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Tutoria 
1. Transmissão das GECAs (Gastroenterites) 
• Mecanismo fecal-oral: A principal forma de 
transmissão é através de fezes contaminadas. 
O mecanismo fecal-oral é a principal forma de 
transmissão de muitas doenças infecciosas, 
especialmente gastroenterites, e envolve a passagem 
de patógenos (como bactérias, vírus ou parasitas) do 
trato gastrointestinal de um indivíduo infectado para a 
boca de um indivíduo saudável. Esse processo ocorre 
em duas etapas principais: 
1. Fase Fecal (contaminação das fezes): 
Fonte de infecção: O patógeno está presente nas fezes 
de uma pessoa infectada. Quando alguém tem uma 
infecção gastrointestinal (por exemplo, causada por 
bactérias como Salmonella, Shigella, ou Escherichia 
coli, ou por vírus como norovírus ou rotavírus), o 
microrganismo se multiplica no intestino e é eliminado 
pelas fezes. 
Contaminação do ambiente: Se as fezes contaminadas 
entram em contato com superfícies, alimentos ou 
águas que outras pessoas podem utilizar, o patógeno 
pode ser transferido para o ambiente. Isso pode 
acontecer, por exemplo, em locais onde o 
saneamento básico é inadequado, ou quando as fezes 
não são descartadas corretamente (em áreas sem 
coleta de lixo ou com sistemas de esgoto deficientes). 
2. Fase Oral (ingestão do patógeno): 
Contato com alimentos ou água: As fezes 
contaminadas podem ser transferidas para alimentos 
ou bebidas. Por exemplo: Se os alimentos não forem 
bem lavados ou cozidos, eles podem ser 
contaminados por microrganismos presentes nas 
fezes. Águas contaminadas, seja de fontes naturais ou 
de sistemas de abastecimento inadequados, também 
podem conter patógenos. O consumo dessa água 
pode levar à infecção. Contato direto com mãos ou 
superfícies contaminadas: Outro modo de 
transmissão ocorre quando uma pessoa entra em 
contato com superfícies ou objetos contaminados 
(como pratos, talheres, bancadas de cozinha, etc.), e, 
ao tocar o rosto, especialmente a boca, acaba levando 
o patógeno para dentro do corpo. Isso é comum em 
ambientes com higiene inadequada. 
 
• Fatores de risco: Saneamento básico 
inadequado, águas contaminadas, e higiene 
deficiente aumentam a disseminação. 
Contaminação ambiental: Com a presença de esgoto 
a céu aberto ou em águas não tratadas, os patógenos 
presentes nas fezes de indivíduos infectados podem 
ser levados por correntes de água, infiltração no solo 
ou até pelo contato direto das pessoas com o 
ambiente contaminado. Cadeia de transmissão fecal-
oral: A transmissão fecal-oral se torna mais fácil 
quando as condições sanitárias são inadequadas. 
Patógenos como Shigella, Salmonella, E. coli, 
norovírus, entre outros, podem facilmente se 
propagar quando as pessoas entram em contato com 
fezes contaminadas e depois ingerem alimentos ou 
bebidas contaminadas, ou simplesmente tocam sua 
boca com as mãos sujas. Falta de controle de surtos: 
Em áreas onde os fatores de risco são comuns, a 
detecção e o controle de surtos de gastroenterites 
tornam-se mais difíceis. Isso pode resultar em 
epidemias locais, já que as condições para a 
disseminação dos patógenos são ideais e a resposta 
de saúde pública pode ser insuficiente. 
 
2. Condutas A, B e C no Tratamento 
Conduta A: Hidratação oral (uso de soluções de 
reidratação oral - SRO) é a base do tratamento inicial 
para a maioria dos casos. Tem objetivo de evitar 
desidratação, que é a principal complicação das 
gastroenterites, nesse caso o paciente deve ingerir 
soluções de reidratação oral, que são específicas para 
repor os líquidos e eletrólitos (como sódio, potássio) 
perdidos devido ao vômito e diarreia. É recomendado 
em casos leves e moderados de GECA, onde o 
paciente ainda consegue beber líquidos. É o primeiro 
passo no tratamento e pode ser feito em casa ou em 
unidades de saúde. 
Conduta B: Hidratação intravenosa e uso de 
antibióticos (quando indicado). A hidratação 
intravenosa deve ser indicado para reporlíquidos e 
eletrólitos em casos de desidratação grave quando o 
paciente não consegue se hidratar por via oral. Os 
antibióticos serão usados quando a causa for uma 
infecção bacteriana identificada (como Salmonella, 
Shigella ou Escherichia coli), os antibióticos são usados 
para tratar a infecção e reduzir a duração e a 
gravidade dos sintomas. 
Conduta C: Monitoramento das complicações, como 
desequilíbrios hidroeletrolíticos e ácido-básicos. 
Usado para aliviar os sintomas e tratar a causa da 
gastroenterite, se possível e dependendo do agente 
causador da gastroenterite, pode-se usar 
medicamentos como antibióticos (em caso de 
infecções bacterianas) ou medicamentos para 
controlar os sintomas (como antidiarreicos ou 
antieméticos). 
