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Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física, dimensionamento dos equipamentos Apresentação O planejamento dos setores do serviço de alimentação, e seu dimensionamento, deve ser feito com base nas características e necessidades da unidade de alimentação e nutrição (UAN) ou da unidade produtora de refeições (UPR) que será implantada. Portanto, caracteriza-se como um trabalho minucioso, em que vários fatores devem ser verificados, como o número de refeições a ser servido, o padrão do cardápio, a disponibilidade financeira e outros tão importantes para o planejamento físico-funcional adequado, que facilite o trabalho dos colaboradores, aumente a produtividade da UAN, evite acidentes de trabalho e forneça um serviço de qualidade aos clientes. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai identificar os principais setores de um serviço de alimentação, conhecer como ocorre o dimensionamento do ambiente físico e verificar o processo de seleção e dimensionamento dos equipamentos. Bons estudos. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os principais setores do serviço de alimentação.• Reconhecer como ocorre o dimensionamento do ambiente físico.• Verificar o processo de seleção e dimensionamento dos equipamentos.• Desafio Na equipe de planejamento, a presença do nutricionista é fundamental, pois este tem o conhecimento das necessidades de uma UAN/UPR e dos fatores que influenciam no dimensionamento, permitindo que a execução dos cardápios seja adequada tanto do ponto de vista higiênico-sanitário quanto do ponto de vista nutricional e sensorial. Veja no quadro a segur os índices para o dimensionamento da área total e dos setores para a produção de 100, 300, 500, 1.000 e 3.000 refeições/dia. Índices para distribuição do percentual da área total de acordo com o número de refeições. Área total ou setores 100 refeições 300 refeições 500 refeições 1.000 refeições 3.000 refeições Área total 1,96 1,01 1,02 0,85 0,51 Área total, excluindo o refeitório 1,09 0,55 0,56 0,39 0,24 Setor de produção 0,28 0,10 0,15 0,11 0,06 Setor de armazenamento 0,20 0,07 0,05 0,02 0,02 Refeitório 1,62 1,46 1,28 1,36 1,27 Para o cálculo da área total ou de cada setor, utilizando os dados demonstrados no quadro, deve-se multiplicar o índice pelo número de refeições. Já para o cálculo da área total do refeitório, deve-se multiplicar os índices pelo número de assentos. Por exemplo: cálculo da área total de uma unidade que produz 500 refeições por dia e tem um padrão de cardápio luxo. Fórmula: índice x no refeições produzidas 1,02 x 500 = área total de 510 m2 Também, de acordo com o padrão de cardápio oferecido, há necessidade de acréscimo de 5% da área em UAN/UPR de cardápio médio e popular e 10% de cardápio luxo. Área total = 510 m2 + 10% Área total= 561 m2 Lanzilotti (1973 apud Pinheiro-Sant'Ana [2012]) determina os seguintes percentuais para distribuição geral dos setores: Estocagem: 10% a 12% da área total planejada; Preparo: 16% a 20% da área total planejada; Higienização: 6% a 8% da área total planejada; Distribuição: 45% a 48% da área total planejada; Administração: 12% da área total planejada. Exemplo: uma unidade de 561 m2 teria uma área para estocagem de 67,32 m2, utilizando 12% da área total planejada. Fórmula = regra de 3 561 m2 - 100% Estocagem x – 12% Estocagem = 67,32 m2 Você faz parte da equipe de planejamento físico-funcional de uma UAN que servirá em média 1.000 refeições ao dia e prestará serviço para funcionários de uma metalúrgica. Foi definido que o cardápio da unidade será considerado de padrão médio. a) Calcule a área total da unidade a ser implantada, utilizando os índices do quadro. b) Distribua todos os setores, utilizando os valores percentuais demonstrados anteriormente. Infográfico Neste Infográfico, você vai conhecer os setores de uma UAN/UPR e suas características. Confira. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Conteúdo do livro O dimensionamento dos setores de UANs ou UPRs é um processo complexo e trabalhoso, pois envolve a definição dos setores, o cálculo da área necessária para cada setor, a definição dos equipamentos a serem utilizados e, por fim, o cálculo da área necessária para a instalação destes. A presença do nutricionista é fundamental na equipe de planejamento, pois ele tem o conhecimento das necessidades de uma UAN/UPR e dos fatores que influenciam no dimensionamento, permitindo que a execução dos cardápios seja adequada tanto do ponto de vista higiênico-sanitário quanto do ponto de vista nutricional e sensorial. Na obra Administração aplicada à produção de alimentos, leia o capítulo Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física e dos equipamentos, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, que vai abordar quais são os principais setores de um serviço de alimentação, apresentar como ocorre o dimensionamento do ambiente físico e verificar o processo de seleção e dimensionamento dos equipamentos. Boa leitura. DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO APLICADA À PRODUÇÃO DE ALIMENTOS Lina Sant Anna Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física e dimensionamento dos equipamentos Objetivos de aprendizagem Ao final deste capítulo, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identi� car os principais setores do serviço de alimentação. Reconhecer como ocorre o dimensionamento do ambiente físico. Veri� car o processo de seleção e dimensionamento dos equipamentos. Introdução O planejamento dos setores do serviço de alimentação, e seu dimen- sionamento, deve ser feito com base nas características e necessidades da unidade de alimentação e nutrição (UAN) ou da unidade produtora de refeições (UPR) que será implantada. Portanto, caracteriza-se como um trabalho minucioso, em que vários fatores devem ser verificados, como o número de refeições a ser servido, o padrão do cardápio, a dis- ponibilidade financeira e outros tão importantes para o planejamento físico-funcional adequado, que facilite o trabalho dos colaboradores, aumente a produtividade da UAN, evite acidentes de trabalho e forneça um serviço de qualidade aos clientes. Neste capítulo, você vai identificar os principais setores de um ser- viço de alimentação, conhecer como ocorre o dimensionamento do ambiente físico e verificar o processo de seleção e dimensionamento dos equipamentos. Principais setores do serviço de alimentação Uma das primeiras atividades a ser realizada no dimensionamento do setor físico e dos equipamentos é a defi nição dos setores que farão parte da UAN/ UPR. Essa defi nição leva em consideração fatores como tipo e porte da UAN/ UPR, tipo de refeição, estilo de cardápio a ser servido e número de funcionários que irão realizar o trabalho (SANT’ANA, 2012). A partir dessa definição, os setores deverão ser planejados seguindo uma linha de produção o mais racional possível, devendo obedecer um fluxo coe- rente, evitando cruzamentos e retrocessos que comprometam a produção das refeições (TEIXEIRA et al., 2003). Em muitos casos não é possível, ou mesmo viável, a separação dos setores por tipo de preparação, como cereais, leguminosas, carnes e hortaliças. Po- rém, deve-se delimitar os setores dentro de um mesmo setor para que ocorra a manipulação segura de diferentes tipos de alimentos, principalmente dos crus, cozidos e prontos para distribuição (SANT’ANA, 2012). De modo geral, os setores de uma UAN/UPR podem ser divididos da seguinte maneira: 1. Setor de aprovisionamento: ■ setor para recebimento de mercadorias; ■ plataforma de descarga; ■ setor de inspeção, pesagem e higienização; ■ setor para estoque de gêneros à temperatura ambiente; ■ setor para armazenagem refrigerada. 