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1 
 
 
 
 
 
Introdução 
Caro(a) estudante, nosso cérebro é um órgão impressionante. A todo 
momento, cientistas e pesquisadores do mundo inteiro descobrem novas 
funções e potencialidades que nem pensávamos existir. Para nossa sorte, o mais 
interessante é que, juntamente com essas descobertas, ganhamos ferramentas 
que aguçam nossos sentidos e percepções. Assim, podemos avançar na 
evolução de nossos skills. 
Nesta unidade, aprenderemos de que maneira podemos aplicar as 
metodologias de desenvolvimento da criatividade nas coisas mais básicas e 
cotidianas da nossa vida pessoal e profissional. Além disso, entenderemos e 
dominaremos as ferramentas utilizadas para aguçar a criatividade, por meio da 
análise das estruturas organizacionais para inovação e das novidades 
relacionadas ao processo do pensamento criativo. 
1. Ferramentas de criatividade 
O cérebro sempre foi um assunto de interesse de cientistas e 
pesquisadores. Até pouco tempo atrás, sabíamos apenas algumas coisas sobre 
 
2 
as funcionalidades desse órgão. Nesse sentido, apesar de vastamente descrito 
na literatura, o cérebro só foi ser estudado e entendido com mais profundidade 
na história moderna. Segundo Souza (2020, on-line): 
O cérebro é o órgão mais complexo do organismo, situando-se na fronteira 
da biologia e da psicologia. Ao mesmo tempo em que é o centro 
controlador de todos os outros órgãos do corpo, possui funções mentais 
superiores que definem as características básicas do homem. Por isso, 
surgem muitas dificuldades na definição de suas estruturas e respectivas 
junções. Devido à natureza da maioria das descobertas das últimas 
décadas, o conhecimento atual da função cerebral está sob grande 
influência estruturalista. 
A evolução desses estudos se deu na era moderna, portanto, aqui, 
tentaremos entender melhor como chegamos ao desenvolvimento de todas as 
ferramentas que temos disponíveis na atualidade. 
 
1.1 O que são as ferramentas de criatividade 
Utilizamos algumas técnicas e metodologias desenvolvidas por 
especialistas e pesquisadores para aguçar e melhorar nossa criatividade, e 
implementar uma gestão de inovação. Aqui, falaremos de várias, mas 
estudaremos com mais afinco somente algumas delas. 
Os métodos, técnicas e ferramentas para inovação são os meios 
fundamentais para aumentar a competitividade e podem ser definidos 
como o conjunto de métodos, técnicas e ferramentas que suportam o 
processo de inovação nas empresas, ajudando-as de forma sistemática 
para atender novos desafios do mercado. 
(BUCHELE et al., 2015, p. 8) 
Em geral, as ferramentas de geração de ideias são destinadas a grupos 
de pessoas que trabalham juntas ou a indivíduos de vários lugares que 
 
3 
participam de um grupo heterogêneo. Porém, as ferramentas de criatividade são 
utilizadas em grupos. 
Neste material, abordaremos brevemente cada uma das ferramentas, 
aprofundando apenas algumas mais específicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: magicpictures / 123RF. 
 
Ferramenta de organização de pensamentos e ideias por meio da 
cognição imagética. É um diagrama, planejado pelo escritor inglês Tony Buzan, 
voltado à gestão de informações e à solução de dilemas e dificuldades. É muito 
utilizado na criação de manuais, livros, palestras etc. Com o máximo de detalhes 
 
4 
possíveis, os mapas mentais procuram reproduzir o relacionamento conceitual 
que circula no ambiente corporativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: hakinmhan / 123RF. 
Ensina a investir em mercados que ainda não foram explorados, por meio 
da análise de cases, a exemplo do Cirque du Soleil, que redefiniu o conceito de 
circo ao redor do mundo. W. Chan Kim e Renée Mauborgne, professores e 
estrategistas, são também profissionais de marketing e empreendedores que 
orientam como agir em um mar “cheio de tubarões”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Fonte: julynx / 123RF. 
 