3. Relações entre Hospedeiro, Agentes Transmissores 
e Meio Ambiente 
• Hospedeiro: O estado de saúde do hospedeiro 
influencia a gravidade da infecção. Crianças e 
idosos são mais vulneráveis. 
• Agentes transmissores: Incluem bactérias, vírus e 
parasitas (por exemplo, Salmonella, Shigella, 
norovírus, Giardia). 
• Meio ambiente: Condições de superlotação e 
saneamento inadequado são determinantes na 
transmissão. 
4. Fatores Determinantes na Epidemiologia 
• Saneamento básico: A falta de tratamento de 
água e esgoto favorece a transmissão. 
• Densidade populacional: Áreas densamente 
povoadas são mais propensas a surtos. 
• Condições de higiene: Falta de higiene pessoal e 
inadequada preparação de alimentos aumentam o 
risco. 
5. Complicações das Gastroenterites 
• Desequilíbrios hidroeletrolíticos: Perda de 
eletrólitos essenciais, como sódio, potássio e 
cálcio, podem ocorrer devido à diarreia e vômitos 
intensos. 
Desequilíbrios hidroeletrolíticos ocorrem quando há 
perda excessiva de líquidos e eletrólitos (substâncias 
como sódio, potássio, cálcio e magnésio) devido à 
diarreia e vômitos intensos, comuns em 
gastroenterites. Pode ser por meio da diareia e os 
vômitos aceleram a perda de água e sais minerais 
importantes. Quando as fezes líquidas (diareia) são 
eliminadas, há uma grande quantidade de sódio, 
potássio e cálcio perdidos. O vômito também 
contribui para a perda desses nutrientes essenciais, 
além de magnésio e cloro. Por causa do desequilíbrio 
homeostático pode acontecer uma desidratação por 
causa da perda de líquidos, se não for compensada, 
pode levar à desidratação, que é uma complicação 
grave, especialmente em crianças e idosos.Além disso 
também pode resultar em certas alterações cardíacas 
por causa do desequilíbrio de sódio e potássio pode 
afetar a função cardíaca, provocando arritmias 
(batimentos irregulares do coração). 
Também pode ocorrer fraqueza muscular devido a 
falta de potássio pode causar fraqueza muscular e até 
paralisia temporária. E distúrbios neurológicos: A 
perda de cálcio e magnésio pode causar alterações 
neurológicas, como convulsões ou tremores. 
• Desequilíbrios ácido-base: A acidose metabólica 
pode resultar da perda de bicarbonato, levando a 
pH sanguíneo baixo e sintomas como confusão 
mental. 
Acontece principalmente pela perda de bicarbonato: 
Durante episódios intensos de diarreia, especialmente 
com diarreia aquosa, o corpo perde bicarbonato nas 
fezes. O bicarbonato é um componente chave do 
sistema tampão que mantém o pH do sangue estável, 
ajudando a neutralizar os ácidos. Quando ocorre a 
perda excessiva desse íon, o sangue se torna mais 
ácido, resultando em acidose metabólica. Pode causar 
diversas consequências como acidose metabólica, é 
uma condição em que o pH do sangue diminui devido 
ao aumento da concentração de íons H⁺ ou à perda 
excessiva de bicarbonato. Isso ocorre principalmente 
pela perda de bicarbonato nas fezes ou pela 
incapacidade dos rins de compensar a perda. 
6. Diferença entre Intoxicação e Infecção 
• Intoxicação: Ocorre pela ingestão de toxinas 
bacterianas preformadas. Sintomas surgem 
rapidamente (vômitos e diarreia). 
A intoxicação ocorre quando uma pessoa ingeresubstâncias tóxicas ou venenosas, como alimentos 
contaminados, produtos químicos ou medicamentos 
em doses excessivas. Essas substâncias podem causar 
danos ao corpo, afetando órgãos como fígado, rins, 
coração e cérebro. 
• Infecção: Causada pela multiplicação de 
patógenos no intestino, com sintomas mais 
graves, como diarreia com sangue e febre. 
A infecção ocorre quando microorganismos, como 
bactérias, vírus, fungos ou parasitas, entram no corpo 
e começam a se multiplicar, causando dano aos 
tecidos e afetando a função normal do organismo. 
Esses microorganismos podem entrar no corpo de 
várias formas, como por via respiratória, digestiva, 
urinária, ou através de feridas na pele. 
. Carga Microbiana 
A carga microbiana se refere à quantidade e tipo de 
microorganismos (como bactérias, vírus, fungos e 
protozoários) presentes em um ambiente ou objeto. 
Esses microrganismos podem causar infecções quando 
entram em contato com o hospedeiro, como ocorre 
nas gastroenterites. 
2. Fatores que Influenciam o Crescimento dos 
Microrganismos 
Fatores Intrínsecos: São características do ambiente 
onde os microrganismos estão. Exemplos incluem: 
Atividade de água: Quanto mais água disponível, mais 
fácil é para os microrganismos se multiplicarem. 
