A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
28   Os benefYcios do isostretching na prevenço de disturbio  da coluna lombar

Pré-visualização | Página 1 de 8

1 
 
Os benefícios do isostretching na prevenção de distúrbio álgico da 
coluna lombar 
 
Djunior Pimentel Barreiros1 
djunior_pb@hotmail.com 
Dayana Priscila Maia Mejia2 
Pós-graduação em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia – Faculdade Sul- Americana/FASAM 
Resumo 
Os distúrbios álgicos na coluna afetam cerca de 80% da população mundial, e uma 
enfermidade que vem crescendo sua incidência e já está entre as enfermidades que mais gera 
incapacidades e limitação ao seu portador, por isso vem crescendo também o interesse de 
pesquisadores e estudioso no tratamento ou prevenção desta enfermidade que e totalmente 
evitável pois na maioria das vezes é uma consequência da inatividade habitual ou 
sedentarismo e posturas inadequadas adotadas no decorrer dos anos causas essa alteração 
postural que por vezes desencadeará a dor lombar. O isostretching é uma dentre as inúmeras 
técnicas existente na fisioterapia capaz de prevenir e tratar a lombalgia pois ela trabalha 
com princípios e fortalecimento e alongamento em posturas que contribuem para a melhor 
condição e preparo da musculatura responsável pela estabilização e manutenção da postura 
ereta da coluna. O objetivo presente neste artigo foi o de contribuir de forma clara e concisa 
com o meio acadêmico e cientifico na confecção de um artigo que contenha literaturas 
fidedignas que aborde sobre o tema proposto. Metodologia: foi utilizada à revisão de 
literaturas que abordassem o tema proposto retiradas de livros, periódicos, artigos 
científicos indexados nas seguintes bases de dados: lilac’s, Scielo, Medline, Pubme dentre 
outro. Resultado: foram analisados 161 artigos dos quais foram aproveitados apenas 67. 
Conclusão: após a realização deste artigo confirmou-se os benefícios da pratica do 
isostretching na reabilitação seja preventiva ou no tratamento após patologia instalada da 
lombalgia. 
Palavras-chave: Lombalgia; Isostreching; Instabilidade lombar. 
1. Introdução 
No Brasil, dentre as doenças musculoesqueléticas, a predominante são as doenças da coluna 
vertebral, é a primeira causa de pagamento auxíllio-doença e a terceira causa de aposentadoria 
por invalidez (FERNANDES; CARVALHO, 2000; JOHNSTON; PAGLIOLI; PAGLIOLI, 
2006). 
A dor lombar é uma das grandes aflições humanas conhecida por lombalgia. Hoje em dia 
grande parte da população apresenta uma grande possibilidade de sofrer uma lesão 
incapacitante nas costas, independentemente de sua ocupação. Esta lombalgia pode ser 
decorrente de hérnia de disco ou outro problema da coluna vertebral (MAGEE, 2005). 
A diminuição da flexibilidade favorece lesões musculares e a presença de encurtamentos dos 
músculos isquiostibiais podem gerar dores lombares, devido à má mobilização da pélvis. 
Além disso, pode promover diversas alterações posturais. (PINFILDI, PRADO e LIEBANO, 
2004). 
 
1 Pós Graduando em Ortopedia e Traumatologia 
2 Mestrando em Bioética e Direito em Saúde, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, Graduada em 
Fisioterapia. 
2 
 