Técnica que define aquilo que é bom ou não e sobre o que vale a pena 
ser observado e refletido. Assim, é possível gerar pelo menos três ideias para 
uma mesma situação. Positivo: aquilo que gostamos na ideia; Negativo: aquilo 
que não gostamos na ideia; Interessante: o que achamos interessante e que 
merece ponderação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: rawpixel / 123RF. 
 
Em geral, um grupo composto por seis pessoas, no mínimo, deve 
escrever em uma folha de papel três ideias interessantes a respeito do projeto. 
A folha vai sendo passada pelas pessoas, sempre à direita; quem recebe o papel 
complementa as ideias anteriores. O brainwriting permite gerar até 108 novas 
ideias em apenas meia hora. 
 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Aleksandr Davydov / 123RF. 
 
 
Técnica criada para ser utilizada em grandes grupos, com subgrupos de 
mediadores. As propostas sugeridas pelos grupos são levadas aos mediadores, 
até que se ache uma solução para determinado problema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: naschy / 123RF. 
 
7 
A técnica “seis chapéus do pensamento”, desenvolvida pelo escritor 
maltês Edward de Bono para incentivar o pensamento lateral, tem como objetivo 
observar o problema de todos os lados e perspectivas. Seis chapéus simbólicos, 
de cores diferentes, são distribuídos, um para cada participante, em sessões 
alternadas, em que todos devem estar presentes. Cada cor define um tipo de 
personalidade que o usuário deve eleger para analisar o problema: branco: visão 
neutra e objetiva, com base em fatos e números; vermelho: visão emocional e 
intuitiva; preto: visão de cuidado e precaução (negativa); amarelo: visão otimista 
e pensamento positivo; verde: visão criativa e de novas ideias; azul: visão calma 
e de organização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: dizanna / 123RF. 
Basicamente, a ferramenta elabora cinco perguntas para a solução de um 
problema: what? (o quê?); when? (quando?); who? (quem?); where? (onde?); e 
why? (por quê?). 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: tumsasedgars / 123RF. 
 
Importante ferramenta de criatividade na atualidade, utilizada para 
vendas, pois as histórias geram comoção, vínculo e identificação. 
Consequentemente, é uma maneira de criar um relacionamento mais positivo 
com o público-alvo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Artur Szczybylo / 123RF. 
 
9 
Em geral, baseia-se em dois cenários: catástrofe e ideal. Cenário-ideal: 
consiste em retratar como o problema em pauta seria “acertadamente” resolvido; 
cenário-catástrofe: consiste em projetar a pior conjuntura possível para o mesmo 
problema, sendo extremamente exagerado com relação aos resultados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: cienpies / 123RF. 
 
Uma das ferramentas mais conhecidas na atualidade, propõe mudar o 
foco e o olhar, envolvendo a equipe, desde o processo de desenvolvimento do 
produto (ou do serviço) até a entrega de soluções. 
Essas são algumas das ferramentas que mais utilizamos para aguçar e 
despertar nossa criatividade. 
Quando falamos em nos reinventar, devemos procurar interagir com todos 
os tipos de pessoas. Tendo isso em vista, que tal você juntar algumas pessoas, 
mesmo que seja a distância, por conferência de vídeo, por exemplo, e testar 
 