Menos água (baixo valor de atividade de água) inibe o 
crescimento. 
pH: O pH ácido ou básico de um ambiente pode 
favorecer o crescimento de certos microrganismos. 
Nutrientes: A presença de nutrientes essenciais para o 
crescimento microbiano, como carboidratos e 
proteínas. 
Potencial Redox: Refere-se à tendência de um 
ambiente em doar ou aceitar elétrons, o que também 
pode afetar o crescimento microbiano. 
Fatores Extrínsecos: São fatores externos que afetam 
os microrganismos: 
Temperatura: A maioria dos microrganismos cresce 
melhor a temperaturas amenas. 
Umidade Relativa: Ambientes úmidos favorecem o 
crescimento microbiano. 
Composição Gasosa do Ambiente: Alguns 
microrganismos podem ser aeróbios (precisam de 
oxigênio) ou anaeróbios (não toleram oxigênio). 
3. Interações entre Agente - Hospedeiro - Meio 
Ambiente 
Portas de entrada: São os locais por onde os 
microrganismos entram no corpo: 
Membranas mucosas (como nas vias respiratórias ou 
trato gastrointestinal), 
Pele (via aberta, como cortes ou lesões), 
Via parenteral (como infecções causadas por agulhas 
ou transfusões). 
Cadeia de transmissão: Refere-se às etapas pelas 
quais um agente infeccioso passa para causar uma 
infecção. Isso inclui: 
Agente: O microrganismo causador. 
Reservatório: O lugar onde o agente vive e se 
multiplica. 
Modo de transmissão: Como o agente é transferido 
para outro hospedeiro (ex: água ou alimentos 
contaminados). 
Porta de entrada: Como o agente entra no novo 
hospedeiro (como mucosas ou pele). 
Hospedeiro susceptível: O novo hospedeiro que pode 
ser infectado. 
4. Principais Agentes que Causam Gastroenterocolite 
Aguda 
Vírus: Como o rotavírus, coronavírus, adenovírus e 
norovírus, que afetam o intestino e aumentam a 
liberação de água e sais, causando diarreia e vômitos. 
Bactérias: Como Vibrio cholerae (cólera), Shigella e 
Salmonella, que podem liberar toxinas e afetar o 
equilíbrio de sódio e potássio no intestino. 
Protozoários: Como Giardia lamblia, que pode causar 
infecções intestinais crônicas. 
5. Sinais e Sintomas da GECA 
Os sinais e sintomas da Gastroenterocolite Aguda 
(GECA) podem variar dependendo do agente causador 
e da gravidade da infecção. Os principais sintomas 
incluem: 
Perda de apetite: A inflamação no trato 
gastrointestinal (estômago e intestinos) leva à 
diminuição do apetite. O corpo pode reagir à infecção 
com uma falta de interesse em comer, o que é comum 
em muitos tipos de infecção gastrointestinal. 
Náuseas e vômitos: Devido à inflamação e irritação no 
trato gastrointestinal, o paciente pode sentir náuseas 
e vomitar com frequência. O vômito pode ser um 
mecanismo de defesa do corpo para expelir os 
agentes patológicos (bactérias, vírus, etc.). 
Cólicas abdominais: As contrações musculares no 
intestino causadas pela inflamação podem levar a 
cólicas. O intestino tenta se "limpar" e, ao fazer isso, 
provoca dor e desconforto. 
Febre: A febre é uma resposta imunológica do corpo 
para combater a infecção. Ela ocorre devido à 
liberação de substâncias químicas chamadas 
pirógenos, que alteram a temperatura do corpo e 
ajudam a combater o agente infeccioso. 
Diarreia: A diarreia é um dos principais sintomas das 
gastroenterites agudas. Ela ocorre devido ao aumento 
da secreção de água e eletrólitos no intestino, ou 
devido à incapacidade do intestino de absorver água e 
nutrientes corretamente. 
Esses sintomas podem aparecer isolados ou em 
conjunto, dependendo do agente causal e da resposta 
do organismo. A gravidade dos sintomas também 
varia conforme o estado de saúde do paciente e a 
rapidez com que o tratamento é iniciado. 
 
6. Transmissão 
A gastroenterite pode ser transmitida de várias 
maneiras: 
Contato Direto: Quando uma pessoa entra em contato 
com uma pessoa infectada, por meio de saliva, 
secreções respiratórias ou contato com fezes. O 
contato com as mãos contaminadas é uma via comum 
de transmissão. 
Alimentos Contaminados: O consumo de alimentos 
que foram contaminados por microrganismos 
patogênicos, como bactérias (ex: Salmonella, E. coli) 
ou vírus (ex: rotavírus), pode causar infecção. Os 
alimentos podem ser contaminados em qualquer 
etapa, desde a produção até o preparo e manuseio 
inadequado. 
Água Contaminada: O consumo de água que contém 
patógenos é uma das principais formas de transmissão 
da gastroenterite, especialmente em locais com 
saneamento básico inadequado. A água pode ser 
contaminada por fezes humanas ou animais. 
