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1 SET5953 – Mecânica das Estruturas de Cascas Finas Aluno: Péricles Rafael Pavão Carvalho. No USP: 10401740 EXERCÍCIOS - CASCAS CILÍNDRICAS (Aula 18/03) Exerćıcio 1. (referente ao exemplo 3 na página 17 da apostila “Cascas de concreto armado”) Analisar um tubo ciĺındrico de raio R, preenchido por um ĺıquido de peso espećıfico γ e pressão p0 aplicada ao longo do seu eixo, conforme a Figura 1. Figura 1: Casca ciĺındrica preenchida por ĺıquido R L H h d Δu Δu Malha: 2320 nós, 490 elementos triangulares 414 nós, 68 elementos triangulares A Geometria: L = 0.25 m H = 0.1 m h = 0.06 m R = 1.5 m Δu = d = 0.45 m φ h=R cos φR L x p0 Resposta: Sabendo que a altura de um ponto na seção transversal do tubo relativa ao seu eixo é de h = R cosϕ (ver Figura 1), a pressão nesse ponto é dada por p = p0 − γh = p0 − γR cosϕ. (1) Tal pressão atua na direção normal à casca ciĺındrica, contribuindo, portanto, apenas à parcela fz das forças distribúıdas por unidade de superf́ıcie. Assim fx = 0 fϕ = 0 fz = −p = γR cosϕ− p0. (2) Pelas equação de equiĺıbrio em z, temos Nϕ = −Rfz = R(p0 − γR cosϕ), (3) que implica em ∂Nϕ ∂ϕ = γR2senϕ. (4) Aplicando a equação (4) na equação de equiĺıbrio em y, temos: Nxϕ = − ∫ ( ��fϕ + 1 R ∂Nϕ ∂ϕ ) dx+C1(ϕ) = − ∫ γRsenϕdx+C1(ϕ) = −γRx senϕ+C1(ϕ). (5) 2 Pela simetria do problema, devemos ter, em x = 0, Nxϕ = 0. Logo, C1(ϕ) = 0, resultando em: Nxϕ = −γRx senϕ, (6) e, consequentemente, ∂Nxϕ ∂ϕ = −γRx cosϕ. (7) Finalmente, aplicando a equação (7) na equação de equiĺıbrio em x, temos: Nx = − ∫ ( ��fx + 1 R ∂Nxϕ ∂ϕ ) dx+ C2(ϕ) = ∫ γx cosϕdx+ C2(ϕ) = 1 2 γx2 cosϕ+ C2(ϕ). (8) A expressão de C2(ϕ) não pode ser obtida apenas com as equações de equiĺıbrio, pois este é um problema hiperestático. Dessa forma, aplicando as equações constitutivas e de compatibilidade: ∂u ∂x = εx = 1 E (σx − νσy) = 1 Ee (Nx − νNϕ)⇒ u = ∫ 1 Ee (Nx − νNϕ) dx+ C3(ϕ), (9) onde e é a espessura da casca, E é o módulo de elasticidade do material e ν o coeficiente de poisson. Aplicando as equações (8) e (3) na equação (9), temos: u = ∫ 1 Ee ( 1 2 γx2 cosϕ+ C2(ϕ)− νR(p0 − γR cosϕ) ) dx+ C3(ϕ) = 1 6Ee γx3 cos(ϕ) + 1 Ee x (C2(ϕ)− νR(p0 − γR cosϕ)) + C3(ϕ). (10) Podemos utilizar novamente a simetria do problema e afirmar que u = 0 para x = 0, o que resulta em C3(ϕ) = 0. Além disso, u = 0 para x = L, logo 1 6Ee γL3 cos(ϕ) + 1 Ee L (C2(ϕ)− νR(p0 − γR cosϕ)) = 0, (11) implicando em C2(ϕ) = νR(p0 − γR cosϕ)− 1 6 γL2 