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VIVÊNCIA DO ENSINO APRENDIZAGEM DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA: A LUDICIDADE E A DINÂMICA COMO FERRAMENTAS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA.
Jonilton do Carmo Guerreiro Marinho
ORIENTADOR:Raimundo Nonato Souza dos Santos
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Licenciatura em Matemática (MAD0369) – Estágio de Observação I
23/05/2018
RESUMO 
Este paper tem como finalidade apresentar a experiência vivida no Estágio de Observação na Escola Estadual Professor Sebastião Augusto Loureiro Filho. O relato do trabalho foca na ludicidade e a dinâmica como ferramentas no processo de ensino-aprendizagem da matemática, mais precisamente foi observado o ponto central na didática já utilizada pelo professor em sala de aula. O autor realizou além da pesquisa de campo, pesquisas literárias sobre as antigas e novas didáticas que podem ser implantadas em sala de aula para melhoria do ensino aprendizagem. Como efeito das pesquisas e observações apareceu certificações a respeito da metodologia já utilizada. O trabalho em si é finalizado com a conclusão do autor e os comentários do mesmo onde relata a importância da implantação de uma metodologia de ensino diferenciada no ensino e aprendizagem na disciplina de matemática, tem como objetivo compreender e entender um método de ensino capaz de prender a atenção de alunos em uma era moderna onde a tecnologia e o principal elemento.
Palavras-chave: Estágio de observação. Ensino e aprendizagem. Ludicidade e dinâmica.
1 INTRODUÇÃO 
Este trabalho apresenta relatos vividos por um acadêmico do curso de Licenciatura de Matemática, durante seu Estágio de Observação realizado em uma escola da rede estadual, tendo por nome Escola Estadual Professora Sebastião Augusto Loureiro Filho, localizada no bairro Nova Cidade, conjunto Cidadão XII, Avenida Curaçao S/N, na cidade de Manaus.
O estímulo para este relato foi o grande desinteresse dos alunos em todas as salas que observei durante o estágio. Este grande desinteresse foi notado de diversas formas: pela didática utilizada pelo professor no ensino aprendizagem (aulas expositivas), pela falta de interação da turma para com a disciplina, pelo baixo desempenho dos alunos nos conteúdos abordados e principalmente pela urgência não de uma mudança absoluta da didática, mas da implantação de uma metodologia diferenciada que desperte nos discentes um interesse pela matéria, que faça com que mudem o conceito que têm sobre a disciplina: “matemática uma matéria totalmente de difícil aprendizado”.
O Estágio de Observação visou consolidar a relação teoria e prática visando a ludicidade e a dinâmica como foco principal (apesar de ter sido apenas observações), sendo assim, o estágio estabeleceu-se em importante instrumento de conhecimento e de integração, pois através do estagio pude conhecer a verdadeira realidade do ensino praticada nos dias de hoje
Os dados do estágio serão retratados seguindo a seguinte estrutura: área de concentração a qual foi escolhida o ensino aprendizagem matemática tendo como tema: A ludicidade e a dinâmica como ferramentas no processo de ensino-aprendizagem da matemática, em que se encontra a estrutura organizacional deste paper; vivência do estágio, dividido em aproximação com a escola (estágio de observação propriamente dito) e levantamento de dados fornecidos e analisados na mesma; estudo do tema a ser abordado; observação de aulas com a professora regente; entrevista realizada com a professora à respeito da didática de ensino, dificuldades de ambos, desempenho do aluno, necessidade de uma mudança na metodologia aplicada e o interesse do professor em buscar essa didática diferenciada para uma melhor ministração de aula e para melhoria da aprendizagem dos alunos na disciplina de matemática.
	Este Estágio de Observação tem como finalidade vivenciar as dificuldades enfrentadas por educadores e educandos no processo de ensino aprendizagem na matemática, tendo também como propósito apresentar uma melhoria no processo de ensino, ou seja, não mudar totalmente a didática já utilizada, mas implantar essa nova metodologia, a ludicidade e a dinâmica, no caso torna as aulas divertidas com objetivo de segurar a atenção do aluno. Mostrar aos docentes que essa metodologia diferenciada pode contribuir de uma maneira eficaz no ensino dos discentes, aulas dinâmicas e lúdicas podem surtir um resultado diferente do que se tem obtido com aulas expositivas pois e um método pratico aceitável e não e cansativo para os discentes. 
A educação lúdica, na sua essência, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do adolescente, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio (ALMEIDA, 1994, p.41).
2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: ENSINO E APRENDIZAGEM MATEMÁTICA. TEMA: A INSERÇÃO DE JOGOS NO ENSINO DA EQUAÇÃO DE SEGUNDO GRAU.
