562-1569. GLAVIN, K. W.; HAAG, R. A.; FORBES, L. K. Fostering career adaptability and resilience and promoting employability using life design counseling. Psychology of career adaptability, employability and resilience, p. 433-445, 2017. GRANT, A. M.; GINO, F. A little thanks goes a long way: explaining why gratitude expressions motivate prosocial behavior. Journal of Personality and Social Psychology, v. 12, n. 4, p. 743-764, 2020. GREENHAUS, J. H.; ALLEN, T. D. Work-family balance: A review and extension of the literature. Handbook of Occupational Health Psychology, v. 2, p.165. GUBBINS, E. J.; HAYDEN, S. M. Professional development. In: Critical issues and practices in gifted education. Routledge, 2021. p. 349-360. JOHNSON, S. et al. WELL-BEING: productivity and happiness at work. Springer International Publishing, 2018.a organização e seus gestores trabalham para que outros colaboradores se desapeguem do passado por intermédio de uma ar- gumentação racional e favorecimento de um clima de segurança em relação à mudança (HITT, 2013; ROBBINS, 2020). Essa situação gera um desequilíbrio desejado, ou seja, ansiedade para mudar. O próximo passo é a implantação da mudança, também chamada de trans- formação (HITT, 2013; ROBBINS, 2020). Após a conquista da mobilização e aceitação da mudança iminente, a transformação ocorre com o apoio dos líderes. Por último, a nova situação precisa ser recongelada para ser sustentada ao longo do tempo necessário e assim por diante. Os gestores se concentram na consolidação da mudança, implantando sistemas de treinamento que reforcem os comportamentos desenvolvidos na etapa anterior (HITT, 2013). UNIASSELVI 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 Na prática, organizações capazes de mudar precisam seguir os três passos mencionados anteriormente, ainda que guardem as peculiaridades dos produ- tos que ofertam e dos mercados em que atuam. Soma-se a isso a capacidade de aproveitar ao máximo as características das diferentes gerações e a forma como se adequam ao trabalho necessário para a mudança. A seguir, veja como a Novartis mudou para inserir novos medicamentos mais competitivos no mercado farmacêutico. A necessidade de mudar A falta de medicamentos mais competitivos no mercado levou o executivo-chefe da Novartis a fazer uma mudança radical na empresa do setor farmacêutico. Novos medicamentos eram necessários para enfrentar a quebra de patentes por conta da inserção de genéricos que poderiam ser vendidos pela concorrência a preços mais baixos. Ele identificou que o problema era a insuficiência de pesquisas científicas na empresa, que focava nas grandes endemias no intuito de obter maiores retornos. A fase de descongelamento Então, o executivo decidiu programar um processo longo e oneroso de testagem para aprovar novos medicamentos cientificamente comprovados. Isso levaria a produção a priorizar o combate de enfermidades específicas, podendo reduzir o escopo de consumidores e, consequentemente, gerar pequenos retornos. 1 1 A fase de implantação Mesmo assim, ele avançou na mudança contratando um jovem pesquisador que não possuía experiência na indústria farmacêutica para chefiar o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Novartis. Deslocou os laboratórios mais relevantes da Suíça para Cambridge em Massachusetts, mais perto de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Essa mudança deixou os pesquisadores insatisfeitos, criando incertezas e preocupação entre gerentes e colaboradores da empresa. Porém, alguns especialistas em administração elogiaram a transformação proposta pelo exe- cutivo por ser revolucionária e privilegiar resultados em longo prazo. O executivo-chefe continuou a fazer mudanças nos primeiros escalões da empresa e investiu na construção de uma nova sede de pesquisa. As novas ins- talações foram projetadas com menos divisórias para melhorar a comunicação entre gerentes e funcionários. Sua intenção era facilitar a visão interdisciplinar para resolver problemas no departamento de P&D. Também contratou um psi- cólogo de Harvard para auxiliar no projeto e explicar o valor da mudança aos colaboradores. O fato de a mudança ser radical gerou incômodo na maioria das pessoas. A resistência era forte, mesmo que as modificações fossem lógicas e obtivessem o apoio de especialistas. Os acionistas, por sua vez, queriam um melhor desempenho de negócio em termos de valorização das ações da Novartis. A fase de recongelamento Em janeiro de 2010, foi anunciada a substituição do executivo-chefe, permanecen- do apenas como presidente do conselho diretor da empresa. O responsável pelo medicamento dominante da empresa foi promovido ao cargo de executivo-chefe, pois havia feito um bom trabalho especialmente na área de vendas e marketing. Ele assumiu a empresa depois de um forte desempenho financeiro em 2009. O novo desafio Porém, os acionistas estavam preocupados com a falta de medicamentos e com uma aquisição altamente custosa de um grupo de produtos oftalmológicos. Agora, o novo executivo-chefe tem um grande desafio em um mercado altamente competitivo. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 Adaptação organizacional Frente às demandas do mundo globalizado e veloz e ao aumento da complexidade no século XXI, o aprendizado contínuo facilita a adaptação organizacional, gerando flexibilidade para atingir mudanças em “alta velocidade” (ROBBINS, 2020). Organizações que aprendem e são capazes de se adaptar às transformações do ambiente são entendidas como “cérebros” (MORGAN, 2007). Na atual sociedade da economia baseada em conhecimento, a informação e a aprendizagem são conceitos fundamentais para a criação de organizações adaptadas aos requisitos da Era Digital. VOCÊ SABE RESPONDER? É possível mobilizar as pessoas para criarem “organizações que aprendem”, ca- pazes de ser tão flexíveis e eficientes quanto o cérebro humano? Reflita! Criar organizações complexas, capazes de aprender como o cérebro funciona, envolve questões relativas à Cibernética e à Inteligência Artificial. “Cibernética é uma ciência interdisciplinar centrada no estudo da informa- ção, comunicação e controle” (MORGAN, 2007, p. 98). Ela postula que um sis- tema é capaz de assumir um comportamento autorregulado quando é capaz de detectar erros e corrigi-los automaticamente. 1 1 Segundo Morgan (2007), o uso da Inteligência Artificial e do aprendizado de máquina permite que as organizações aprendam a: ■ perceber, monitorar e detectar alterações no ambiente; ■ conectar informações com normas operacionais que guiam seu comportamento; ■ detectar desvios importantes em relação às normas; e ■ adotar ações corretivas para eventuais erros ou falta de capacidade de ade- quar-se às mudanças no ambiente. ■ Na visão de Morgan (2007), considerando-se o contexto cibernético, or- ganizações que aprendem devem seguir as seguintes diretrizes: ■ antecipar mudanças no ambiente externo; ■ desenvolver a capacidade de questionar, desafiar e alterar as normas e pa- drões existentes; e ■ estimular o surgimento de um direcionamento estratégico. Em suma, organizações que se esforçam para acompanhar as mudanças tecno- lógicas, geracionais e ambientais são capazes de reter os talentos expoentes no mercado de trabalho e dirigir-se ao futuro. Elas se habilitam a formular estraté- gias para não perecer e avançar mediante às exigências da sociedade do conhe- cimento e da digitalização. GESTÃO DE PESSOAS E AS EXIGÊNCIAS DO MERCADO DE TRABALHO A revolução tecnológica altera o comportamento das pessoas, inclusive no mun- do do trabalho. No início, o trabalhador não passava de um agente operacional ou operário. Ao longo do tempo, surge o “trabalhador analógico”, que passa a utilizar métodos científicos para analisar dados, compreender resultados e prospectar os seus próprios processos de trabalho. Atualmente, na era do conhecimento digital, a lógica do trabalho se sustenta, principalmente, na conectividade, na interatividade, na emoção e na intuição, na velocidade e na criatividade. Segundo Veloso et al. (2008), desde os anos 1980, os postos de trabalho são ocupados por pessoas de todas as partes do planeta, de diferentes idades e gerações (Geração X, Geração Y e Geração Z). Trabalhadores de idade mais UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 1 avançada têm adiado sua aposentadoria por conta das perspectivas otimistas de longevidade e necessidades econômicas, e, pelos mesmos motivos, aposentados permanecem trabalhando, por exemplo. Pessoas de todos os gêneros e culturas, por conta da Globalização, convivem na mesma organização e em unidades es- palhadas pelo planeta, por exemplo. Diferentes visões de mundo, valores, concepções de sociedade, família, tra- balho e lazer fervem no “caldeirão das organizações globais”. Um dos desafios da gestão de pessoas éKOEN, J.; KLEHE, U.; VAN VIANEN, A. E. M. Training career adaptability to facilitate a success- ful school-to-work transition. Journal of Vocational Behavior, v. 81, n. 3, p. 395-408, 2012. LEKA, S.; JAIN, A. 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A alternativa C está incorreta porque é aconselhável ofertar atividades de melhoria do bem-estar de forma ampla, inclusive no horário de trabalho. A alternativa D está incorreta porque ações de melhoria do bem-estar devem ocorrer independentemente de doenças e tratamentos médicos. A alternativa E está incorreta porque o estresse não é saudável para o desempenho dos colaboradores. 2. A alternativa A está incorreta, porque a autonomia de decisão não está ligada à comu- nicação diretiva, mas à comunicação aberta. A alternativa B está correta porque o apoio psicológico e emocional melhora o comprometimento e o desempenho, além de reduzir o estresse dos trabalhadores. A afirmativa C está incorreta porque toda a organização deve entender que o bem-estar físico e mental é condição para um desempenho efetivo. A alternativa D está incorreta porque problemas psicológicos como físicos devem ser foco de atenção das organizações que visam ao bem-estar dos colaboradores e à produtivi- dade. A afirmativa E está incorreta porque a atenção à saúde dos trabalhadores deve ser entendida como uma medida preventiva e promotora do bem-estar, da motivação e do desempenho efetivo. 3. A alternativa A está incorreta, porque um ambiente de trabalho saudável não está rela- cionado a mais horas de descanso ou intensidade, mas à autogestão das tarefas e do tempo. A alternativa B está incorreta porque o engajamento não é estimulado pelo controle, mas pela autonomia e valorização do colaborador. A alternativa C está incorreta porque o questionamento em relação ao tempo e às tarefas é um fator de autonomia. A alterna- tiva D está correta porque um ambiente de trabalho saudável favorece a produtividade, o engajamento, a concentração e a criatividade. A alternativa E está incorreta porque o ambiente saudável pode otimizar a eficiência do trabalhador e a eficácia da organização. GABARITO 1 9 1 MINHAS METAS MELHORES PRÁTICAS DE RH Conhecer as melhores práticas de recursos humanos na atualidade. Compreender a relevância das melhores práticas de recursos humanos para os trabalhadores, na atualidade. Compreender como as melhores práticas de recursos humanos contribuem para a excelência organizacional. Identificar organizações que aplicam as melhores práticas de recursos humanos na atualidade. Entender o conceito de employee experience e o seu papel na divulgação de uma imagem positiva da organização. Entender o conceito de employer branding e sua relevância para captação dos melhores tal- entos no mercado de trabalho. Identificar os novos desafios em práticas de recursos humanos para o futuro. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9 1 9 4 INICIE SUA JORNADA Olá, estudante, a área de Recursos Humanos tem evoluído de forma notável, assumindo um papel estratégico e vital dentro das organizações modernas. Hoje, mais do que nunca, gestores precisam ser ágeis em impulsionar os trabalhadores na conquista de seus anseios profissionais para acelerar a melhoria do desempe- nho organizacional. Aqui, você, conhecerá as mais recentes e inovadoras práticas adotadas pelas organizações produtivas de vanguarda em gestão de recursos humanos e en- tender como estas práticas podem contribuir na construção de ambientes de trabalho mais atrativos e na alavancagem de desempenhos de alto nível. Também identificaremos estratégias e ferramentas eficazes que estão mobi- lizando os trabalhadores para projetar uma imagem positiva da organização na sociedade. A partir disto, você perceberá porque promover um ambiente de tra- balho capaz estimular o crescimento profissional e pessoal potencializa a aquisi- ção de resultados organizacionais positivos e a conquista de um futuro próspero. Prepare-se para uma desvendar as melhores práticas de Recursos Humanos na atualidade. Bons estudos! As melhores práticas de RH são aquelas que potencializam a atração de tal- entos, a retenção de colaboradores por intermédio de uma experiência ímpar e altamente satisfatória. Aperte o play e saiba mais sobre as empresas que adotam práticas de Recursos Humanos capazes de torná-las desejadas pelos profissionais disponíveis no mercado de trabalho e que atuam com excelência. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . PLAY NO CONHECIMENTO UNIASSELVI 1 9 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 DESENVOLVA SEU POTENCIAL MELHORES PRÁTICAS DE RECURSOS HUMANOS NA ATUALIDADE As melhores práticas de Recursos Humanos são táticas de aumento da satisfação, engajamento e desenvolvimento dos colaboradores (BANOV, 2020). Elas con- tribuem para o sucesso da organização como um todo no contexto dinâmico e competitivo da atualidade (BERRY; MORRIS, 2008; BERGER, 2011; LAWLER, 2012; CHOI et al., 2017; BANOV, 2020). Veja alguns exemplos delas a seguir: VAMOS RECORDAR? A humanização é um dos fatores essenciais para uma organização atrair e reter os melhores talentos, ou seja, aqueles que contribuem com o alto desempe- nho. Acesse para recordar como a humanização contribui para o bem-estar e a satisfação dos trabalhadores e seus benefícios para as organizações pro- dutivas. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . 1 9 1 RECRUTAMENTO E SELEÇÃO COM FOCO EM HABILIDADES E CULTURA OR- GANIZACIONAL: buscar talentos com as habilidades e as competências necessárias para a função, mas também alinhados com os valores e a cultura da empresa. Isso aumenta a probabilidade de adaptação e sucesso a longo prazo. ONBOARDING EFICAZ: garantir que os novos funcionários tenham uma experiência de integração positiva e bem-estruturada, proporcionando-lhes todas as informações e ferramentas necessárias para começar a contribuir rapidamente. DESENVOLVIMENTO CONTÍNUO: investir no desenvolvimento dos colaboradores, oferecendo treinamentos e opor- tunidades de aprendizado que os ajudem a adquirir novas habilidades e conheci- mentos, contribuindo para oseu crescimento profissional. FEEDBACK E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO REGULAR: realizar avaliações periódicas e fornecer feedback construtivo, auxiliando os colab- oradores a compreenderem suas forças e áreas de melhoria, permitindo que eles cresçam e alcancem seus objetivos profissionais. INCENTIVO AO TRABALHO EM EQUIPE E COLABORAÇÃO: promover um ambiente de trabalho que estimule a colaboração, a comunicação aberta e a cooperação entre os funcionários, favorecendo a inovação e a resolução conjunta de problemas. RECONHECIMENTO E RECOMPENSAS: reconhecer e recompensar o bom desempenho e as contribuições dos colaborado- res, seja por meio de elogios públicos, incentivos financeiros ou oportunidades de crescimento na empresa. UNIASSELVI 1 9 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 Estas são apenas algumas das melhores práticas de Recursos Humanos, na atua- lidade. Elas facilitam o alcance da vantagem competitiva sustentável de diver- sas formas. É importante ressaltar que cada organização é única, e as melhores práticas devem ser adaptadas de acordo com suas necessidades e sua cultura específicas, bem como seus valores e sua ética. A seguir, você conhecerá algumas das empresas que aplicam as melhores práticas supracitadas e se tornaram as organizações percebidas como atrativas para os talentos disponíveis no mercado de trabalho e mencionadas como for- necedoras de ótimas experiências aos colaboradores. EQUILÍBRIO ENTRE VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL: fomentar políticas e práticas que incentivem o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos colaboradores, reconhecendo que funcionários satisfeitos e equili- brados tendem a ser mais produtivos e leais. DIVERSIDADE E INCLUSÃO: promover a diversidade e a inclusão no local de trabalho, garantindo a igualdade de oportunidades para todos os funcionários, independentemente de gênero, raça, etnia, orientação sexual, entre outros aspectos. SAÚDE E BEM-ESTAR DOS COLABORADORES: oferecer programas de bem-estar físico e emocional, como atividades físicas, suporte psicológico e acesso a cuidados médicos, visando ao bem-estar geral dos colaboradores. USO DE TECNOLOGIA: integrar soluções tecnológicas para otimizar processos de RH, como plataformas de gestão de talentos, ferramentas de comunicação interna e aplicativos para acom- panhamento de desempenho. 1 9 8 MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR E SUAS PRÁTICAS DE RECURSOS HUMANOS Diversas empresas têm se destacado por ofe- recer ambientes agradáveis e benefícios que chamam a atenção dos profissionais mais ta- lentosos disponíveis no mercado de trabalho. A classificação das melhores empresas para se trabalhar pode variar de acordo com di- ferentes pesquisas e critérios utilizados por cada uma delas. Nosso critério de escolha baseia-se nas melhores práticas de recursos hu- manos mencionadas. Concordamos com Appio e Fernandes (2015), adotando a escola das “Best Practices” por assumir um conjunto de práticas de gestão de recursos humanos que eleva o desempenho organizacional por favorecer o ali- nhamento entre a pessoa e o ambiente de trabalho. Tais práticas geram a sensação de que aquela organização é uma das melhores para desenvolver atividades pro- fissionais e crescer como profissional e pessoa na sua integralidade (LAWLER, 2012; APPIO; FERNANDES, 2015; ZAITOUNI, 2020). Dito isto, a seguir, citaremos algumas empresas que são conhecidas por ofe- recerem excelentes condições de trabalho, ambiente positivo e oportunidades de desenvolvimento para seus funcionários na atualidade. GOOGLE: a empresa é conhecida por promover uma cultura inovadora, permitir que os funcionários tenham tempo para projetos pessoais de desenvolvimento e oferecer diversos benefícios, como alimentação, creche, entre outros. MICROSOFT: valoriza a diversidade e a inclusão, proporcionando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para seus colaboradores. UNIASSELVI 1 9 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 SALESFORCE: destaca-se por sua cultura de recompensas e benefícios, além de incentivar o trabalho voluntário. ADOBE: é conhecida por oferecer uma cultura de trabalho flexível e foco no bem-estar dos funcionários. LINKEDIN: possui uma cultura que incentiva a colaboração e oferece oportunidades de cresci- mento e aprendizado. APPLE: é conhecida por promover uma cultura de inovação e criatividade, além de oferecer benefícios abrangentes. HUBSPOT: valoriza a cultura de feedback, oferece programas de desenvolvimento profissional e incentiva o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. AIRBNB: é conhecida por sua cultura inclusiva e aberta, além de oferecer diversos benefíci- os, como viagens e experiências únicas 1 1 1 Estas empresas são frequentemente reconhecidas por suas práticas de recursos humanos e pela preocupação com o bem-estar e a satisfação de seus funcionários. Elas são muito mencionadas em rankings no contexto atual, onde a tecnologia permite maior flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. No entanto, é importante lembrar que a percepção de uma empresa como um excelente lugar para trabalhar pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de suas expectativas, suas necessidades e seus valores. Além disso, a classificação pode mudar ao longo do tempo com base em mudanças internas ou nas condi- ções do mercado. ZOOM VIDEO COMMUNICATIONS: destaca-se por promover um ambiente colaborativo, mesmo em equipes remotas, e valoriza o bem-estar dos funcionários. IBM: oferece oportunidades de crescimento e aprendizado, além de incentivar a ino- vação e o desenvolvimento de tecnologias. As ações de promoção da imagem organizacional são essenciais para as orga- nizações captarem e reterem os melhores talentos disponíveis no mercado de trabalho. Elas influenciam, significativamente, a percepção de uma excelente experiência aos profissionais. A seguir, você conhecerá as estratégias que podem tornar uma organização altamente atrativa para os profissionais do século XXI. Para ter um panorama mais abrangente das melhores empresas para se tra- balhar, acesse o ranking do Great Place to Work. Você poderá selecionar as clas- sificações por ano, por setor e por porte da organização. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 MELHORES PRÁTICAS DE PROMOÇÃO DA IMAGEM ORGANIZACIONAL E CAPTAÇÃO DE TALENTOS O gerenciamento eficaz de recursos humanos é fundamental para o sucesso das organizações, na atualidade. Neste contexto, a promoção da imagem organizacio- nal e a captação de talentos têm sido temas de grande relevância para as organiza- ções produtivas que buscam se destacar em um mercado altamente competitivo. A seguir, apresentaremos as melhores práticas adotadas pelas organizações para promover sua imagem e atrair talentos qualificados capazes de atingir de- sempenhos superiores. A construção de uma marca empregadora sólida é essen- cial para uma organização atrair talentos. A divulgação de uma marca feita com consistência e autenticidade facilita a comunicação dos valores, da cultura da organização e das oportunidades de crescimento profissional e pessoal de modo atrativo (BALI; DIXIT, 2016). Organizações que desenvolvem uma estratégia consistente e autêntica para co- municar valores, cultura e oportunidades de desenvolvimento tornam-se mais atrativas aos profissionais disponíveis no mercado. Outra prática que influencia, significativamente, a percepção da marca por parte dos profissionais é a chamada presença digital (DUFFY; SAWEY, 2022). A era digital exige que as empresas estejam presentes nas redes sociais e nas plataformas online relevantes. Ao divulgar conteúdos atraentes nas mídias digitais e estabe- lecer interações frequentes com a audiência, as organizações podem fortalecer sua imagem e alcançar potenciais candidatos. Programas de recrutamento e seleção inovadores, personalizados e ágeis, também são dispositivos importantes paracaptar talentos. Utilizando técnicas, como inteligência artificial, gamificação e análise de dados, estas organizações são capazes de identificar talentos mais alinhados com suas necessidades. A captação de talentos por meio de indicações de funcionários, por sua vez, é uma prática econômica geradora de satisfação no trabalho e de redução da rotatividade (FRIEBEL et al., 2023). Empresas que incentivam e recompensam seus colaboradores por indicarem candidatos de qualidade tendem a atrair pro- fissionais engajados e alinhados à cultura organizacional, aumentando a sensação de bem-estar e reduzindo custos de recrutamento. 1 1 1 Por esta razão, muitas empresas, ao realizarem contratações, optam por ofe- recer uma gratificação em dinheiro ao colaborador que indicou alguém que se encaixou na vaga (BANOV, 2020). Dessa forma, a promoção da imagem da or- ganização e a atração de talentos desempenham um papel fundamental para o sucesso das empresas. A seguir, você aprofundará seus conhecimentos a respeito do Employer Bran- ding e o Employee Experience. Estas práticas refletem o compromisso das empre- sas com o desenvolvimento de uma cultura atrativa, que promove o crescimento profissional e proporciona uma experiência positiva aos colaboradores. EMPLOYER BRANDING Com o objetivo de atrair talentos capazes de alcançar um desempenho de alto nível e com a perspectiva de mantê-los a longo prazo, as organizações devem comunicar seus atributos, de forma inspiradora, para os profissionais disponíveis no mercado. Assim, eles poderão, de acordo com suas expectativas, selecionar aquelas em que desejam aplicar seus conhecimentos. O Employer Branding é o processo estratégico de construção e gestão da ima- gem de uma organização como empregadora, com o objetivo de atrair, reter e en- gajar talentos qualificados (SARTAIN; SCHUMANN, 2008; BALI; DIXT, 2016; BANOV, 2020). Envolve a definição e a comunicação consistente dos valores, da cultura, das oportunidades de desenvolvimento e dos benefícios oferecidos para criar uma marca empregadora atrativa. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 Uma marca empregadora bem construída traz benefícios para as organiza- ções. Primeiramente, atrai candidatos altamente qualificados e alinhados com a cultura e os valores da empresa (SARTAIN; SCHUMANN, 2008; BALI; DIXT, 2016). Em segundo lugar, gera economia de tempo e recursos de recrutamento, melhora a retenção de funcionários, reduz a rotatividade e diminui as despesas com treinamento e desenvolvimento. A seguir, apresentaremos alguns elementos essenciais do Employer Branding, conforme a literatura científica supracitada: PROPÓSITO E VALORES: o propósito e os valores da empresa são elementos fundamentais da marca do em- pregador. Candidatos e funcionários buscam empresas que estejam alinhadas com seus valores pessoais e que ofereçam um propósito maior para o trabalho realizado. CULTURA ORGANIZACIONAL: a cultura da empresa é um dos principais fatores que influenciam a percepção dos colaboradores em relação à organização. Uma cultura positiva, que valoriza a diversi- dade, a inclusão, o respeito e a colaboração, atrai talentos engajados e contribui para um ambiente de trabalho saudável. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL: oferecer oportunidades de crescimento e desenvolvimento é um componente essen- cial do Employer Branding porque profissionais talentosos buscam organizações que valorizem o aprendizado contínuo e ofereçam planos de carreira bem estruturados. COMUNICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA: a comunicação eficaz com candidatos e funcionários é crucial para o sucesso do Employer Branding. Transparência em relação às políticas, processos e oportuni- dades da empresa contribui para a construção de uma imagem positiva. 1 1 4 Para que a organização obtenha sucesso na intenção de tornar sua marca atrativa aos profissionais disponíveis no mercado de trabalho, as atividades de Emplo- yer Branding precisam ser corretamente estruturadas. Existem algumas práticas específicas disponíveis (SARTAIN; SCHUMANN, 2008; BALI; DIXT, 2016). A seguir exibiremos as principais práticas de Employer Branding de acordo com uma sequência lógica de ações específicas: 1. PESQUISA E ANÁLISE: iniciar o processo de Employer Branding com uma pesquisa para entender a per- cepção dos candidatos e funcionários em relação à organização é um passo essencial. Isso permite identificar pontos fortes e áreas de melhoria para a marca empregadora. 2. ESTRATÉGIA INTEGRADA: desenvolver uma estratégia de Employer Branding integrada que esteja alinhada com a estratégia de negócios da empresa é fundamental. A marca empregadora deve refletir a missão, a visão e os valores da organização como um todo. 3. ENGAJAMENTO DOS COLABORADORES: o envolvimento dos colaboradores é fundamental para o sucesso do Employer Branding. Funcionários engajados são os melhores embaixadores da marca empre- gadora, compartilhando suas experiências positivas com potenciais candidatos. 4. MONITORAMENTO E AJUSTES: monitorar constantemente a percepção da marca empregadora e fazer ajustes quan- do necessário é essencial para manter uma imagem positiva no mercado de trabalho. Segundo Duffy e Sawey (2022), como as organizações têm dificuldades em encontrar talentos altamente qualificados, torna-se imperativo que elas divul- guem sua marca para que seja atrativa aos candidatos em potencial para aprovei- tar suas virtudes do modo mais eficiente. E, dada a transparência social no mun- do de hoje, a defesa dos funcionários está se tornando cada vez mais importante. UNIASSELVI 1 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 Por isso, as organizações devem se concentrar em realizar suas promessas de um ambiente de trabalho saudável e propício ao desenvolvimento profissional e ao crescimento pessoal. Desta forma, os colaboradores podem se tornar embaixa- dores da marca do empregador, apoiando a boa reputação da organização no mercado de trabalho e na sociedade. O embaixador da marca é aquele colaborador que incorpora a identidade da or- ganização em aparência, comportamento, valores e ética. Estabelecer uma imagem de marca sólida fortalece a gestão de talentos e desen- volve defensores da organização. Esforços de longo prazo para que os colabo- radores internalizem a marca do empregador levam à vantagem competitiva. Tudo isto é conquistado a partir da oferta de uma experiência ímpar, o employee experience. EMPLOYEE EXPERIENCE A partir de agora, você conhecerá uma abor- dagem estratégica de Recursos Humanos que busca criar um ambiente de trabalho posi- No livro Imagens da Organização, Gareth Morgan explora dife- rentes perspectivas das organizações, apresentando metáfo- ras que ajudam a compreender a complexidade do ambiente corporativo. Ao abordar imagens, como máquina, organismo, cérebro, cultura e fluxo, o livro proporciona uma visão abran- gente das variáveis que influenciam as dinâmicas organiza- cionais. As metáforas de Morgan ajudam a entender como os colaboradores percebem e interagem com a organização. Esta compreensão auxilia na criação de um ambiente que promova a sensação de experiências positivas que impulsionam a pro- dutividade e o sucesso da organização em longo prazo. INDICAÇÃO DE LIVRO 1 1 1 tivo, valorizando o bem-estar, a satisfação e o engajamento dos colaboradores. Direcionaremos a atenção à relevância da experiência do colaborador como um dispositivo para a divulgação da imagem da organização como fonte de atração e retenção de talentos, a Employee Experience. VOCÊ SABE RESPONDER? O que significa Employee Experience e qual a sua importância para o sucesso de uma organização em longo prazo? Employee Experience refere-se ao conjunto de percepções, emoções e sentimen- tos que os colaboradores têm em relação ao ambiente de trabalho e à cultura organizacional (MORGAN, 2016). Esta abordagem reconhece que a experiência do colaborador vai além da remuneração e dos benefícios, envolvendo aspectos, como clima organizacional,oportunidades de crescimento, qualidade das relações interpessoais, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e a possibilidade de contribuir com o propósito e os valores da empresa (MORGAN, 2016; GUENOLE et al., 2017; TLAISS et al., 2017; BATAT, 2022). Uma vez que os colaboradores experimentem situações satisfatórias ou não nas organizações, de qualquer modo, perpetuarão estas experiências em suas redes de relações profissionais e pessoais. Por isso, proporcionar uma experiência satisfatória para os colaboradores tem se mostrado essencial para o sucesso das empresas na tarefa de perpetuar uma imagem positiva no mercado de trabalho (MORGAN, 2016; GUNELONE et al., 2017; TLAISS et al., 2017; BATAT, 2022). Estas experiências impactam a percepção externa da organização, influenciando a atração e a retenção de talentos. A seguir, você conhecerá os principais pilares estratégicos geradores de ex- periências positivas no ambiente de trabalho. UNIASSELVI 1 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 CULTURA ORGANIZACIONAL FORTE: organizações com uma cultura sólida, baseadas em valores e propósito bem defini- dos tendem a proporcionar uma experiência positiva para os colaboradores. Este tipo de cultura promove colaboração, transparência, respeito e inovação, tornando o ambiente de trabalho mais saudável, desafiador, seguro e atrativo. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL: oferecer oportunidades de aprendizado e crescimento é fundamental para a satisfação dos colaboradores, pois eles se sentem valorizados e motivados para recompensar a organização com seus esforços. Programas de treinamento, planos de carreira bem estruturados e feedback constante são práticas que favorecem a experiência do colaborador. FLEXIBILIDADE E AUTONOMIA: organizações que valorizam a flexibilidade no trabalho e proporcionam autonomia aos colaboradores geram a percepção de uma jornada positiva. Permitir que os funcionários tenham controle sobre sua agenda e forma de trabalho é uma prática valorizada por grande parte dos trabalhadores na atualidade. BEM-ESTAR E SAÚDE: a preocupação com o bem-estar físico e emocional dos colaboradores é outro aspecto importante. Programas de saúde, suporte psicológico e ações voltadas ao equilíbrio trabalho-vida pessoal contribuem para a sensação de segurança, confi- ança e engajamento. ENTENDER COMO OS COLABORADORES VIVENCIAM SUAS EXPERIÊNCIAS NA ORGANIZAÇÃO: realizar pesquisas de clima para entender as percepções e as necessidades dos colaboradores e descobrir oportunidades de melhoria ajuda os gestores a tornarem o ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. 