cosϕ. (12) Logo, temos, finalmente: Nx = 1 2 γx2 cosϕ+ νR(p0 − γR cosϕ)− 1 6 γL2 cosϕ Nϕ = R(p0 − γR cosϕ) Nxϕ = −γRx senϕ. (13) Além disso, aplicando a equação (12) na equação (10), temos: u = γ 6Ee (x3 − xL2) cosϕ, (14) que resulta em ∂u ∂ϕ = γ 6Ee (xL2 − x3) senϕ. (15) 3 Aplicando novamente relações constitutivas e de compatibilidade, temos: γxϕ = 2(1 + ν) Ee Nxϕ = ∂v ∂x + 1 R ∂u ∂ϕ ⇒ v = ∫ ( 2(1 + ν) Ee Nxϕ − 1 R ∂u ∂ϕ ) dx+ C4(ϕ) (16) na qual, aplicando as equações (6) e (15), resulta v = ∫ ( −2(1 + ν) Ee γRx senϕ− 1 R γ 6Ee (xL2 − x3) senϕ ) dx+ C4(ϕ) = −1 + ν Ee γRx2 senϕ− 1 R γ 6Ee ( x2L2 2 − x4 4 ) senϕ+ C4(ϕ). (17) Mas, para x = L, devemos ter v = 0. Logo: C4(ϕ) = 1 + ν Ee γRL2 senϕ+ 1 R γL4 24Ee senϕ, (18) de forma que v = 1 + ν Ee γR(L2 − x2) senϕ− 1 R γ 6Ee ( x2L2 2 − x4 4 − L4 4 ) senϕ. (19) e, consequentemente, ∂v ∂ϕ = 1 + ν Ee γR(L2 − x2) cosϕ− 1 R γ 6Ee ( x2L2 2 − x4 4 − L4 4 ) cosϕ. (20) Aplicando novamente relações constitutivas e de compatibilidade, temos: εϕ = 1 Ee (Nϕ − νNx) = 1 R ∂v ∂ϕ + w R ⇒ w = R Ee (Nϕ − νNx)− ∂v ∂ϕ (21) Aplicando as equações (3), (8) e (20), temos: w = R Ee ( R(p0 − γR cosϕ)− ν ( 1 2 γx2 cosϕ+ νR(p0 − γR cosϕ)− 1 6 γL2 cosϕ )) − 1 + ν Ee γR(L2 − x2) cosϕ+ 1 R γ 6Ee ( x2L2 2 − x4 4 − L4 4 ) cosϕ. (22) Logo, os deslocamentos são dados pelas expressões u = γ 6Ee (x3 − xL2) cosϕ, v = 1 + ν Ee γR(L2 − x2) senϕ− 1 R γ 6Ee ( x2L2 2 − x4 4 − L4 4 ) senϕ. w = R Ee ( R(p0 − γR cosϕ)− ν ( 1 2 γx2 cosϕ+ νR(p0 − γR cosϕ)− 1 6 γL2 cosϕ )) − 1 + ν Ee γR(L2 − x2) cosϕ+ 1 R γ 6Ee ( x2L2 2 − x4 4 − L4 4 ) cosϕ. (23) 4 Exerćıcio 2. (referente ao exemplo 4 na página 17 da apostila “Cascas de concreto armado”) Analisar um tubo ciĺındrico de raio R sujeito à força distribúıda vertical g devida ao seu próprio peso, conforme a Figura 2. Figura 2: Casca ciĺındrica submetida ao próprio peso R L H h d Δu Δu Malha: 2320 nós, 490 elementos triangulares 414 nós, 68 elementos triangulares A Geometria: L = 0.25 m H = 0.1 m h = 0.06 m R = 1.5 m Δu = d = 0.45 m φ h=R cos φR L x p0 φ R L x g cos φ g sen φ g Resposta: Como pode ser visto na Figura 2, o efeito do peso próprio da casca ciĺındrica resulta nas seguintes forças distribúıdas: fx = 0 fϕ = g senϕ fz = g cosϕ (24) Pelas equação de equiĺıbrio em z, temos Nϕ = −Rfz = −Rg cosϕ (25) que implica em ∂Nϕ ∂ϕ = Rg senϕ. (26) Aplicando a equação (26) na equação de equiĺıbrio em y, temos: Nxϕ = − ∫ ( fϕ + 1 R ∂Nϕ ∂ϕ ) dx+C1(ϕ) = − ∫ 2g senϕdx+C1(ϕ) = −2gx senϕ+C1(ϕ). (27) Pela simetria do problema, devemos