Superfícies Contaminadas: Microrganismos 
patogênicos podem ser transferidos para superfícies e 
objetos, como maçanetas, brinquedos, pratos, copos e 
outros utensílios, através do contato com fezes ou 
secreções respiratórias. O contato com essas 
superfícies contaminadas pode levar à infecção. 
Contato Pessoa-a-Pessoa: A GECA é frequentemente 
transmitida por meio do contato direto com pessoas 
infectadas. Isso pode ocorrer quando uma pessoa com 
gastroenterite não lava as mãos corretamente após 
usar o banheiro ou ao cuidar de uma criança ou 
pessoa infectada. 
 
Medidas preventivas incluem: 
Vacinas contra o rotavírus: Existem vacinas que 
protegem contra o rotavírus, um dos principais 
causadores de gastroenterites em crianças pequenas. 
A vacina é parte do calendário vacinal infantil e é 
administrada em várias doses. 
Outras vacinas: Algumas vacinas também podem 
reduzir o risco de infecção por outros vírus que 
causam gastroenterite, como o adenovírus e o 
norovírus. 
Higiene no preparo de alimentos: Lavar bem as mãos 
antes de preparar alimentos, cozinhar os alimentos 
completamente, evitar a contaminação cruzada (como 
usar utensílios e tábuas de corte diferentes para 
carnes cruas e vegetais) e armazenar os alimentos 
corretamente. 
Água potável: Garantir que a água consumida seja 
tratada adequadamente e livre de microrganismos 
patogênicos. O uso de sistemas de filtragem ou 
fervura da água pode ajudar a eliminar possíveis 
agentes infecciosos. 
Amamentação para recém-nascidos: O leite materno 
contém anticorpos e outros componentes que ajudam 
a proteger o recém-nascido contra infecções, 
incluindo gastroenterites. Além disso, o aleitamento 
materno reduz o risco de desidratação, que é uma 
complicação comum da gastroenterite. 
O tratamento visa aliviar os sintomas e corrigir os 
desequilíbrios causados pela gastroenterite. Inclui: 
• Hidratação: Fundamental para repor os líquidos 
perdidos devido à diarreia e vômitos. 
• Probióticos: Para restaurar a flora intestinal. 
• Agentes antidiarréicos: Para controlar a diarreia. 
• Antimicrobianos: Usados quando a infecção é 
causada porbactérias específicas. 
9. Alterações da Homeostasia em Relação à GECA 
• Desbalanço Hídrico: A diarreia e o vômito causam 
perda de líquidos e eletrólitos, resultando em 
desidratação e possível choque hipovolêmico 
(redução do volume de sangue circulante). 
• Desbalanço Elétrico: Perda de sódio, potássio e 
cloro afeta a função renal e cardiovascular, 
levando a complicações como diminuição da 
pressão arterial. 
• Equilíbrio Ácido-Base: 
Acidose Metabólica: Ocorre quando há perda de 
bicarbonato nas fezes, reduzindo o pH sanguíneo e 
levando a sintomas como fadiga e confusão mental. O 
corpo tenta compensar com hiperventilação 
(respiração rápida). 
Alcalose Metabólica: Pode ocorrer em casos de 
vômitos intensos, com perda de ácido gástrico (HCl), 
resultando em aumento do pH sanguíneo e sintomas 
como fraqueza muscular. 
Hipocloremia: Perda de cloro, prejudicando a função 
renal. 
Hipocalemia: Baixos níveis de potássio, que afetam a 
função muscular e cardíaca. 
10. Pressão Arterial 
A GECA pode afetar a pressão arterial devido a 
alterações no volume de líquidos e eletrólitos: 
• Hiponatremia (baixo nível de sódio) pode piorar a 
redução do volume plasmático e afetar a pressão. 
• Hipovolemia (baixa quantidade de sangue) 
diminui o retorno venoso, afetando a função do 
coração e resultando em queda da pressão 
arterial. 
Diferença entre desinteria e diarreia 
Diarreia 
Definição: A diarreia é caracterizada pela eliminação 
de fezes mais líquidas e frequentes. Ela ocorre 
quando o intestino não absorve adequadamente água 
e eletrólitos durante o processo digestivo. 
Causas: Pode ser causada por várias condições, 
incluindo infecções virais (como o rotavírus), 
bacterianas (como Salmonella e Escherichia coli), uso 
de medicamentos, intolerância alimentar, síndrome do 
intestino irritável, entre outras. 
Sintomas: 
Fezes líquidas ou moles. 
Aumento na frequência das evacuações. 
Pode ser acompanhada de cólicas abdominais, mas 
geralmente não há presença de sangue. 
Tratamento: Inclui a reposição de líquidos e eletrólitos 
(hidratação), dieta leve e, em casos bacterianos, uso 
de antibióticos. 
Disenteria 
Definição: A disenteria é uma forma mais grave de 
diarreia, caracterizada pela presença de sangue e 
muco nas fezes, e é geralmente associada a infecções 
intestinais causadas por bactérias. 