2. Setor de processamento: ■ setor de pré-preparo; ■ setor de cocção; ■ setor de expedição das preparações. 3. Setor de distribuição: ■ copa paradistribuição das refeições; ■ refeitório; ■ setor para higienização de utensílios utilizados pelos clientes; ■ setor para cafezinho ou aperitivos. 4. Setor de higienização e guarda; 5. Sala do nutricionista; 6. Instalações sanitárias; 7. Caixotaria e depósito de material de limpeza; 8. Sala de armazenamento de materiais para eventos; Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...2 9. Setor para guarda de coletores de resíduos; 10. Setor para abastecimento de gás. A seguir, serão descritas as características de cada setor. Setor de aprovisionamento Setor para recebimento de mercadorias e plataforma de descarga O setor para recebimento de mercadorias deve estar situado na área externa à edifi cação, embora seja pertencente a toda a área física do estabelecimento. Portanto, deve ser incluído no planejamento da área física total. O recebimento de mercadorias é realizado na plataforma de descarga, que também deverá situar-se na área externa, próximo ao setor de aprovisionamento, devendo ser de fácil acesso aos fornecedores. A plataforma de descarga é o local onde os caminhões de entrega esta- cionam para a descarga dos gêneros alimentícios e outros, portanto, ela deve ser provida de rampas, visando facilitar o transporte das cargas, além de uma escada lateral, para acesso de pessoal, e marquise, para proteção das merca- dorias no momento da descarga. Ressalta-se também que não deve existir cruzamento das matérias-primas com o local de saída e acondicionamento do lixo (TEIXEIRA et al., 2003; SANT’ANA, 2012). Setor de inspeção, pesagem e higienização Esse local deve constituir-se em um prolongamento da plataforma de descarga, evitando as áreas de circulação. Deve dispor de espaço sufi ciente para acomodar a mercadoria no momento da descarga (MEZOMO, 2002; MANZALLI, 2006). Sant’Ana (2012) também cita a importância de uma sala para o encarregado da recepção, para o desenvolvimento de atividades burocráticas e adminis- trativas como a listagem, a especificação e a quantidade das notas fiscais, além da conferência das mercadorias que foram entregues e o contato com os fornecedores. Setor para estoque de gêneros à temperatura ambiente Esse setor também pode ser denominado de despensa ou almoxarifado. É o setor destinado à estocagem de gêneros que não necessitam refrigeração. Esse 3Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... local deve ser dotado de estrados de madeira fenestrada para melhor ventila- ção, com pés de 0,40 m de altura (MEZOMO, 2002; TEIXEIRA et al., 2003). Mezomo (2002) ressalta que os cereais e outros grãos deverão ficar sobre os estrados de madeira, quando em volume maior, ou empilhados nas prateleiras, afastados da parede, quando em volume menor, no caso em pacotes, caixas ou latas. Os gêneros alimentícios mais antigos deverão sempre ser colocados em cima ou à frente dos mais novos, para serem consumidos em primeiro lugar. O material de limpeza não poderá ser misturado aos alimentos. Também devem ser providenciadas periodicamente a dedetização e a desratização, tomando precaução por retirar os alimentos do local durante o processo (MANZALLI, 2006). Setor para armazenagem refrigerada Esse setor é destinado à armazenagem de gêneros perecíveis ou rapidamente deterioráveis em temperatura ambiente, portanto deve ter condições ideais de temperatura e umidade. O uso de câmaras frias ou refrigeradores e freezers dependerá do dimensionamento e necessidade do serviço, porém a temperatura de armazenagem deve seguir os padrões sanitários estabelecidos. A Portaria CVS 5 de 2013 recomenda as seguintes temperaturas de armazenagem: carnes: até 4º C; sobremesas, massas e produtos prontos: até 4º C; frios e laticínios: até 7º C; hortifruti: até 5º C; ovos: até 10º C (BRASIL, 2013). Em unidades de maior porte, também se utiliza uma antecâmara, que é o local destinado à armazenagem de gêneros perecíveis que serão utilizados no dia, com temperatura de 12º C. É importante ressaltar a importância da separação desses gêneros por tipo. Entretanto, no caso de a unidade possuir apenas uma câmara ou refrigerador, deve ser regulada em função do alimento que necessitar menor temperatura. A necessidade da instalação de câmaras de congelamento (-18º C) dependerá das facilidades de abastecimento, frequência de utilização e quantidade do produto adquirido (MANZALLI, 2006). Sant’Ana (2012) também cita a importância da existência de uma área com a finalidade de abrigar os compressores e condensadores, que é o conjunto de equipamentos utilizado no controle de temperaturas das câmaras frias. Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...4 Devem ficar o mais próximo possível das câmaras e possuir ampla área para ventilação por meio da utilização de tijolos furados, grades na parte externa e paredes até a altura de aproximadamente 1,2 m, sendo o restante comple- mentado com grades. Setor de processamento Setor de pré-preparo Nesse local são realizadas as operações preliminares de produção, como des- cascar, fatiar, aparar, bater e picar. O setor poderá ser subdividido dependendo do porte da unidade, do padrão do cardápio e do contingente de mão-de-obra. A subdivisão pode ser feita em: Setor de carnes: este é importante a qualquer unidade, independente- mente do número de refeições servidas, já que envolve a manipulação de carnes, aves e peixes, ou seja, os alimentos que apresentam maior perigo microbiológico; Setor de verduras: local destinado à escolha, higienização, corte e porcionamento de vegetais folhosos, legumes e tubérculos; Setor de cereais: local destinado à escolha e posterior lavagem de cereais e leguminosas; Setor de massas e confeitaria: local destinado à confecção de massas e doces. Em alguns casos poderá haver um setor de panificação para o preparo de pães; Setor de sobremesas: local destinado ao preparo de sobremesas, su- cos, desjejum e lanches (MEZOMO, 2002; TEIXEIRA et al., 2003; MANZALLI, 2006). Setor de cocção Local destinado à preparação fi nal dos alimentos, devendo situar-se entre as áreas de pré-preparo e de expedição das preparações. Os equipamentos deverão ser organizados seguindo um fl uxo racional. Nessa área devem permanecer apenas os equipamentos destinados ao preparo de alimentos quentes, não devendo haver refrigeradores ou congeladores, pois o calor excessivo com- promete o funcionamento de seus motores e, consequentemente, a garantia da temperatura específi ca a cada gênero alimentício (MANZALLI, 2006). 5Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... Sant’Ana (2012) afirma que esse setor deve ter áreas delimitadas para a preparação de cozidos, grelhados, frituras, refogados e assados. Dessa forma, os equipamentos específicos para cada tipo de cocção podem ser separados, evitando a concentração de calor e de funcionários em um único espaço, reduzindo o desconforto térmico e a chance de acidentes de trabalho. Mezomo (2002) ressalta a importância de que esse setor disponha de uma cuba para higienização das mãos do cozinheiro, dotada de torneira acionada sem o uso das mãos. Setor de expedição das preparações Nesse local, as preparações prontas são encaminhadas às áreas de distribuição; portanto, deve ser contíguo à cozinha. As refeições saem da área de cocção diretamente para a área de distribuição, por meio de carros-transporte, ou pass-through, para abastecimento no balcão de distribuição. Essa área deverá ter o mínimo espaço possível (TEIXEIRA et al., 2003). Setor de distribuição Copa para distribuição das refeições É o local destinado ao porcionamento e à distribuição das refeições, sendo também denominada copa de apoio. Quando se adota o sistema de distribuição tipo self-service, esse setor fi ca inserido no próprio refeitório, cujo planejamento deve ser feito enfatizando esse aspecto (TEIXEIRA et al., 2003). Refeitório É o local onde são realizadasas refeições, podendo ser denominado também salão de refeições. O dimensionamento dessa área está relacionado ao tipo ou modalidade de distribuição de refeições, bem como ao padrão do cardápio. Esse local deve ter espaço sufi ciente para as mesas e cadeiras, com perfeita circulação entre elas. Também é recomendada a instalação de lavatórios (MANZALLI, 2006). Setor para higienização de utensílios utilizados pelos clientes Esse setor deverá ser adjacente ao refeitório, comunicando-se com ele através de um guichê para a recepção do material utilizado pelos clientes. O plane- Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...6 jamento deverá prever a instalação de cubas com torneiras de água quente e fria e prateleiras para guarda do material após a higienização (MEZOMO, 2002; TEIXEIRA et al., 2003). Setor para cafezinho ou aperitivos Como o cafezinho é um hábito alimentar institucionalizado, deve ser previsto um setor para sua confecção e distribuição, a fi m de aumentar o grau de satis- fação do cliente em relação à unidade. Em algumas unidades, principalmente comerciais, também poderá haver um setor ou um pequeno balcão para a distribuição de licores, batidas ou outras bebidas alcoólicas servidas como aperitivo (TEIXEIRA et al., 2003). Setor de higienização e guarda de louças Local destinado à higienização e à guarda de louças, panelas e demais uten- sílios (MEZOMO, 2002). Sala do nutricionista Deve estar localizada em ponto estratégico, com paredes de vidro ou com visor ao redor de toda a extensão da sala a partir de 1 m do piso, devendo também ser um pouco elevada em relação ao nível da cozinha, para melhor visualização das atividades desenvolvidas durante a produção de alimentos (MEZOMO, 2002; TEIXEIRA et al., 2003). Instalações sanitárias dos colaboradores e dos clientes Existem normas técnicas que disciplinam o projeto desse setor, que deve estar isolado, ou seja, não deve ter comunicação direta com os demais setores da unidade. As instalações sanitárias de uso exclusivo dos colaboradores devem ser privativas, adequadas, separadas para ambos os sexos e devem localizar-se de forma que todos os colaboradores tenham que, obrigatoriamente, passar por elas antes de ingressar na área de produção (MANZALLI, 2006; BRASIL, [2007]). As instalações sanitárias de uso dos clientes podem ser divididas por sexo e devem, obrigatoriamente, prever sanitários para o uso de deficientes físicos (BRASIL, [2007]). 7Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... Caixotaria e depósito de material de limpeza Local que se destina à guarda de vasilhames, caixas, engradados e outros, que serão devolvidos posteriormente. Sua localização deverá ser próxima à plataforma de descarga. O depósito do material de limpeza deve ser localizado anexo à sala de inspeção e pesagem ou em áreas isoladas no próprio setor de armazenamento, à temperatura ambiente (MEZOMO, 2002). Sala de armazenamento de materiais para eventos Para Sant’Ana (2012), na maioria das unidades de alimentação institucionais há a necessidade de um local com a fi nalidade de estocar materiais diversos para uso como ornamentação em eventos e datas comemorativas, já que uma das atribuições do nutricionista em UANs, segundo a Resolução nº 380/2005 do Conselho Federal de Nutricionistas, é a organização de eventos. De acordo com a finalidade de sua utilização, essa área deverá estar loca- lizada próxima ao refeitório. Setor para guarda de coletores de resíduos Também denominado de depósito de lixo, é destinado à guarda dos resíduos orgânicos e recicláveis da unidade. Deve estar localizado anexo à caixotaria ou em local que facilite a sua remoção, sendo revestido de material lavável e dotado de esguicho de pressão de água quente própria para a limpeza dos latões de lixo e do ambiente. Os lixos deverão ser coletados em sacos plásti- cos e separados por latões devidamente coloridos e identifi cados. Esse setor também deve ser projetado no sentido de evitar o acesso de pragas e, se for possível, deve ser substituído por uma câmara fria para retardar a proliferação de bactérias, a putrefação e a fermentação, que produz odores desagradáveis e possível contaminação (TEIXEIRA et al., 2003; MANZALLI, 2006). Setor para abastecimento de gás Sua localização deverá ser externa à edifi cação, em área confi nada, protegida de tal forma que impeça a aproximação de veículos e pessoas não autorizadas e permita o acesso dos veículos de abastecimento. Normas específi cas disci- plinam a construção de centrais de gás (BRASIL, 1997). O fornecimento e instalação da central de gás, bem como das tubulações de abastecimento até os pontos solicitados, serão executados de acordo com Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...8 a previsão de pontos indicados no projeto arquitetônico e de acordo com as demandas, o dimensionamento e as especificações técnicas do projeto elaborado pelo projetista (BRASIL, [2007]). Dimensionamento do setor físico A determinação do setor físico de uma UAN/UPR constitui-se como uma das etapas mais complexas do planejamento físico-funcional, por envolver uma série de variáveis como: Tipo de estabelecimento: UAN ou UPR. Tipo de sistema de produção de refeições: sistema tradicional, cozinha de montagem ou sistema cook chill ou cook freeze, quando os alimen- tos depois de cozidos são resfriados ou congelados rapidamente para posterior distribuição. Número de refeições servidas: deve ser considerado o número de refei- ções diárias, bem como o número de refeições por turno. Capacidade máxima de atendimento: refere-se ao turno de maior mo- vimento, aquele que serve o maior número de refeições diárias. Tipos de refeição: desjejum, almoço, jantar, ceia e lanches. Estilo geral do cardápio: se possui maior ou menor variedade de pratos e de preparações mais elaboradas. Sistema de distribuição das refeições: sistema de cafeteria onde os colaboradores porcionam as preparações, empregando um balcão de distribuição ou self-service em que os buffets serão dispostos em ilhas ou linhas. Períodos disponíveis para a distribuição das refeições: tem influên- cia direta no espaço destinado ao refeitório, pois é usado no cálculo do número de mesas e cadeiras. Também tem influência indireta no dimensionamento da área de distribuição, pois é usado no cálculo do número de sistemas (balcões de cafeteria ou buffets). Política de compras: refere-se à frequência de abastecimento de gêneros congelados, pré-elaborados, perecíveis e não perecíveis. Número de colaboradores: deve ser planejado pelo número total e pelo número por turnos. Disponibilidade de espaço: inclui a área total e dimensões do lote que está disponível. 9Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... Disponibilidade financeira: volume de recursos financeiros disponível tanto para a construção quanto para a montagem e implantação da UAN/ UPR (SANT’ANA, 2012). Para Teixeira et al. (2003), o dimensionamento dos diferentes setores deve comportar a disposição adequada dos equipamentos em seus respectivos ambientes, além das atividades e fluxos previstos para cada setor. Para Mezomo (2002), os padrões indicados na literatura constituem uma base relativamente sólida Porém, cada detalhe deve ser minuciosamente revisto e projetado conforme as necessidades, disponibilidade e objetivos propostos pela UAN/UPR, pois cada estabelecimento, independentemente de modelos preestabelecidos, possui características próprias de viabilidade e soluções, que se traduzem em propostas diferenciadas. Para o cálculo da área são utilizadas a Portaria nº 3.124/78 do Ministério do Trabalho, que se refere à Segurança e Medicina do Trabalho, e a Norma Regulamentadora (NR) 24, que trata das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Para a área do refeitório, em uma unidade que produz acima de 300 re- feições,a Portaria indica que o salão deve ter no mínimo 1 m² por cliente, podendo abrigar, de cada vez, um terço do total de clientes por turnos. Ou seja, em uma UAN que atende cerca de 600 funcionários de uma empresa, que trabalham em 2 turnos, deve ter um refeitório de 100 m² para atender pelo menos 100 funcionários por vez. O espaço destinado à circulação no salão deve ser de, no mínimo, 0,75m nos corredores principais e 0,55m nos corredores entre as cadeiras. Para Sant’Ana (2012), esses valores não consideram o fluxo real dos clientes ao refeitório, o que pode resultar em uma área sub ou superdimensionada. Portanto, o autor afirma que a indicação assinalada de 1m² para circulação e conforto dos clientes é insuficiente, considerando as necessidades atuais em termos de modelos de mesa e cadeiras. Para Teixeira; Rego; Figueiredo (1992), esses valores são questionáveis, uma vez que são muito genéricos e não consideram o número total de refeições servidas, o estilo do cardápio, a periodicidade de compras e a localização da UAN/UPR, como mencionado anteriormente. Com base nesses fatores, os autores dispõem de índices mais específicos para o dimensionamento da área total e dos setores para a produção de 100, 300, 500, 1.000 e 3.000 refeições/ dia no Quadro 1. Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...10 Fonte: Adaptado de Teixeira, Rego e Figueiredo (1992). Área total ou setores 100 refeições 300 refeições 500 refeições 1.000 refeições 3.000 refeições Área total 1,96 1,01 1,02 0,85 0,51 Área total, excluindo o refeitório 1,09 0,55 0,56 0,39 0,24 Setor de produção 0,28 0,10 0,15 0,11 0,06 Setor de armazenamento 0,20 0,07 0,05 0,02 0,02 Refeitório 1,62 1,46 1,28 1,36 1,27 Quadro 1. Índices para a distribuição do percentual da área total de acordo com o nú- mero de refeições. Para o cálculo da área total ou de cada setor, utilizando os dados demons- trados no Quadro 1, deve-se multiplicar o índice pelo número de refeições. Já para o cálculo da área total do refeitório, deve-se multiplicar os índices pelo número de assentos. Para calcular a área do setor de produção para uma unidade que produz 500 re- feições ao dia será necessário multiplicar 0,10 por 500, obtendo-se o valor de 50m2. Para calcular a área total da mesma unidade, será necessário multiplicar 1,02 por 500, obtendo-se o valor de 510 m2. Também, de acordo com o padrão de cardápio oferecido, há a necessidade de acréscimo de 5% da área em UANs/UPRs de cardápio médio e popular e 10% do cardápio luxo, o que evidencia a correlação entre o padrão de cardápio e o número de refeições e o dimensionamento da área (TEIXEIRA et al., 2003). Lanzilotti (1973) apud Sant’Ana (2012) determina os seguintes percentuais para distribuição geral dos setores: 11Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... estocagem: 10 a 12% da área total planejada; preparo: 16 a 20% da área total planejada; higienização: 6 a 8% da área total planejada; distribuição: 45 a 48% da área total planejada; administração: 12% da área total planejada. Silva Filho (1996) apresenta uma proposta mais geral da distribuição per- centual das áreas, sendo: estocagem: 20% da área total planejada; produção: 40% da área total planejada; distribuição: 40% da área total planejada. De acordo com o roteiro para implantação de restaurantes populares do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (BRASIL, [2007]), as áreas de um restaurante popular deverão ser distribuídas por meio dos seguintes percentuais: refeitório: 40%; setor de produção: 30%; setores de armazenamento, pré-higienização, recepção e administração: 20%; setores complementares: 10%. No dimensionamento dos setores físicos de uma UAN hospitalar, deverão ser respeitadas as seguintes áreas mínimas (considerando um hospital de até 200 leitos). Considera-se 1,80 m2 por leito para o serviço de alimentação com distri- buição descentralizada, cabendo, aproximadamente: recepção e armazenamento: 20%; setor de processamento: 50%; setor de distribuição e demais dependências: 30%. Considera-se 2 m2 por leito para o serviço de alimentação com distribuição centralizada, cabendo aproximadamente: Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...12 recepção e armazenamento: 20%; setor de processamento: 45%; setor de distribuição e demais dependências: 35% (MEZOMO, 2002). Seleção e dimensionamento dos equipamentos A qualidade dos serviços prestados por UANs/UPRs está diretamente rela- cionada aos equipamentos, móveis, superfícies de manipulação, utensílios e outros materiais utilizados para a sua montagem e implantação. A adequada seleção, dimensionamento e aquisição de equipamentos e outros materiais necessários à montagem da UAN contribuem de forma decisiva para atender os seguintes objetivos: facilitar as operações de armazenamento, pré-preparo, cocção e dis- tribuição das refeições; produzir refeições em quantidades suficientes e no tempo adequado para suprir a demanda; proporcionar uma variedade adequada nas preparações, atendendo aos cardápios propostos para cada tipo de refeição; reduzir os custos da produção e aumentar a produtividade dos funcio- nários, sem desgaste excessivo; contribuir para a qualidade do produto final (SANT’ANA, 2012). Mezomo (2002) observa que muitas mudanças estão ocorrendo e alterando as condições de trabalho, possibilitando maior rendimento com economia de mão-de-obra e, portanto, maiores lucros. Diversos tipos de equipamentos operam nas cozinhas, transferindo o trabalho penosamente executado pelo colaborador para a máquina, como o retalhamento e fatiamento de carnes e vegetais e o transporte de panelas pesadas que, atualmente, deslizam sobre rodas, etc. Os equipamentos complementam o planejamento da área física, uma vez que sua localização define o layout da área da unidade, devendo atender o fluxo racional das operações (TEIXEIRA et al., 2003). Portanto, devido a sua importância, a escolha e o dimensionamento dos equipamentos devem ser estudados cuidadosamente, desde a fase de planejamento até a sua implantação. A seleção e o dimensionamento dos equipamentos e outros materiais ne- cessários aos setores da UAN/UPR devem basear-se nas seguintes informações: 13Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... tipo de estabelecimento; perfil da clientela; per capita dos ingredientes e porções a serem servidas; tipos de refeições e estilo geral dos cardápios; número total de refeições a serem servidas diariamente; capacidade máxima de atendimento; utilização de alimentos pré-elaborados; disponibilidade de espaço e financeira (TEIXEIRA et al., 2003; SANT’ANA, 2012). Mezomo (2002) também salienta a importância do planejamento da escolha e do dimensionamento dos equipamentos, e o divide em fases: 1. Realizar um estudo criterioso, anterior à compra: nessa fase especificam- -se os detalhes sobre o local e as instalações para os equipamentos adquiridos que atenderão às necessidades do serviço. 