Para o Estágio de Observação I optei pela área de concentração I que é a de Ensino e Aprendizagem Matemática com o tema: A ludicidade e a dinâmica como ferramentas no processo de ensino-aprendizagem da matemática. Foi escolhida esta área de concentração, pois não só na minha vivência escolar, mas também na acadêmica, e visível a dificuldade apresentada pelos alunos na disciplina, o que consequentemente torna o trabalho do docente ainda mais complexo. 
Com isso, confirmasse a abordagem de Vygotsky (2005), onde defendia a ideia dualista considerando que a aprendizagem e o desenvolvimento são processos que dependem um do outro e ao mesmo tempo levava em conta que aprendizagem e desenvolvimento coexistiam.
No decorrer do estágio observei a dificuldade apresentada pelos alunos em aprender e consequentemente a dificuldade do professor em passar certos conhecimentos para os mesmos. Essa dificuldade está presente somente na capacidade intelectual do aluno, ou é possível desenvolver um novo método de ensino capaz de extrair melhor o potencial de ambos, tanto do professor (pois terá uma metodologia de ensino diferenciada) e do aluno( por aceitar de uma maneira prazerosa a maneira de ensinar matemática. 
	Para entender essa questão foi necessária a busca de conhecimentos por vygotsky, que desenvolveram estudos sobre a relação ensino-aprendizagem e desenvolvimento:
Sabe-se, no trabalho com a educação apresentam-se inúmeras técnicas, aplicadas em sala de aula, interferem sobre os processos de aprendizagem. São dinâmicas de grupo para o contexto especifico de sala de aula, técnicas que envolvem formação de duplas, de grupos de estudo ou equipes de trabalho e permitem que os alunos pratiquem o serviço grupal. No processo educativo a didática de sala aula adquire, por meio de técnicas grupais, novos métodos de ensino e, assim, os professores passam a obter melhores resultados em seus estudos e trabalhos.(2012, p. 19).
	Durante o estágio, observei que a interação aluno e professor ainda são muito pequenos, a metodologia utilizada em sala de aula infelizmente não desperta no educando certo interesse, o que dificulta a relação professor aluno, ou seja, mesmo com tantos avanços tecnológicos e científicos as aulas ainda permanecem de certa forma aos olhos dos discentes, cansativas, repetitivas e monótonas. Com isso, nota-se que o ensino aprendizagem na matemática ainda é muito vago, pois o professor limita-se a apresentar apenas o que está em seu cronograma de uma maneira expositiva, sem se preocupar se o discente está ou não adquirindo conhecimento, isto é, se o aluno está tendo um resultado positivo. Desta maneira, foi notório que novas formas de ensinar e aprender conteúdos matemáticos devem ser uma das preocupações dos futuros docentes.
Sabe-se que a típica aula de matemática a nível de primeiro, segundo e terceiro graus ainda é uma aula expositiva, em que o professor passa para o quadro negroaquilo que ele julgar importante. O aluno por sua vez, copia da lousa para seu caderno e em seguida procura fazer exercícios de aplicação, que nada mais são do que uma repetição na aplicação de um modelo de solução apresentado pelo professor. Essa prática revela a concepção de que é possível aprender matemática através de um processo de transmissão de conhecimento. Mais ainda, de que a resolução de problemas reduz-se a procedimentos determinados pelo professor. (D’AMBRÓSIO, 1989, p. 15). 
	Sendo assim, percebi quão importante será a mudança no método de ensinar a matemática através de aulas lúdicas e dinâmicas, onde alunos e professores verão a diferença no quesito aprendizagem, os educandos terão um despertar muito maior no aprender e consequentemente os educadores terão uma satisfação grandiosa em repassar conhecimentos, pois a aceitação dos alunos será muito maior . 
	A educação lúdica, na sua essência, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do adolescente, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio (ALMEIDA, 1994, p.41).
	
	Foi observado no decorrer do estágio, que apenas aulas expositivas não são suficientes para o processo de ensino aprendizagem, tornando evidente que é necessário a utilização da criatividade do professor em deixar suas aulas lúdicas e dinâmicas, pois algumas características dos mesmos evidenciam suas qualidades educativas e potencializam sua utilização no processo de ensino aprendizagem.
	
	Desta maneira durante o estágio nas turmas, ficou notório que a importância de uma didática diferenciada em sala, nas aulas de não mais como uma disciplina de difícil aprendizagem, mas como algo de importância fundamental. Sendo assim a inserção de jogos em conteúdos matemáticos em sala só matemática, Assim é de suma importância que os educandos tenham um olhar diferenciado para a disciplina, pois é nessa mudança de etapa que os mesmos a começam decidir a profissão que irão exercer. É muito importante que os mesmos visem à matemática tende a reverter o quadro de reprovação na matéria, agregar conhecimentos diferenciados para os alunos, além de reverter uma visão negativa que grande parte dos educandos tem fora a interação que ficará muito maior entre aluno e professor.