ter, em x = 0, Nxϕ = 0. Logo, C1(ϕ) = 0, resultando em: Nxϕ = −2gx senϕ (28) e, consequentemente, ∂Nxϕ ∂ϕ = −2gx cosϕ (29) Finalmente, aplicando a equação (29) na equação de equiĺıbrio em x, temos: Nx = − ∫ ( ��fx + 1 R ∂Nxϕ ∂ϕ ) dx+C2(ϕ) = ∫ 2 R gx cosϕdx+C2(ϕ) = 1 R gx2 cosϕ+C2(ϕ). (30) A expressão de C2(ϕ) não pode ser obtida apenas com as equações de equiĺıbrio, pois este é um 5 problema hiperestático. Dessa forma, aplicando as equações (30) e (25) na equação (9), temos: u = ∫ 1 Ee ( 1 R gx2 cosϕ+ C2(ϕ) + νRg cosϕ ) dx+ C3(ϕ) = 1 3Ee gx3 cosϕ+ 1 Ee x (C2(ϕ) + νRg cosϕ) + C3(ϕ). (31) Podemos utilizar novamente a simetria do problema e afirmar que u = 0 para x = 0, o que resulta em C3(ϕ) = 0. Além disso, u = 0 para x = L, logo 1 3Ee gL3 cos(ϕ) + 1 Ee L (C2(ϕ) + νRg cosϕ) = 0, (32) implicando em C2(ϕ) = −1 3 gL2 cos(ϕ)− νRg cosϕ. (33) Logo, temos, finalmente: Nx = 1 R gx2 cosϕ− 1 3 gL2 cos(ϕ)− νRg cosϕ Nϕ = −Rg cosϕ Nxϕ = −2gx senϕ. (34) Além disso, aplicando a equação (33) na equação (31), temos: u = 1 3Ee g(x3 − xL2) cosϕ, (35) que resulta em ∂u ∂ϕ = 1 3Ee g(xL2 − x3) senϕ. (36) Aplicando as equações (28) e (36) em (16), resulta v = ∫ ( −2(1 + ν) Ee 2gx senϕ− 1 3REe g(xL2 − x3) senϕ ) dx+ C4(ϕ) = −2(1 + ν) Ee gx2 senϕ− g 12REe ( 2x2L2 − x4 ) senϕ+ C4(ϕ). (37) Mas, para x = L, devemos ter v = 0. Logo: C4(ϕ) = 2(1 + ν) Ee gL2 senϕ+ gL4 12REe senϕ (38) de forma que v = 2(1 + ν) Ee g(L2 − x2) senϕ− g 12REe ( 2x2L2 − x4 − L4 ) senϕ. (39) 6 e, consequentemente, ∂v ∂ϕ = 2(1 + ν) Ee g(L2 − x2) cosϕ− g 12REe ( 2x2L2 − x4 − L4 ) cosϕ. (40) Aplicando as equações (3), (30) e (40) em (21), temos: w =− R Ee ( Rg cosϕ+ ν( 1 R gx2 cosϕ− 1 3 gL2 cos(ϕ)− νRg cosϕ) ) − 2(1 + ν) Ee g(L2 − x2) cosϕ+ g 12REe ( 2x2L2 − x4 − L4 ) cosϕ (41) Logo, os deslocamentos são dados pelas expressões u = 1 3Ee g(x3 − xL2) cosϕ v = 2(1 + ν) Ee g(L2 − x2) senϕ− g 12REe (2x2L2 − x4 − L4) senϕ w =− R Ee ( Rg cosϕ+ ν( 1 R gx2 cosϕ− 1 3 gL2 cos(ϕ)− νRg cosϕ) ) − 2(1 + ν) Ee g(L2 − x2) cosϕ+ g 12REe ( 2x2L2 − x4 − L4 ) cosϕ (42) Exerćıcio 3. (referente ao exemplo 4 na página 20 da apostila “Cascas de concreto armado”) Analisar um silo ciĺındrico preenchido por material granuloso não coesivo de peso espećıfico γ, conforme a Figura 3. Figura 3: Silo ciĺındrico preenchido por material granuloso R L H h d Δu Δu Malha: 2320 nós, 490 elementos triangulares 414 nós, 68 elementos triangulares A Geometria: L = 0.25 m H = 0.1 m h = 0.06 m R = 1.5 m Δu = d = 0.45 m φ h=R cos φR L x p0 φ R