Causas: A disenteria geralmente é causada por 
infecções bacterianas, como Shigella (disenteria 
bacilar), Entamoeba histolytica (amoebas), e outras 
bactérias patogênicas. Essas infecções causam 
inflamação no cólon. 
Sintomas: 
Fezes com sangue e muco. 
Cólicas abdominais intensas. 
Febre, mal-estar e fraqueza. 
Necessidade urgente de evacuar. 
Tratamento: Além da reposição de líquidos, o 
tratamento pode envolver antibióticos ou 
antiparasitários, dependendo da causa (bactérias ou 
parasitas). 
Diferenças principais: 
Fezes: 
Diarreia tem fezes líquidas, mas sem sangue ou muco. 
Disenteria tem sangue e muco nas fezes. 
Causas: 
Diarreia pode ser viral, bacteriana, ou relacionada a 
outras condições. 
Disenteria é geralmente causada por infecções 
bacterianas ou parasitárias mais graves. 
Severidade: 
A diarreia pode ser mais leve e resolvida com 
hidratação e cuidados gerais. 
A disenteria é mais grave, com risco de desidratação 
intensa devido à perda de líquidos e sangue. 
Em resumo, a disenteria é uma forma mais grave de 
diarreia, caracterizada pela presença de sangue nas 
fezes e por ser causada principalmente por infecções 
bacterianas ou parasitárias. 
 
 
 
 
Laboratório morfofuncional 
Intestino Delgado 
Funções Principais: 
Sítio terminal de digestão: O intestino delgado é a 
última parte do trato digestivo onde ocorre a 
maior parte da digestão dos alimentos. Aqui, os 
alimentos são quebrados em moléculas menores, 
como açúcares, aminoácidos e ácidos graxos, que 
são depois absorvidos. 
Grande absorção: A maior parte dos nutrientes, 
como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas 
e minerais, são absorvidos no intestino delgado. A 
absorção é facilitada pela grande área de 
superfície que o intestino delgado oferece. 
Secreção endócrina: O intestino delgado também 
secreta hormônios que ajudam a regular o 
processo digestivo. Esses hormônios modulam a 
liberação de enzimas digestivas e a motilidade 
intestinal. Além disso, o intestino delgado também 
está envolvido na sinalização do processo 
digestivo e na modulação do comportamento 
alimentar, influenciando quando sentimos fome 
ou saciedade. 
Mucosa do Intestino Delgado: 
Epitélio cilíndrico simples: O revestimento interno 
do intestino delgado é composto por células 
epiteliais de formato cilíndrico que são altamente 
especializadas em absorver os nutrientes dos 
alimentos. 
Borda em escova (microvilosidades): Na 
superfície dessas células epiteliais, existe uma 
estrutura chamada borda em escova, formada por 
microvilosidades. As microvilosidades são 
pequenas projeções que aumentam 
significativamente a área de contato da mucosa 
com o conteúdo intestinal, facilitando a absorção 
de nutrientes. 
Criptas: As criptas são pequenas fendas ou 
cavidades localizadas no epitélio intestinal. Dentro 
delas, existem células-tronco que têm a 
capacidade de se dividir e gerar novas células 
epiteliais, renovando continuamente o 
revestimento intestinal. As criptas também 
abrigam células de Paneth, que são responsáveis 
pela defesa imunológica, ajudando a combater 
patógenos que possam adentrar o intestino. 
Estruturas que Ampliam a Superfície de 
Absorção: 
Pregas: No intestino delgado, as pregas (ou 
dobras) são mais desenvolvidas no jejuno. Essas 
dobras aumentam a superfície de absorção, 
proporcionando maior área para a absorção dos 
nutrientes. 
Vilosidades: As vilosidades são projeções em 
forma de dedo que se estendem do epitélio 
intestinal para dentro da luz intestinal. Elas, 
juntamente com as pregas, aumentam 
enormemente a superfície disponível para 
absorver os nutrientes dos alimentos. 
Submucosa: 
Tecidos Conjuntivos: A submucosa é composta 
por tecido conjuntivo, que dá suporte estrutural 
ao intestino. Nesse tecido, há glândulas 
secretoras de muco alcalino, que protegem a 
mucosa intestinal, neutralizando o ácido gástrico 
que chega do estômago. 
Placas de Peyer: As placas de Peyer são 
aglomerados de tecido linfático localizados na 
mucosa do intestino delgado, especialmente no 
íleo. Elas desempenham um papel importante no 
sistema imunológico, ajudando a identificar e 
combater microrganismos patogênicos que 
podem estar presentes no conteúdo intestinal. 
Partes do Intestino Delgado: 
Duodeno: A primeira parte do intestino delgado, 
que recebe o quimo (alimento parcialmente 
digerido) do estômago. O duodeno é responsável 
por continuar a digestão dos alimentos, com a 
ajuda de enzimas do pâncreas e bile do fígado. 
