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Administração de Serviços de Alimentação Profa. M.a. Fernanda Trigo Costa Objetivos da Disciplina Identificar os principais processos de administração e planejamento a fim de possibilitar a compreensão da estrutura organizacional e funcional de uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN). Apresentar as ferramentas, estratégias e técnicas de gestão e controle relacionadas à produção de alimentos para que o aluno seja capaz de elaborar o planejamento físico, material e de recursos humanos em UAN, bem como executar o gerenciamento e controle de qualidade. Organização das Aulas Aula 1 07/10 • Administração e Planejamento organizacional – Unidade 1 • Planejamento Físico – Unidade 2 Aula 2 14/10 • Gestão de cardápios e Recursos Materiais – Unidade 3 Aula 3 21/10 • Gestão de Recursos Humanos – Unidade 4 Aula 4 28/10 • Gestão Econômico Financeira – Unidade 5 • Gestão Estratégica – Unidade 6 Atualmente, a área de produção de refeições para atendimento de todo o segmento de alimentação fora do lar (incluindo a área hospitalar) é um dos setores que mais oferece oportunidades ao nutricionista, tanto pelo número de estabelecimentos/instituições, quanto pela importância e obrigatoriedade da presença deste profissional para a garantia da segurança e qualidade do processo/serviço. Atuação do Nutricionista em UAN http://pesquisa.cfn.org.br/ http://pesquisa.cfn.org.br/ Atuação do Nutricionista em UAN http://pesquisa.cfn.org.br/ http://pesquisa.cfn.org.br/ Atividades Desenvolvidas ▪ Garantir a execução dos cardápios diversificados e voltados para as necessidades dos clientes (variedade, espaço, equipamentos e utensílios adequados); ▪ Garantir a produção de refeições dentro de padrões previstos pela legislação sanitária e conforme a expectativa dos profissionais e clientes envolvidos; ▪ Garantir conforto, redução de agravos à saúde e satisfação dos clientes e funcionários com condições adequadas de ambiência (iluminação, ventilação, ruídos, cores, revestimento adequado etc.) ▪ Evitar interrupções e cruzamentos no fluxo de operações - atrasos nas atividades, contaminação cruzada e/ou acidentes de trabalho; ▪ Evitar redução da produtividade por diversos fatores; ▪ Evitar aumento de custos por: desperdício de alimentos, acidentes de trabalho, etc.. As UAN são definidas como um conjunto de áreas com o objetivo de operacionalizar a produção e oferecimento de alimentação adequada aos diversos tipos de público. Trata-se de um serviço organizado, compreendendo uma sequência e sucessão de atos destinados a fornecer refeições balanceadas dentro dos padrões dietéticos e higiênico-sanitários. Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) Conceitos de Administração e Planejamento ▪ Recursos Humanos ▪ Matéria-prima ▪ Equipamentos ▪ Prazo ▪ Produtividade ▪ Custo Fatores envolvidos na Gestão de UAN Planejamento Organizacional Organograma Tipos de Contrato Sistema de distribuição: Centralizado: refeições são produzidas e distribuídas no mesmo local. Descentralizado: as refeições são produzidas em um local (cozinha central) e distribuídas em outro(s) local(is). Misto: parte das refeições é distribuída de forma centralizada e parte é descentralizada. Tipos de serviço: Self-service: refeitório – tradicional, fluxo livre ou misturado; máquinas de venda automática; buffets, aperitivos variados, buffets de salada; e drive-thru; Serviço de bandeja: centralizado ou descentralizado; Serviço com garçom: balcão, mesa – americano, francês, russo, familiar, banquete; Refeições transportadas: entrega dentro ou fora das dependências. Sistemas de Distribuição e Tipos de Serviço ▪ dimensionamento e planejamento dos diferentes setores; ▪ planejamento da ambiência e das instalações hidráulicas e de energia; ▪ seleção, dimensionamento e aquisição de equipamentos, móveis e utensílios; ▪ elaboração do projeto arquitetônico; ▪ equipe multidisciplinar (nutricionista, arquiteto, engenheiro, eletricista e outros). Planejamento Físico-funcional Planejamento Físico-funcional Fluxograma do processo Área de Recebimento Armazenamento ESTOCAGEM EM TEMPERATURA AMBIENTE ESTOCAGEM REFRIGERADA Reservada a todos ao alimentos perecíveis. Armazenamento Câmara Congelada Câmara Resfriada Freezer/ Geladeira Aconselha – se a instalação de 2 câmaras: uma a 0ºC para carnes e outra a 10ºC para frutas e verduras PRÉ - PREPARO DE HORTALIÇAS E FRUTAS Área de Pré-preparo PRÉ – PREPARO DE CARNES Área de Pré-preparo Reservada ao pré - preparo e preparo de pratos à base de massas e de sobremesas. Confeitaria / Padaria Cocção em calor úmido: efetuada por intermédio de caldeirões, com aquecimento a vapor direto ou autogerador. Cocção em calor seco: - Frituras: assegurada por fritadeiras de imersão ou frigideiras - Assados: assegurada por fornos Preparo / Cocção Neste local, as preparações prontas são encaminhadas às áreas de distribuição. As preparações são mantidas em temperatura controlada. Área de Expedição ou Espera Lavagem de panelas: reservado ao tratamento e higienização dos utensílios e cozinha. Higienização de Utensílios UAN Hospitalar UAN Hospitalar Todo Hospital deve prever uma área para a elaboração de dietas especiais equipada de maneira que atenda as mais variadas elaborações. Cozinha Dietética Local onde os comensais fazem suas refeições. Deve estar situado ao ponto que facilite o transporte das refeições prontas. Área de Distribuição Reservada à