2. Dimensionar o espaço a ser ocupado: verificar as três dimensões do equipamento, ou seja, largura, altura e comprimento. 3. Agrupar os equipamentos de acordo com a finalidade: considera-se a mínima distância entre um e outro equipamento. As distâncias entre os diversos equipamentos devem ser as menores possíveis, evitando perda de tempo e fadiga. 4. Determinar o fluxo de trabalho: a disposição das áreas de trabalho deverá obedecer ao fluxo dos alimentos, devendo-se evitar cruzamentos e retornos desnecessários. Além disso, deve haver uma integração, de modo que o abastecimento da matéria-prima, os utensílios e os equipa- mentos de apoio sejam distribuídos estrategicamente, para racionalizar, harmonizar e operacionalizar de modo adequado à unidade. 5. Determinar uma flexibilidade: as áreas de trabalho devem ser facilmente adaptáveisao serviço. O dimensionamento adequado da área total deverá possibilitar a expansão do serviço para atender às necessidades da unidade. 6. Utilizar o equipamento ao máximo: para que se obtenha um aprovei- tamento máximo do equipamento é necessário que ele esteja perfeita- mente adequado ao serviço; equipamentos super ou subdimensionados ocasionam prejuízos financeiros e reduzem a facilidade de operações. Deve ser programada uma manutenção preventiva para se obter maior produção e eficiência. Também devem ser realizados treinamentos para a orientação e instrução de manuseio corretos dos equipamentos. Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...14 7. Cuidar com a satisfação, higiene e segurança: o colaborador satisfeito e devidamente equacionado ao serviço produz mais e melhor em um ambiente saudável, higiênico e seguro. Os custos operacionais são reduzidos, e os acidentes são praticamente eliminados. Teixeira et al. (2003) categorizam os equipamentos em básicos e de apoio como descrito a seguir: Básicos: aqueles necessários à unidade, independentemente do tipo de serviço. Podem ser enumerados os fogões, caldeirões, forno, panelas, batedeiras, amaciador e picador de carne, descascador de verduras, máquinas de lavar louças, coifas, bebedouros, etc. De apoio: aqueles que auxiliam ou facilitam o trabalho com os equi- pamentos básicos. Podem ser os balcões, carrinhos, prateleiras, etc. De acordo com a Portaria nº 1.428/93 do Ministério da Saúde, os equipa- mentos e utensílios utilizados na área de processamento de alimentos e que possam entrar em contato direto com eles devem ser fabricados com material que não transmita substâncias tóxicas, odores ou sabor indesejáveis, que não seja absorvente, que resista à corrosão e que seja apropriado para limpeza frequente, assim como desinfecção. Suas superfícies devem ser lisas, livres de buracos, rachaduras, impermeáveis, com bordas arredondadas, sem cantos mortos. Os equipamentos, ainda, devem ser construídos sem gotejamento de graxa e assegurados de que as porcas e parafusos e arrebites não caiam acidentalmente nos alimentos. (BRASIL, 1993). Sant’Ana (2012) ressalta que, em tempos de racionamento de energia, os mais indicados são os que funcionam a gás, sendo que já existem no mercado máquinas de lavar louça, fornos combinados, fritadeiras e chapas a gás. Os materiais mais apropriados para a área de processamento de alimentos são: aço inoxidável, materiais sintéticos e derivados da borracha. Os materiais inapropriados são: madeira, metais corrosivos e outros que não possam ser adequadamente higienizados. 15Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... Nos Quadros 2, 3, 4 e 5 estão demonstrados, de modo geral, os equipa- mentos, divididos por setor, que seriam necessários para uma UAN/UPR. Setor Equipamentos Setor para recebimento de mercadorias Carro plataforma; Carro porta-caixas. Ponto de água quente e fria; Extintor de incêndio. Setor de inspeção, pesagem e higienização Bancada em inox para inspeção; Ponto de água quente e fria; Armário em alumínio; Tanque com cubas; Balança plataforma; Balança de mesa; Caixas plásticas não vazadas; Mangueira com jato d’água com pressão; Lavatório; Carro chassi para transporte de monoblocos; Mesa em inox para balança; Computador; Telefone. Arquivos com gavetas, mesa de escritório com cadeira, prancheta, calculadora; Extintor de incêndio. Setor para estocagem de gêneros à temperatura ambiente Estrado de polietileno ou de madeira envernizado; Prateleira em inox. Escada dobrável; Banqueta; Extintor de incêndio. Setor para armazenagem refrigerada Câmara fria ou refrigerador industrial; Câmara de congelamento ou freezer industrial; Antecâmara, se houver câmaras. Gancho para equipamentos de proteção individual; Calça e casaco térmico com capuz; Estrado de polietileno; Prateleira em inox. Quadro 2. Equipamentos necessários em setores de aprovisionamento da UAN/UPR. Fonte: Adaptado de Mezomo (2002) e Sant’Ana (2012). Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...16 Setor Equipamentos Setor de pré-preparo de carnes Bancada em inox com bordas nas laterais, para carnes; Bancada em inox com bordas nas laterais, para aves; Bancada em polietileno para fatiamento; Balança digital para porcionamento; Moedor e picador de inox, para carnes; Amaciador de inox, para bifes. Fatiador de inox, para carnes; Mesa sobre rodas para apoio; Armário em alumínio; Pia para higienização das mãos; Carro porta-detritos; Caixa plástica não vazada; Facas, afiadores, placas em PED, machadinha e luvas em malha de aço; Extintor de incêndio. Setor de pré- preparo de verduras Bancada em inox com bordas nas laterais; Bancada em polietileno, para fatiamento; Descascador de tubérculos. Picador de legumes; Processador de vegetais; Tanque com fundo falso; Mesa de apoio; Recipientes gastronorms; Extintor de incêndio. Setor de pré- preparo de cereais Cadeiras anatômicas; Carro basculante. Carro porta-detritos; Extintor de incêndio. Setor de massas e confeitaria Mesa ou bancada em inox; Bancada em mármore; Batedeira; Liquidificador; Balanças; Forno; Cilindro de massa. Fogão pequeno; Carro cantoneira para transporte de tabuleiros; Pia para higienização das mãos; Extintor de incêndio; Utensílios diversos. Setor de sobremesas Bancada em inox; Tanque com fundo falso; Geladeira industrial; Prateleira em inox; Fogão pequeno; Cafeteira; Extrator de suco. Cortador de frios; Máquina de fabricar gelo; Filtro industrial; Liquidificador; Carro para transporte; Pia para higienização das mãos; Extintor de incêndio; Utensílios diversos. Quadro 3. Equipamentos necessários nos