Aqui, os carboidratos começam a ser digeridos na 
boca, as proteínas no estômago, e as gorduras no 
duodeno. 
Glândulas de Brunner: Localizadas no duodeno, as 
glândulas de Brunner secretam muco alcalino, 
que protege a mucosa do duodeno contra o 
ambiente ácido proveniente do estômago e 
facilita a digestão. 
Jejuno: Região do intestino delgado onde ocorre a 
maior parte da absorção dos nutrientes dos 
alimentos. O jejuno é especialmente adaptado 
para essa função devido à grande quantidade de 
vilosidades e microvilosidades em sua mucosa. 
Íleo: A última parte do intestino delgado, o íleo é 
responsável pela absorção de nutrientes restantes 
e pela identificação de patógenos através das 
placas de Peyer. Além disso, o íleo também ajuda 
a transportar o material não absorvido para o 
intestino grosso. 
Duodeno 
• Função: O duodeno é a primeira parte do 
intestino delgado, logo após o estômago. Ele 
desempenha um papel crucial na digestão, 
especialmente na quebra de alimentos. 
• Digestão dos alimentos: 
o Carboidratos:A digestão dos 
carboidratos começa na boca e é 
finalizada no duodeno com a ajuda 
das enzimas pancreáticas. 
o Proteínas: A digestão das proteínas 
começa no estômago, mas é concluída 
no duodeno, com a ação das enzimas 
pancreáticas. 
o Gorduras: A digestão das gorduras é 
iniciada no estômago e completada 
no duodeno, com a ajuda da bile, 
produzida pelo fígado e armazenada 
na vesícula biliar. 
• Glândulas de Brunner: Localizadas na mucosa 
do duodeno, essas glândulas secretam mucina 
alcalina para proteger a mucosa do duodeno 
da acidez do quimo (alimento parcialmente 
digerido vindo do estômago). 
• Função adicional: No duodeno também 
ocorre a neutralização do pH, tornando o 
ambiente mais favorável para a ação das 
enzimas digestivas. 
2. Jejuno 
• Função: O jejuno é a parte do intestino 
delgado responsável pela absorção da maior 
parte dos nutrientes. Ele está adaptado para 
maximizar essa absorção. 
• Estruturas: 
o O jejuno possui microvilosidades que 
aumentam a superfície de absorção. 
o As vilosidades são pequenas 
projeções no epitélio que, juntamente 
com as microvilosidades, aumentam 
significativamente a área de contato 
entre o intestino e o conteúdo 
alimentar, facilitando a absorção. 
• Composição: A mucosa do jejuno é rica em 
células absortivas, que absorvem os 
nutrientes como carboidratos, lipídios, 
proteínas, vitaminas e minerais. 
3. Íleo 
• Função: O íleo é a última parte do intestino 
delgado, onde a absorção de nutrientes 
restantes acontece, além da absorção de 
vitamina B12 e sais biliares. 
• Estruturas: O íleo também possui placas de 
Peyer, que são estruturas imunológicas que 
ajudam a identificar e eliminar 
microrganismos patogênicos. 
• Células calciformes: No íleo, há um aumento 
na produção de muco, o que ajuda a proteger 
a mucosa intestinal e facilita o movimento do 
conteúdo alimentar. 
Intestino Grosso 
O intestino grosso é a parte final do sistema digestivo, 
responsável pela absorção de água e minerais e pela 
formação das fezes. Ele é dividido em várias partes: 
cólo ascendente, cólon transverso, cólon 
descendente, cólon sigmoide e reto. 
1. Ceco 
• O ceco é a primeira parte do intestino grosso, 
localizado após a válvula ileocecal, que 
impede o refluxo do conteúdo intestinal do 
intestino grosso para o delgado. 
• O apêndice é uma pequena projeção 
localizada no ceco, que tem funções 
imunológicas. 
2. Cólon 
• O cólon é a parte principal do intestino grosso, 
onde ocorre a absorção de água e a formação 
das fezes. 
o Cólon ascendente: Vai da região do 
ceco até a parte superior direita do 
abdômen. 
o Cólon transverso: Atravessa o 
abdômen de direita para a esquerda. 
o Cólon descendente: Desce ao lado 
esquerdo do abdômen. 
o Cólon sigmoide: Última parte do 
cólon, em forma de “S”, antes de se 
conectar com o reto. 
• O cólon possui tenias, que são faixas de 
músculo longitudinal que ajudam a 
movimentar o conteúdo intestinal. 
• As valvas ou pregas no reto servem para reter 
as fezes, permitindo que o corpo identifique o 
momento certo para liberá-las. 
3. Reto e Ânus 
• O reto é a parte final do intestino grosso, onde 
as fezes são armazenadas antes da eliminação. 
• O ânus é a abertura pela qual as fezes são 
expelidas para o ambiente externo. 
• O processo de defecação é controlado por um 
sistema nervoso, que avisa ao cérebro quando 
o reto está cheio e quando é hora de liberar as 
fezes. 
Omentos 
Os omentos são camadas de gordura que ajudam a 
proteger os órgãos abdominais e contribuem para a 
função imunológica e vascular. 