10 
essas ferramentas? Você vai se surpreender quando perceber que isso pode 
ajudar a consolidar alguns pensamentos e ideias perdidas. 
1.2 Brainstorming 
O conceito de brainstorming (“tempestade de ideias”) foi inicialmente 
proposto pelo publicitário norte-americano Alex Faickney Osborn, em 1939, mas 
publicado apenas em 1953. De acordo com Buchele et al. (2015, p. 9), Osborn 
argumentava que “esse MTF-I (método, técnica e ferramenta) aumenta a 
qualidade e a quantidade das ideias geradas pelos membros do grupo”. 
A geração de ideias é apenas uma fase desse processo, entre criatividade 
e inovação. São inúmeras as empresas que consideram essa ferramentaa mais 
eficaz para tal propósito. Segundo Mazzotti, Broega e Gomes (2012, p. 2981, 
tradução nossa): 
A técnica de brainstorming é utilizada com a finalidade de gerar o maior 
número de ideias possíveis acerca de um determinado tema ou questão. O 
exercício tradicional propõe que um grupo de pessoas, preferencialmente 
de áreas e competências diferentes, se reúnam a fim de colaborar para uma 
“tempestade de ideias”, onde as diferenças e experiências de cada uma 
somadas e associadas às dos outros, formem um longo processo de 
sugestões e discussões. 
Cansado das mesmices das campanhas publicitárias de seus 
colaboradores, Osborn afirmava que a quantidade de ideias também era 
primordial para a inovação. O publicitário dizia que, por meio da sabedoria da 
ideação abundante, era necessário considerar mesmo as ideias mais malucas, 
sem nenhum pré-julgamento. O pensamento lateral faz parte da técnica de 
brainstorming. 
 
 
 
 
11 
 
Brainstorming 
Técnica para uso em equipe, geralmente composta por pessoas 
especialmente diferentes, com o maior potencial de ideias, desde as mais 
absurdas até as mais coerentes. É utilizada, principalmente, para a solução de 
problemas dentro do mundo corporativo. Saiba mais em: 
https://youtu.be/UCgk_u9Cc6E . 
Fonte: Elaborado pela autora. 
 
 O pensamento lateral nada mais é do que uma atitude, uma maneira de 
organizar a informação e gerar ideias por caminhos inovadores e inéditos. 
2. Comunicação e marketing criativos 
Ao afirmarmos que a criatividade não depende de tecnologias avançadas, 
é possível concluir que, às vezes, ela se encontra nas pequenas coisas. A 
criatividade pode estar na esquina, em que um vendedor ambulante vende suas 
balas com um lembrete original, ou na maneira que um fruteiro encontra para 
expor suas frutas na feira. Ainda, ela pode estar nos desfiles de grandes 
estilistas, no caminho do trabalho para casa etc. 
Assim, dizer que a criatividade se encontra apenas em aplicativos, 
computadores etc. é limitar demais o potencial das ideias. 
Pensando assim, a criatividade é um elemento básico para muitas 
pessoas ligadas à publicidade e à propaganda. De acordo com Kotler e 
Armstrong (2008, p. 27), marketing é “o processo social e gerencial pelo qual 
indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, da 
oferta e da troca de produtos de valor com outros”. Portanto, é um processo por 
meio do qual as pessoas trocam produtos, objetos, desejos, sonhos, dinheiro 
https://youtu.be/UCgk_u9Cc6E
 
12 
etc. E quais são as metodologias mais utilizadas para vender? A publicidade e a 
propaganda precisam atingir o inconsciente do consumidor e, para tanto, muitas 
campanhas que temos hoje em dia envolvem a psicologia e o marketing criativo. 
Tempos atrás, uma conhecida rede de fast-food pintou de amarelo a faixa 
de pedestres de uma rua de Zurique, na Suíça, em frente à sua loja, de modo a 
fazer alusão a um saco de batatas fritas. Essa ação ganhou notoriedade no 
mundo todo. 
Segundo Bragança et al. (2016, p. 6): 
Para que a inovação aconteça em uma determinada área do conhecimento, 
as mudanças devem acontecer desde a formação acadêmica. Se as 
organizações mudam, modernizam-se, a formação acadêmica deve 
acompanhar essas mudanças. E não se trata apenas de uma reciclagem, 
mas, sim, da incorporação de novas práticas em novos contextos. 
Faz-se necessário, portanto, um embasamento geral, que diz respeito a 
como podemos processar a criação e a geração de ideias, de modo a 
implementá-las corretamente. 
Por meio do marketing, o olhar deve despertar para situações e momentos 
inusitados. As campanhas e as ações pelas quais nos interessamos devem ser 
revistas com um olhar mais apurado. 
 