setores de processamento da UAN/UPR. (Continua) 17Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... Quadro 3. Equipamentos necessários nos setores de processamento da UAN/UPR. Setor Equipamentos Setor de distribuição Garrafa isotérmica para cafezinho; Carro porta-detritos; Esteira transportadora com controle de velocidade – caso seja o objetivo; Balcão de distribuição aquecido e refrigerado – caso seja self-service; Pass-through aquecido e refrigerado. Gastronorms em inox; Porta-talheres e guardanapos; Utensílios para servir; Máquina para suco e refrigerante; Carro para transporte; Bandeja, copos, pratos e talheres; Travessinhas em PED; Carro porta-detritos; Pia para higienização das mãos; Extintor de incêndio. Quadro 4. Equipamentos necessários em setores de distribuição, higienização, coleta de resíduos, caixotaria/material limpeza e sala do nutricionista da UAN/UPR. Fonte: Adaptado de Mezomo (2002) e Sant’Ana (2012). Setor Equipamentos Cocção Bancada em inox; Carro cantoneira; Prateleira em inox; Fogão industrial; Caldeirão ou panelão; Frigideira basculante; Fritadeira; Forno convencional. Forno combinado; Forno de convecção; Bifeteira; Sistema completo de exaustão; Batedor mixer; Bebedouro; Filtro de água; Pia para higienização das mãos; Extintor de incêndio; Utensílios diversos. (Continuação) (Continua) Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...18 Quadro 4. Equipamentos necessários em setores de distribuição, higienização, coleta de resíduos, caixotaria/material limpeza e sala do nutricionista da UAN/UPR. Setor Equipamentos Refeitório Mesas e cadeiras; Galheteiros; Carros porta-detritos; Roleta ou máquina registradora/computador. Mesa para cafezinho; Garrafa isotérmica; Extintor de incêndio a cada 300 m2 do salão. Setor de higienização e guarda Bancada em inox; Estante gradeada; Pontos de água quente e fria; Carro porta-detritos; Armário de alumínio; Mangueira com jato d´água de pressão. Lavadora de panelas; Máquina de lavar louça; Esteira transportadora; Guichê de recepção; Triturador de resíduos; Carro prateleira; Extintor de incêndio. Setor para guarda de coletores de resíduos Estrado em PED; Pontosde água quente e fria. Latões de lixo designados por cores. Caixotaria e material de limpeza Estrados; Máquina de lavar/secar/passar roupa; Ganchos. Tanque em inox; Varal suspenso; Armário com fórmica. Sala do nutricionista Móveis de escritório; Ficheiro; Computador/ impressora/telefone. Lixeira; Estante ou armário. Fonte: Adaptado de Mezomo (2002) e Sant’Ana (2012). (Continuação) 19Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... Na Figura 1 estão exemplificados os modelos de forno de convecção e de forno combinado. Figura 1. Exemplos de forno de convecção, à esquerda, e forno combinado, à direita. Fonte: Rionox (2015) e Pinheirão ([201-?]). Para o cálculo do dimensionamento dos equipamentos, uma das prin- cipais informações que deve ser considerada é a capacidade de produção do equipamento. Essa capacidade refere-se frequentemente ao limite superior da Fonte: Adaptado de Mezomo (2002) e Sant’Ana (2012). Setor Equipamentos Sanitários para colaboradores Armários individuais; Pia; Espelho; Secador/ porta-sabonete/lixeira; Gancho para bolsas. Banco; Chuveiro – um para cada 10 colaboradores; Vaso sanitário com tampa – um para cada 10 colaboradores. Sanitários para clientes Pia; Espelho; Secador/ porta-sabonete/lixeira; Gancho para bolsas. Vaso sanitário com tampa – um para cada 70/100 clientes; Vaso sanitário para deficientes físicos. Quadro 5. Equipamentos necessários em vestiários e sanitários da UAN/UPR. Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...20 quantidade produzida por unidade de tempo. Duas definições de capacidade são importantes: Capacidade efetiva ou nominal (CN): representa o volume de produção para o qual o equipamento foi projetado, a qual só pode ser atingida em condições ideais. É aquela informada pelo fabricante, obtida em testes com um equipamento novo e com desempenho excelente do operador. Capacidade real (CR): definida como a produção máxima em condições normais de uso, devendo ser considerados o desgaste do equipamento e o desempenho do operador. De forma geral, a CR corresponde a, aproximadamente, 80% da CN. Assim, um processador de vegetais com CN de 300 kg/h apresentaria CR de 240 kg/h. Contudo, a CR pode se tornar inferior a 80% da CN de acordo com o tempo de vida do equipamento (SANT’ANA, 2012). O dimensionamento dos equipamentos deve ser calculado com base: no número de refeições; no tempo disponível para o preparo das refeições; no volume de produção; nos tipos de ingredientes; no estilo geral dos cardápios; no sistema de distribuição (PROENÇA, 1999). Apesar dos fatores descritos acima serem fundamentais, as estratégias e cálculos utilizados para o dimensionamento dos materiais também podem variar de acordo com as condições e necessidades, principalmente no que se refere àqueles destinados ao pré-preparo e ao preparo das refeições, pois deve ser realizado com base no per capita ou na porção dos alimentos. Nesses casos, deve-se realizar a seleção das preparações que irão compor o cardápio, elaborar o fluxograma de operações necessárias para cada preparação, agrupar as preparações conforme as similaridades das etapas de pré-preparo e preparo e determinar a real necessidade, o tipo e o número de equipamentos com base em sua capacidade real de produção (volume de produção X tempo de preparação) (SANT’ANA, 2012). Como exemplo, Teixeira et al. (2003) descrevem o cálculo para a aquisição do número de caldeirões necessários considerando: 21Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... per capita líquido da preparação; fator de correção da preparação; número refeições a preparar. Ex.: Caldeirão para arroz. Per capita = 80 g Fator de cocção = 3 Número de refeições = 1.000 Fórmula: Per capita × fator de cocção × nº de refeições + 10% para formação da camada de ar 80 × 3 × 1.000 = 240.000 g 240 litros + 10% = 264 litros para cozinhar 80 kg de arroz. Nos casos em que o caldeirão já existe e se quer saber a sua capacidade, utiliza-se a fórmula: V = πR² × h, onde: V = volume π = 3,14 R = raio h = altura Ex.: Caldeirão de 1 m de diâmetro e 0,63 m de altura. V = 3,14 × 0,50 m2 × 0,63 m V = 3,14 × 0,25 m × 0,63 m V = 0,785 m2 × 0, 63 m = 0,494455 m3 = 500 lts Conclui-se que esse caldeirão tem capacidade para preparar 500 litros de alimentos. Já para calcular a quantidade de alimentos que poderá ser preparada em um determinado caldeirão, considera-se: Valor nominal (VN) do equipamento; Camada de ar (10%); Fator de cocção. Fórmula: VN – 10% Fator cocção Ex.: Quantos quilos de feijão será possível preparar em um caldeirão de 500 litros? VN = 500 litros Câmara de ar = 10% (50 litros) Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...22 Fator de cocção do feijão: 5 VN – 10% Fator cocção 500 – 50 5 = 90 kg O caldeirão poderá preparar 90 kg de feijão. 