	Como podemos compreender através de Vygotsky que a aprendizagem e o desenvolvimento andam juntos alimentando uma cadeia em construção, onde um alimenta o outro fortalecendo esse processo muito importante para os alunos.
Para Vygotsky (1984, p.103) “a aprendizagem e o desenvolvimento estão estritamente relacionados, sendo que as crianças se inter-relacionam com o meio objetal e social, internalizando o conhecimento advindo de um processo de construção.” Portanto, para que ocorra aprendizagem é preciso que uma série de fatores se interligue. E através da junção de vários meios (familiares, sociais, escolares) que a criança desenvolve também a aprendizagem.
3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO
O estágio foi desenvolvido em sala de aula, mas também envolveu pesquisa bibliográfica para a construção do referencial teórico visando o exame do tema “A ludicidade e a dinâmica como ferramentas para ensino-aprendizagem da matemática,”.
O estágio ocorreu na Escola Estadual Professor Sebastião Augusto Loureiro Filho, localizada na Rua Curaçao, bairro Nova Cidade, Conjunto Cidadão XII, onde as séries correspondem ao ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA). Ao todo são 107 funcionários, a escola em si compõe 25 salas de aula, sala de diretoria, sala de professores, laboratório de informática, sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE), quadra de esporte coberta, quadra de esportes descoberta, cozinha, biblioteca, banheiro fora do prédio, banheiro dentro do prédio, banheiro adequado a alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, sala de secretaria e refeitório. Equipada por computadores administrativos, computadores para alunos, tv, dvd e impressora.
Os dados foram fornecidos através de idas ao local onde foi realizado o estágio, através de observações e diálogos rápidos com professor da disciplina e alunos. Na coleta de dados já foi notório a falta de interação entre alunos e professor. De antemão houve a percepção da metodologia aplicada pelo docente nas turmas: somente aulas correntes e expositivas. Com base nas observações realizadas no decorrer da coleta de dados foi utilizada a forma de intervenção através da entrevista.
4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO 
O Estagio me proporcionou um conhecimento impar das dificuldades que irei enfrentar como docente, mas também mi deu uma visão diferenciada de que e possível, sim, ensinar a matemática de uma maneira alegre e divertida. Apesar das dificuldades encontradas estou satisfeito com a minha observação, pois através dela pude trocar ideias e ajudar a melhorar a metodologia da professora. Na entrevista conheci um pouco mais minha supervisora de estagio e uma professora com 8 anos de experiência graduada em matemática, foi através da entrevista que tive a percepção que nem sempre teremos todos os recursos necessários para termos um bom desempenho em sala de aula, pude perceber que por mais que o docente se esforce para levar uma aula de primeira tem que ter a participação e compreensão dos alunos. No inicio do meu estagio confesso que fiquei com medo, pois nunca havia passado por essa experiência, era tudo novo para mim, apesar de líder com um grande numero de pessoas no meu trabalho, fiquei nervoso depois fui mi soltando, e passei a compreender o papel principal de um professor em sala de aula.
Ser professor de matemática e uma arte que nem todos estão preparados, pois nem todos os alunos aprendem com facilidade, e um conjunto que deve ser construído no dia-a-dia. A matemática precisa ser ensinada de uma maneira clara objetiva e divertida, a matemática não e um bicho de sete cabeças, precisamos tirar o medo e passar o conteúdo com segurança e criatividade para o desenvolvimento dos nossos jovens.
REFERÊNCIAS 	
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D’AMBROSIO, B. S. Como ensinar matemática hoje? Temas e debates. SBEM. Ano II. N2. Brasília. 1989. P. 15-19.
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BRASIL/MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 1997.
Referencial Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 1-3.OLIVEIRA, M. K. de.  Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1995
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PIAGET, J. Psicologia e Pedagogia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1976. 
RINO, J. O Jogo, Interações e Matemática, Associação de Professores de Matemática, 2004.
STRAPASON, L. P. R. O uso de jogos como estratégia de ensino e aprendizagem da matemática do 1º ano do ensino médio. 
VYGOTSKY, L. S. Aprendizagem e Desenvolvimento Intelectual na Idade Escolar. In: Psicologia e pedagogia: bases psicológicas da aprendizagem e dodesenvolvimento/Alexis Leontiev... [et AL.]; Tradução de Rubens Eduardo Frias. São Paulo. Centauro. 2005.

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