3. Estrutura e cultura organizacional para 
inovação 
 A sociedade atual apresenta-se de maneira extremamente competitiva, 
diante disso, a inovação é a solução ideal para atender às demandas do 
cotidiano. Nesse sentido, as empresas precisam se adaptar e se reinventar 
diariamente, caso desejem prosperar nos negócios. 
A inovação esteve presente em todos os momentos da história, nas mais 
diversas áreas possíveis. Na esfera organizacional, as inovações têm papel 
 
13 
fundamental. O progresso depende de sujeitos inovadores, que implementem 
novas ideias, vencendo desafios cotidianos. De acordo com Arruda (2017, p. 61): 
A inovação através de modelos de negócio é um campo em rápida 
evolução, apesar de não ser exatamente uma novidade. Segundo 
Osterwalder e Pigneur, podemos apontá-la em diversos momentos da 
história, como, por exemplo, no século XV, quando Gutemberg buscou 
aplicações práticas para seu então recém-criado artefato mecânico para 
impressão, revolucionando todo o processo de transmissão da informação 
de uma era. Outro exemplo pode ser dado ainda na década de 50, quando 
os fundadores da Diners Club disseminaram o uso do cartão de crédito. 
A inovação muda a maneira de agir, criar, entregar e aprender valores. 
Ela não vem com um manual de instruções, assim, cabe a nós criarmos essa 
filosofia, em qualquer tempo ou lugar. 
No Império Romano, houve uma grande inovação com a construção do 
Coliseu, local em que aconteciam os “jogos” com escravos. Até hoje, nossos 
estádios são inspirados no Coliseu, que teve sua construção iniciada no ano 70 
d.C. 
Ainda segundo Arruda (2017, p. 61), 
em uma outra frente de ação para a inovação, temos o campo do design. 
Ao ampliar seu escopo de atuação nos últimos anos, a disciplina vem sendo 
propagada, ao longo da evolução e do desenvolvimento da economia e 
sociedade pós-moderna, como sendo uma ferramenta estratégica de 
desenvolvimento social, econômico e de competitividade – saindo de um 
processo exclusivamente operacional de produção para integrar núcleos 
estratégicos das empresas. 
O design se apresenta hoje como uma das principais ferramentas para os 
recursos organizacionais de uma empresa, antecipando cenários futuros e 
atuando na competitividade empresarial, por meio de ferramentas que abordam 
questões mais abstratas e multifacetadas, tais como design estratégico, 
 
14 
metadesign e design thinking. Aqui, especialmente, trataremos da abordagem 
do design thinking. 
4. Design thinking 
 Durante toda nossa vida, como alunos ou profissionais, atualizamos e 
aumentamos nosso repertório de conhecimentos. Porém, é certo que alguns de 
vocês já devem ter ouvido falar de design thinking. O que seria isso? 
Falar de design thinking é falar de Tim Brown, designer inglês, fundador 
da IDEO, empresa de consultoria de inovação e criatividade, com escritórios na 
Alemanha, na China, na Inglaterra, no Japão e nos Estados Unidos. Brown é um 
dos principais idealizadores do design thinking. 
 
Tim Brown e design thinking 
“A mensagem é que o design thinking precisa ser praticado nos dois lados da 
mesa: pela equipe de design, obviamente, mas também pelo cliente. Eu já perdi 
a conta do número de clientes que entraram pisando duro, dizendo ‘crie para nós 
o próximo iPod’, mas, provavelmente, já ouvi o mesmo número de designers 
respondendo (baixinho) ‘me dá o próximo Steve Jobs’. A diferença entre um 
briefing de design com nível exato de restrições e um briefing vago ou restrito 
demais pode ser a diferença entre uma equipe entusiástica gerando ideias 
revolucionárias e uma equipe entregando versões exaustas de ideias 
existentes”. 
Fonte: Brown (2010, p. 24-25). 
 