1. Uma das primeiras atividades a ser realizada no dimensionamento do setor físico e dos equipamentos é a definição dos setores que farão parte da UAN/UPR. Sobre as características dos setores de aprovisionamento e processamento, assinale a alternativa CORRETA. a) A plataforma de descarga deve possuir uma rampa para facilitar o transporte de cargas, estando localizada no setor de estocagem de gêneros, a temperatura ambiente. b) O local de armazenamento de lixo está situado ao lado do setor de recebimento de mercadorias, devendo estar junto à plataforma de descarga para facilitar o manuseio dos sacos e latões de lixo. c) O setor de inspeção de mercadorias também pode ser denominado de almoxarifado. d) O setor de pré-preparo de alimentos deve ser dividido/ delimitado para evitar a contaminação microbiológica. e) O setor de cocção dos alimentos não deve ser dividido/delimitado para não comprometer o fluxo racional. 2. Sobre as características dos setores de distribuição, higienização e outros, assinale a alternativa CORRETA. a) A copa para distribuição de refeições ou apoio é o local destinado ao porcionamento e distribuição das refeições diretamente no buffet estilo self-service. b) O setor para abastecimento de gás deverá ser adjacente ao refeitório e à recepção, podendo estar localizado dentro da edificação. c) A sala do nutricionista deve estar localizada em ponto estratégico, com paredes de vidro ou com visor ao redor de toda a extensão da sala a partir de 1 m do piso. d) A caixotaria deve estar localizada próxima à sala de armazenamento de materiais para eventos, 23Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... para facilitar o trabalho e a devolução dos materiais que não foram utilizados. e) O uso de câmaras frias para o acondicionamento do lixo é preferível, tanto para o orgânico quanto para o reciclável. 3. O dimensionamento do setor físico de uma UAN/UPR constitui-se como uma das etapas mais complexas do planejamento físico- funcional, por envolver uma série de variáveis. Sobre essas variáveis, assinale a alternativa CORRETA. a) O tipo de sistema de produção de refeições pode ser categorizado em institucional ou comercial. b) A capacidade máxima de atendimento de uma UAN/ UPR refere-se ao total de refeições servidas em um dia. c) Os períodos disponíveis para a distribuição das refeições têm influência principalmente na política de compras da unidade. d) O número de fornecedores influencia no dimensionamento do setor de armazenamento. e) Quanto maior o custo e a variedade do cardápio, maior o acréscimo da área total. 4. A qualidade dos serviços prestados por UANs/UPRs está diretamente relacionada aos equipamentos, móveis, superfícies de manipulação, utensílios e outros materiais utilizados para a sua montagem e implantação. Sobre a seleção e o dimensionamento dos equipamentos, assinale a alternativa CORRETA. a) Os equipamentos complementam o planejamento da área física, uma vez quesua localização define o layout da área da unidade devendo atender o fluxo racional das operações b) Antes da compra dos equipamentos deve-se verificar o espaço a ser utilizado por eles pelas medidas de largura e comprimento. c) A distância entre um equipamento e outro deve ser grande para evitar problemas no fluxo de produção. d) Quanto maior a disponibilidade financeira, maior o número de equipamentos que deverão ser adquiridos. e) Para se obter maior eficiência do equipamento, ele deverá ser utilizado pelo maior período de tempo possível. 5. Sobre os equipamentos necessários para uma UAN/UPR, assinale a alternativa correta. a) Os equipamentos de apoio facilitam o trabalho do manipulador no setor de pré-preparo dos alimentos e geralmente são os que ocupam menos espaço. São as batedeiras, liquidificadores e multiprocessadores. b) Os equipamentos básicos são os que ocupam maior espaço e geralmente são utilizados na área de cocção, como os fornos, fogões, caldeirões, etc. c) Os melhores materiais para o fabrico dos equipamentos são os aços inoxidáveis, o plástico ou o ferro, que têm maior durabilidade. Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...24 ACE Technologies. Electric Industrial Oven. Mumbai, 2017. Disponível em: <http:// www.ace-technologiesgroup.com/industrial-oven.html>. Acesso em 5 dez. 2017. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13.932/1997: Instalações Internas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP): projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1997. BRASIL. Secretaria de Estado da Saúde. Centro De Vigilância Sanitária. Portaria CVS 5, de 09 de abril de 2013. Aprova o regulamento técnico sobre boas práticas para es- tabelecimentos comerciais de alimentos e para serviços de alimentação, e o roteiro de inspeção, anexo. Brasília, DF, 2013. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov. br/up/PORTARIA%20CVS-5_090413.pdf>. Acesso em: 14 out. 2017. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora 24. Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Brasília, DF, 1978. Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr24.htm>. Acesso em: 14 out. 2017. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 3.124 de 8 de junho de 1978. Aprova as Normas Regulamentadoras do Capítulo V, título II da Consolidação das Leis do Tra- balho (CLT) relativas à segurança e medicina do Trabalho. Brasília, DF, 1978. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/sileg/integras/839945.pdf>. Acesso em: 14 out. 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.428, de 26 de novembro de 1993. Aprova, na forma dos textos anexos, o “Regulamento Técnico para Inspeção Sanitária de Alimentos”, as “Diretrizes para o Estabelecimento de Boas Práticas de Produção e de Prestação de Serviços na Área de Alimentos” e o “Regulamento Técnico para o Esta- belecimento de Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ´s) para Serviços e Produtos na Área de Alimentos”. Brasília, DF, 1993. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/ documents/33916/388704/Portaria_MS_n_1428_de_26_de_novembro_de_1993. pdf/6ae6ce0f-82fe-4e28-b0e1-bf32c9a239e0>. Acesso em: 14 out. 2017. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Restaurantes populares: roteiro de implantação 2007. Brasília, DF, [2007]. Disponível em: <http:// www.ufjf.br/renato_nunes/files/2011/04/Roteiro-de-Implanta%C3%A7%C3%A3o- -Restaurantes-Populares-visualiza%C3%A7%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 14 out. 2017. d) A capacidade efetiva ou nominal de um equipamento representa o volume de produção para o qual o equipamento foi projetado, a qual só pode ser atingida em condições ideais. e) A capacidade real corresponde a, aproximadamente, 120% da capacidade efetiva ou nominal. 25Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física... MANZALLI, P. V. Manual para serviços de alimentação: implementação, boas práticas, qualidade e saúde. São Paulo: Metha, 2006. MEZOMO, I. B. Os serviços de alimentação: planejamento e administração. São Paulo: Manole, 2002. PRÁTICA KLIMAQUIP IND. E COM. S.A. Fornos de convecção: modelo HP80. São Paulo, 2017. Disponível em: <http://www.praticabr.com/panificacao/fornos-de-conveccao/ HPE80>. Acesso em: 5 dez. 2017 PROENÇA, R. P. C. Inovações tecnológicas na produção de refeições: conceitos e aplicações básicas Revista de Nutrição, Campinas, v. 12, n. 1, p. 43-53, 1999. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rn/v12n1/v12n1a04.pdf>. Acesso em: 14 out. 2017. SANT’ANA, H. M. P. Planejamento físico funcional de unidades de alimentação e nutrição. Rio de Janeiro: Rubio, 2012. SILVA FILHO, A. R. A. da. Manual básico para planejamento de restaurantes e cozinhas industriais. São Paulo: Varela, 1996. TEIXEIRA, S. M. F. G. et al. Administração aplicada a unidades de alimentação e nutrição. São Paulo: Atheneu, 2003. TEIXEIRA, S. M. F. G.; REGO, J. C.; FIGUEIREDO, A. J. S. Índices para cálculo de áreas de Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN). Alimentação e Nutrição, São Paulo, v. 4, p. 7-20, 1992. Disponível em: <http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/ article/viewFile/705/595>. Acesso em: 14 out. 2017. Setores do serviço de alimentação, dimensionamento da área física...26 Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. Conteúdo: Dica do professor Na Dica do Professor, você vai ver como deve ser feito o planejamento correto para a seleção e a aquisição dos equipamentos que deverão compor uma UAN/UPR. Assista. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e3bbeea237f96a2c45ea9c16d948ccaf Exercícios 1) Uma das primeiras atividades a ser realizada no dimensionamento do setor físico e dos equipamentos é a definição dos setores que farão parte da UAN/UPR. Sobre as características dos setores de aprovisionamento e processamento, assinale a alternativa correta. A) A plataforma de descarga deve ter uma rampa para facilitar o transporte de cargas, estando localizada no setor de estocagem de gêneros à temperatura ambiente. B) O local de armazenamento de lixo está situado ao lado do setor de recebimento de mercadorias, devendo estar junto à plataforma de descarga, para facilitar o manuseio dos sacos e latões de lixo. C) O setor de inspeção de mercadorias também pode ser denominado de almoxarifado. D) O setor de pré-preparo de alimentos deve ser dividido/delimitado para evitar a contaminação microbiológica. E) O setor de cocção dos alimentos não deve ser dividido/delimitado para não comprometer o fluxo racional. 2) Sobre as características dos setores de distribuição, higienização e outros, assinale a alternativa correta. A) A copa para distribuição de refeições ou de apoio é o local destinado ao porcionamento e à distribuição das refeições diretamente no buffet estilo self-service. B) O setor para abastecimento de gás deverá ser adjacente ao refeitório e à recepção, podendo estar localizado dentro da edificação. C) A sala do nutricionista deve estar localizada em ponto estratégico, com paredes de vidro ou com visor ao redor de toda a extensão da sala a partir de 1 m do piso. D) A caixotaria deve estar localizada próxima à sala de armazenamento de materiais para eventos para facilitar o trabalho e a devolução dos materiais que não foram utilizados. E) O uso de câmaras frias para o acondicionamento do lixo é preferível, tanto para o orgânico quanto para o reciclável. 3) O dimensionamento do setor físico de uma UAN/UPR se constitui como uma das etapas mais complexas do planejamento físico-funcional, por envolver uma série de variáveis. Sobre essas variáveis, assinale a alternativa correta. A) O tipo de sistema de produção de refeições pode ser categorizado em institucional ou comercial. B) A capacidademáxima de atendimento de uma UAN/UPR refere-se ao total de refeições servidas em um dia. C) Os períodos disponíveis para a distribuição das refeições têm influência principalmente na política de compras da unidade. D) O número de fornecedores influencia no dimensionamento do setor de armazenamento. E) Quanto maior o custo e a variedade do cardápio, maior deverá ser o acréscimo da área total. 4) A qualidade dos serviços prestados por UANs/UPRs está diretamente relacionada a equipamentos, móveis, superfícies de manipulação, utensílios e outros materiais utilizados para a sua montagem e implantação. Sobre a seleção e o dimensionamento dos equipamentos, assinale a alternativa correta. A) Os equipamentos complementam o planejamento da área física, uma vez que sua localização define o layout da área da unidade, devendo atender ao fluxo racional das operações. B) Antes da compra dos equipamentos, deve-se verificar o espaço a ser utilizado, pelas medidas de largura e comprimento. C) A distância entre um equipamento e outro deve ser grande, para evitar problemas no fluxo de produção. D) Quanto maior a disponibilidade financeira, maior o número de equipamentos que deverão ser adquiridos. E) Para obter maior eficiência do equipamento, este deverá ser utilizado pelo maior período de tempo possível. 5) Sobre os equipamentos necessários para uma UAN/UPR, assinale a alternativa correta. A) Os equipamentos de apoio facilitam o trabalho do manipulador no setor de pré-preparo dos alimentos e, geralmente, são os que ocupam menos espaço. São as batedeiras, os liquidificadores e os multiprocessadores. B) Os equipamentos básicos são os que ocupam maior espaço e geralmente são utilizados na área de cocção, como os fornos, os fogões, os caldeirões, etc. C) Os melhores materiais para o fabrico dos equipamentos são os aços inoxidáveis, o plástico ou o ferro, que têm maior durabilidade. D) A capacidade efetiva ou nominal de um equipamento representa o volume de produção para o qual o equipamento foi projetado, a qual só pode ser atingida em condições ideais. E) A capacidade real corresponde a, aproximadamente, 120% da capacidade efetiva ou nominal. Na prática O planejamento está relacionado a vários fatores, como as características e as necessidades da unidade, o número de refeições a ser servido e o estilo geral do cardápio. Quando bem realizado, proporciona espaço e circulação adequados, com maior conforto tanto para os colaboradores quanto para os clientes, e, consequentemente, maior produtividade para o estabelecimento, já que evita deslocamentos desnecessários e possíveis acidentes de trabalho. Impede, também, a presença de espaços, equipamentos e superfícies de trabalho ociosos, que acabam aumentando o custo de implantação e montagem da UAN/UPR. Vanessa é nutricionista de uma UAN que serve em média 6.500 refeições no turno do almoço para funcionários de uma empresa que fabrica compressores industriais. O período de distribuição do almoço ocorre das 11h às 14h, portanto, são três horas. A UAN tem bifeteiras em ferro fundido, com sistema de aquecimento em toda a sua extensão, quatro unidades de grelhagem (0,4 m x 0,8 m = 0,32 m2) e área total de 1,28 m2 (4 x 0,32 m2). Vanessa sabe que o número de bifeteiras em uma UAN deve permitir a obtenção de grelhados macios, suculentos e com temperatura adequada. Assim, ela determinou que o preparo dos bifes seja feito em etapas, ao longo do período de distribuição do almoço. Ela também considerou que o tempo médio gasto para grelhar bifes pode variar de quatro minutos, para bifes com espessura mais fina (± 0,5 cm), e oito minutos, para bifes com espessura mais grossa (± 1 cm). O cálculo realizado por Vanessa foi o seguinte: Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Conheça mais sobre a NR-24 do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata das condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Leia no artigo Avaliação de condições ergonômicas em trabalhos realizados em restaurantes universitários um estudo sobre as condições de trabalho nas atividades de distribuição e higienização de utensílios em restaurantes universitários (RUs). Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Leia neste site sobre a origem e a evolução da tecnologia dos alimentos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR24.pdf https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/viewFile/1911/1811 http://www.alimentosprocessados.com.br/ciencia-tecnologia-origem-e-evolucao-da-tecnologia-de-alimentos.php