1 1 8 Tendo em mente os pilares da criação de experiências positivas no ambiente laboral, vamos, a seguir, entender porque as práticas de destaque em recursos humanos contribuem com a conquista da excelência organizacional. MELHORES PRÁTICAS DE RECURSOS HUMANOS E EXCELÊNCIA ORGANIZACIONAL As melhores práticas de Recursos Humanos desempenham um papel fundamen- tal na alavancagem da excelência, pois estão diretamente relacionadas com a ca- pacidade organizacional de investir no desenvolvimento dos colaboradores para que participem ativamente dos resultados, demonstrando comprometimento e alto desempenho. Ulrich e Brockbank (2005) destacam que a área de Recursos Humanos tem um papel de destaque na conquista da excelência organizacional. Isso envolve a definição clara do papel do RH no apoio à estratégia de negócios, à identificação das capacidades essenciais para o sucesso da organização, agilidade e alinhamento da área com os objetivos organizacionais. Práticas baseadas em dados relacionadas à alocação, desenvolvimento e ava- liação de desempenho de pessoas levam a decisões informadas e precisas, oti- mizam a gestão de talentos com a identificação de lacunas de habilidades para melhorar a eficiência operacional (ROBBINS, 2020; BANOV, 2020). Contratar UNIASSELVI 1 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 9 colaboradores que se encaixam na cultura organizacional e compartilham dos valores da empresa contribui para o aumento da satisfação no trabalho, do enga- jamento e da produtividade, impulsionando a excelência (BANOV, 2020). Portanto, investir na construção de uma cultura organizacional bem definida, forte e transparente, apoiar o desenvolvimento das pessoas, sua saúde, bem-estar e senso de pertencimento são fatores que contribuem para a excelência organiza- cional em um ambiente social cuja competitividade é intensa e acirrada. Espera-se que estes métodos contribuam para aliviar as dificuldades da jornada profissional, e que ela se torne cada vez mais gratificante e satisfatória para os indivíduos. NOVOS DESAFIOS Ao longo desta temática, exploramos as melhores práticas de Recursos Humanos e sua importância para o sucesso das organizações na atualidade. Identificamos como essas práticas são essenciais para atrair, desenvolver e engajar talentos, além de criar um ambiente de trabalho saudável e produtivo. No entanto, à medida que o cenário empresarial continua a evoluir, novos desafios surgem, e é fundamental que as organizações estejam preparadas para enfrentá-los e se adaptarem para alcançar a excelência. Um dos principais desafios para os profissionais de Recursos Humanos é a adaptação das práticas de recrutamento, seleção, desenvolvimento e retenção de talentos à veloz evolução tecnológica. As tecnologias digitais, a inteligência artificial e a ciência dos dados estão revolucionando a forma como o trabalho é realizado, exigindo que as empresas sejam ágeis na adoção de novas ferramentas e práticas de gestão de recursos humanos. Neste cenário, o RH deve trabalhar, incansavelmente, para que a força de trabalho tenha as habilidades digitais ne- cessárias para disseminar uma cultura organizacional inovadora e colaborativa em um ambiente de trabalho cada vez mais virtual. Outro desafio importante é conseguir diferenciar-se como uma organização que esteja entre as melhores para se trabalhar. As empresas estão operando em contextos digitais, globais e multiculturais, o que exige uma abordagem dife- renciada dos talentos disponíveis no mercado, em nível global. Esta realidade aumenta a corrida pela busca dos melhores profissionais e a necessidade de in- teragir intensamente. Manter uma comunicação intensa com os profissionais 1 1 1 disponíveis em meio a um imenso volume de informações integradas pelas tec- nologias é essencial para atrair e incluir talentos diversos, melhorar a criatividade e a tomada de decisões. Ainda, à medida que o conhecimento se torna rapidamente obsoleto, as em- presas devem priorizar o desenvolvimento profissional e fornecer oportunidades de aprendizado aos colaboradores que estejam alinhados ao orçamento, aos re- sultados esperados e as expectativas dos colaboradores. Isso envolve investir em formas de treinamento e desenvolvimento que permitam que os colaboradores cresçam e prosperem em suas carreiras, garantindo sua motivação e sua retenção e apresentem resultados satisfatórios. Além disso, a busca por proporcionar aos colaboradores uma experiência ímpar também é um desafio que exige esforços direcionados e eficazes. Saber balancear o investimento no bom ambiente de trabalho, em benefícios e outros atrativos ao atingimento dos resultados esperados a longo prazo não é simples. Buscar a satisfação dos trabalhadores para que possam divulgar uma boa imagem da empresa e, assim ampliarem a confiança dos clientes e dos parceiros, bem como de potenciais candidatos exige um alinhamento entre o que é divulga- do e o que realmente acontece no dia a dia. Neste aspecto, uma das mais difíceis tarefas é que a marca da organização reflita a realidade dos tratamentos com as pessoas, a postura ética e os valores divulgados. Em suma, nas organizações do Século XXI, onde as mudanças são velozes, as relações se tornam cada vez mais complexas, e a incerteza é um fator marcante, atingir a excelência é uma tarefa que exige grandes esforços. Os resultados de-penderão de planejamento e de capacidade de aprender e mudar de acordo com as evoluções tecnológicas e sociais. Assim, se uma organização se esforçar para se manter atualizada com os avanços tecnológicos, adotando uma abordagem humanista para criar um ambiente saudável e oferecer recompensas e benefícios equitativos, é possível melhorar, gradualmente, na direção dos objetivos econômi- cos pretendidos, enquanto também atende às considerações sociais e ambientais. UNIASSELVI 1 1 1 VAMOS PRATICAR 1. As melhores práticas de Recursos Humanos são táticas de aumento da satisfação, do engajamento e do desenvolvimento dos colaboradores. Elas contribuem para o sucesso da organização como um todo no contexto dinâmico e competitivo da atualidade. Fonte: BANOV, M. R. Recrutamento e Seleção com Foco na Transformação Digital. Rio de Janeiro: Atlas, 2020. As melhores práticas de recursos humanos consistem em táticas específicas para gerar satisfação aos colaboradores, ao mesmo tempo em que melhora o desempenho e a qua- lidade das entregas demandadas na forma de metas. A respeito das melhores práticas de RH e suas características, assinale a afirmativa correta. a) Entre as melhores práticas de RH estão o recrutamento e a seleção com foco em talentos alinhados com a cultura organizacional e seus valores. b) O processo de inserção dos novos talentos na organização é uma prática que, por enfocar a individualidade, tem se mostrado eficaz quanto à rápida apresentação de resultados positivos. c) O treinamento e o desenvolvimento contínuo é uma tática eficaz para melhorar os resultados em atividades rotineiras. d) O ideal é que a organização busque profissionais pouco experientes no mercado, pois eles podem ser mais facilmente moldados pela cultura organizacional. e) O incentivo aos trabalhadores é uma prática de RH que auxilia no desempenho, por isto, deve ser restrito a bonificações e premiações em dinheiro. 1 1 1 VAMOS PRATICAR 2. A construção de uma marca empregadora sólida, é essencial para uma organização atrair talentos. A divulgação de uma marca feita com consistência e autenticidade facilita a comunicação dos valores, da cultura da organização e das oportunidades de crescimento profissional e pessoal de modo atrativo. Fonte: BALI, M.; DIXIT, S. Employer brand building for effective talent management. In- ternational journal of applied sciences and management, v. 2, n. 1, p. 183-191, 2016. Construir uma marca empregadora sólida tornou-se um fator-chave para as empresas do novo milênio. Ela facilita a atração de talentos capazes de solucionar os problemas típicos do contexto altamente competitivo presente na atualidade. A respeito da marca do empregador, assinale a alternativa correta. a) Uma marca empregadora sólida reside, principalmente, em uma cultura forte e rígida baseada em comando, controle e punição. b) A empregadora sólida tem como característica a seleção de talentos com base na Inteligência Artificial, pois ela é um recurso suficiente para garantir o alinhamento dos trabalhadores à cultura organizacional. c) A marca do empregador, embora influencie a qualidade da mão de obra contratada e mantenha a organização longe de conflitos internos, fator que se reverte em vantagem competitiva. d) Caso uma organização tenha uma imagem de boa reputação no mercado, ela tende a atrair talentos jovens, ou seja, profissionais mais adaptados às organizações do novo milênio. e) A comunicação clara dos valores, da cultura e das opções de desenvolvimento pro- fissional e pessoal é um atributo essencial para a atração de talentos. X 1 1 1 VAMOS PRATICAR 3. Práticas baseadas em dados, relacionadas à alocação, ao desenvolvimento e à avaliação de desempenho de pessoas levam a decisões informadas e precisas, otimizam a gestão de talentos com a identificação de lacunas de habilidades para melhorar a eficiência operacional. Contratar colaboradores que se encaixam na cultura organizacional e com- partilham dos valores da empresa contribui para o aumento da satisfação no trabalho, do engajamento e da produtividade, impulsionando a excelência. Fontes: BANOV, M. R. Recrutamento e Seleção com Foco na Transformação Digital. Rio de Janeiro: Atlas, 2020. ROBBINS, S. P. A. A nova administração. São Paulo: Saraiva Educação, 2020. Decisões informadas e precisas a respeito de alocação, desenvolvimento e desempe- nho profissional melhoram, significativamente, a gestão de talentos. Colaboradores que possuem perfil alinhado com a cultura da organização tendem a ser mais engajados e produtivos. Com base no exposto anteriormente, assinale a alternativa correta. a) Analisar dados sobre o perfil de candidatos é um recurso ágil, pois a automatização do processo seletivo facilita a seleção dos melhores talentos e poupa os profissionais de RH da interpretação das informações. b) A coleta e a análise de dados sobre o histórico e o perfil dos candidatos facilitam o processo seletivo e tendem a gerar contratações mais assertivas e alinhadas à cultura organizacional. X c) Conversar com todos os candidatos recrutados é uma medida que melhora a asser- tividade do processo seletivo, pois gera mais informações de perfil. d) A excelência organizacional independe do processo inicial de recrutamento e sele- ção, pois, ao longo do tempo, todos podem se adequar à cultura e apresentar ótimos desempenhos. e) Uma organização excelente é aquela que atinge ótimos desempenhos sem que o processo seletivo interfira no mesmo. 