Conforme nos explica Brown (2010, p. 3): 
O design thinking representa o próximo passo, que é colocar essas 
ferramentas nas mãos de pessoas que talvez nunca tenham pensado em si 
mesmas como designers e aplicá-las a uma variedade muito mais ampla de 
problemas. 
 
15 
Primeiramente, você deve estar pensando: por que eu, que não sou 
designer, preciso aprender essa ferramenta? Antes de mais nada, precisamos 
conhecer o público-alvo e o problema,dessa forma, a solução aparecerá com 
mais facilidade. De acordo com Ambrose e Harris (2011, p. 35): 
Existem vários métodos de coleta de dados para gerar informações 
quantitativas e qualitativas. Essas informações, por sua vez, oferecem 
diferentes meios de identificar, determinar e dissecar as atitudes e os 
comportamentos do público-alvo, além de ajudarem a entender a 
abordagem de design adotada por produtos, marcas e empresas 
concorrentes. 
A etapa de definição, o briefing, é justamente a que estabelece o que 
precisamos para que o projeto seja bem-sucedido. Logo em seguida, está a 
etapa de pesquisa, que investiga os elementos necessários e realiza as 
entrevistas com os possíveis usuários, buscando identificar, também, eventuais 
problemas futuros. 
A etapa seguinte produz novas ideias dentro do time, talvez até por meio 
de brainstorming. A partir daí, os testes de protótipos estarão disponíveis para 
serem analisados por um grupo de usuários e de stakeholders (acionistas), a fim 
de chegar ao produto final e à aprovação dos clientes. 
Embora esse processo seja aparentemente linear, as etapas vão e vêm, 
podendo ocorrer reformulações: 
 
16 
 
Figura : Processo de design thinking 
Fonte: cienpies / 123RF. 
Para que o design thinking seja eficaz, precisamos, primeiramente, 
identificar o problema e o público-alvo, a fim de reunirmos todos os tipos de 
informações possíveis. Essa é a etapa de briefing, ou seja, é o momento de 
coletar informações e dados, para que seja possível o desenvolvimento do 
produto ou do serviço. Segundo Ambrose e Harris (2011, p. 12): 
A seleção trata das soluções propostas analisadas em relação ao objetivo 
de design do briefing. Algumas soluções podem ser viáveis, mas não as 
melhores. A implementação trata do desenvolvimento do design e de sua 
entrega final ao cliente. 
Somente com a aprovação do público-alvo podemos ter a certeza de que 
o objetivo inicial do briefing foi atingido. Devemos lembrar que, às vezes, o 
público-alvo ainda não sabe o que quer, até que você apresente seu produto ou 
serviço a ele. 
 
17 
 
 
 
 
Design thinking e projetos da atualidade 
Tim Brown, um dos principais idealizadores do design thinking, fala sobre 
seus projetos e como essa ferramenta é vista na atualidade. Brown afirma que o 
design não é o modo de se fazer objetos, mas uma metodologia para resolver 
problemas e criar inovações capazes de mudar o mundo. Fique por dentro, 
acesse: 
https://www.ted.com/talks/tim_brown_designers_think_big?language=pt-br#t-
17791. 
Fonte: Elaborado pela autora. 
 