L x gcos φ g sen φ g h φ R x Resposta: O efeito do material sobre o silo pode ser transmitido pelas seguintes forças distribúıdas: fx = 0 fϕ = 0 fz = −qmax(1− e−kx) (43) A estratégia utilizada para obtenção dessas forças não é o escopo deste exerćıcio, podendo ser encontrada em detalhes na apostila “Cascas de concreto armado”. Pela equação de equiĺıbrio 7 em z, temos Nϕ = −Rfz = Rqmax(1− e−kx) (44) que implica em ∂Nϕ ∂ϕ = 0. (45) Aplicando a equação (45) na equação de equiĺıbrio em y, temos: Nxϕ = − ∫ ( ��fϕ + 1 R� � �∂Nϕ ∂ϕ ) dx = ∫ 0 dx = C1(ϕ). (46) Mas, devido à ausência de forças transversais aplicadas no topo do silo, devemos ter, em x = 0, Nxϕ = 0. Logo, C1(ϕ) = 0, resultando em: Nxϕ = 0 e ∂Nxϕ ∂ϕ = 0 (47) Finalmente, aplicando a equação (47) na equação de equiĺıbrio em x, temos: Nx = − ∫ ( ��fx + 1 R� � ��∂Nxϕ ∂ϕ ) dx = ∫ 0 dx = C2(ϕ). (48) Novamente, pela ausência de forças na direção x, devemos ter, em x = 0, Nx = 0. Logo C2(ϕ) = 0. Assim temos, finalmente: Nx = 0 Nϕ = Rqmax(1− e−kx) Nxϕ = 0 (49) Além disso, pela equação (9), temos u = ∫ 1 Ee (��Nx − νNϕ) dx+ C3(ϕ) = − ∫ νR Ee qmax(1− e−kx) dx+ C3(ϕ) = −νR Ee qmax ( x+ e−kx k ) + C3(ϕ), (50) mas, pelas condições de contorno do problema, temos que u = 0 para x = h. Logo −νR Ee qmax ( h+ e−kh k ) + C3(ϕ) = 0 ⇒ C3(ϕ) = νR Ee qmax ( h+ e−kh k ) , (51) e, portanto, u = νR Ee qmax ( h− x+ e−kh − e−kx k ) , (52) implicando em, ∂u ∂ϕ = 0. (53) 8 Pela equação (16) temos, ainda, v = ∫ ( 2(1 + ν) Ee ���Nxϕ − 1 R � � �∂u ∂ϕ ) dx = C4(ϕ) (54) Pelas condições de contorno, temos que para x = h, v = 0. Logo, C4(ϕ) = 0, e, portanto, v = 0. Finalmente, da equação (21), temos w = R Ee (Nϕ − ν��Nx)− � � �∂v ∂ϕ = R2 Ee qmax(1− e−kx). (55) Logo, os deslocamentos são dados por: u = νR Ee qmax ( h− x+ e−kh − e−kx k ) v = 0 w = R2 Ee qmax(1− e−kx). (56) Exerćıcio 4. (referente ao exemplo “e” na página 22 da apostila “Cascas de concreto armado”) Analisar casca em tonel submetida ao peso próprio, com geratriz horizontal e cuja diretriz é simétrica em relação ao eixo vertical, podendo ser uma parábola, catenária, circunferência, cicloide, etc. (ver Figura 4) Figura 4: Casca em tonel submetida ao peso próprio R L H h d Δu Δu Malha: 2320 nós, 490 elementos triangulares 414 nós, 68 elementos triangulares A Geometria: L = 0.25 m H = 0.1 m h = 0.06 m R = 1.5 m Δu = d = 0.45 m φ h=R cos φR L x p0 φ R L x g cos φ g sen φ g h φ R x φ R0 L x g cos φ g sen φ g R Resposta: As forças devido ao peso próprio são análogas ao