1 1 4 REFERÊNCIAS APPIO, J.; FERNANDES; B. H. R. Práticas de gestão de pessoas, alinhamento pessoa-am- biente de trabalho e índices de turnover: um estudo nas “melhores empresas para você tra- balhar” no Brasil. Revista Base (Administração e Contabilidade) da UNISINOS, v. 12, n. 2, p. 82-95, 2015. BALI, M.; DIXIT, S. Employer brand building for effective talent management. International journal of applied sciences and management, v. 2, n. 1, p. 183-191, 2016. BATAT, W. The employee experience (EMX) framework for well-being: an agenda for the futu- re. Employee Relations: The International Journal, v. 44, n. 5, p. 993-1013, 2022. BANOV, M. R. Recrutamento e Seleção com Foco na Transformação Digital. Rio de Ja- neiro: Atlas, 2020. E-book. BERGER, L. A. et al. The talent management handbook: Creating a sustainable compe- titive advantage by selecting, developing, and promoting the best people. Nova Iorque: Mc- Graw-Hill, 2011. BERRY, M. L.; MORRIS, M. L. The Impact of Employee Engagement Factors and Job Satisfac- tion on Turnover Intent. In: CHERMACK T. J. (ed.), Academy of Human Resource Develo- pment International Research Conference in the Americas. Panama City - FL: AHRD, 2008. CHOI, S. B. et al. Inclusive leadership and employee well-being: The mediating role of person- -job fit. Journal of Happiness Studies, v. 18, p. 1877-1901, 2017. DUFFY, B. E.; SAWEY, M. In/visibility in social media work: The hidden labor behind the brands. Media and Communication, v. 10, n. 1, p. 77-87, 2022. FRIEBEL, G. et al. What do employee referral programs do? Measuring the direct and overall effects of a management practice. Journal of Political Economy, v. 131, n. 3, p. 633-686, 2023. GUENOLE, N.; FERRAR, J.; FEINZIG, S. The power of people: Learn how successful organi- zations use workforce analytics to improve business performance. Nova Jersey: FT Press, 2017. LAWLER, E. Effective human resource management: A global analysis. Redwood City, Califórnia - EUA Stanford University Press, 2012. MORGAN, J. What is employee experience. Forbes, 22 abr. 2016. Disponível em: ht- tps://www.forbes.com/sites/jacobmorgan/2016/04/22/what-isemployee-experien- ce/#153532567386. Acesso em: 18 set. 2023. ROBBINS, S. P.; WOLTER, R. M.; DECENZO, D. A. A nova administração. São Paulo: Saraiva Educação, 2020. 1 1 5 REFERÊNCIAS SARTAIN, E.; SCHUMANN, M. Brand from the inside: Eight essentials to emotionally con- nect your employees to your business. [S. l.]: John Wiley& Sons, 2008. TLAISS, H. A.; MARTIN, P.; HOFAIDHLLAOUI, M. Talent retention: evidence from a multinational firm in France. Employee Relations, v. 39, n. 4, p. 426-445, 2017. ULRICH, D.; BROCKBANK, W. The HR value proposition. Massachusetts- EUA: Harvard Bu- siness Press, 2005. ZAITOUNI, M. et al. Resources for development: The relationship of HRM practices and con- tinuous learning culture with training success. International Journal of Human Resources Development and Management, v. 20, n. 1, p. 75-92, 2020. 1 1 1 1. Opção A. Esta é correta porque menciona as melhores práticas de RH. A afirmativa B está incorreta porque a individualidade não garante resultados positivos. A afirmativa C está incorreta porque o desenvolvimento contínuo estimula o aprendizado para solução de novos problemas. A afirmativa D está incorreta porque é preciso tanto de trabalhadores inexperientes como trabalhadores experientes para uma cultura organizacional aberta. A alternativa E está incorreta porque diversos benefícios de diferente natureza podem fazer sentido para os colaboradores. 2. Opção E. As afirmativas A, B, C e D estão incorretas porque não refletem os atributos de uma marca empregadora sólida, como cultura aberta, humanização e tecnologia, conflitos de ideias e diversidade. A afirmativa E está correta porque menciona atributos de uma organização atrativa para os talentos no mercado. 3. Opção B. A alternativa A está incorreta porque a análise de dados não isenta os profis- sionais de RH da interpretação. A alternativa B está correta porque trata de um benefício da coleta e da análise de dados para a organização. A afirmativa C está incorreta porque conversar com todos os candidatos recrutados é desgastante e oneroso, é preciso sele- cionar os mais alinhados com os requisitos desejados. A afirmativa D está incorreta porque o alinhamento à cultura organizacional e o alto desempenho não são independentes de ações específicas para tanto. A alternativa E está incorreta porque o processo seletivo pode interferir, positiva ou negativamente, na excelência organizacional. GABARITO 1 1 1 MINHAS ANOTAÇÕES 1 1 8 MINHAS ANOTAÇÕES 1 1 9 unidade 1 DESAFIOS ATUAIS PARA GESTÃO DE PESSOAS NOVAS HABILIDADES PARA O MERCADO DE TRABALHO DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA ATUALIDADE unidade 2 Tendências para Recrutamento e Seleção (R&S) Tendências para Treinamento e Desenvolvimento TENDÊNCIAS PARA LIDERANÇA unidade 3 TENDÊNCIAS EM BENEFÍCIOS CORPORATIVOS O FUTURO DO TRABALHO MELHORES PRÁTICAS DE RH _Hlk145670413 _Hlk145671175 _GoBackconciliar os interesses pessoais com os objetivos organizacio- nais (VELOSO et al., 2008). Ao final do século XX, período histórico denominado Pós-modernismo ou Modernidade Líquida, surgiram novos modelos de organização coerentes com a lógica da Globalização (BAUMAN, 2007; MAXIMILIANO, 2017). Desde então, a hierarquia organizacional vertical é substituída pelo trabalho em gru- pos com relativa autonomia de decisão. Novos recursos (tecnologias da informação, gestão participativa e gestão do conhecimento) são utilizados para aprimorar resul- tados. Atender à demanda de diversificação de produtos por consumidores mais bem informados, combater o desperdício gerador de custos por conta do aumento da escassez de recursos e agir com responsabilidade socioambiental são desafios para as organizações da sociedade do conhecimento (MAXIMILIANO, 2017). A Pós-modernidade pode ser mais bem compreendida se você conhecer o con- ceito de Modernidade Líquida. Segundo Bauman (2007), a Modernidade Líquida refere-se à atualidade marcada por relações sociais, econômicas e de produção que são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. Acesse o QRcode para ler mais sobre o assunto. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. EU INDICO 1 4 No início do século XXI, a Revolução Digital influencia a vida organizacional com ferramentas virtuais de complementação e substituição do intelecto e da comu- nicação humana por computadores (MAXIMILIANO, 2017). Tarefas de cálculo, controle, análise e transmissão de informações passaram a ser empreendidas por má- quinas inteligentes, capazes de armazenar e processar um grande volume de dados. “ A atual revolução tecnológica e científica implica não que indiví- duos autênticos e realidades autênticas podem ser manipulados por algoritmos e câmeras de televisão, mas que a autenticidade é um mito. [...] Tudo que você experimentar na vida está dentro de seu corpo e sua própria mente (HARARI, 2018, p. 307). NOVOS DESAFIOS Assim, dominar processamento, armazenamento, recuperação, utilização e comu- nicação da informação em tempo real para produzir novos serviços e novos conhe- cimentos são fatores essenciais para as pessoas que empregam sua força de trabalho em organizações da Era Digital (MAXIMILIANO, 2017; ROBBINS, 2020). Uma tarefa desafiadora na gestão de pessoas, nesse contexto, é saber manter os trabalhadores conectados a aplicativos pessoais atentos e dispostos a contri- buir efetivamente com a concretização dos objetivos estratégicos da organização. Incentivos à participação e à proposição de ideias inovadoras são medidas es- senciais para o melhor aproveitamento do potencial humano gerador de capital e desempenhos superiores. Ao mesmo tempo, é preciso manter as formas tradicionais de trabalho que são vantajosas para as organizações. Nesse sentido, o aprendizado contínuo, pra- zeroso, gerador de recompensas financeiras e de realização pessoal é uma forma de atender a essa exigência. A gestão de pessoas efetiva sabe combinar os méto- dos de trabalho mais eficientes e eficazes de acordo com sua disponibilidade de recursos e possibilidades de crescimento. UNIASSELVI 1 5 VAMOS PRATICAR 1. Na atualidade, mediante a evolução tecnológica, Globalização e digitalização do tra- balho, alguns desafios se impõem na gestão de pessoas. A adesão ao uso de compu- tadores e o uso de mídias de comunicação digital tornam a comunicação no trabalho mais dinâmica, fluida e interativa. Mediante as informações citadas, observa-se uma forte aderência dos indivíduos da Ge- ração Z ao contexto globalizado e digital. Comente a respeito das características dessa geração e seu comportamento no mundo do trabalho. 2. Uma geração pode ser entendida como um grupo que compartilha os mesmos anos de nascimento e viveu os mesmos acontecimentos sociais, formando um conjunto de crenças, valores e prioridades comuns. Esse conjunto se manifesta em comportamen- tos e ações observadas em determinadas sociedades, organizações e grupos em um período histórico específico. Faixa etária e acontecimentos sociais compartilhados formam uma geração. A respeito da geração dos baby boomers, assinale a alternativa correta que contemple sua faixa etária e características. a) Nascidos até 1964, jovens rebeldes que se tornaram adultos conservadores e valori- zam o status no trabalho. b) Nascidos até 1995, jovens conservadores que se tornaram adultos rebeldes e valori- zam o status no trabalho. c) Nascidos entre 1965 e 1984, viveram mudanças na estrutura familiar e perderam a segurança no trabalho. d) Nascidos entre 1965 e 1984, vieram mudanças na estrutura de trabalho e conseguiram adquirir segurança familiar. e) Nascidos entre 1895 e 1999, são individualistas e têm dificuldades de realizar atividades que não envolvam o uso das tecnologias digitais. 1 1 VAMOS PRATICAR 3. O processo de mudança implica, primeiro, o descongelamento do estado de equilíbrio organizacional O segundo passo envolve a implantação da transformação desejada e o terceiro consiste no congelamento da mudança (HITT, 2013; ROBBINS, 2020). Fonte: HITT, M. A. Comportamento organizacional. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2013. ROBBINS, S. P. A nova administração. São Paulo: Saraiva, 2020. A respeito das fases que devem ser criteriosamente planejadas para que a mudança obtenha sucesso, assinale a alternativa correta. a) Na fase de implantação, os gestores devem se ocupar da solidificação das mudanças entre os outros colaboradores. b) Na fase de descongelamento, ocorre a estabilização da mudança pretendida. c) Na fase de recongelamento, todos ainda não estão conscientes da necessidade de mudar. d) Na fase de implantação, os gestores devem deixar que os outros colaboradores tra- balhem sem o seu apoio. e) Na fase de recongelamento, os gestores se ocupam da estabilização da mudança pretendida. 1 1 REFERÊNCIAS BAUMAN, Z. Vida líquida. São Paulo: Zahar, 2007. COMAZZETTO, L. R. et al. A geração Y no mercado de trabalho: um estudo comparativo entre gerações. Psicologia: ciência e profissão, Brasília, v. 36, n. 1, p. 145-157, jan.-mar. 2016. HARARI, Y. N. 21 lições para o século XXI. São Paulo: Cia das Letras, 2018. HITT, M. A. Comportamento organizacional. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2013. MAXIMILIANO, A. C. A. Teoria geral da Administração: da revolução urbana à revolução digital. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017. MCSHANE, S. L. Comportamento organizacional. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. MOREIRA, S. A. S. As ferramentas de aprendizagem preferidas da geração Z do curso técnico em Administração de um Instituto Federal: o contexto da disciplina de Logística. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 103, n. 264, p. 430-449, maio-ago. 2022. MORGAN, G. Imagens da organização: versão executiva. São Paulo: Atlas, 2007. ROBBINS, S. P. A nova Administração. São Paulo: Saraiva, 2020. VELOSO, E. F. R; DUTRA, J. S; NAKATA, L. E. Percepção sobre carreiras inteligentes: diferenças entre as gerações y, x e baby boomers. REGE – Revista de Gestão, v. 23, n. 2, p. 88-98, 2016. 1 8 1. As pessoas dessa geração são ávidas por informações rápidas e claras por conta de crescerem em contato com a Internet, os meios de comunicação e outros recursos tec- nológicos. Adaptam-se satisfatoriamente às metodologias ativas de trabalho e preferem trabalhar utilizando o raciocínio crítico e analítico para solucionar problemas práticos e tomar decisões. O trabalho em equipe é relevante para essa geração relacional e co- nectada. O compartilhamento de conhecimentos técnicos pelas relações interpessoais fomenta a criatividade, a inovação e a construção de soluções coletivas para problemas emergentes e prospecção do futuro organizacional. 2. Opção A. Os baby boomers, nascidos até 1964, são motivados, otimistas e altamente interessados no trabalho. Eram jovens rebeldes que se tornaram adultos conservadores, mas não rígidos. O período até 1995 não corresponde a nenhuma geração.O período entre 1965 e 1984 corresponde à Geração X. Os nascidos entre 1965 e 1984 viveram mudanças na estrutura familiar e perderam a segurança no trabalho, a Geração X. Os nascidos entre 1985 e 1999 correspondem à Geração Y. 3. Opção E. Na implantação, os gestores apoiam outros colaboradores na consolidação de uma mudança, isso é, estabilizam-na. Na fase de implantação, deve ser trabalhado o desapego com a situação atual. No descongelamento, deve ser trabalhado o desapego com a situação atual. No recongelamento, a mudança é consolidada. Todos, inclusive gestores, devem apoiar a consolidação da mudança. GABARITO 1 9 MINHAS METAS NOVAS HABILIDADES PARA O MERCADO DE TRABALHO Conhecer o conceito de competências. Discriminar os conceitos de conhecimentos, habilidades e atitudes. Analisar a importância do desenvolvimento de habilidades no trabalho. Diferenciar hard skills de soft skills. Relacionar o desenvolvimento de habilidades no trabalho com o conceito de competências. Identificar a relevância das soft skills no atual contexto do trabalho. Compreender as novas habilidades para o trabalho. T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2 1 1 INICIE SUA JORNADA Estudante, você já parou para pensar sobre a influência das tecnologias digitais no contexto do trabalho? Já pensou sobre quais competências é preciso desenvolver para adequar-se ao contexto globalizado de trabalho e à necessidade de inovar? Geralmente, não pensamos sobre essas questões, mas o surgimento de novas formas de organização e de trabalho, impostas por um cenário atual de intensas transformações, afeta a realidade de profissionais de todos os setores da economia mundial. Algumas pessoas nunca pensarão sobre o assunto, no entanto, outras verão na perda da estabilidade uma oportunidade para desenvolver uma nova habilidade para melhorar a vida profissional. Guarde a seguinte frase, conhecida popularmente: “Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.” Agora, leia os exemplos a seguir: José Carlos trabalhou por mais de 25 anos em uma repartição pública como assistente administrativo. Aos 55 anos de idade, ele está se aproximando da aposentadoria. Como necessita seguir trabalhando, pois sua aposentadoria não supre suas necessidades, ele resolveu, há 2 anos, empreen- der no ramo de serviços de limpeza. Então, contando com sua experiência na repartição, logo abriu o negócio e começou a trabalhar. Havia cursos específicos para gerenciar seu negócio, mas José decidiu não fazer, pois acreditou que sabia o suficiente para ser um empreendedor de sucesso. Logo que iniciou, conseguiu prospectar muitos bons clientes, e a demanda pelo serviço crescia rapidamente. Porém, ele não contava com um fator crítico para o sucesso do negócio: a necessidade de implantar sistemas informatizados de gestão. Agora, está encerrando as atividades da empresa, pois não conseguiu atender aos clientes como pro- meteu. Ele está frustrado e terá que enfrentar uma série de dívidas e restrições de renda. Vicente, um colega de José Carlos, também é aposentado e precisa complemen- tar a renda. Por isso, pensou em empreender, só que no ramo de floricultura. Então, como tinha os recursos necessários, ele investiu em cursos de formação focados no seu negócio e, depois de 2 anos como empresário, está começando a colher bons frutos. Decidiu buscar novos cursos para ampliar seu negócio, pois a demanda está crescendo bastante e ele está muito otimista com este cenário. Um dos cursos que Vicente quer frequentar ensina a comercializar produtos no e-commerce. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Pense a respeito do que ocorreu com os nossos dois empresários. Qual deles levantou barreiras? Qual deles “construiu moinhos”? É fácil de você perceber que José Carlos acabou fazendo de sua expe- riência anterior uma “barreira” para o sucesso de sua empresa, pois confiou demasiadamente no que já sabia fazer. Também é evidente que Vicente constrói moinhos, pois, ao perceber que enfrentaria uma mudança, ini- ciando uma nova atividade, ele buscou novas competências para seguir trabalhando e fazer sua floricultura crescer. Nos dois exemplos citados, a tecnologia da informação disponível para as empresas conseguirem melhores resultados na atualidade sinaliza a necessidade de mudança nos nossos personagens. Mas será que conhecer as novas tecnologias disponíveis é suficiente para o sucesso da carreira ou de um novo negócio? Aqui, mostraremos como o desenvolvimento de habilidades de relaciona- mento, criatividade, comunicação, dentre outras, juntamente de competências técnicas e atitudes, formam as competências para o trabalho na atualidade. No atual contexto digital e veloz, altamente dinâmico e competitivo, em que a incer- teza pode ser um estímulo para novas oportunidades, adquirir novas habilidades e talentos é crucial para o sucesso no trabalho. Venha com a gente nesta instigante descoberta! Bons estudos! VAMOS RECORDAR? Afirmamos anteriormente que o mundo atual se encontra em constante trans- formação. Nesse contexto, o fenômeno da mudança é uma realidade para as organizações e as pessoas que nelas exercem seus trabalhos. A evolução tec- nológica, como sabemos, é um elemento essencial para determinar a mudança. Leia o item Um mundo cada vez mais diferente do livro O profissional do fu- turo: uma visão empreendedora (MORAIS, 2013). Verifique se está disponível na Biblioteca Virtual e relembre aspectos relevantes sobre papel da tecnologia nas mudanças na vida das pessoas, das organizações e no mundo do trabalho. 1 1 DESENVOLVA SEU POTENCIAL COMPETÊNCIAS PARA O TRABALHO: CONHECIMENTOS, HABILIDADES E ATITUDES O tema das competências, segundo Banov (2020), passou a ser assunto na agenda das organizações para gerar respostas a um ambiente de competição acirrada. Novos modelos de gestão precisam emergir para atender às novas estratégias. Portanto, as competências individuais precisam ser coerentes com as competên- cias estratégicas das organizações. O vocábulo competência se origina do termo “competir” e representa as ca- racterísticas de perfis profissionais específicos para gerar o desempenho esperado em uma organização de acordo com os seus objetivos (SABBAG, 2018). Neste item, vamos entender os conceitos relacionados às competências no campo da gestão de recursos humanos. Uma das definições de competências que é amplamente reconhecida e difun- dida em Recursos Humanos é a de Spencer e Spencer (1993, p. 9): “ uma competência é uma característica subjacente de um indivíduo que está causalmente relacionada ao desempenho efetivo e/ou supe- rior referenciado pelo critério em um trabalho ou situação. A caracte- rística subjacente significa que a competência é uma parte profunda e duradoura da personalidade de uma pessoa e pode prever o compor- tamento em uma ampla variedade de situações e tarefas de trabalho. Conforme Banov (2020), existem diversas abordagens sobre competências na literatura gerencial. A mais difundida delas, em especial no Brasil, é aquela que se refere ao conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relativas aos re- quisitos dos cargos e objetivos estratégicos da organização. A seguir, confira o que significam conhecimentos, habilidades e atitudes na área de recursos humanos. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Considerando-se os conceitos citados anteriormente, é preciso destacar que cada profissional apresenta um perfil de competências técnicas e comportamentais (BANOV, 2020). As primeiras são compostas de conhecimentos e habilidades para o desempenho no cargo, e as segundas consistem em comportamentos e atitudes compatíveis com o cargo. CONHECIMENTOS: dizem respeito ao domínio intelectual da área de atuação, dos conhecimentos aprendidos a partir das informações adquiridas ao longo da vida e da carreira. Esse item comporta, ainda, a escolaridade, a especialização e cursos de for- mação, desenvolvimentoe capacitação. HABILIDADES: referem-se à capacidade de saber fazer, da aplicação técnica, da experiência nas atividades profissionais. ATITUDES: dizem respeito à capacidade de agir, comportar-se e tomar decisões adequadas às exigências da organização e do contexto. Para ampliar seus conhecimentos sobre diferenças entre competências técnicas e comportamentais, clique no QR Code e assista ao vídeo. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem. EU INDICO 1 4 Com base no exposto, é possível entender que as competências são o somatório de conhecimentos, habilidades e atitudes com enfoque técnico e comportamen- tal, que determinam um perfil profissional específico para gerar o desempenho esperado dos indivíduos. Esse desempenho agrega valor e promove a vantagem competitiva da organização, ao mesmo tempo que gera valor econômico e social a ela e ao próprio indivíduo que nela aplica sua força de trabalho. Competências do indivíduo e desempenho organizacional As competências são elementos essenciais para o desempenho econômico e so- cial das organizações produtivas, sejam elas públicas, privadas, com ou sem fins lucrativos (HENDARMAN; CANTNER, 2018). A conformidade das competên- cias individuais com os requisitos do trabalho em treinamentos, capacitações, formações, experiência e características comportamentais permite que as pessoas contribuam de modo eficiente e eficaz com a estratégia e, principalmente, com a missão da organização (HENDARMAN; CANTNER, 2018; BANOV, 2020). UNIASSELVI 1 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Na metade do século XX, a divisão do trabalho e a visão mecanicista das ati- vidades laborais já tinham sido exaustivamente questionadas (CHIAVENATO, 2020). A luta dos operários da grande indústria contra a exploração desmedida de sua força física e, mais tarde, o excesso de bens de consumo de massa, a evo- lução tecnológica e a ideia de qualidade de vida no trabalho foram modificando a concepção de trabalho e de trabalhador. Na era do conhecimento e no aflorar do século XXI, o ser humano é enten- dido como elemento essencial, capaz de utilizar sua inteligência e capacidade de fazer as coisas de modo eficiente e na direção de gerar vantagem competitiva para as organizações. É neste ciclo evolutivo que a ideia de competência individual se torna premissa para selecionar, desenvolver e reter talentos. Conforme o que estudamos anteriormente, as competências individuais são os conhecimentos, habilidades e atitudes requeridas para determinado cargo ou função de alguma área da organização. “ Termos como empregabilidade e empresabilidade são usados para indicar a capacidade das pessoas em conquistar e manter seus empregos de um lado e, de outro, a capacidade das organizações em desenvolver e utilizar as competências individuais dos seus talentos (CHIAVENATO, 2020, p. 7). Devido ao seu papel crucial na gestão dos talentos, as competências individuais são a base para o alinhamento do perfil profissional ao cargo (CHIAVENATO, 2020). Ou seja, coletar as competências desejadas pela organização consiste em definir quais competências individuais dos candidatos devem ser pesquisadas para cada área, unidade ou nível da organização. Em termos de carreira, as competências individuais podem ser definidas como as características técnicas e comportamentais que cada gestor e colabo- rador deve construir e desenvolver para atuar nas atividades da organização (CHIAVENATO, 2020). Veja o exemplo a seguir. Marcus Tulius foi contratado pela Softplace, uma empresa de desenvolvi- mento de games para adolescentes. Ele foi selecionado após análise de currículo e entrevista com a psicóloga de Recursos Humanos, que identificou suas com- petências para o cargo de desenvolvedor de games não violentos e com foco socioambiental. Marcus possui formação técnica em desenvolvimento de jogos virtuais, além de ser criativo, inovador e proativo. 1 1 A empresa reconheceu a dificuldade de encontrar alguém com conhecimento so- bre a temática do projeto em questão. Por isso, assim que Marcus foi contratado, ins- creveram-no em cursos de postura não violenta e responsabilidade socioambiental. Com o passar do tempo, Marcus se mostrou otimista em seu trabalho e con- seguia despertar curiosidade nos colegas e amigos sobre os jogos que desenvolvia. Diante de dificuldades e após a demissão do gerente de vendas, o diretor de ven- das percebeu as habilidades de comunicação de Marcus e o encorajou a se candidatar para a vaga, que aceitou a sugestão e agora é o novo gerente de vendas da empresa. Assim que assumiu o cargo, Marcus fez um curso de técnicas de vendas. Combinadas com suas competências iniciais, suas ações estão refletindo em um crescimento significativo nas vendas da Softplace. O exemplo anterior deixa clara a relevância da avaliação e desenvolvimento de competências individuais para o cargo. E mais: mostra como o foco nas com- petências do indivíduo influencia o desempenho da organização. A seguir, vamos estudar as competências organizacionais e compreender como elas influenciam os requisitos para competências individuais desde a pers- pectiva estratégica. Competências organizacionais Desde o final do século passado, o aumento expressivo da competitividade causa- do pela intensificação da conexão entre países e mercados tornou o conhecimen- to um insumo fundamental para a geração de capital, sustentabilidade econômica e vantagem competitiva nas organizações (MCSHANE, 2014). A organização que se ocupa de gerenciar o conhecimento e a experiência e de aprender novas formas de atuar perante as demandas emergentes trabalha para cumprir seus propósitos e melhorar a vida em sociedade (MAXIMILIA- NO, 2017). Ela suporta suas ações em competências e capacidades aderentes ao novo contexto emergente. Em outras palavras, as competências de uma organização são dependentes de contextos específicos, em que as características individuais demandadas na organização se associam às ações que agreguem valor às suas atividades e obje- tivos em um contexto específico. Portanto, a aquisição de novas competências para lidar com um ambiente em constante transformação é essencial para as organizações nos dias atuais. UNIASSELVI 1 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Segundo Lévy-Leboyer e Prieto (1997), as competências organizacionais são a soma de comportamentos e capacidades que diferenciam uma organização dos con- correntes. Elas resultam transformação da informação em conhecimento e formação, contextualizados com a experiência prática no ambiente organizacional. Por conta de fatores como concorrência e incerteza, elas ocupam um papel estratégico, ou seja, pre- cisam estar alinhadas aos rumos definidos pela alta gestão (MAXIMILIANO, 2017). Segundo Banov (2020), os principais elementos que balizam as competên- cias de uma organização são expressos por intermédio da sua missão, visão e valores. As competências individuais dos trabalhadores devem estar alinhadas a esses elementos no momento da seleção e ser desenvolvidas de acordo com os objetivos traçados pela alta gestão. Vejamos, a seguir, cada um desses elementos. MISSÃO: refere-se à finalidade para qual uma organização foi criada, sua razão de existir. Por exemplo, a missão da Amazon Brazil Group, que atua no mercado brasileiro há 20 anos e é líder no processamento e distribuição de Castanha do Brasil, é: “contribuir com uma alimentação mais saudável e um mundo mais justo, onde os objetivos comerciais nunca ultrapassem a barreira da humanidade, respeito e honestidade, atuando de forma sustentável e colaborando com o desenvolvimento de pequenos agricultores” (AMAZON, 2023, s. p.). A missão mostra para que os profissionais devem trabalhar. VISÃO: declara o que a organização almeja para o seu futuro. Por exemplo, a visão da Amazon Brazil Group é: “atuar de forma sustentável e significativa, disponibilizando para todo o planeta a Castanha do Brasil e um portfólio de produtos que venhamda natureza, posicionando-se como referência no setor em que atua” (AMAZON, 2023, s. p.). A visão orienta os trabalhadores a atingir os objetivos estratégicos. VALORES: são os princípios que regem os comportamentos e atitudes aceitas na organização. Por exemplo, os valores da Amazon Brazil Group são: “sustentabilidade, honestidade, desenvolvimento contínuo, excelência e trabalho em equipe” (AMAZON, 2023, s. p.). 1 8 Segundo Banov (2020, p. 21), “ assim como a cultura e a estrutura organizacional, a missão, a visão e os valores devem estar presentes nos critérios de seleção de pessoas, pois fazem parte das competências organizacionais que deverão ser cruzadas com as competências dos candidatos. Organizações que focam no alinhamento estratégico de competências, no apren- dizado contínuo e promovem o desenvolvimento das pessoas que nelas traba- lham tendem a atingir melhores resultados que as concorrentes ou gerar os me- lhores benefícios sociais para a população que outras. Vejamos duas situações. Uma grande fábrica de computadores busca especialistas em operações de- dicadas a garantir que suas equipes tenham o suporte, os conhecimentos e os recursos necessários para manter a disponibilidade dos produtos aos clientes. O contato com as gerências e o compartilhamento de dados sobre o status das peças dos produtos é uma habilidade solicitada para a garantia do atendimento das demandas de consumidores conectados e bem-informados. “Aprendemos que o atendimento aos clientes é essencial para o nosso sucesso; nossa empresa tem conseguido customizar produtos para atendê-los, e isso tem gerado um fa- turamento expressivo e a tão sonhada fidelização dos usuários”, diz o gerente de desenvolvimento de produtos. Agora, veja o caso de um serviço de saúde pública municipal, que obteve maior resolutividade quando passou a integrar as informações sobre os usuários em um único sistema informatizado. Além disso, os profissionais devidamente capacitados para acessar dados sobre a saúde integral de seus pacientes podem ter melhores chances de cuidá-los e criar programas preventivos de acordo com dados epide- miológicos da população que ficam armazenados no sistema. “Com a adoção de um sistema integrado de informações de pacientes, nosso serviço tem sido consi- derado modelo em atenção à saúde, e isso nos habilita a cumprir com nossa função dentro do sistema de saúde pública”, diz o secretário municipal de saúde. Nesses relatos, você pode observar que ambas as organizações apresentaram re- sultados positivos ao adquirir conhecimentos e habilidades. As duas, para cumprir valores específicos (satisfação do cliente e atendimento qualificado de usuários), in- vestiram em pessoas, capacitação e sistemas. Tais investimentos foram substanciais para o desenvolvimento de competências capazes de ampliar sua capacidade de ação. UNIASSELVI 1 9 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Portanto, o desenvolvimento de competências individuais e coletivas forma competências organizacionais para otimizar a capacidade de solução de problemas dos clientes e usuários, bem como gerar resultados superiores. E, como as orga- nizações dependem do desempenho das pessoas que nelas trabalham, ser hábil naquilo que é necessário fazer é uma virtude a se destacar no mundo do trabalho. HABILIDADES: COMPETÊNCIAS PARA O SUCESSO PROFISSIONAL Saber fazer as coisas certas, da forma correta e efetiva se tornou um imperativo no atual contexto do trabalho (BANOV, 2020). Como um malabarista, o profissional do momento é aquele que consegue alternar o maior repertório de malabares quase ao mesmo tempo, sem deixar que caiam, e arrancar aplausos calorosos do público. As organizações da atualidade operam em um contexto em que a economia é complexa, incerta, instável e veloz. Nesse cenário, ser hábil em algo significa agir de acordo com as técnicas e comportamentos necessários para realizar as atividades de trabalho. Fazer as coisas da forma correta, em um curto espaço de tempo, e atingir de- sempenhos superiores gera vantagem competitiva para as organizações do presente. 