 Portanto, o design thinking revoluciona a maneira de pensar, por meio de 
um processo que abrange diferentes etapas (empatia, definição, idealização, 
protótipo e teste), sem deixar que ocorram falhas no desenvolvimento do produto 
ou do serviço. 
5 Método Agile e ferramenta Scrum 
O método Agile (ou “manifesto ágil”) acredita que facilitar mudanças é 
uma ação mais efetiva do que a prevenção. Ou seja, é mais significativo confiar 
nas habilidades de preparação contra fatalidades. De acordo com Benzecry 
(2017, p. 14), 
“Gerenciamento ágil de projetos” é um termo que vem ganhando força nas 
últimas décadas, baseado em um conjunto de práticas, ferramentas e 
técnicas chamado de métodos ágeis. Agilidade ou ser ágil não é 
https://www.ted.com/talks/tim_brown_designers_think_big?language=pt-br#t-17791
https://www.ted.com/talks/tim_brown_designers_think_big?language=pt-br#t-17791
 
18 
simplesmente um adjetivo ou um método pronto, é uma competência de 
equipes em ambientes de gerenciamento de projetos. 
Logo, a fim de que essa competência esteja presente nas organizações, 
a cultura e estrutura organizacionais, as práticas, as ferramentas e técnicas de 
gerenciamento, o ambiente de negócios, as vivências, os soft e hard skills de 
integrantes, as convicções e as incitações, tudo isso ser considerado. Ademais, 
é necessário otimizar as relações e as responsabilidades de cada um no 
processo criativo, estudando-se o grupo de procedimentos, processos, condutas 
e ferramentas que utilizamos na criação de produtos e serviços. 
 
Figura: Método Agile 
Fonte: 301librarians / 123RF. 
 
 Segundo Benzecry (2017, p. 15), 
agilidade é a habilidade de criar e responder às mudanças, de maneira 
lucrativa, em um ambiente turbulento de negócios. Ágil é a qualidade de ser 
 
19 
ágil, estar de prontidão para movimentar-se, vivacidade, atividade e 
destreza para movimentar-se. 
Por meio da comunidade internacional de desenvolvimento de sistemas 
de informação, o gerenciamento ágil de projetos foi extensivamente divulgado. 
Assim, foi concebida uma rede chamada Aliança Ágil, fundada por 17 
especialistas em processos de desenvolvimento de software. 
Já o método Scrum tem como base a teoria de controle de processos 
empíricos. Sua abordagem é reiterada e fomentada para otimizar a perspectiva 
de controle de possíveis riscos. Ainda, envolve a construção de cada parte do 
sistema, permitindo a edificação de conjuntos de funcionalidades até que o 
produto (ou o serviço) chegue ao cliente final. O método Scrum admite a 
viabilidade do insucesso na primeira vez, permitindo o feedback de seu público-
alvo e o aperfeiçoamento em uma próxima etapa. 
O uso dessa metodologia prevê um constante exame do software em 
produção a cada sprint, que pode durar de uma semana a um mês. O sprint é o 
principal elemento do método Scrum. O que vai determinar o desenvolvimento 
de um sistema são justamente as necessidades da empresa ou do negócio. As 
equipes são obrigadas a se organizar de maneira a determinar as funções de 
maior prioridade, até a entrega do software. 
As metodologias são diversas e diferem quanto ao número de pessoas 
envolvidas no grupo, à aplicação, às regras e aos conceitos. Mas temos várias 
técnicas que podem ajudar no seu projeto. Seja um produto, seja um serviço, 
pessoal ou profissional, aqui você encontra as ferramentas que estava 
buscando. 
 
Livro: Um chute na rotina 
Autor: Roger Von Oech 
Ano: 2003 
 
20 
Editora: Cultura Editores Associados 
ISBN: 9788529300221 
Comentário: O conteúdo do livro analisa o processo criativo e, para fazer isso, 
utiliza quatro “personagens”, que seriam, basicamente, o explorador (sempre em 
busca de novas vivências), o artista (que percorre o caminho das ideias), o juiz 
(que tem o papel de julgar e decidir) e o guerreiro (que vai à luta para colocar as 
ideias em prática). A obra traz uma série de estratégias práticas para fazer a 
criatividade tomar corpo na sua rotina. 
 