do exerćıcio 2: fx = 0 fϕ = g senϕ fz = g cosϕ (57) O raio de curvatura das superf́ıcies (ver Figura 4) pode ser dado pela expressão R = R0 cosn ϕ (58) onde n varia de acordo com a forma desejada, sendo 3 para a parábola, 2 para a catenária, 0 9 para circunferência e −1 para cicloide. Pelas equação de equiĺıbrio em z, temos Nϕ = −Rfz = − R0 cosn ϕ g cosϕ = −R0g cos1−n ϕ, (59) que implica em ∂Nϕ ∂ϕ = (1− n)R0g senϕ cos−n ϕ. (60) Aplicando a equação (60) na equação de equiĺıbrio em y, temos: Nxϕ = − ∫ ( fϕ + 1 R ∂Nϕ ∂ϕ ) dx+ C1(ϕ) = − ∫ ( g senϕ+ ����cosn ϕ ��R0 (1− n)��R0g senϕ���� cos−n ϕ ) dx+ C1(ϕ) = ∫ (n− 2)g senϕdx+ C1(ϕ) = (n− 2)gx senϕ+ C1(ϕ) (61) Pela simetria do problema, devemos ter, em x = 0, Nxϕ = 0. Logo, C1(ϕ) = 0, resultando em: Nxϕ = (n− 2)gx senϕ (62) e, consequentemente, ∂Nxϕ ∂ϕ = (n− 2)gx cosϕ (63) Finalmente, aplicando a equação (63) na equação de equiĺıbrio em x, temos: Nx = − ∫ ( ��fx + 1 R ∂Nxϕ ∂ϕ ) dx+ C2(ϕ) = − ∫ cosn ϕ R0 (n− 2)gx cosϕdx+ C2(ϕ) = 1 2R0 (2− n)gx2 cosn+1 ϕ+ C2(ϕ) (64) Assumindo que a casca não absorve esforços normais, devemos ter, em x = L, Nx = 0. Logo C2(ϕ) = − 1 2R0 (2− n)gL2 cosn+1 ϕ (65) e, portanto, Nx = g 2R0 (2− n)(x2 − L2) cosn+1 ϕ. (66) Assim temos, finalmente: Nx = g 2R0 (2− n)(x2 − L2) cosn+1 ϕ Nϕ = −R0g cos1−n ϕ Nxϕ = (n− 2)gx senϕ (67) É interessante que seja feita uma breve discussão acerca dos resultados obtidos. Inicialmente, suponha que a seção transversal da casca seja definida até um ângulo ϕmax. Então os valores 10 de Nϕ e Nxϕ no ponto da extremidade será de Nϕ = −R0g cos1−n ϕmax e Nxϕ = (n− 2)gx senϕmax. (68) É claro que estes valores não necessariamente serão nulos, o que contraria o equiĺıbrio, uma vez que não há forças aplicadas nessa extremidade. Uma opção para contornar esse problema é adicionar vigas de bordo na casca cuja função seja absorver tais esforços e transmiti-los aos apoios da estrutura. No caso n = 2 (catenária), a equação (67) nos fornece Nx = Nxϕ = 0, indicando que a casca, neste caso, transmite seus esforços somente para as vigas de apoio, deixando, portanto, de sofrer flexão, e funcionando apenas pelo seu efeito de arco. No caso n = 3 (parábola), temos, para x > 0, Nx e Nxϕ positivos, fazendo com que a viga de bordo esteja sempre comprimida. No caso n 0, Nx e Nxϕ negativos, provocando tração nas vigas de bordo. No caso do concreto armado, esse caso é mais vantajoso que o anterior, pois os esforços de tração na viga de bordo podem ser absorvidos pela armadura.