1. Omento Maior 
• O omento maior é uma grande camada de 
gordura que cobre os cólons do intestino 
grosso e as alças do intestino delgado. Ele 
também tem uma função de proteção, pois 
forma uma espécie de "manta" ao redor dos 
órgãos abdominais. 
2. Omento Menor 
• O omento menor cobre a curvatura menor do 
estômago e a porção inicial do duodeno até o 
fígado, além de servir para proteger essas 
áreas. 
3. Mesentério 
• O mesentério é uma dobra do peritônio 
(membrana que reveste a cavidade 
abdominal) que conecta os intestinos à 
parede abdominal, garantindo o suporte físico 
e permitindo que os vasos sanguíneos e 
linfáticos cheguem aos intestinos para 
transportar nutrientes e remover resíduos. 
 
Função de Absorção e Produção de Fezes 
• Absorção de Nutrientes: O intestino delgado é 
responsável pela absorção de carboidratos, 
proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, 
que são transferidos para a corrente 
sanguínea e utilizados pelo corpo para energia 
e crescimento. 
• Formação das Fezes: No intestino grosso, 
ocorre a absorção de água e minerais. O 
restante do conteúdo não digerido, junto com 
células epiteliais descamadas, forma as fezes. 
Estas são armazenadas no reto até que o 
corpo as libere. 
 
Medicina laboratorial 
Giardia lamblia (Giardíase) 
Giardia lamblia é um protozoário flagelado que pode 
infectar o intestino delgado humano, causando 
giardíase, uma das infecções intestinais mais comuns 
em todo o mundo. Este parasita é transmitido 
principalmente por ingestão de cistos presentes em 
alimentos ou água contaminados com fezes humanas 
ou de animais infectados. 
Cistos de Giardia 
Os cistos de Giardia lamblia são estruturas 
resistentes, capazes de sobreviver em condições 
ambientais adversas. Eles são a principal forma 
infecciosa, e uma vez ingeridos, os cistos liberam os 
trofozoítas no intestino, onde se fixam na mucosa 
intestinal, afetando a absorção de nutrientes. Esses 
trofozoítas podem se multiplicar e causar inflamação 
intestinal. 
Ciclo de Vida 
1. Ingestão: A infecção começa quando uma 
pessoa ingere alimentos ou água 
contaminados com cistos de Giardia. 
2. Liberação de trofozoítas: No intestino 
delgado, os cistos se abrem, liberando os 
trofozoítas que podem se fixar nas células 
epiteliais da mucosa intestinal, 
particularmente no duodeno e jejuno. 
3. Multiplicação e transmissão: Os trofozoítas se 
multiplicam por divisão binária e podem ser 
excretados nas fezes como cistos, reiniciando 
o ciclo. 
Sinais e Sintomas 
A giardíase pode ser assintomática em muitas 
pessoas, mas nos casos sintomáticos, os sinais mais 
comuns incluem: 
• Diarreia aquosa (não sanguinolenta). 
• Cólicas abdominais e sensação de plenitude 
abdominal. 
• Distensão abdominal e aumento de gases 
(flatulência). 
• Náuseas e vômitos. 
• Perda de peso devido à má absorção de 
nutrientes. 
• Fadiga e sensação de cansaço generalizado. 
• Diarreia crônica em infecções prolongadas. 
Diagnóstico 
• Exame de fezes: A pesquisa de cistos ou 
trofozoítas nas fezes é o método principal para 
diagnóstico. O exame deve ser repetido várias 
vezes, pois a excreção de cistos é intermitente. 
• Teste de antígeno: Existem testes rápidos que 
detectam antígenos específicos de Giardia nas 
fezes. 
• Teste molecular: A PCR (reação em cadeia da 
polimerase) também pode ser usada para 
diagnóstico mais preciso. 
Tratamento 
• O tratamento é feito com antiprotozoários 
como metronidazol, tinidazol ou 
nitazoxanida, que atuam eficazmente contra o 
protozoário. 
• A hidratação é essencial devido à perda de 
líquidos e eletrólitos pela diarreia. 
• O tratamento pode durar de 5 a 7 dias, 
dependendo do medicamento. 
 
Entamoeba histolytica (Amebíase) 
Entamoeba histolytica é o protozoário causador da 
amebíase, uma infecção intestinal que pode evoluir 
para formas mais graves, como abscesso hepático. A 
transmissão ocorre principalmente pela ingestão de 
cistos presentes em água ou alimentos contaminados 
com fezes humanas. 
Cistos de Entamoeba 
Os cistos de Entamoeba histolytica são a forma 
infectante e são altamente resistentes no ambiente. 
Após serem ingeridos, eles liberam trofozoítas no 
intestino grosso, onde o parasita pode se alimentar de 
células epiteliais e tecido intestinal, causando lesões e 
ulcerações.Em casos graves, os trofozoítas podem 
invadir a corrente sanguínea e atingir órgãos como o 
fígado, causando abscessos. 