O ganho da flexibilidade através do alongamento e a força obtida isométrica permitem à 
coluna alcançar o seu máximo comprimento, favorecendo o auto crescimento. Entretanto, esse 
só será possível se houver harmonia do conjunto da bacia-coluna, incrementada pelo 
fortalecimento dos músculos abdominais e pela tomada de consciência corporal 
(MACHADO, 2009). 
Visando solucionar essa problemática o Isostretching é uma técnica compreendida por 
exercícios que agem sobre a coluna vertebral e na prevenção de alterações posturais, 
buscando uma harmonia da coluna que é o eixo de sustentação do corpo, com o reequilíbrio 
das curvaturas fisiológicas, exigindo um esforço da musculatura profunda, gerando 
flexibilidade, mobilidade articular, consciência corporal e reeducação da respiração, é uma 
técnica que se adapta ao indivíduo, respeitando suas limitações, uma vez que as forças da 
contração isométrica e do alongamento serão controladas pelo indivíduo de acordo com sua 
capacidade física (REDONDO, 2006). O Isostretching são dois termos em justaposição que 
definem o método: Iso = Isometria (o antagonista faz contrações musculares que neutralizam 
o movimento articular) Stretching, um termo em inglês, que significa alongamento. 
Criado em 1974 na França, por Bernard Redondo, vêm sendo divulgado no Brasil desde 1994. 
Conforme citado pelo próprio autor do método: “ele é de fato no sentido próprio uma ‘arte de 
abrandar e fortificar o corpo, através de exercícios propícios’, uma ginástica postural, global, 
ereta”. Postural, porque é executado dentro de uma posição vertebral correta, global, porque 
todo o corpo trabalha à cada exercício e ereto porque pede a coluna o autoengrandecimento 
(REDONDO, 2001). 
O isostretching é baseado em uma cinesioterapia de equilíbrio que mantém e controla o corpo 
no espaço, harmonizando as tensões e evitando as compensações que favorecem as alterações 
da coluna vertebral, sendo considerado, dessa forma, um método corretivo, educativo, 
preventivo, flexibilizante, tonificante e não traumatizante (MACHADO, 2009). 
A contração isométrica obtida no isostretching ocorre de forma estática e o encurtamento dos 
elementos contrateis equilibram o alongamento dos elementos elásticos que atuam em série. 
Esse alongamento em série acontece de forma anárquica: alguns grupos musculares se 
relaxam e outros se contraem, enquanto outros se encontram em diferentes graus de 
contração. Essa coordenação anárquica proporcionada pelos elementos elásticos em série tem 
a função de absorver as diversas tensões (BIENFAIT apud MACHADO, 2009). 
 
2. Fundamentação teórica 
 
2.1. Coluna lombar 
A coluna lombar é composta pelas cinco vértebras lombares e formam uma curvatura convexa 
na região anterior do corpo. O volume das vértebras aumenta de cranial para caudal, 
demonstrando assim uma adaptação do ser humano as cargas impostas a coluna ao longo do 
seu eixo (DÂNGELO; FATTINI, 2000). O corpo vertebral tem a estrutura de um osso curto 
com uma cortical de osso denso que envolve o tecido esponjoso (MIRANDA, 2007). A 
grande região sustentadora de peso da coluna é formada pelas vértebras lombares (HAMILL; 
KNUTZEN, 1999). No entanto a quinta vértebra lombar é a maior de todas as vértebras 
móveis e é ela que sustenta o peso da parte superior do corpo. 
Uma vértebra típica é composta por duas estruturas, uma anterior, denominada corpo 
vertebral e outra posterior, denominada arco vertebral. O corpo vertebral é composto por um 
tecido esponjoso ou trabécula, que está coberto por uma camada de osso cortical. O 
revestimento cortical da superfície superior e inferior do corpo vertebral, denominado de 
platô, é mais espesso na sua parte central, composta por uma camada de cartilagem hialina, 
nomeado de placa terminal cartilaginosa, e na periferia, aonde se localizam as placas 
epifisárias. As trabéculas se distribuem de acordo com as forças aplicadas sobre os corpos, no 
3 
 
interior do corpo de osso esponjoso. As linhas verticais auxiliam na resistência as forças de 
compressão e na sustentação do peso do corpo, as linhas obliquas e horizontais ajudam a 
resistir as forças de cisalhamento. No cruzamento desses três sistemas trabeculares é 
encontrado a maior área de resistência, na porção anterior do corpo. 
A estabilidade da coluna é descrita por Kysner (2009), em três subsistemas: passivo 
(estruturas inertes/ossos e ligamentos), ativo (músculos) e controle neural. Estruturas Inertes e 
sua influência na estabilidade. De acordo com Penjabi, quando os segmentos vertebrais estão 
na zona neutra, as cápsulas articulares inertes e os ligamentos proporcionam mínima 
resistência