Considerações finais 
Caro(a) estudante, conseguimos compreender como funciona nosso 
cérebro em relação à criatividade e à inovação. Pudemos, então, conhecer as 
ferramentas utilizadas para acionar a criatividade. 
Além disso, analisamos as estruturas organizacionais para inovação e 
estudamos as técnicas e novidades relacionadas ao processo do pensamento 
criativo, nomeando cada método utilizado para aguçar a criatividade. 
 
 
 
AMBROSE, G.; HARRIS, P. Design thinking. Porto Alegre: Bookman, 2011. 
ARRUDA, A. J. V. (org.). Design e complexidade. São Paulo: Blucher, 2017. 
BENZECRY, F. S. Metodologias ágeis para gerenciamento de projetos de 
inovação e pesquisa e desenvolvimento. 2017. 51 f. Trabalho de Conclusão 
de Curso (Especialização em Gerenciamento de Projetos) – Fundação Getúlio 
 
21 
Vargas, Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: 
https://www15.fgv.br/network/tcchandler.axd?tccid=5498. Acesso em: 7 jun. 
2020. 
BRAGANÇA, F. F. C. et al. Marketing, criatividade e inovação em unidades de 
informação. Revista Brasileira de Marketing, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 237-245, 
abr./jun. 2016. Disponível em: http://www.revistabrasileiramarketing.org/ojs-
2.2.4/index.php/remark/article/view/3277/2344. Acesso em: 7 jun. 2020. 
BROWN, T. Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim 
das velhasideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 
BUCHELE, G. T. et al. Métodos, técnicas e ferramentas para inovação: 
brainstorming no contexto da inovação. In: SEMINÁRIO DE PESQUISA 
INTERDISCIPLINAR, 7., Florianópolis, 2015. Anais […] Florianópolis: Unisul, 
2015. p. 1-21. Disponível em: http://www.unisul.br/wps/wcm/connect/95eb03a8-
996f-4d78-89e7-e2982649e942/artigo_gt-adm_gustavo-pierry-gertrudes-
joao_vii-spi.pdf?MOD=AJPERES. Acesso em: 2 jul. 2020. 
KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing. 12. ed. Campinas: 
Pearson Brasil, 2008. 
MAZZOTTI, K.; BROEGA, A. C., GOMES, L. V. N. The Creativity Exploration, 
Through the Use of Brainstorming Technique, Adapted to the Process of Creation 
in Fashion. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE MODA E DESIGN, 1., 2012, 
Braga. Anais [...]. Braga: Universidade do Minho, 2012. p. 2979-2987. Disponível 
em: 
https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/21798/2/330%20_%20ORI
GINAL.pdf. Acesso em: 2 jul. 2020. 
SOUZA, F. P. de. O conhecimento atual do cérebro é ainda estruturalista. 
Laboratório de Biodiversidade e Evolução Molecular, [2020]. Disponível em: 
http://labs.icb.ufmg.br/lpf/3-5.html . Acesso em: 14 jul. 2020. 
https://www15.fgv.br/network/tcchandler.axd?tccid=5498
http://www.revistabrasileiramarketing.org/ojs-2.2.4/index.php/remark/article/view/3277/2344
http://www.revistabrasileiramarketing.org/ojs-2.2.4/index.php/remark/article/view/3277/2344
http://www.unisul.br/wps/wcm/connect/95eb03a8-996f-4d78-89e7-e2982649e942/artigo_gt-adm_gustavo-pierry-gertrudes-joao_vii-spi.pdf?MOD=AJPERES
http://www.unisul.br/wps/wcm/connect/95eb03a8-996f-4d78-89e7-e2982649e942/artigo_gt-adm_gustavo-pierry-gertrudes-joao_vii-spi.pdf?MOD=AJPERES
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https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/21798/2/330%20_%20ORIGINAL.pdf
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http://labs.icb.ufmg.br/lpf/3-5.html
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