4 1 Nesse sentido, ser competente é ser hábil, e o contrário é verdadeiro. Ferreira (2003) estudou o perfil de habilidades do profissional da informação demanda- das pelo mercado de trabalho, e os resultados da pesquisa mostram que a carência de desenvolvimento de habilidades e comportamentos típicos da profissão geram a falta de reconhecimento desses nas organizações e afeta a própria imagem entre a categoria. Segundo Ferreira (2003), há uma dificuldade de superar o estigma de bibliotecários pela falta de investimento em habilidades necessárias para formar profissionais da Ciência da Informação. Não é por acaso que, recentemente, a Rede de Gestão da Informação e do Conhecimento (REDE GIC), formada por um grupo de pesquisadores de universidades brasileiras na área, promoveu o II Congresso de Gestão Estratégica da Informação, Empreendedorismo e Inovação (TEIXEIRA et al., 2019). Nesse evento, foram discutidas estratégias para a profissão, de- senvolvimento de competências empreendedoras e alternativas de inovação na prestação de serviços, como consultoria em gestão do conhecimento e inovação, dentre outros temas. No parágrafo anterior, pudemos constatar a relevância do desenvolvi- mento de competências adaptadas ao dinamismo do mercado de trabalho. No entanto, é preciso destacar que as habilidades implicam na utilização correta dos conhecimentos aprendidos. Elas podem ser desenvolvidas por intermédio de estágios, práticas profissionais, treinamentos, capacitações e até mesmo pela experiência prática. Jobs Sinopse: em 1976, Steve Jobs, junto com Steve Wozniak, um gênio da tecnologia, inicia uma revolução informática com a invenção do Apple 1, o primeiro computador pessoal. A máqui- na, construída na garagem dos pais de Jobs, e a fundação da empresa Apple mudam o mundo para sempre. O filme mostra, ainda, o dinamismo e a criatividade de Jobs, habilidades que ele colocou em ação para revolucionar outros setores da economia como a telefonia celular, música e cinema. INDICAÇÃO DE FILME UNIASSELVI 4 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 As habilidades podem ser de natureza técnica ou comportamental. Atualmen- te, em Recursos Humanos, utiliza-se a palavra skills, do inglês, para discriminar as habilidades aderentes ao contexto global. No âmbito geral, são frequentemente consideradas competências, embora a tradução para o inglês seja competences ou competencies. Explica-se essa ambiguidade pelo fato de as skills agruparem as principais competências requeridas dos indivíduos nas organizações globais desde o final do século XX. Elas podem ser classificadas em duas categorias, a saber: hard skills (técnicas e de conhecimento) e soft skills (comportamentais e de relacionamento interpessoal). A seguir, vamos aprofundar o tema das habilidades, tomando-as a partir dos conceitos de hard skills e soft skills. Hard skills As hard skills consistem na habilidade de utilização prática dos conhecimentos técnicos ou outros conhecimentos formais (BANOV, 2020; ASBARI et al., 2020). Por serem de natureza cognitiva, elas podem ser ensinadas por intermédio de padrões, raciocínio lógico-científico e da repetição (ASBARI et al., 2020). Mensurar as hard skills é relativamente fácil. Há um grande número de instrumentos de avaliação cognitiva disponível para que recrutadores conhe- çam o nível de aquisição de habilidades individuais genéricas dos candida- tos. Elas podem ser desenvolvidas nos meios acadêmicos e profissionais, em treinamentos, workshops, dentre outras formas. Vejamos, a seguir, alguns exemplos: 4 1 É consenso, na literatura científica sobre o assunto, que as hard skills são indis- pensáveis em qualquer atividade de trabalho. Porém, conforme argumenta Maxi- miliano (2017), a realidade nem sempre foi essa. Antes da Revolução Industrial, quando a aptidão para o trabalho era definida pela força física, apenas as classes mais privilegiadastinham acesso ao conhecimento formal. Somente no século XX, com a Primeira Revolução Industrial e a divisão do trabalho, é que os super- visores de fábrica, que possuíam algum conhecimento sobre a utilização correta das máquinas, exigiam coordenação de tempos e movimentos do operariado. Com o advento da Administração Científica, cunhada pelo engenheiro norte- -americano Frederick Winslow Taylor no final do século XIX para dar conta dos problemas de alocação de recursos, a inteligência do trabalhador e sua habilidade de conhecer as máquinas passam a ser valorizadas como fonte de redução de custos. Dessa época em diante, a formação profissional foi se tornando uma condição impe- rativa para o exercício de qualquer atividade laboral. A lógica da formação continua- da, por exemplo, deixou de ser uma perspectiva para tornar-se realidade (AGUILAR; SOUZA, 2019). Na era do conhecimento, a palavra de ordem é aprender a aprender. FORMAÇÃO ACADÊMICA: cursos técnicos, graduação, especialização, mestrado, doutorado. CURSOS EXTRACURRICULARES: cursos de aperfeiçoamento específico, oficinas, workshops. CONHECIMENTOS E HABILIDADES NA OPERAÇÃO DE MÁQUINAS, FERRAMEN- TAS E EQUIPAMENTOS: cursos ofertados pelos fabricantes ou fornecedores de máquinas, ferramentas e equipamentos. HABILIDADES COM A INFORMÁTICA: domínio de editor de texto, planilha eletrônica ou de sistemas informatizados de gestão nas mais diferentes áreas. UNIASSELVI 4 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Na realidade atual, existem trabalhadores de diferentes áreas de formação que são capazes de realizar a maioria das tarefas de trabalho. No entanto, a disposição para se abrir ao novo é algo que não depende apenas da habilidade técnica, mas também das características de personalidade, emocionais e de relacionamento que cada pessoa desenvolve ao longo da vida. Essa realidade tornou a técnica uma habilidade menos valorizada no universo das organizações produtivas e fez com que perdesse valor no contexto das organi- zações produtivas. Hoje em dia, ter a capacidade de trabalhar bem com os outros se tornou uma habilidade distintiva que impulsiona desempenhos superiores em tempos que mudam em alta velocidade (MAXIMILIANO, 2017; ROBBINS, 2020). Essas são as soft skills, que você irá conhecer a seguir. Soft skills As soft skills, em termos gerais, são definidas como as habilidades de relacionamen- to interpessoal ou habilidades comportamentais necessárias para aplicar o conheci- mento e as habilidades técnicas no trabalho (ASBARI et al., 2020). Elas dependem de traços de personalidade, atitudes e comportamentos, e não da técnica. Por exemplo, a capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares e adaptabilidade. Também são condicionadas pelas emoções e pela qualidade dos relaciona- mentos sociais, participação, comunicação assertiva e sucesso no local de tra- balho (LAKER; POWELL, 2011). Por exemplo, a capacidade de autogerencia- mento e interação social. 4 4 Asbari et al. (2020) entendem as soft skills desde a perspectiva do conheci- mento. Elas remetem a um tipo de conhecimento que está na mente das pessoas e tem estreita relação com formas muito particulares de interpretar as realidades e agir socialmente. Portanto, as soft skills são, em grande parte, intangíveis, ou seja, imensuráveis, pois não estão diretamente associadas a resultados ou habilidades de utilizar o ferramental de trabalho. Em suma, as soft skills podem ser definidas como as habilidades decorrentes da experiência psicossocial das pessoas (BANOV, 2020). Elas dependem das vivências do indivíduo ao longo da vida, da formação de sua personalidade e valores. Por isso, não podem ser ensinadas da mesma forma que as hard skills, mas elas podem ser desenvolvidas por intermédio de programas de capacitação com- portamental. No entanto, dependem da disposição e esforços individuais para modificar emoções e comportamentos incompatíveis com as atitudes esperadas na organização. Vejamos alguns exemplos de soft skills no mundo do trabalho. FACILIDADE EM RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS: consiste na disponibilidade para interagir com os outros no ambiente de trabalho, parceiros, fornecedores e clientes. PROATIVIDADE: é a habilidade de tomar iniciativa e agir buscando soluções para os problemas da rotina de trabalho. TRABALHO EM EQUIPE: consiste na disposição para o trabalho em conjunto, compartilhamento de ideias e soluções em grupo e resultados compartilhados e consensuais. LIDERANÇA: significa saber influenciar os outros para atingir os propósitos do trabalho em equipe. UNIASSELVI 4 5 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 TRABALHAR SOB PRESSÃO: refere-se a lidar com as pressões de tempo, prazos, metas e resultados, de modo a manter o controle emocional sem prejudicar o desempenho individual, da equi- pe e organizacional. COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL: é a capacidade de comunicar-se de modo claro, sem ruídos e com objetividade. Envolve, também, a disponibilidade para escutar, dar e receber feedbacks. FLEXIBILIDADE: é a habilidade de modificar o foco de atenção, a forma de pensar e de agir con- forme as prioridades do momento. EMPATIA: significa saber colocar-se no lugar do outro e conciliar seus pontos de vista com os das outras pessoas. CAPACIDADE ANALÍTICA: é a habilidade de analisar os problemas de modo racional e lógico. As soft skills, por focarem no comportamento, nas atitudes e na capacidade de lidar com as emoções, estão diretamente ligadas à subjetividade (BANOV, 2020). Vejamos um exemplo hipotético no ambiente de trabalho. Clarisse trabalha na Master Soluções Tecnológicas e gerencia uma equipe que desenvolve projetos de software customizados. Ela é muito pressionada pelo seu superior, sua equipe e pelas empresas clientes em relação a prazos e adaptações dos softwares, mas jamais perde a calma e a tranquilidade. Saber trabalhar sob pressão é uma habilidade de Clarisse. 4 1 É consenso na área de Recursos Humanos que os profissionais com soft skills desen- volvidas atingem desempenhos superiores nas organizações (BANOV, 2020). Por conta da necessidade frequente de lidar com mudanças, incertezas e com a complexidade da atualidade, as soft skills são as principais habilidades que determinam o desempenho profissional no atual contexto de trabalho. É o que você vai estudar a seguir. NOVAS HABILIDADES: SOFT SKILLS E OS NOVOS CONTEXTOS DE TRABALHO Como mencionamos nos itens anteriores, a concepção de trabalho evoluiu, pri- meiramente, da exploração da força física do trabalhador para a divisão de tarefas operacionais. Em seguida, o tema das competências tornou-se o foco para melho- rar o desempenho das organizações produtivas em todos os setores da economia. Recentemente, a necessidade de saber fazer as coisas do modo correto, em tempo hábil e com alinhamento a objetivos estratégicos fez das habilidades um tipo de competência essencial nas organizações. A dinâmica da economia mun- dial tornou as soft skills, ou habilidades de relacionamento, as principais com- petências elencadas para solucionar problemas e alavancar a vida organizacional. Para saber mais sobre a importância das soft skills em novos contextos do trabalho, acesse o QRcode e assista à opinião de especialistas no assunto. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem . EU INDICO UNIASSELVI 4 1 TEMA DE APRENDIZAGEM 2 Diante dessa realidade, o interesse na identificação, aquisição, alinhamento e desenvolvimento de soft skills para o sucesso profissional tem sido assunto de destaque no meio acadêmico e organizacional (SHAKESPEARE; CHAROEN- SAP-KELLY, 2016; BROWN, 2018; EL MESSAOUDI, 2021). Por parte dos tra- balhadores, há a preocupação em se manterem ativos no mercado de trabalho e em condições de adaptação ao atual cenário econômico. VOCÊ SABE RESPONDER? Quais são as soft skills mais procuradas pelas organizações em candidatos dis- poníveis no mercado de trabalho atual? Para responder a essa pergunta, é preciso