Ciclo de Vida 
1. Ingestão: O ciclo de vida começa com a 
ingestão de cistos contaminados. 
2. Liberação de trofozoítas: No intestino, os 
cistos se abrem, liberando trofozoítas, que 
podem se fixar na mucosa intestinal, levando 
a lesões. 
3. Forma cística: Os trofozoítas se transformam 
novamente em cistos à medida que se movem 
pelo intestino, prontos para ser excretados nas 
fezes e contaminarem o ambiente. 
Sinais e Sintomas 
• Diarreia sanguinolenta (dissenteria), um dos 
principais sintomas de amebíase. 
• Cólicas abdominais e dor abdominal. 
• Febre e náuseas. 
• Perda de peso e fadiga. 
• Abscesso hepático: Quando o parasita migra 
para o fígado, pode formar abscessos, 
causando dor no quadrante superior direito 
do abdome. 
• Em casos graves, pode levar a complicações 
como peritonite ou até fístulas intestinais. 
Diagnóstico 
• Exame de fezes: A pesquisa de cistos e 
trofozoítas é o método padrão para 
diagnóstico. 
• Exame sorológico: Pode detectar anticorpos 
contra Entamoeba histolytica. 
• Imagens: Exames de imagem, como 
ultrassonografia ou tomografia, são úteis para 
diagnosticar abscessos hepáticos. 
• Biópsia: Pode ser realizada em casos graves 
para identificar o parasita diretamente nos 
tecidos. 
Tratamento 
• O tratamento é realizado com metronidazol 
ou tinidazol para eliminar os trofozoítas. 
• Após a erradicação da forma ativa, podem ser 
usados paromomicina ou iodoquinol para 
eliminar os cistos. 
• A hidratação é essencial para reposição de 
líquidos perdidos devido à diarreia. 
Diferenças nos Cistos de Giardia e Entamoeba 
1. Giardia lamblia: 
o Cistos de Giardia são ovoidais e 
geralmente diplóides, com uma 
membrana externa mais fina. 
Possuem de 2 a 4 núcleos, e sua 
forma é mais arredondada. 
o São altamente resistentes à 
desidratação, a temperaturas baixas e 
ao cloro na água potável. 
2. Entamoeba histolytica: 
o Os cistos de Entamoeba são mais 
compactos e geralmente possuem 4 
núcleos em sua forma madura. 
o Possuem uma parede espessa que os 
torna mais resistentes e também 
podem sobreviver por semanas em 
condições ambientais favoráveis. 
 
Outros Protozoários Intestinais 
Outros protozoários intestinais causam infecções no 
trato gastrointestinal, comumente associadas a más 
condições sanitárias: 
• Balantidium coli: Este protozoário cilíndrico é 
o maior protozoário parasita conhecido. Ele 
causa a balantidíase, que pode se manifestar 
como diarreia, cólicas e sangramento. É mais 
comum em regiões endêmicas, como o 
sudeste asiático. A infecção é tratada com 
tetraciclina ou metronidazol. 
• Cryptosporidium spp.: Este protozoário, que 
pode causar criptosporidose, é 
particularmente perigoso para 
imunocomprometidos, pois pode resultar em 
diarreia aquosa grave e desidratação. Os cistos 
são ingeridos e liberam esporozoítos no 
intestino delgado. O tratamento é focado em 
manejo de sintomas e, em alguns casos, 
nitazoxanida pode ser usada. 
• Isospora belli: Causa isosporose, 
caracterizada por diarreia aquosa, dor 
abdominal e febre. A infecção pode ser mais 
comum em indivíduos imunocomprometidos. 
O tratamento é feito com trimetoprim-
sulfametoxazol. 
• Cyclospora cayetanensis: Este protozoário é 
responsável pela cicloesporose, que também 
causa diarreia aquosa, cólicas, náuseas e 
perda de apetite. A ingestão de frutas ou 
vegetais contaminados é a principal forma de 
transmissão. O tratamento envolve o uso de 
trimetoprim-sulfametoxazol. 
Tanto Giardia lamblia quanto Entamoeba histolytica 
são protozoários intestinais comuns que podem 
causar infecções gastrointestinais graves, mas suas 
manifestações clínicas e formas de tratamento 
diferem significativamente. Enquanto a giardíase 
frequentemente se apresenta com diarreia aquosa e 
sintomas mais brandos, a amebíase pode levar a 
complicações graves, como abscessos hepáticos e 
peritonite. O diagnóstico é realizado principalmente 
por exame de fezes, e o tratamento envolve 
antiparasitários eficazes, como metronidazol e 
tinidazol. Além desses, outros protozoários intestinais, 
como Balantidium coli, Cryptosporidium spp., e 
Cyclospora cayetanensis, também são causas 
importantes de doenças gastrointestinais, com 
tratamentos específicos para cada infecção. 
Esses protozoários representam uma preocupação 
significativa em áreas com condições sanitárias 
inadequadas, exigindo cuidados com a higiene e o 
consumo de água tratada para evitar infecções. 
 
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