higienização dos utensílios utilizados pelos clientes no refeitório. Área de Devolução e Higienização de Louças Reservado à estocagem do lixo produzido durante a operação até que se efetue sua retirada. Área de depósito de lixo Câmara de lixo Deve ser situada em local que facilite a supervisão das operações de processamento das refeições. Sala da Administração Reservados à higiene pessoal exclusiva dos funcionários internos do restaurante. Vestiários e Sanitários Reservadas para a instalação dos sistemas de ventilação e transformação de energia e depósito de combustíveis. Áreas Técnicas É obrigatória a presença de caixa de gordura, mantida bem vedada, próxima à área de geração do resíduo. Deve estar localizada fora das áreas de manipulação e armazenamento de alimentos. Caixa de Gordura Fogão Equipamentos básicos Forno Equipamentos Básicos Caldeiras Equipamentos Básicos https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjMrtmnmsXdAhXGipAKHS1vDAQQjRx6BAgBEAU&url=https://www.dgabc.com.br/Noticia/966485/uma-cozinha-capaz-de-alimentar-cidades&psig=AOvVaw0YS8QQmpQzBVcPekNNMpH_&ust=1537382468830971 Batedeira Equipamentos Básicos Amaciador de Bifes Equipamentos Básicos Máquina de Lavar Louça Equipamentos Básicos Liquidificador Equipamentos Básicos Fritadeira Equipamentos Básicos Refrigeradores Equipamentos Básicos Coifa Equipamentos Básicos Balcão Térmico Equipamentos Básicos Balcão (apoio) Equipamentos Básicos Equipamentos sobre rodízios (apoio) Equipamentos Básicos Balança Equipamentos Básicos Carro Plataforma Carro Chassis Equipamentos Básicos Monobloco / caixas Carro para Cereais Equipamentos Básicos Pass Trough Outros Equipamentos Descascador de Batata Outros Equipamentos Cortador de Legumes Outros Equipamentos Extrator de Suco Outros Equipamentos Fatiador de Frios Outros Equipamentos Chapa Charbroiler Outros Equipamentos Refresqueira Outros Equipamentos Em virtude do aumento do número de alunos da Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, o restaurante central da universidade experimentou um sensível crescimento da sua demanda. Até março de 2014, o restaurante ofertava 450 almoços subsidiados por dia, a partir de abril de 2014 o restaurante passou a ofertar diariamente900 almoços subsidiados. Esse aumento na oferta de refeições agravou alguns problemas anteriormente observados no restaurante, principalmente no que se refere a espera excessiva nas filas, fluxos inadequados de pessoas e dificuldades na dinâmica de reposição dos alimentos pelos funcionários. Aplicação na Prática! Objetivos da Análise: (1) identificar técnicas e ferramentas para o planejamento e gestão do layout nas organizações que sirvam às características de um restaurante, para então (2) tratar do arranjo físico do restaurante universitário da UESC e a sua dinâmica de funcionamento, principalmente no turno do almoço, ocasião em que a demanda é maior e os problemas decorrentes da deficiência da estrutura física e grande fluxo de pessoas ficam evidentes. Aplicação na Prática! As duas principais ferramentas utilizadas para a avaliação do layout atual do restaurante foram mapofluxograma e estudo de tempos cronometrados. Aplicação na Prática! Segundo Neumann e Scalice (2015), o mapofluxograma representa a movimentação física de um ou vários itens (que podem ser produtos, materiais ou pessoas) através dos centros de processamento dispostos no layout de uma instalação produtiva. A representação é feita através de linhas gráficas, com indicação do sentido de movimento, sobre a planta baixa da instalação envolvida. O uso do mapofluxograma facilita a observação da existência de cruzamentos de fluxos, idas e voltas excessivas, e deslocamentos longos sem a existência de operações. Esses elementos são indicativos de uma má distribuição do layout atual. Aplicação na Prática! Imagens iniciais dos pavimentos Sugestões ▪ Mudança do posicionamento do caixa, para readequar o espaço destinado a formação da fila; ▪ Uso de marcadores no piso para determinar o posicionamento de pessoas, equipamentos e fluxos; ▪ Destinação de parte da área do 1° pavimento para a criação de um espaço de alimentação com mesas realocadas do 3° e 4° pavimento; ▪ Instalação de um elevador de carga, em uma sala atualmente não utilizada na cozinha, para transportar alimentos da cozinha para a nova área de alimentação criada no 4° pavimento; ▪ Adequação de acessibilidade na saída do restaurante com a construção de uma rampa de acesso. Sugestões ▪ Retirada de uma fila de mesas do 3° pavimento para a realocação do 2° buffet térmico e criação de um espaço amplo para a formação da fila e trânsito dos carrinhos repositores, criando um circuito para organizar o fluxo de pessoas; ▪ Uso de marcadores no piso para determinar o posicionamento de pessoas, equipamentos e fluxos; ▪ Retirada de uma fila de mesas do 4° pavimento para a criação de uma nova área de alimentação, com um 3° buffet térmico reabastecido por um elevador de carga; ▪ Realocação de algumas mesas para melhorar o fluxo de pessoas no 4° pavimento. Comparação Comparação Conclusões Todas essas modificações propostas foram feitas prevendo baixos investimentos em virtude da limitação de recursos financeiros. As demarcações de fluxo no piso devem manter a passagem de pessoas de modo livre e organizado, facilitando também a movimentação dos carrinhos de reposição aos buffets. O elevador de carga suprirá o terceiro buffet, reduzindo o tempo de reposição. ATÉ A PRÓXIMA!